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Alexandre Rama

Alexandre Rama

EU COM VOCÊ

Olho ao meu redor e me deparo só, mesmo estanco cercado por olhares que me notam.
Meus dias se arrastam como ponteiros de relógios contando infindavelmente os segundos humanos.
Gostaria de ter suas mãos nas minhas.
Gostaria de ter sua pele na minha.
Mas tudo não passa de um tempo verbal, no qual, só tem espaço para ser conjugado num futuro do pretérito.
Como EU gostaria;
TU como querias;
ELE com ELA se uniria;
NÓS um para sempre seríamos;
VÓS comigo estaríeis;
ELES se amariam;
Pode não ser bonito.
Mas meu amor por você, isto sim é.
1 341
5
Marcelo Mardock

Marcelo Mardock

Aprendiz

Há de vir em mim a vida,
nos encalços dessa alçada
Há de rir de mim a vida,
os algozes na estada,
Há de sorrir quando eu chorar,
por mais cheio de vida, estou vazio
por um tempo, vejo a mal
mas enfrento o meu caminho
vou nascendo,
crescendo,
sorrindo, mas temendo..
um dia a vida me vem denovo e leva tudo embora!

Há de rir de mim a morte
pra mostrar-me a saudade
Há de vir em mim a morte
pra mostra-lhes a saudade
Há de sorrir pra mim a morte
pra dizer da felicidade
e o quanto a vida,
essa sim valeu a pena ser vivida!



664
5
Fernando Maia

Fernando Maia

Entusiasmo imbecil


Roupa no varal sacode

nuvens crescem, folhas caem

batuta de vento ganha força

melodia toma forma

surge coreografia divina

regida por brisa precisa

a chuva desce

(A chuva vem, e muitas vezes desapercebida,
muitas vezes indesejada, afinal
é apenas outro processo natural da terra
além do que, temos de "tocar" nossas vidas,
não há tempo para preciosismos
ou detalhes que dentro do contexto massante da rotina
não fazem mais sentido algum)

796
5
1
António Pereira Vieira Da Silva

António Pereira Vieira Da Silva

A Tua Morte

Aceito a mágoa do desprezo de uma canção

Aceito o cheiro que não é cheiro do ar,

O veneno de um ardente coração

Que não é música nem tão pouco o luar,

Aceito a fórmula de enregelar a voz

De cheirar o que tu não cheiras,

O que vem de mim, de ti de nós

Sem saber cantar quando choras,

Choro de chorar

E nada choro quando já não sei chorar,

Se morro por amar

Ou se vivo sem te beijar,

Já nada importa se não te cantar

Nada importa se morrer,

Nada faz voltar atrás

Quanto te enterrei e tive de sobreviver.

Sem ti

Apenas sem ti meu amor,

Não sei o que vai ser de mim

Para lá desta dor,

Não te vejo como queria

Não sonho o que sonhava,

Já nada faz magia

Eu pobre sem lume, na rua a vaguear,

Se antes morria por nada

Agora morro por tudo,

Tenho a vida quase acabada

Contigo, levaste o meu mundo.
802
5
Marc Santini

Marc Santini

Vontade de Você

Estou com vontade de você...
Agora mesmo.
Te querer me esgota,
Quase perco o controle... o que me salva
é a caneta e o papel...
As palavras saem aos borbotões,
Teu nome e outras tantas que o acompanham
formam histórias, sentimentos,
gestos, ações e desejos...
Caminhos,
Trilhos, trilhas,
Música, sons, gemidos.
Suor, toques, cheiro
Cores,
Mãos, pés, olhos,
boca, abraços, beijos,
olhares.
Comida, pipoca, sorvete.
Cinema, escuro, claridade.
Fome de você.
Longe, perto,
dentro, fora,
sonho, realidade
Amizade,
Virtualidade,
intimidade,
Verdade, envolvimento.
Loucura e sanidade,
Amor, paixão.
Dança,
Sensualidade,
Meu, teu
Nosso corpo,
Corpos,
Nossos...
Praia, sol,chuva.
Lua, estrela,
Cometa.
Noite e dia.
Carona.
Teu beijo gelado,
Nós dois...
Banho de água fria...
Ops!
Basta... é melhor parar por agora,
E esperar que outras tantas palavras
surjam com o caminhar de nossa história.
1 253
5
1
Déa Villarinho

Déa Villarinho

VERDADE

A maior infelicidade humana, não seria a pobreza ou a incredulidade, mas a incapacidade dos nossos corações para amar.
724
5
José de Sottomayor

José de Sottomayor

ILUSÃO



Os meus dedos correm a guitarra
e no teu rosto escrevem a canção,
na tua boca beijo a madrugada
e nos teus braços aperto o coração,

e no teu corpo escrevo uma saudade
com letras da ternura de te amar
palavras que desfolham a verdade
da saudade que de mim te quero dar,

tu foste a minha hora de nascer
tarde que cedo se fez a claridade
e em mim brotáste fonte de emoção,

qual rio imenso que corre p'ra viver
e em ti beijou a foz da realidade
e em ti morreu na voz de uma ilusão.


1 779
5
Emílio

Emílio

Foste

Foste



Partiste na altivez

Porte armado

Olhar certeiro

Anti fagueiro

Contra a paz domingueira

Deixei-te voar

Nesse teu ar seguro

De certeza das causas vencidas

Entreabri conventual portão

Dum amoroso casulo

Coração cansado de heroínas

Cobertas de vento

De espuma

Seguras de recantos

Ressabiados

Amores passados

Emílio Casanova, Coisas do Coração

785
5
Raimundo Candido

Raimundo Candido

OS GREGOS

“As palavras são os suspiros da alma.”

Pitágoras

“A esperança é o único bem comum a todos os homens;

aqueles que nada mais têm -

ainda a possuem.”

Tales de Mileto

“Um ponto é o que não tem parte”

Euclides

Um cismar quando absorto

na pele é um profundo mergulho.

A captação do íntimo das coisas

ainda é um segredo da hélade,

época de envolvidas estátuas,

tempo em que seitas ocultavam

o como e o porque de todo brilho

exuberante sob asas dos deuses.

A imensa voragem heroica

delineando o feitio espartano,

sempre com apetite de guerra,

inflava-se sobre um Acrópole

longínquo de Atenas vestida de cal.

De lá, via-se manar a luz homérica

indo iluminar Ulisses na luta de Tróia

e seu regresso cruento na Odisséia.

775
5
Iatamyra Rocha

Iatamyra Rocha

Tuas Horas

Quantos sais precisam
para que o perfume
Corroa a água
E quantos aís precisam
Para que nas mãos saia teu cheiro de mágoas
Meus sais,no vidro translúcido evaporam
Minha pele sente o frescor das tuas horas
Meu relógio perene e pulsante
Sente teu âmago febril
Desde o luar que você partiu
Meus aís são rarefeitos
Roucos,loucos e imperfeitos
Sussurram e queimam da tua alma
Ainda levitando em meus desejos
Mudando a cor da minha aurea
Meus sais aos meus aís se misturam
Nessa água nua e pura
Que das minhas mãos escorrem
Sob o brilho da luz que me envolve
Desaguando tuas mágoas e meu ar
Nessa água que te espera
No meu mar.
®IatamyraRocha
Blog Efêmero
http://iatamyra.blogspot.com/
Blog Prisma
http://iatamyrarocha.blogspot.com/
Blog Palavras ao Vento
http://iatamyra.wordpress.com/
1 346
5
1
Carolina Caetano

Carolina Caetano

A parede, a sua vida

Devo-lhe ser este novembro custoso
como custaram-lhe as ingratas paciências
e o mês de agosto, não de menos, quando
tolos os meses se antecediam uns aos outros
antes embebia outras datas num só rolo
trouxe até a me pintar toda parede, e a parede
que afaga a colorir seus outros dedos
E suas datas mais próximas apetecem ou descansam
aos arredores da casa sua
a sua vida é besta, a sua vida é besta
e eu deitei-me sob ela
aos arredores da casa sua
a sua vida é besta, a sua vida resvala
escorrendo-me à cabeça
entornando pelas eiras
Se correr à calha a esta altura
a sua vida me aproveita, eu já sou outra parede
a minha vida é besta, a minha vida é besta.
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5
Raimundo Candido

Raimundo Candido

E PETER PAN SE FOI

Quando os heróis habitavam

meu demorado e brando peito,

sorvia a desejada felicidade

como um brinquedo qualquer.

Os Peter Pans moleques

me davam coragem.

Um dia, um súbito flash

obscureceu meu mundo

e todos os guerreiros se foram.

O robusto peito cingiu

como a um moinho.

Agora, surrado, inclino-me

ao sombrio momento

da ausência de ilusões,

sem as galhofas heróicas

que alegravam meus dias.

Discretamente vou sumindo

se o perigo vem chegando

com seu carrossel de fogo

e ninguém me socorre

deste sobressalto terrível

que se apodera de mim.

722
5
Thiago Gonzaga

Thiago Gonzaga

Alma Consumida

Levada na brisa que tocava aquelas tardes,
que estremecia, ardia, afogava.
quem diria que um dia partiria,
com aquela guria, deixando apenas a agonia.
A alma que me levou, eu ainda sinto falta,
e com ela fora muito mais que isto,
foste também tudo que em mim continha,
ficando apenas o peito vazio, o gosto amargo da saudade,
o fracasso da perda e a carne, corpo, singelo.
614
5
1
Raimundo Candido

Raimundo Candido

DEIXEM O AMOR ENTERRADO!

Não ressuscite o amor

que um dia foi vida,

deixe-o lá: enterrado!

Quando se exuma

algo tão forte

que um dia morreu

ele reflorirá

desbotado

numa flor dorida

na magoada

relva cinzenta

do tempo passado!

721
5
LUIZ GONZAGA DE PAULA

LUIZ GONZAGA DE PAULA

pinga boa

Pinga boa

Sempre vou pro bar
De manhazinha antes do sol nascer
Ja tomo uma que é para rebater outras de ontem ai ai


Tomo tudo ali
Pinga no cocô conhaque com limão
E se misturo alcatrão desce macio ai ai.
Tomo na calçada e também bebo no balcao
Esquenta peito, engasga gato táa tubo bem, tá tudo bem

Refrão

Que pinga boa ô ô ô
Que pinga boa
Quase cai na lagoa me segurei num cordão


De vez enqando vou
Lá na capela pra tomar
Uma que o padre guarda lá marva branquinha ai ai



Pego a charrete
E faço curva da estrada intortar
Qualquer desvio que eu tomar  me quebra a cara ai ai


Volto a galopar
E faço a curva devagar
De tanto o corpo balançar eu chamo o Juca a vomitatr a vomitat

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Fernando Serrate

Fernando Serrate

Quando Realmente Escrevi


Quando Realmente Escrevi



Quando deixei de sorrir em falso,
Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.

Preciso realmente viver
sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
agora descanso...

Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.

Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois digo lhe:
escutes o cantar dos pássaros,
o perfume das flores,
o choro entremeado das árvores.

Aí corra, corra campo afora,
deite-se e olhe para cima
e veja as nuvens azuladas
passe a mão envolta e percebas
o macio do tapete verde.

Chorei. Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
o verde,
os pássaros,
as flores,
a mata
e sua saudade...

Fernando Serrate

Sem Data, mas Eterna
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Gabriela Lages Veloso

Gabriela Lages Veloso

A ilha de pedra

Certa vez foi dito que

Precisamos sair da

Ilha para vê-la,

Em sua plenitude.



Daqui observo os telhados,

O traçado das ruas,

O ir e vir de pessoas

Carros e motocicletas.



Daqui enxergo tudo claramente,

O verde quase inexistente,

O ar cinzento,

Os lugares invisíveis.



Daqui vejo a ilha de pedra

Edificada sobre os restos de vida,

Onde todos correm sem destino

E os dias são sempre os mesmos.


VELOSO, Gabriela Lages. Poema A ilha de pedra. In: As Literatas. MARANHAY - (Revista do Léo ) - 56 - março 2021 - EDIÇÃO ESPECIAL: ANTOLOGIA - MULHERES DE ATENAS, São Luís - MA, 04 mar. 2021.
571
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

CARTA AO PASSADO SEM REMETENTE

Os tempos se passaram e muita coisa mudou,
Como manda os ciclos temporais da vida de cada ser vivente
E em termos consisos,
Digo que o tempo em si foi um período conturbado para mim.

Já que obtive conquistas que foram poucas
Mesmo assim, as considero louváveis.
E derrotas que não pude obter a menção de ver quantas perdi
Mas enfim,
Faz parte do processo da insistência contínua em vida.

Lembro-me tempos atrás do dia que obtive o meu primeiro amor,
E de forma amarga,
A atribuição sentida de nunca ter o beijo daquela que eu amava.
Também recordo-me dos tempos das recaídas depressivas
Destruindo o meu emocional em diversos pedaços
Ao qual estou tentando reconstruir até hoje esses retalhos
Sem ter um sucesso expressivo.
E relembro do mesmo modo,
Das brigas constantes entre família,
No qual sempre eu era considerado o erro daquela relação familiar.

Em suma, vários aspectos aconteceram durante esse tempo de vivência
Ocorrendo acontecimentos significativos
E daqui observo,
Que terei uma vida "longa" pela frente.

Podendo ter amarguras ou satisfações,
A cada passo dado nesse caminho atemporal
Porém, a minha fé tornou-se conivente ao ceticismo
E não tenho mais esperanças do que o futuro pode me oferecer.

Essa correspondência num tom poético não será entregue a ninguém
Nem ao menos a mim mesmo,
Ou seja, apenas servirá como uma epístola servil e sem codinomes.
Apenas restando para ela o mofo e as manchas da antiguidade
A cada badalada do relógio
Que soa, toda vez que o tempo concreto é marcado.

Serei esquecido pelo vento e atraído pelos períodos temporais,
E cada temporada vivida,
Poderá ser uma experiência fragmentada.
Vivendo só por viver,
Sem uma intensidade correlacionada a um aspecto personal
Tornando-me somente um ser comum, normal
Faltante de incrementos e igual a multidão.

São Paulo - SP
18/10/2020.

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izasmin

izasmin

Amarela

Menina Amarela | autoral de izasmin

É ela,

Nem morena,

Nem branquela.


Singela,

Medo de viver,

No fim amarela.


É aquarela,

Em tom monocromático,

Meio-termo, vivendo por tabela.


Quer ser aquarela,

Mas se perde nas cores,

Deseja uma realidade paralela.



Não é pelo tom loiro ou tom de pele,

Representa apenas a palidez do ser,

É aquela cujo nome você esquece,

Sem ter um porquê de conhecer.


09 de Novembro de 2020.
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Ladybird

Ladybird

A menina que queria ser sereia

Ela fugiu pra bem longe
depois de onde as ondas quebram
lá o mar é manso

por enquanto vive em Atlântida
"a vida é boa aqui no mar"
suas caudas de sereia a levaram
para longe de seus problemas

Não sei quando voltarei ao raso
ela diz

esse mergulho dentro de mim
pode ser demorado
um dia volto pra casa
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dpesteves

dpesteves

Nem tento

Há dias em que sucumbo
desperto morto, isolado por dentro
numa ilha entre a terra e mais terra
de alma esmagada
e não reconheço o gigante
esse sonâmbulo que me habita
enfrento os dias como castigo
uma rendição
nas mãos apoucadas
de anti-ansia
nada me existe
além da muda necessidade do amanhã
pergunto
qual deles serei detrás da cortina?
quando mais ninguém existe
quantos perdedores sou?
quantos humanos?
e porque devem ser todos
tão cegos
à janela da existência?
Nem o vento tardio
do beira-rio me refaz
deste sempiterno desistir
sem sombras nas folhas
que eram outrora regozijo
servindo de remédio
ao esquecimento
a morte deve ser
apenas um pouco mais
taciturna e infinita
que este negrume que levo dentro
até as palavras saem tristes
como de outro
pois a minha boia furou
em pleno mar violento
torno-me rígido
pálido
mantendo-me à tona
só flutuam os restos mais verdes
que devem nascer amanhã
porque hoje
este hoje tão pesado
sou um cadáver
sem história ou vontade
sou anomalia
tentando trepar à árvore do adeus
talvez lá encontre
a parte que me falta.
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itamarfs

itamarfs

AMOR ONÍRICO

Em pequenas palavras exponho meu mundo,
Transbordado de graça, ao ver-te chegar.
Com efêmero riso em sal me inundo,
Ouvindo a porta, ao teu ir, se fechar.

Recorro aos meus sonhos pra te reencontrar,
E no onírico ponto eu quero estancar;
Pois não quero, jamais, que teu único amante
Pereça de enfado a te esperar.

Itamar F S

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Ladybird

Ladybird

Para Mari Ferrer e todas nós

Ela é uma garota que fala de sonhos
de estrelas e de viagens

Ela não queria ser invalidada
pelo corpo dela

Ela queria ser reconhecida
pela sua perspectiva
e não apenas pela roupa
que havia usado na noite passada

Ela não queria ser invalidada
pelo corpo dela

Ela queria ter sua fala representada
quando disse que foi abusada
e não ser atravessada
por uma foto que havia postado

Ela só queria ser respeitada

Ela queria gritar para todos ouvissem
mas seu canto estava mudo

Veja
Ela não queria ser invalidada
pelo corpo dela
Ela só queria ser respeitada
Ela só queria ser escutada
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Lagaz

Lagaz

Quintana

Poeta,
versos são flores em um jardim de pedra,
Flores estas, que surgem do
coração,
e hoje ninguém mais observa,
quão lindas ou estranhas possam
ser.

E fazer o que ?

Essa é a vida, vida essa que o tempo consome, como a um poema.

Mas antes,
permita que lhe diga,que em um ímpeto narcisista, 
escrevi rascunhos nas páginas do seu livro,
coisa de menino,que inspirado pelo fado 
dos versos, ousou que poderia.

Quintana
a vida encanta mais do que se imagina

E você sempre soube

Muito antes de todos nós
Que a imaginação
É uma flor em um jardim de pedra

Pedra está que consome a vida
Como um poema

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