Lista de Poemas
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Israel Vitorino
Poetas e tolos
Esse sou eu.
Sua grosseria só não excede sua total inaptidão de se tomar por poeta
Pois, pranteias sem classe e sonhas com o que ninguém mais se inclina a sonhar e,
Esse sou eu.
Mas, de tudo, não lhe tiremos o mérito de tentar, de ousar,
Pois todo poeta é um tolo, ousando crer ser possível, através de seus pesares, arrancar suspiros,
aplausos e morada em uma distinta biblioteca, mas…
Esse não sou eu.
Israel Vitorino - 2018
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SEM DÚVIDA
Quando as sombras
Das flores ganharem vida
E a vida for vivida
Com amor verdadeiro.
Mia Rimofo
PENSAMENTOS EM MIM
As palavras voam, os amores ficam
trazendo alegria num dia feliz!
O amor é como uma ementa feita de felicidade!
É no silêncio das rosas que se faz poesia!
A minha alma chora de tanto sofrer de saudade!
Os beijos nascem no desejo de quem ama!
Ler é deixar para trâs a ignorancia!
Fayola Caucaia
DOR
E as flores murcham
Na espera da próxima primavera
Pra se reerguer, como fênix
Vida, morte
São apenas metáfora de um ciclo continuo
Não há morte sem vida
Não há vida sem a morte
Não vivo de morte, mas ela habita em mim
Vivo de vida, buscando sempre reviver
como uma fênix
Ter a dor, e não tê-la mais
Buscar a cura como saída
Não há saída sem a cura
A dor não pode ser naturaliza
A dor é a metáfora do caos
O caos que habita aqui, aí e que generalizou
Tentando ser perda total
O toque, os cacos, personificam a ressurreição
Diante de tantas dores, metafóricas psíquicas
A cura é a única saída
Mais uma vez emerge
O toque na carne
A dor anestesia
Com tantas dores
A dor não pode ser naturalizada
Mais uma vez emerge
Revolta
Quebro o caos
Na tentativa de romper com a dor
Os símbolos emergem
Uma saída
Tentativa contínua
Morte, morte, morte
DEPOIS VIDA
[processo_matar o colonizador]
simoni_souza0
Zona de Conforto
Presa ao chão.
As raízes que me prendem
São as mesmas que me sustenta.
Em minha zona de conforto
Sou alimentada o tempo todo.
Cresço, floresço, dou frutos
Ainda assim, o ar me falta.
De vez em quando
Minhas folhas aproveitam a força dos ventos
E libertam- se em busca de novas terras.
CORASSIS
Meu gosto humano

Meu gosto é antidoto muito barato
As necessidades diarias.
Por favor , eu preciso do clamor
Que esta dentro das pequenas coisas
A saber : o amor constante ,
Todo delicado sabor
E ainda faz parte destas necessidades
Exterminar o tédio ,
Ser valente em me amar.
E Amar ...
Você também.
Gabriela Lages Veloso
O maquinário
Peça por peça,
Tudo é padrão.
Produtos. Palavras. Pessoas.
Tudo é instantâneo.
Em um piscar de olhos,
Tudo é lixo.
E as Mãos recomeçam a sua árdua tarefa,
Peça por peça,
Tudo é eternamente novo.
Velocidade. Padrão. Lixo.
Antigo ciclo da novidade.
De Mão em Mão,
Peça por peça,
Tudo é insuficiente.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema O maquinário. Ser MulherArte - Revista Feminina de Arte Contemporânea, 15 mar. 2021.
Gabriela Lages Veloso
Vida
Como um sonho.
Feita de retalhos de instantes.
E, nessa minha brevidade,
De segundos contados,
Devo ser tratada sabiamente.
Nas tormentas,
Os pesos devem ser arremessados
No mar do esquecimento.
Nas bonanças,
As lembranças devem ser recolhidas,
Ternamente, no abrigo da memória.
Em mim, tudo é essencial
Chuva e aridez.
Resisto ao tempo e às intempéries.
Não tenho caminhos fixos,
Sou caleidoscópica.
Por isso, não se engane,
Não existe um único propósito para mim.
Sou um enigma a ser descoberto.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Vida. In: As Literatas. MARANHAY - (Revista do Léo ) - 56 - março 2021 - EDIÇÃO ESPECIAL: ANTOLOGIA - MULHERES DE ATENAS, São Luís - MA, 04 mar. 2021.
simoni_souza0
Desconexão
Suas palavras
São como uma adaga,
Cortando conexões
Que um dia
Existiram entre nós.
Sua voz é como trovão
Em noite de tempestade,
Voz que estremece,
Enrijece minha alma,
Palavras ríspidas, gélidas,
Que aos poucos
Constroem muros.
Quero eu viver entre muros ?
Não mais.
Helio Valim
Esconderijo
A pequena porta desbotada,
na fachada do sobrado decadente,
em uma cidade extenuada
esconde tesouro eminente.
Suas prateleiras empoeiradas
guardam inestimável memória,
em livros e brochuras emboloradas,
ornados com intensa glória.
Como pérolas perseguidas,
não há um bom livro que me escape
ou um grande autor que eu resista.
Sendo frequentador costumaz,
no sebo de livros me satisfaço.
No sebo de usados me sinto em paz.
paola_
tato
músicas
são como pontes
mas também são fontes
já encontrei
mas já perdi
ando em círculos
como num completo infinito
procurando
tateando
aquela melodia
que me trará euforia
Olga Kawecka
A morte não separa
da fé.
paola_
tradução
E perceba a pessoa que não sou
Ainda assim permanecer
Somando o seu viver
Com o meu entristecer
No meio dessa dança
Mesmo errando alguns passos
Não desfaz o nosso laço
Seguimos em completo compasso
Seria essa mais uma utopia
Nessa minha mente de fantasia?
Ladybird
Viver de palavras
Noutras leio
sinto
e escrevo
o que não cabe no peito
mcegonha
Alma alentejana
Toda a alma é caminho
destino arrojado
amor é luz
Alentejo é cantado.
No sim e o não encontrar
planícies de encanto
que dizem que o Alentejo estou a pisar
na letra, poema ou poesia.
Ser alentejano
é sorrir no sol ou luar
sinto o cheiro do tinto
ao Alentejo estou a chegar.
Em cada debate a ousadia
cada aldeia seu designar
Alentejo terra de cantos
sou de santa Barbara de Padrões
com orgulho na gestação.
Sou alentejano de alma e coração.
A nostalgia anuncia o madrugar
fim da noite
principio do dia a chegar
anuncio esta poesia
no todo Alentejo me poder cantar.
Sim sou alentejano
ao Alentejo estou a regressar.
A poesia de JRUnder
O amor e o tempo
Perguntei ao tempo, quanto tempo leva,
Para um amor imenso, se acabar.
Perguntei ao tempo, quanto que demora,
Para que um sonho possa terminar.
O tempo passou, sem me responder.
E assim fiquei, mesmo sem saber,
Se o sonho é eterno, quando é bonito...
Se um grande amor, é sempre infinito.
Por medo de amar, já tenho sofrido,
Medo de querer, mas não ser querido.
Medo que o tempo mostre a razão,
Do fim de um amor se transformar em solidão.
Nesta noite azul, quando o luar,
Faz com que a ansiedade, possa se acalmar...
Ouço no silencio, o meu coração,
A dizer que sim, mas jurar que não.
O distante som, das águas do mar,
Quando as areias, na praia vem beijar,
Me diz que o tempo, não tem compaixão...
E que o amor é água e escorre pelas mãos.
Gabriela Lages Veloso
Dilema
Somos a natureza.
Então, por que ferimos a nós mesmos?
Para que tanta violência?
Fome é violência.
Desmatamento é violência.
Cárcere é violência.
Ser ou não ser? Essa é a questão.
Contra quem lutamos?
O que queremos?
Dinheiro, fama ou destruição?
Miséria é violência.
Egoísmo é violência.
Poluição é violência.
Ser ou não ser?
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Dilema. In: Revista Literatura Errante, 28 abr. 2021.
José António de Carvalho
TERRA LAVRADA
TERRA LAVRADA
Canto a magia do amor
de tudo que é natural e belo.
Canto o quente e húmido respirar
naquele voltar de si escaldante,
no enrolar selvagem e louco,
em voltas irreais e alucinadas.
E sente um prazer ardente
quando recebe nova semente.
Tão grande é o poder da terra
que acorda para novo ciclo
expondo o seu fértil ventre
a tão desejado regresso.
José António de Carvalho, 17-maio-2021
Andreia
[lição de loucura]
Ensina-me.
Quero aprender-te.
Dissecar-te os traços.
Lamber-te o suor
que escorre salgado.
Engolir-te num trago.
Devorar-te!
Ensina-me
o silêncio saturado
das entranhas.
E guia os tentáculos
da minha voz
pelo teu corpo.
Ensina-me.
Quero saber-te.
Quero sorver-te.
Do sabor, ao torpor.
Beijar-te os orgãos.
Morder-te os ossos.
Anda, ensina-me.
Quero enlouquecer
-te.
~ Andreia Marques
izasmin
Entre o Hoje e o Amanhã
Se toda angústia fosse em vão,
Eu relaxaria em um divã,
Acordaria só amanhã.
Mas hoje, sem condições.
Mil e uma recordações,
As piores situações.
05 de Dezembro de 2020
tiamat
Ruído
Abraçar sem abraço, cantar sem canção.
Triste solidão que nos faz permanecer sem estar.
Gabriela Lages Veloso
O Relicário
“Em qual espelho ficou perdida a minha face?”, suspirou, angustiada.
Moira é uma juíza renomada, aposentada há alguns anos, que mora em uma suntuosa mansão. Mas, apesar de toda a sua riqueza, não tem herdeiros. Logo após a aposentadoria, ela entrou em crise, pois encontrou-se frente a frente com a pergunta que a inquietou por toda a sua vida: quando será o meu tempo?
Ao sair de seu quarto, Moira caminha até uma grande janela, no final do corredor, e põe-se a observar a chuva. À medida que cada pequeno cristal d’água cai sobre a grama, traz à tona, com toda a vivacidade, as antigas memórias da aurora de sua vida.
A pequena Moira adorava dias de chuva, pois, nesses dias, sua mãe tinha o hábito de contar histórias, sentada em uma cadeira de balanço, para ela e suas duas irmãs, que faleceram em um trágico acidente quando Moira tinha apenas cinco anos de idade. Por isso, a menina cresceu sufocada pela superproteção materna e pelas altas expectativas do pai.
Agora, em frente à grande janela, Moira estava tão absorta em seus pensamentos que não percebeu o avançar das horas. Permaneceu nesse transe até as sete horas, quando a governanta veio chamá-la para tomar seu desjejum. Alguns instantes depois, Moira estava perante a mesa posta com fartura, mas estava sem apetite, e quis tomar apenas uma xícara de chá.
“De fato, do fundo do poço só se pode tirar memórias ou mesmices...”, refletiu Moira.
Que contraste Moira enxergou entre a fartura desse café da manhã, para uma única pessoa, e todas as refeições de sua família – ou até mesmo a ausência delas – em seus dias de infância. Essa percepção transportou-a para o dia em que sua mãe recebeu um misterioso presente de uma falecida senhora: uma penteadeira de mogno, com miligramas de ouro incrustado em desenhos floreados, e um espelho embutido no majestoso móvel.
Moira aprendeu a ler e escrever bem cedo. Seus dias eram milimetricamente administrados pelo pai, que tinha um único objetivo na vida: fazer com que a filha jamais enfrentasse as mesmas privações pelas quais ele passou. Por isso, a menina tinha de estudar, dia e noite, para que, no futuro, tivesse uma profissão de prestígio e retorno financeiro a curto prazo.
Após o seu desjejum, Moira caminha por vários corredores e decide ir até o seu oásis particular: uma biblioteca de grandes dimensões, com prateleiras até o teto, todas preenchidas com edições de luxo de centenas de livros, desde os clássicos até os contemporâneos da literatura universal, em vários idiomas. Um leve lampejo acende uma fagulha em seus olhos azuis. Ela está no único lugar em que realmente se sente realizada.
Moira pensou como teria sido sua infância em uma biblioteca como aquela, como teria se divertido inventando suas próprias histórias, ou até mesmo imaginando ser a protagonista de seus romances favoritos.
Quando menina, seus passatempos favoritos, nas folgas de sua pesada rotina de estudos imposta pelo pai, eram ler contos de fadas e romances que a transportavam para outros momentos e mundos, e brincar em frente à majestosa penteadeira de sua mãe. Ao contemplar o espelho, ela não via a pequena garota de belos cachos castanhos e olhos azuis cintilantes, e sim a protagonista da história que estava lendo ou escrevendo.
O maior sonho de Moira era se tornar uma grande escritora no futuro. Por isso, ela tinha um diário, no qual criava um mundo todo seu, cuja única lei era a liberdade. Bem, esse era o seu sonho, porém ele não estava nos planos de seu pai, que queria, a todo custo, que ela fosse rica. Por essa razão, ela escondia seu diário na última gaveta do imponente móvel de mogno, assim também como sua força para escolher o próprio destino.
Ainda na biblioteca, uma pequena lágrima cai dos tristes olhos azuis de Moira, ao lembrar de seu antigo diário infantil e perceber o quanto a sua existência foi vazia... Vazia de significado, e, principalmente, de felicidade.
“Cada instante do nosso passado nos faz ser quem nós somos”, disse consigo mesma.
Nesse instante, a governanta entra na biblioteca e encontra Moira em prantos.
– A senhora está se sentindo bem? – perguntou a governanta.
– Não se preocupe comigo, só estou um pouco emotiva – disse Moira, enxugando as lágrimas.
– Desculpe interrompê-la, mas o Contador está lhe aguardando na sala de visitas. Devo pedir-lhe que retorne em outro momento? – disse a governanta, com um olhar compreensivo.
– Não. Diga que irei descer em alguns minutos – disse Moira, resignada.
– Certo, senhora. Você realmente está se sentindo bem? – insistiu a governanta.
– Obrigada pela preocupação, mas o meu problema não pode ser resolvido agora – disse Moira, enigmática. – Não deixe o Contador esperando, diga que irei em instantes.
A compaixão de sua funcionária a fez viajar mais uma vez em suas memórias. Moira viu-se perante o seu único e melhor amigo, que era também seu vizinho. Os dois costumavam brincar juntos no quintal de suas casas. Ele costumava ouvir pacientemente as queixas de Moira sobre a superproteção dos pais e como se sentia sufocada por isso. O garoto sempre a alegrava e distraía com suas histórias, pois ele também era dono de uma imaginação fértil. Porém, estava fadado a um destino no qual sua criatividade de nada valia. Ele era extremamente pobre, vivia em uma miséria maior do que a família de Moira jamais experimentaria. Por isso, quando completou apenas dez anos de idade, teve de começar a trabalhar em uma fábrica de tijolos, para que a família não definhasse de fome.
Temendo que a filha se apaixonasse pelo garoto quando eles chegassem à juventude e, assim, tivesse um destino diferente do que ele planejara, o pai de Moira proibiu a amizade das duas crianças, o que as condenou a um caminho no qual não havia tempo nem espaço para amizades ou sentimentos, somente para a monotonia diária e a solidão.
O temor do pai de Moira tinha uma explicação. No passado, ele é que fora o melhor amigo pobre de sua esposa. A avó, que Moira jamais conhecera, era uma mulher muito rica, que tinha apenas duas filhas, dentre as quais a primogênita um dia viria a ser a mãe de Moira. Contudo, a rica senhora não aprovava o relacionamento entre sua distinta filha e um rapaz tão humilde, pois acreditava não passar de um mero interesse financeiro. Por isso, deserdou sua primogênita no dia em que recebeu a notícia do casamento, e se ausentou, assim, para sempre da vida de sua filha. Somente em seu leito de morte arrependeu-se pela dura decisão e suplicou a sua segunda filha, a única herdeira de toda a sua fortuna, que entregasse a penteadeira à sua irmã, pois era uma relíquia que atravessava gerações de primogênitos dos seus antepassados.
Agora, em seu escritório, Moira discute acaloradamente com o seu Contador, pois descobre um desfalque em suas finanças. E toda essa agitação causa-lhe uma enorme dor no peito, e ela cai desmaiada.
Quando Moira recobra seus sentidos, ela encontra-se deitada em sua cama e percebe o olhar cansado de sua governanta, que ficara em vigília a noite inteira, cuidando de sua estimada senhora. Um turbilhão de pensamentos invade a mente de Moira. Ela enxerga sua vida como um delicado castelo de areia que está sendo soprado pelo impetuoso vento da morte. Restam, agora, poucos grãos... Ela percebe que sua existência foi preenchida unicamente pelas ausências de seu passado.
Em seu peito, aquela mesma dor se acentua; ela enxerga uma luz muito forte e imagina como teria sido a sua vida se ela tivesse, de fato, tomado as rédeas de seu próprio destino. Pois, em seu último suspiro, ela compreendeu que o futuro é um quebra-cabeça, com inúmeras lacunas, que podem ser preenchidas por várias peças disponíveis.
Inquieta, com a respiração ofegante, Moira desperta no dia de seu décimo oitavo aniversário. Tudo não passou de um sonho...
VELOSO, Gabriela Lages. Conto O Relicário. Revista Intransitiva - Memórias que nos atravessam, Rio de Janeiro, p. 62 - 67, 09 dez. 2020.
simoni_souza0
Silêncio
As palavras impiedosas não são o bastante?
Diante de suas acusações,
Sinto - me um farrapo humano.
Depreciada,
A culpa me consome,
Sem ao menos equivocar - me.
Repreendo - me em meu íntimo
Sem forças para reagir.
Será fraqueza de minha parte
Ou instinto de autopreservação?
Abrigo - me no silêncio,
Ansiando que alguém
Perceba os sinais de consternação
E venha em meu amparo,
Livrando - me de toda toxidade.
aunntt
Furia

Sinta toda a furia da existencia, enquanto teu corpo desmorona
A pele molhada, os olhos arregalados, todo o pulmão preenchido de ar
Sinta a euforia, que absurdo é, sentir tudo isso em teus pés
Sinta o gelado do mundo sobre esta perfeita coroa.
Quanta tristeza sinto em minha mente
E ela vem levando todo o meu sorriso
Seja um pouco mais confiante
Mas no final estou apenas te cegando.
Sinta todo o desejo de estar vivendo
Sinta como se realmente dessa vez fosse acontecer
É no final,encare-se no espelho
E entenda, voce não é nada daquilo que gostaria de ser.
aunnt
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