Escritas

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ania_lepp

ania_lepp

Nada mais...

Imóvel, taça na mão,
olho a noite,
lá fora, só escuridão,
nada ouço...nada vejo...
nada há...só esse breu
que me alucina...

Nem voz, nem música,
nem riso, nem cheiro,
nem toque,
nem mão estendida...

Nada mais há,
Só essa solidão bandida...
(ania)

(Ouvindo Killing Loneliness - HIM)
https://www.youtube.com/watch?v=IcuGSXCA96I
1 970
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NÃO AO LIMITE

Não ao limite
Para as minhas loucuras 
De corpo quieto
Mas com a mente a um milhão
579
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESCREVO

Escrevo na tua pele
Somente doces palavras
Tatuadas com beijos 


824
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natalia nuno

natalia nuno

sinal de nada...

sinal de nada
tudo tão inquietante!
na mão da noite pela calada
um sentimento bem definido
a saudade,
que segue a minha estrada...

o passado erguido,
fico desabitada de mim
corro ao encontro do chamamento
ás recordações sem fim
ao profundo da memória
fica-me o coração a contento
perante mim as idades
da minha vida
desde o jogar ao pião
até à ameaça da solidão.

a infância gaiola dourada
o mel de flor da idade do amor
o fogo rubro da meia idade
agora horizonte de saudade

natalia nuno

4 120
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16alkaspoetry

16alkaspoetry

TIEMPOS DE ESPERAR




és casi hora
y tu no llegas,
és la hora de lluvia,
y tu no vienes...
Estación de sequia
y tu no te muestras,
Casi se pasó medio siglo,
y tu no retornaste...
yá era tiempo de olvidar,
pero no te olvido... !

863
5
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESCONDER DOR

Eu já sei que vai doer
Mas preciso escrever
Toda a minha dor 


918
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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

LER

Na mão trago comigo

Os livros que hoje escolhi

Para ler em qualquer sítio

E pensar no que aprendi

Recomendo ao amigo

E amiga hoje a leitura

Leve o livro sempre consigo

Valorize mais a cultura

Se gostar, pode sonhar

Se não gostar critique

Ocupe a mente a pensar

Parado é que não fique

Divagar pela leitura

Com alma e o coração

Poder viver a aventura

Só com um livro na mão

Gostar muito de sonhar

Ou ter outra sensação

No livro pode mergulhar

Para resolver a solução

A leitura é ascensão

Aprender para saber

Reforça a compreensão

Traz sempre um livro para ler

Num diálogo permanente

Aprendendo a ver mundo

A leitura enriquece a mente

Fazendo luz no escuro profundo

Procurar sempre para ler

Um livro que nos cative

Que tenha essência e, ter

A instrução que se precise

Aprender em cada dia

Crescer de espírito aberto

Semear letras de alegria

E dizer o que achar correcto

Na busca de conhecimento

Se edificam as ideias

Formando no pensamento

As criações que incendeias,

Maria Antonieta Matos 29-08-2012
Pinturas de meu amigo Costa Araújo

3 368
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TIRE O DIA SEJA FELIZ

Tire o dia, suba na balança
Leia um livro, ame loucamente
Olhe para o espelho, cante bem alto
Beba um café, compre sapatos
Arranje o cabelo, apaixone-se sem medo
Se cair levante-se, beba vinho, ria com alegria
Coma chocolate, chore se for preciso
Dance com paixão, sinta desejo
Peça sobremesa, porque a vida é curta
E amanha já tarde.
497
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Luzia Magalhães Cardoso

Luzia Magalhães Cardoso

Tormentos

Essa tristeza que me envolve, taciturna,
que me embriaga com um vinho tão amargo.
E essa água que me afoga e que eu trago,
que me atormenta, me fechando numa urna.
Então, enluto, no meu canto, sou noturna.
Lua minguada, já sem brilho, sem mais nada.
Eu sou a chuva, de uma estrada apavorada,
cujo lamento me arrasta e me enfurna.

Esvaziada, solitária em minha tumba,
vou me enterrando, cegamente, nessa lama.
Eu sou as cinzas que ninguém nunca reclama.
Dança maldita, descompasso nessa rumba.
Sou o inverno do inferno que me bumba,
que me tortura numa rouca solidão.
Louca agonia chega a mim pra dar vazão
a esse pranto que no chão me prende e chumba.

Luzia M. Cardoso
950
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AS ROSAS

As rosas
Não falam mas sentem
A dor, o amor
E a saudade
498
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

O intervalo entre o Desrumo e a Senda

Sou o intervalo entre o desrumo e a senda,
Sol numa esplanada, encerrada ao público
No Outono, inútil, injustificada...
Seria um cata-vento doméstico,

Enfadonho como qualquer outro,
Se fosse feito igual, metade em pedra,
Metade em metal duro,
Onde uma perra nota de rabecão sempre sopra.

Confesso confiar na demora
E não me canso de espreitar p'la rija
Porta de escora e ripa
Embora esta tenha mais de mediana altura.

E o que d'inconveniente esta diz ter, não m'importo
Pois a solidão sela o meu corpo inteiro
Do inclemente vazio...do incerto
E da ilusão do real, ser igual a leste, ou a sol-posto...

No espaço vago entre o desrumo e a senda.

Joel Matos (12/2011)
892
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Virgens da Deusa Sida

Viro todos os lados, todas as quinas, todas as ruas
Onde sempre se escondem da vista, nos morros,
Os prostitutos e os mendigos dormindo nas caixas
De papelão amolecido em sonhos sumidos,

Vejo tudo isso, como parte normal da paisagem,
Que sob um largo céu, algum dia, alguém esqueceu
Ter sido tudo feito, à sua própria imagem.
Gastei toda a fé, escavando um deus menor, mas que fosse meu,

(Mesmo que estivesse já acabado e extinto)
E descobri que continuo, não só de olhos fechados,
E assim alheio ao que não me importo,
Como pra' além disso, imito ao que aos outros

Parece mais certo, viro de todos os lados todas as ruas,
E visto-me, também eu, da ilusão desaparecida
Das "putas" das ruas mais escuras, fundidas
Na palidez do luar, como se fossem virgens da deusa "sida".

Joel Matos (09/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
794
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Cláudia Silva

Cláudia Silva

Para lá do horizonte

Só faz falta o que temos;
porque o que não temos,
não faz...mas existe.
Habitua te ao que vemos.
Para lá do horizonte,
não existe alternativa.
Para lá do horizonte,
não existe o paraíso.
Existe uma alternativa,
existe uma saudade,
imensa e dolorosa.
Sim, e uma verdade...
Que não quero ver,
não quero sentir.
Tenho medo da realidade
amarga e dolorosa.
Sim, não quero ser,
não quero ver a verdade...
que para além de doer,
faz me cair no abismo,
tal qual um cataclismo;
uma turbulência de emoções,
sensações.
Afinal existe alternativa.
Para lá do horizonte...
existe a realidade que me assusta,
e existes tu...que me alimentas...
de paz, fogo e tormentas.
573
5
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Luíz Sommerville Junior

Luíz Sommerville Junior

Desastre

Morreu ontem
quando o relógio caiu ao chão
por culpa duma asa que se libertou do tempo
foi triste de ver
a maquinaria desfeita, peças desorientadas, estateladas
implorando por um minuto certo
naquele espaço sem consequência e sem acerto
quando o tempo se faz desastre
para onde vão os fragmentos da vida?
pedaços de gerações alinhados no guarda-roupas?
anos de tristezas e alegrias aprisionados numa caixinha de jóias?
dias memoráveis encaixotados num baú
e despachados no próximo trem de mercadorias?
ou todas as riquezas da alma vendidas numa qualquer Feira da Ladra?
ontem parou de vez, consequência duma peça defeituosa
soltou-se do pulso no qual marcava a cadência que o orientava ...
todo o tempo carece duma âncora ...


Luíz Sommerville Junior, 030820132343
818
5
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Nem em mim Confio

Minha imaginação é um elefante,
Um bumerangue,
Uma faca afiada, de dois gumes,
Que me desapega a vida,

Um elfo e as fadas,
E os muros do palácio,
Que se dobram,
Como curvas e estradas.

Minha imaginação é um truque,
Sem chapéu d'mago,
Um castelo, num mítico bosque,
Uma miragem num tanque,

Um outro Entrudo.
Mas, se a coabitar com o meu "eu" inculto,
Mutilado e sem fantasia,
Sou forçado,

Mesmo quando o não entendo,
Deveria tomá-lo como certo,
E não como embuste,
Ou trapaça, ou farsa.

Minha imaginação
É uma almofada em branco,
De penas, remendada à pouco,
Quem me dera ter sono pesado,

E não acordar deste lado,
Outra vez comigo,
Despido e frio,
Deste lado ruim, em que nem em mim confio.

Joel Matos (02/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
887
5
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Entre o ser e o Defeito

Se eu pudesse ter no ser, o que não cerro
De facto no peito. Inquieto e fraco,
Não trairia na consciência, um sonho outro,
Quando sonhava um sonho ilógico

Em que não disfarçava o que sentia. Tinha fé, confiança
Em mim e num desvairado céu em arco,
Na distancia verde/anil e autêntica,
Mas no fim dele, não encontrei

A ponte que, dizem-da existência
Ter a resposta, nem o festim da dita...
Aguardo ainda o dia de partir, à rédea solta,
Montado na minha outra alma favorita

E sentir-me como ela, peculiar...
Mas sem lhe pertencer na veleidade.
O que sinto agora, só de a pensar,
Leva-me à visão fugaz, dáum ouro prometido,

Que não encontro no fundo do espírito.
Acordo horas antes de expirar o meu tempo,
Viajando seminu, sob uma abóbada cinzenta,
Encerrado perpétuamente, entre o ser e o defeito.

Joel Matos (09/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
758
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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

D OUTRA VIDA

Guardas em minh'alma o sentir de outra vida
O 'deitar e o despir' como último suspiro;
Ressurreição desencontrada e homicida
Embarga o amor a quem respiro

Guardas em minh'alma, a 'intacta conhecida'
E o amor inebriante a qual refiro
Grandeza e certeza possuída
Dos poemas escritos em papiro

Guardas em minh'alma, a nunca despedida
E a dor de sabê-lo... como um tiro
O elo quebrado e a saída...

Guardas em minh'alma - eu confiro
Memórias, sonhos d'outra vida
Segredos de amor em vão retiro...

Guardas em minh'alma, a dor já esquecida
Juras de eternidade em suspiro
E a missão de continuar em vã partida.
866
5
joao euzebio

joao euzebio

PLANETA SAUDADE

DESTE IMENSO PLANETA CHAMADO SAUDADE
VIAJEI PELO TEMPO
NAS LEMBRANÇAS DE UMA ESTRELA CADENTE
QUE INDIFERENTE CAIU NO VAZIO DO ESPAÇO
E A LUA REPOUSA EM MEUS OLHOS
CONSUMINDO MINHA ENERGIA
POIS MINHA ALMA DESAFIA O VENTO
VOA FEITO SENTIMENTOS QUE SE NUTREM DESTAS
LÁGRIMAS QUE FORMARAM ESTE LAGO
POIS AINDA VAGO POR AI
FEITO UM GURI DENTRO DE SEUS SONHOS
FEITO UM MENINO PERDIDO PELOS CAMPOS
FLORIDOS
DESTE INICIO DE PRIMAVERA
QUEM ME DERA PUDESSE VOLTAR
VIAJAR PELOS TEUS BRAÇOS
BAILAR NO COMPASSO DO SEU CORAÇÃO
FEITO UMA CANÇÃO DE NINAR
QUE ME DERA PUDESSE AINDA SONHAR
COM ESTE ESPETACULO QUE É O AMANHECER
REVER AS FANTASIAS QUE DEIXEI NO PASSADO
MAS A TRISTEZA QUE AGORA ESTA AO MEU LADO
NÃO ME DEIXA SORRIR
SEI QUE VOU ME EXTINGUIR
ASSIM QUE A LUA FOR EMBORA
ASSIM QUE AS HORAS
PARAREM DE PASSAR
POIS EM TEU OLHAR
SEREI COMO UMA GOTA DE ORVALHO QUE FICOU
QUE SE JUNTOU
AS LÁGRIMAS... QUE DERRAMEI.
1 199
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Ciclo fechado

Todo um ciclo foi concluído,
Apesar de nem começo nem fim conter,
Num momento pareço de consciência abonada,
Noutro mendigo no escrever o bem parecer

E recomeço onde nunca acabo, cercado, esquecendo
Que em rodo das paredes do Cárcere
É sempre ao meu fracasso que Fedo
Como ranço da carne a apodrecer,

E o que, no livro, acaba, aqui no enredo
Não, em mim sim, barbeiro de mau carácter
Morto por dentro e azedo a cada manhã que acordo,
E sedo-mas, ainda assim prefiro acordar a temer

Não encontrar a razão no outro lado,
E o pensamento claro, (mesmo a fingir)
E que as minhas palavras digam algo,
Que eu próprio saiba infimamente atingir,

Do que não acordar de todo,
E ser um fulano com'outro qualquer,
Com princípio, fim, e meio indefinido,
Meio Esquisito, meio esquecido, passado,

Portanto, dou o ciclo por terminado
A meu ver não digo nada diferente e quem me ouvir,
Será apenas d'ouvido e duvido se por'í'ando,
Ao vivo, ou a preto e branco, no sonho dum ser sequer.

Joel Matos (03/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
705
5
Tainá

Tainá

Reinvente-se

Saia do comum, reinvente-se
Abra a mente para novas ideias
Experimente novas amizades, elas vem para somar
Cada pessoa tem algo a ensinar

Jogue fora o que não presta
Abstraia o que vale a pena
Transcenda a alegria, enxergue o essencial
O tempo não espera preocupações irrelevantes
694
5
Larissa Rocha

Larissa Rocha

Soneto do querer


Por esse teu amor, anjo meu,

Quero viver e morrer,

Nessa entrega me perder,

Para me encontrar num abraço teu.

 

Neste teu corpo quente

Quero de paixão suspirar,

Ao teu lado dormir e acordar,

Viver assim eternamente…

 

Quero ainda que não haja despedida

Nem nesta, nem na outra vida,

Quero provar que te amo.

 

Depois de tanto querer,

O que não quero é te fazer sofrer

Pois em minhas noites é teu nome que chamo!

1 400
5
1
joao euzebio

joao euzebio

A LUA E O SOL


QUANDO A MADRUGADA CHEGAR
E O LUAR PERCORRER
POR ESTE MAR DE ESTRELAS
MEUS OLHOS IRAM AO ENCONTRO
DOS TEUS
PERCORRENDO O ESPAÇO QUE ME DEU
ENTRE O SONHO E A FANTASIA
POIS SEI QUE NO FUNDO DE SUA ALMA AVIA
UM DESEJO IMENSO DE SE LANÇAR AO VENTO
COMO SE FOSSEM GOTAS DESTA CHUVA QUE CAI
E ENTRE OS BRILHOS DOS RELÂMPAGOS
VOARA COMO SE FOSSE UMA AVE PERDIDA
QUE FERIDA QUER POUSAR EM MEUS BRAÇOS
POIS NOSSOS CORAÇÕES EM COMPASSO
BATEM FEITO TROVÕES EM NOSSOS PEITOS
QUE REFEITOS DESTA SAUDADE
SUSPIRAM PROFUNDAMENTE COMO SE ESTE
MUNDO
NÃO NOS PERTENCE SE
POIS SOMOS ALMAS QUE QUEREM SE ACASALAR
PARA VOAR POR AI FEITA UMA SÓ
POIS O PÓ COBRIU NOSSAS PEGADAS
E ESTA ESTRADA SE SEPAROU EM VARIAS
RAMIFICAÇÕES
DEIXANDO A SENSAÇÃO DE QUE POR AQUI JÁ
PASSAMOS
SEM NUNCA AQUI TER ESTADO
E NO ESTALO DESTES RAIOS
EXPLODIMOS EM VÁRIOS PEDAÇOS
RESTANDO APENAS UM ABRAÇO... NESTE LONGO
ADEUS.
SÓ QUERO QUE OS OLHOS MEUS NÃO SE
MISTURE
COM ESTA TEMPESTADE
POIS A SAUDADE JÁ GRUDOU EM MIM
ME DEIXANDO ASSIM
SENDO UM VELHO SONHADOR
UM SENHOR CUJAS RUGAS DEIXARAM FENDAS
DENTRE AS LENDAS DE UM AMOR INACABADO
POIS SEI QUE FOMOS BANIDOS DO PARAÍSO
POR NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS.
E SE NÃO POSSO TER VOCE EM MEUS BRAÇOS
NÃO DEIXE NUNCA DE ME AMAR
POIS O MAR JÁ ESTA CHEIO DESTAS LÁGRIMAS
QUE DERRAMAMOS
POIS SEI QUE SOMOS A LUA E O SOL
E NÃO PODEMOS... NOS ENCONTRAR.
1 632
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Quanto daria eu

Quanto daria eu para me não separar
Do que afirmam ser desabitado ou de fraco esboço,
Quando durmo, tento não me esquecer disso,
Depois acordo, bem de manso e avanço

Não vá o dia novo findar, e por coima
Sucumbir mais como um tronco submisso (sem defesa) ...
Quanto daria eu pra amotinar a ângula pedra
E usa-la em seu egoístico propósito.

Quanto daria eu para ter um qualquer mérito
De rei de paus, de bandeira um natural - Império,
Na algibeira, por capricho um pinheiro e o real tributo,
E não ter dessa estranha felicidade, um freio...

Quanto daria eu para não mesurarem o que faço ou penso
E não ter tatuado um rectângulo quadrado como outros afirmam ser
Habitual a pessoas normalizadas de cidade,
Não ouvir do que fala o zéfiro preso à calçada ...

Assim, por vezes uso com esforço e da prudência
Duma linda e macia ameixeira de jardim,
Cor de fogo, como braseira
Bastante para enfrentar uma noite fria,

Mesmo assim quanto daria eu, para que ela ouvisse,
O som dos seus outros pares nos montes,
E o voz dos pensamento das diversas flores,
Reprimidos vezes sem conta por cada raiz que cesse...


Jorge Santos (04/2012)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

E depois não digam que era tudo Mentira

Não me digam depois que foi tudo mentira...
Pra dizer a verdade cá estarei eu, um qualquer fulano
Investido em funâmbulo de feira
Tão real como a eira onde é espancado o feno

Tal como outros, trago um fardo num ombro
Com o peso da nação e n'outro o qu'ela m'isenta
De ilusão e no destruído escombro
Que do meu coração resta, a pouca fé cinzenta.

Não me digam depois que foi tudo mentira...
Porque aqui d'onde sou se desespera com a negação
Regurgitada do reino bera d'outra era.
Tal como outros, amputarei da alma a fé... na razão.

E depois não digam, que era tudo mentira...

Jorge Santos (11/2011)
http://joel-matos.blogspot.com
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