Escritas

Entre o ser e o Defeito

Jorge Santos (namastibet)
Se eu pudesse ter no ser, o que nĂŁo cerro
De facto no peito. Inquieto e fraco,
NĂŁo trairia na consciĂȘncia, um sonho outro,
Quando sonhava um sonho ilĂłgico

Em que não disfarçava o que sentia. Tinha fé, confiança
Em mim e num desvairado céu em arco,
Na distancia verde/anil e autĂȘntica,
Mas no fim dele, nĂŁo encontrei

A ponte que, dizem-da existĂȘncia
Ter a resposta, nem o festim da dita...
Aguardo ainda o dia de partir, à rédea solta,
Montado na minha outra alma favorita

E sentir-me como ela, peculiar...
Mas sem lhe pertencer na veleidade.
O que sinto agora, sĂł de a pensar,
Leva-me Ă  visĂŁo fugaz, dĂĄum ouro prometido,

Que nĂŁo encontro no fundo do espĂ­rito.
Acordo horas antes de expirar o meu tempo,
Viajando seminu, sob uma abĂłbada cinzenta,
Encerrado perpétuamente, entre o ser e o defeito.

Joel Matos (09/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com