Lista de Poemas
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MEU AMOR
Meu amor
Sei que gostas muito de ler-me
(...) Como eu gosto de escrever-te.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE E GOSTO
Amo-te e gosto
Quando me adoças com mel
E quando me acordas com café
Gosto porque me fazes gostar
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUE A FONTE DO DESEJO
Que a fonte do desejo
Tenha o formato de uma flor
Que o perfume desta flor
Seja a luz, do nosso amor.
natalia nuno
declinar do dia
Ando pesada de tanto passado
Mas não ouso fraquejar
Coragem trago ainda um punhado
Na torrente da vida, aprendi a nadar.
Olho o meu tempo redondo
Sou uma vaga sombra na parede
A luz enfraquece, vai-se a noite impondo,
Fica a saudade a matar minha sede.
E a bom rítmo me traz memórias
Surge agora o sino tocando à oração
Me vejo no altar das oratórias
Entregando a Deus meu coração.
Vai a vida deslizante
Vou eu fingindo prazer
Centelha que arde num instante
Sinto-a perdida a morrer.
Vivo nas teias da saudade
Deste lado sou bola de sabão,
Às margens da eternidade?!
Sou fiozinho traçado a lápis de carvão.
Assim, meu anseio não é de amanhã
Mas sim do ontem!
De ver os pássaros p'la manhã
Em liberdade a esvoaçar
Prefiro até que não me contem!?
Que viram o tempo, por mim a passar.
rosafogo
natalia nuno
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TODOS NÓS NASCEMOS
E morremos sozinhos
Deixamos flores ou espinhos
Entre uma estação e outra
As flores que plantamos
Que nunca morram
Que os espinhos
Sejam facilmente esquecidos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
O MEU CORPO
Na possibilidade do teu toque
Que quer ser-te pele
Ser-te carne e sangue
Roubam-te o sossego e em segredo
Me consome este amor que sinto
Que continua a querer ser tua
Desta fome de ti Pelo teu, meu desejo
Assim vou continuar até que tu me vejas
Que somos só um
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
VINHO DE AMOR
Dos nossos momentos de tanto silêncio
No conforto de uma bebida vinho do Porto
Sinto o teu aroma, o teu perfume meu amor
Tomo um cálice do teu suave doce aroma
Saboreio o teu paladar, e quero mais, mais
De tudo que deixaste espalhado na memória
Amo-te no meu querer-te, com toda a minha vida
Com a vontade de viver intensamente novamente
Onde a minha memória flui de toda a sensualidade
Na tua quando te tenho nos meus braços amor
E todo o meu desejo fica cheio de esperanças
Sensações que envolvem-me a alma de silêncios
Onde fico à espera, até da tua nova chegada
Para que juntos nos amemos com intensidade
Novamente nesta nossa saborosa doce agonia
Dos nossos corpos, desta escura, longa noite
De Inverno no calor de um bom vinho do Porto.
Luzia Magalhães Cardoso
TEMPO
16alkaspoetry
EPIGRAMA
Toda flor não colhida,
per si mesma murcha...
Toda folha só caí se
não é retida....
Todo amor não dado
é morto em vida... !
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ESCOLHO AMAR-TE
Para que em silêncio não sinta dor
Derreto versos no gosto do paladar
Porque metade de mim é silencio
A outra é um grito de amor em verso
Letras mal escritas numa página marcada
Palavras cuspidas num papel em branco
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Faz de mim o teu sopro, encaixa-me na tua vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ROSAS EM TI
É um belo jardim de rosas
E as tuas mãos vagueiam
Como pétalas no meu corpo
A procura do meu perfume
Seduzido pelos nossos corpos
Espinhosos entre si.
Cedric Constance
MIL ANOS
Por mil anos eu te esperei,
Agoniado em aguardar-te.
Tantas lágrimas derramei,
Ansioso por amar-te.
Teu calor é tão intenso,
Que até o sol te invejaria.
Teu brilho é tão imenso,
Que até a lua ofuscaria.
Nem as estrelas se comparam,
À estes olhos que agora choram,
Mergulhados na mais profunda emoção.
Assim como o rio busca o mar,
Atravessei eras para te amar,
E no fim, regalar meu coração.
- Cedric Constance
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
NÃO CONFUNDA
Não confunda
A minha escrita
As minhas dores
A minha imaginação
A minha delicadeza
Com a minha fraqueza
Até uma bela flôr tem espinhos.
aunntt
Afoga-me.

Entre o bem e o mal, eu sou a sede que te agoniza em um estado de vida.
Eu sou o bem que te liberta de todas as dores causadas pelo amor e o mal que te devora.
Seria meu em um instante, apenas para que descubra quem sou eu.
Entre o bem e o mal, eu sou a sede de sua boca que implora por água.
Eu sou o mal que te fascina e o bem que te afoga.
@aunnt
Alberto de Castro
LAMENTO
não posso deixar cair no esquecimento
este meu estranho sentimento
que me consome a todo momento.
Solto meus gritos ao vento
para aliviar o meu sofrimento,
mesmo não tendo merecimento,
tentando cicatrizar o ferimento
deste coração que precisa de alento.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PERDI-ME
Por entre os livros
Que fui lendo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A VIDA É CURTA
A vida é curta
Compre sapatos
Beba vinho
Peça sobremesa
Deseje amando
Grite bem alto
Chore sempre
Viva apaixonado
Ria para a vida
ania_lepp
Imutável...
Avançam os dias nos ponteiros
implacáveis do tempo
e a vida vai seguindo vazia,
sem rumo, sem nexo...
Marchando acompanhada de antigos,
velhos fantasmas, ranços
de um passado desditoso, dorido,
preenchendo o vazio
desse isolamento em mim,
como se séculos, antes impenetráveis,
agora se descerrassem
e me envolvessem em suas teias...
Não há uma lasca de luz,
nem o sussurrar distante de algum córrego,
nem qualquer vestígio de sons de pássaros
a trinar pelos céus...
Nada mais há...só esse seguir
por longos corredores sombrios,
num silêncio cada vez mais profundo...
Cada vez mais certo,
imutável...
definitivo!
(ania)
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Não retiro
Nem uma ruga
Nem um cabelo branco
Amo os dois
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TODOS OS DIAS
Perco-me nos teus olhos
Para me encontrar no teu olhar
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
BRISA
Do outono na dança
Das folhas caídas.
danielacavalheiro
Vens, em dias normais, assim
Vens, em dias normais, assim,
que habito tranquilamente
e se apossa de mim;
Como lava, que desponta do vulcão,
E vagarosamente
Devasta as casas, ao chão;
Tal qual a água
Que entra pela narina
Tomando conta dos pulmões
e tirando-me a vida;
Mata-me docemente, aos poucos,
Derruba as casas do vilarejo Eu.
Como manda a sina dos loucos
Afogas cruelmente o peito meu.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OS VERSOS
São os silêncios do nosso amor
Enquanto as flores não crecem
RicardoC
UM DESALMADO
Do ser entre se almar e desalmar.
Por pena ou humanidade, há-que encontrar
Algum discernimento mais confiado.
O mundo fez de mim um desalmado
No dia em que cessei de me importar
E a esperança deixou de ter lugar
Dentro do coração amargurado.
Com efeito, parece que minh'alma
Perdera-se-me e bem com ela a calma
Que tinha no semblante quando moço.
E o pouco ou quase nada que hoje sinto
Só lembra do que tanto me ressinto,
E tem me feito mais e mais insosso...
Betim - 19 12 2017
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