Vens, em dias normais, assim

Vens, em dias normais, assim,
que habito tranquilamente
e se apossa de mim;

Como lava, que desponta do vulcão,
E vagarosamente
Devasta as casas, ao chão;

Tal qual a água
Que entra pela narina
Tomando conta dos pulmões
e tirando-me a vida;

Mata-me docemente, aos poucos,
Derruba as casas do vilarejo Eu.
Como manda a sina dos loucos
Afogas cruelmente o peito meu.

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Comentários (1)

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ania_lepp
2017-10-02

Versos intensos que calam fundo...tocam a alma, parabéns!!!