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Lista de Poemas

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António Castela Fonseca

António Castela Fonseca

AVC-VIDA OU MORTE

A vida tem tantos
Abraços para a morte
Que se esconde
Nas veias da tristeza
Onde as facas aguçadas
Provocam os avc.
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

A POESIA

(Antologia ALMA LATINA 2021)


A POESIA
 
Com as palavras
tocas-me o cerne
a corola e os estames,
o âmago do ser.

Esbracejo para me libertar…
da camisa de forças
que amarra em nós por dentro.

Quero ser livre…
livre de voar em ti
num voo picado e veloz
entre as tuas duas nuvens,

os teus cúmulos e estratos
e pensamentos de granizo
feitos de ventos tempestuosos

para me perder em volúpia
na copiosa chuva
dos meus sonhos abstratos.

José António de Carvalho, 04-janeiro-2020
2 554
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ILUMINA COM FÉ

Ilumina com fé
Com esperança
Com amor
O teu amanhã
Com o teu hoje!
287
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izasmin

izasmin

Rebeliões Sonoras

E se utopias fossem alcançadas?
Florestas finalmente seriam preservadas,
Sem mais sofrimentos de almas penadas.

É assim que a música funciona,
Sem ela, meu alicerce desmorona,
Alegria quando a sintonia me encontra.


Antídoto de qualquer dor.
Volume máximo no amplificador,
Aprecie a arte da música com esplendor.



31 de agosto de 2020.
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Jéssica Iancoski

Jéssica Iancoski

A Vida Não é Sobre Nós | Poema sobre a Vida

A terra não é suja como a nossa vida
E vocês tratam a morte como se ela fosse algo ruim.
Mas ela não é.
A Nossa vida aqui que é ruim.

A morte é só a despedida desta vida insone
Balda e degregada
E o que dói
Não foi em quem morre ou parte
Dói em quem fica.
A morte não é ruim porque a saudades
e o egoísmo existem.

Quando todos partirem,
Não espero que nenhum de vocês volte,
Muito menos espero voltar também.

Deixem a vida para trás, para baixo e para a Terra.
Deixe a vida para os animais que realmente a merecem.

A morte é a sustentabilidade da vida pelo seu inverso
tentando restabelecer a ordem
deste mundo quase perdido.

O Homem é humos
E não precisa ser mais.
Já plantou uma semente no corpo para ver como nasce?
O homem é melhor que esterco só isso.

Não conheço outro jeito de salvar o mundo
Se não, não estando aqui.

Volte também
Ao título deste poema
Não insista
A Vida não é sobre nós.

Disponível em https://www.jessicaiancoski.com
1 827
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Ladybird

Ladybird

kintsugi

Você me quebrou
em milhares de cacos
que tento encaixar:
um quebra-cabeças
com peças faltando

Mas não se preocupe
fabricarei novas
e usarei ouro pra colar
cada pe da ci nho
como uma cerâmica kintsugi
ainda mais valiosa

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António Castela Fonseca

António Castela Fonseca

Escrever com Paixão

Para todo o poeta, ou escritor
Escrever para além do prazer que vai nas veias
É a cultura e a arte do pensamento
Criando intelectualmente
Variadas formas de histórias reais ou não
Muitas até escritas com utopias e metáforas
Onde essa paixão e desejo invadem o autor
Transmitindo uma adrenalina viva
Como o sangue que o coração bombeia
A todos eles presto a minha singela homenagem.
522
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José João Murtinheira Branco

José João Murtinheira Branco

PONTA DA PIEDADE

Cansado por remar tanto naquele dia

Morava a quietude onde cheguei!

Só o ronronar das ondas se ouvia

Esbatendo-se nos rochedos que encontrei.

 

Nesse lugar deslumbrante de íntima natureza

Me enlevei... Libertei... Esmaeci... Sonhei….

Místico e pragmático, flutuei no sonho. Que leveza!

Embriaguei-me de belo... Embeveci …. Chorei!

 

Visão deslumbrante, vesti-me de orgulho e em graça!

Entre o inefável e o amor que me encheu o peito

Interstício da infância, eco de um passado que deleito.

 

É nesta paz que eu sei que Deus me protege e abraça!

Levita meu espírito... Energiza... Aliviando o coração.

Silêncio harmonioso...Se eterniza …. Doce sensação!


João Murty

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TENHO UM LUGAR

Tenho um lugar onde vivem
Só eu e tu ❤ um lugar
Sem lamento, sem tristeza
Chama-se pensamento
Onde neste momento estou
Inundado de amor
Repleto de felicidade.
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5
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

O MEU CORAÇÃO

O meu coração sofre
Quando está separado do teu
Quero sentir os teus braços
Sentir-me amada, desejada
Para ter na minha boca o teu beijo
Entre os supiros dados pelo vento
Para durar sempre no meu desejo
Fervendo o sangue em mim
Saltando do meu peito
Todo o meu amor que chama
Por ti em delírio num gemido meu.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ENQUANTO

Enquanto uma boca suspirar
E os seus lábios possam beijar
Haverá sempre duas almas
Numa bela poesia!
286
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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

BRINCAR COM O ALFABETO

Vamos brincar com as letras

As letras do alfabeto

Sem as letras não aprendes

A ler e a escrever correto


Com o A, dizes Amigo

Com o B, que ele é Bonito

Com o C, está de Castigo

Com o D, que Deprimido!

Com o E, Elogiado

Com o F, Festejado

Com o G, foi Gabado

Com o H, Hipnotizado

Com o I, Incontrolado

Com o J, o José

Levou o K, para o Karaté

Disse ao L, és leviano

Vamos aprender outras letras

Pois quero passar de ano


O M, então Mergulhou

Com o N, Namorou

Com o O, se Ofendeu

Com o P, se Perdeu

Com o Q, Queria

Que o R, à Revelia

Trouxesse o S, Sabedor

Para o T, que é Traidor

Ter o U, e Usufruir

Do V, Verdadeiro

Apagar o W, Washington

Que é letra do estrangeiro


Toca com o X, o Xilofone

Acompanha a letra Y, ípsilon

E para escrita fazer sentido

Ouve bem o que te digo

Procura ligar pelo som

As vogais e consoantes

Forma palavras a silabar

Escreve coisas importantes


E o alfabeto chegou ao fim

Com o Z a reZingar

Porque queria uma palavra

Com o Z a começar


Maria Antonieta Matos 10-09-2012

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

GOSTO DO TEU CORPO

Gosto do teu corpo, no contacto com o meu
Gosto do arrepio da tua língua
Gosto que me digas quero mais
Gosto das palavras obscenas que dizemos juntos
Gosto dos pelos da tuas pernas
Já para não falar do teu peito
Gosto de te ouvi gemer gritando de prazer
Gosto da tua boca na minha branca pele
Gosto do teu perfume do cheiro do teu corpo
Gosto de acariciar o teu pescoço
Mesmo quando tens cócegas
Gosto deste amor
No sangue que corre quente a cem à hora
Gosto do teu sorriso malandreco
Daquele que me faz derreter
Gosto desejar-te loucamente nem que seja por beijo
Gosto da tua barba a picar-me
Na minha branca rosada pele
Gosto tanto amar-te, desejar- te de fazer amor contigo
383
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natalia nuno

natalia nuno

deitei-me à estrada...

habitarão lembranças em mim,
até chegar meu próprio fim
sem saber nunca quando parar
umas perto,
outras nas sombras a agonizar...
deito-me à estrada nos ramos da noite
os sonhos vão-se amontoando
não ouso palavras,
estrelas urdem o futuro
e eu sonhando, o caminho é duro
mas o desejo arde até ao delírio
e como ave embriagada,
como estrela alumiada
com o olhar procuro
o amor, que minha alma quer
e o coração solicita.

dos meus olhos tranquilos
se apodera o verde da terra
ficam seara onde o vento ondula
o silêncio se impõe
e a vida dispõe...
quem inventou a ternura
aquele rio de amor vivido
até à loucura?
as nossas vozes derretidas, a entrega, a paixão
é agora o fermento e o pão
o fogo da felicidade
que hoje me trouxe a saudade...


natalia nuno
4 065
5
2
Marta Santos

Marta Santos

Lembranças

Estava aqui em silêncio e lembrei
Do que eu perdi e alcancei
Me veio algumas perdas doídas
E de alegrias que foram vívidas.

E no meu cantinho eu chorei
Mais em momentos me alegrei
Me lembrei dos velhos tempos
E de todos passados momentos.

Mais me veio algo na mente
Que eu calculei mentalmente
"Para que chorar pelo passado?"
Temos é que deixar ele de lado.

Joga esse passado no museu
E venha pensar como eu
O passado, ele já foi vivido
Agora tem que ser esquecido.
855
5
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOU DESERTO

Sou deserto
Sou oceano
Sou noite
Sou manhã
Sombra incerta
Sou silêncio de mim 
Sou versos em poesia
503
5
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERO VIVER

Quero calar-me para ouvir
Quero sorrir para quem não gosta de mim
Quero acreditar que tudo vai mudar
Quero aprender com os meus erros
Quero ser sempre melhor, quero lutar contra as injustiças
Quero ser forte quando os problemas chegam
Quero ser carinhosa com quem precisa do meu carinho
Quero ouvir todos os que precisam desabafar
Quero perdoar os que me ferem com as suas frustrações
Quero amar incondicionalmente, quero alegrar quem mais precisa
Quero pedir perdão a quem sem querer magoei
Quero sonhar acordada
Quero aproveitar cada instante de felicidade
Quero chorar de saudade sem ter vergonha de o demonstrar
Quero ver o encanto do pôr-do-sol, das estrelas, da lua
Quero abrir as minhas janelas para o amor
Quero não temer o futuro como um diamante por lapidar
Quero aproveitar o presente, como um presente que me dá a vida.


653
5
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ENTRE A SOLIDÃO

Entre a solidão e o silêncio
Toda a música e palavra
288
5
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOU TUA MULHER

Amo-te
Sou a tua mulher, amante, amiga
Nas noites quentes e frias
Na dor, no silêncio, no campo
No jardim, na vida, no prazer
Na serra, na montanha, na cama.

678
5
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOU O TEMPO

Sou o tempo esquecido
Enterrado no meu corpo
Sou o tempo que passa
Sem princípio, sem fim
Sou o tempo que perdido
Está na minha seca alma
Sou o tempo deste amor
Vivido com intensa paixão
Sou o tempo desta vida
Que me dá a cruz do dia.


553
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                     Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

FAXINA

Introspecto queimo todo o lixo que deparo:
O bem do mau, o luxo e amorfo
O sórdido e prolixo da boa intenção
Sob a desculpa da fala, das justificativas
No refluxo prévio da arrebentação

Limpo as gavetas, os arquivos do córtex
Varro o chão da memória, rastelo vértices
Arestas e faces que gramam minhas vontades
As mais sujas e obscuras possíveis
Por meio século sem razão recolhidas

Uso da palavra como ferramenta de mão
Que escava intenções, remexe pensamentos
Remodela a arte transformadora do sentir
Para erguer-se altivo e predisposto
Reforçando colunas e produzir gentilezas

Eis a forma como decompõe-se a cera que me arde
Mínima chama no escuro da morte
Porem transparente e útil como lâmpada e luz
Limpa, livre, solta feito flocos do sal
Que depuram lagrimas de silêncio no porvir da idade

Sigo, por fim, andejo pelos polos de um imã
Que desperto e involuntário reverte meu leque
Provocando por sinais longas tempestades
Cujos ventos internos de sua doma reformam a manhã
Por onde diuturno construo sadias as minhas tardes
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NOITE DE AMOR

A cortina da janela agita-se ao vento 
Enquanto a minha mão tocava no teu peito
As nossas bocas sussurravam os beijos
Os nossos olhos falavam por nós
Antes que a noite pudesse ir embora
Os nossos lençóis cobriam-nos o corpo
Eterna noite esta, a nossa feita em poesia.
364
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Gosto do teu sorriso

Gosto do teu sorriso
Malandreco
Daquele
Que me faz derreter
303
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Luciana Souza

Luciana Souza

Macapá


Chegava assim
Num rompante
Porta adentro
Seu semblante
Era de amargar
E já sem emprego
Só fazia planejar
Sentado no sofá
Cotovelos nos joelhos
Mãos no queixo
Lamentava sem parar
Depois dizia
Hein, Rosa, Macapá
Prometeu-me um emprego
Poderíamos nos mudar
O ano está encerrando
Veremos colégio
E uma casa pra alugar
Hein, Rosa, Macapá
É uma oportunidade
O que custa tentar
Cotovelos nos joelhos
Mãos no queixo
E cuspia as palavras no ar
Hein, Rosa, Macapá
Eu que só ouvia
Com meu irmão media
Com uma régua
A distância do Rio a Macapá
Só havia um mapa
E poucas linhas
Falando do lugar
E tristes, já em desespero
Simulávamos despedidas
Dos amigos que fizemos
E imaginávamos uma vida
No mapa lá em cima
Numa terra distante
Chamada Macapá
E assim seguia a ladainha
Semana adentro
Até que ele esquecia
E nos dava um alento
De que a vida seguiria
Sem maiores sofrimentos
Hoje às vezes lembro
E acho até graça
Da tortura que sofria
E do medo que sentia
De um belo dia
Ter de viver em Macapá
Um lugar tão sem tamanho
Quase fora do mapa
E eu confesso que pensava
Talvez o mar
Que eu gosto tanto
Pudesse lhe afogar
Pra que eu nunca
Corra o risco
De um dia lá morar
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