TEMPO
Luzia Magalhães Cardoso
Às vezes os olhos nos cegam,
O coração endurece
Àquele de quem nunca se esquece...
Às vezes falamos tanto
Que não escutamos o pranto
Daquele que roga uma prece...
Às vezes atamos mil nós,
Na malha, ficamos tão sós,
Que até nossa alma padece...
Mas o tempo do nosso presente
É tempo que sempre dispara...
Daquela amizade tão cara,
Um dia, saudade...
Um longo silêncio...
E rogo ao tempo
Os beijos e o abraço
Nas asas da prece.
Luzia M. Cardoso
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