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Movimento Sorriso

Um sorriso seu ao acordar derrete-me a alma, não o consigo deter, sinto-a mesmo a escorrer, pelos meus órgãos a deslizar, e no momento em que este liquido viscoso completamente rendido, outrora alma indomável, toca o lado interior da epiderme,uma combustão surge em pés descalços,silenciosamente,com objectivo decente, género de big bang, e, como que, fugindo de algo, ejacula pelos estreitos poros da minha pele uma espécie de vapor invisível, que circunda o corpo, como que o protegendo, e no ar sinto a energia do amor, envolvo me no cheiro que por ali transa,a essência da nostalgia, e dum modo manipulado, mas transpirando natural instinto, devolvo teu sorriso nos meus lábios...a subjectividade do tempo é evidente, não aguento de contente, ampliamos os segundos...mesmo que por segundos. É mágico o conforto que por aqui se sente, sitio no tempo escondido onde não se mente. Um pequeno movimento a desencadear um batido de emoções imperceptível ao primeiro segundo, mas claramente palpável na lucidez inevitável após tamanha experiência sensorial momentânea.
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O destino

O Sol  vem surgindo,
Caminhando no clarão, um brilho tão lindo,
Tão lindo, um brilho,até então iluminando um destino,
Sim, o meu destino, até então, desconhecido. 
 
Desconhecido, até então, o meu destino,
Descoberto pouco  a pouco,em novos ciclos.
Novos Ciclos, vivo o meu destino, 
Estou amando, estou infinitamente bem convencido. 
 
Eu estive estarrecido, estava perdido,
Eu procurei um grande abrigo,
Um grande abrigo, eu procurei, e eu encontrei, foi uma benção  da vida,
Apareceu uma linda menina.
 
A conexão intensamente  de dois seres,
Já é um amor, de vários meses,
De vários meses, o amor,intrínseco, um amor eterno.
Até então, desconhecido era o destino,
Um amor tão singelo, a vida e os destino,
Somado a dois, um destino tão lindo.
 
O Privilégio, do destino, Tão cheios de mistérios,
Girando, girando, nesse céu, conectado  ao universo,
Cheios de mistérios, e inesperados , é o coração  dessa moça,
Amável, essa moça, capaz de mudar a vida e planos.
 
O sol vai sumindo( se pôndo),
E ela uma promessa faz, e o Sol vai levando,
A Deus, o Sol vai levando, o senhor  do destino,
O nosso destino, até  então  confusos e confundido.
 
Ela faz a promessa,o pedido,
Para que o nosso destino, se cruzem ao infinito. 
Ao amor e a vida, ao poder da empatia,
Façamos que nosso amor viva e sobreviva.
 
Ao amanhacer, e ao anoitecer ,
O destino até então, desconhecido,
Se torna um futuro de sonhos construtivos perspectivos,
E de planos intensos,lindos e de vamos caminhos. 
 
Breno Pantoja.
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O AMOR É UM MISTÉRIO


Sinto a tua presença
em tudo aquilo que faço
e digo...
e de seres
de luz
à minha volta
susurrando melodias...

Observo
a música das palavras
em redor deles
de mim
e de ti...

Meu amor
envolve-me
na tua alma...
e que seja
o genesis
duma fonte
de água pura...
onde
os deuses virão
matar a sua sede
para a eternidade...

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Haja Vontade

Meu amor, haja vontade
De agarrar com toda a força,
Mas soltar com liberdade.

Meu amor, haja vontade
De correr com alegria,
Mas parar com sabedoria.

Meu amor, haja vontade
De sorrir com o corpo todo,
Mas chorar com humildade.

Meu amor, haja vontade
De amar a cada dia,
Sem tal ser monotonia.

Meu amor haja vontade
De adormecer nos teus braços
Nos teus seios, nos teus traços
Sem moral e sem idade.

Sem vontade, meu amor,
Somos bichos de passagem...
Com amor e com vontade,
Somos eterna viagem.
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DA MINHA JUVENTUDE

Da minha juventude
Pouco resta
Os anos, o tempo
Trouxeram as rugas
Ao meu rosto
Vincos lindos
De grande beleza
Nos sulcos das pálpebras
Feitos pela idade
E o meu cabelo
É um lindo vestido de prata
De um manto de neve
Com a felicidade do tempo
Que passa feita de sorrisos
Para a minha segunda juventude.
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LUTAR POR TI

Lutar por ti meu amor vale sempre a pena
Por um homem carinhoso, amoroso como tu
Que toca a minha alma e não somente o meu corpo
Que entra pelos meus olhos com o coração livre
Que olha no fundo da minha alma como ninguém
Olha e vê o reflexo do meu amor e carinho
Tu és grande para invadir os meus sonhos
E torná-los numa doce realidade, com o coração
Que este amor que seja vivido por inteiro com
Os corpos de um encontro total, tornando a união
Em êxtase, prazer, gemidos afugantes de amor
E que os teus abraços sejam o meu abrigo
Que a voz a ser ouvida, seja a do coração, da alma
Dos nossos corpos e os meus e os teus lábios
Sejam mudos de beijos, mudos sem palavras
Ganhando a emoção, de dois corpos num só.!
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Saúdo o Homem Simples

O homem que é simples
Na sua simplicidade rústica e inteligente
Que labuta contra o mato
Açoita a terra vermelha
Abre caminho
Planta, rega, colhe
Sofre de cansaço na noite
Crê na ressurreição das almas
Mas nunca viu milagres
A não ser ele mesmo e as coisas que não compreende.

O Homem que é simples
Que ama a manhã e os bichos
E faz comunhão com o sol e com o pão
Que não entende a guerra do mundo
Nem os movimentos das bandeiras e as divisões da terra
Desconhece a metafísica e a gramática
Que não odeia
Que não mata
Que de tão simples e puro
É quase improvável sua existência.
Mas existe
E eu o saúdo.

Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
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LEIO-TE E SABOREIO-TE

Meu amor leio-te e saboreio-te
Laços inquebráveis, brisas perfumadas
Flutuam na tua pele, beijos de ternura
Estrelas nos lábios na boca levitada do meu ser
Medos, anseios, sobem a eternidade
Acaricias o meu corpo, tantas vezes ausente
Ausente de mim, juras em silêncio
Nos caminhos ao vento, tempestades conhecidas
Na solidão da noite, transparência nas asas
Onde a magia, foge e impede-me de dançar
Leio-te, saboreio-te. no fundo do meu peito
Palavras onde a alma encanta-se de desejo
Refúgio de laços na noite onde me elevo a ti
Eternidade feita em poemas de códigos indeferíveis
Meu amor leio-te e saboreio-te”
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AMOR ENQUANTO

Enquanto nos amamos
Os pássaros cantam
As flores abrem as suas pétalas
És tão presente em mim
Que habitas no profundo
Na minha alma
Em todos os meus nadas
Caricias num monte de folhas
Na maciez da minha pele
Por entre o odor da tua
Retenho gestos silenciosos
Sonhos no cerrar das pálpebras
Desejos em sons de ti.
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ALEGRIA EM FAMÍLIA

Hoje o dia chegou mais cedo
Com ele a alegria das crianças
A casa está cheia de amor dos risos
Inocentes das crianças
De onde os sonhos são flores
Perfumadas de felicidade e carinho
Anjos doces amados que desejam
Ser lembrados e querem ser amados
Hoje o dia veio cheio de paz
Onde o respeito e a sinceridade andam
Sempre juntos de mãos dadas, casa cheia de amor
Onde pode faltar tudo menos a esperança e alegria!
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E se eu te contasse um segredo

E se eu te contasse um segredo
ou falasse dos meus desejos
dos meus gostos e meus medos
planos e arrependimentos
você ficaria mais feliz?
iria confiar em mim?

E se eu te contasse um segredo
revelasse meus sentimentos
e contasse os meus defeitos
e porque sou desse jeito
você ficaria mais feliz?
saberia porque sou assim?

E se eu te contasse um segredo
que um dia sonhei com seu beijo
que é só você que consegue
fazer eu me sentir eu mesmo
que não importa aonde eu olhe
porque é você que eu vejo
você ficaria mais feliz?
gostaria mais de mim?

E se eu te contasse que o sol ainda brilha
enquanto todo mundo se esconde
e as estrelas não brilham de dia
porque os amantes se amam de noite

Você sabe o quão bom seria
se todos apreciassem a vida
vivessem intensamente a cada dia
com alguém especial de companhia?

Você sabe o quanto é bom
ver nos seus olhos a alegria
no seu sorriso a simpatia
e de você fazer poesia?


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É A MORTE

A morte afaga todos os meus sentidos
Neste meu corpo frágil e gelado
Voa a minha alma num papagaio de papel
Por este céu brilhante, onde queima o sol
Areia branca ou talvez vulcânica
De pedras grandes e pequenas onde ferem os pés
Pés descalços à beira do mar
Deixamos as mágoas, as dores do corpo
Onde a morte afaga os pensamentos
Frágeis, soltos e débeis
Deste meu corpo já tão frágil e gelado!
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Épico

Construir a maior muralha.
Criar a maior sinfonia.
Pintar o entre e a falha
Com sabor a poesia.
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OLHA PARA A FRENTE

Vive hoje
Não olhes para o passado
Abraça o presente
O tempo que te resta
Sem saber que existe o amanhã
Ama, vive, Sem medo de amar
Sem medo de sentir o ridículo
Ridículo na pele, vive o presente
Segue para a frente, sem olhar para trás!
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HOMEM DO SERTÃO OU SERTÃO DO HOMEM

HOMEM DO SERTÃO OU SERTÃO DO HOMEM


Por Prof. Me. João Edesio de Oliveira Junior.
 
            No lugar onde o vento nasce e dissemina para todo Brasil, aonde a produção da riqueza baiana vem dos elementos natural, vento, estou eu aqui no meio. Olho para um lado vejo apenas uma vegetação seca e aparentemente sem vida, olho para outro lado, vejo meninos correndo no meio da rua do vilarejo que mais parece com um rosário com vinte e oito casas, porém com apenas dezesseis família morando.
            Para qualquer pessoa da cidade grande ao olhar esse vilarejo, pensa que ele é igual a uma vegetação nordestina, e de fato o é. Suas ruas cheias de cabeça-de-touro, que obriga usar não uma sandália da moda, mas uma resistente usada no sertão, poeira que dá o charme quando o vento que vem do norte se encontra com o que vem do sul bem no meio desse rosário, formando assim um grande redemoinho, tormento das mulheres, mas alegria para as crianças.
            O sol, companheiro inseparável do sertanejo, vasculha cada parte dessa terra parecendo que está à procura de um tesouro escondido, algo que está abaixo da terra ao ponto de abrir fendas sobre o solo a procura dessa preciosidade. Tão egoísta que não deixa chuva penetrar no solo para gerar a vida necessária para o povo. Chuva que quando aparece, os moradores fazem sala e se alegram com a sua chegada, outros a tenta imitar, deixando cair águas pelos olhos. Mas nessa luta, o sol sempre ganha maior tempo entre seus habitantes, tentando sugar até a própria vida do sertanejo, roubando-lhe dia a dia um pouco mais de sua cor, suor o e ânimo.  Nessa luta entre os companheiros não sei quem é o mais resistente se o sol ou o sertanejo.
            Na luta entre gigantes, vence quem for mais resistente e quem tem raiz fincada de maneira mais profunda. O sol como conhecemos, é covarde e traiçoeiro, não aguenta um dia de luta com o sertanejo, ao ponto de se esconder por medo desse homem. Tenta aparecer antes de o sertanejo acordar, mas se engana, pois esse homem já está em pé com o facão na mão e botinas nos pés para encará-lo. Mas precisamos concordar, ele tem resiliência, todos os dias tem hora marcada para se encontrar com seu guerreiro. Já o homem bruto do sertão, acorda antes do sol nascer para se preparar para a luta. Assim que acorda, coloca sua calça surrada pelo uso diário, a camisa, com a as marcas da luta contra o sol, a botina descangotada pelo uso incessante nos caminhos de ida e volta de pastar as cabras. Coloca um prato de cuscuz na mesa, frita dois ovos, não ovos brancos de granja, mas das galinhas que vivem soltas em seu quintal, coloca uma golada de café quente, uma manteiga ao lado, feita ali mesmo com a nata que saiu do leite que toma diariamente da única vaca que resiste com ele nessa luta.
            Após todo preparativo para a luta diária, tanto do sol quanto do sertanejo, eles se encontram no meio da caatinga para travar essa luta. Luta que não duram apenas dias, meses e anos, mas décadas. O sol tenta expulsar o homem desse lugar com interesse desconhecido, mas o homem desconfia que nessa terra tenha algo de muito bom para o sol ser tão intenso. E o sol é ardiloso  tira tudo do homem, a água e por consequência a boa produção. Quando se pensa que o sertanejo perdeu a lavoura de milha por não ter chuva, ele retira as espigas murchas e seus grãos para dar a galinha e a palha para servir de ração para os animais. A cada dia há a vitória do sertanejo, pois o sol depois de um dia de luta, se esconde para recuperar força. Porém o sertanejo fica ali até ele desaparecer no horizonte, vendo seu rasto pelo chão. Mas de tanto lutar o sertanejo não desiste de sua terra, algo que parece feitiço. Não tem como tirar o sertanejo do sertão, pois o sertão é ele. Mas o sol luta, luta até chegar o dia em que ao nascer não encontra na caatinga o seu guerreiro diário, então sai a procura-lo e o acha num caixão feito de mandacaru, pronto para sair do ringue de luta. Logo o sol pensa que venceu a batalha, “menos um na terra do sertão”, mas no fim do dia, ele se revolta, pois o sertanejo perdeu a vida, mas não sairá de sua terra, agora sua luta transformou em descanso, agora ele viverá embrulhado pela terra que tanto ama.
            E é com esse tipo de gente que me envolvi nesse período de isolamento social, homem bruto, não no sentido de violência, mas de resistência. Homem dos avessos que não tem medo da vida, homem cabra-macho que não tem frescura nem vontade moderna, pois a vida lhe ensinou o que é mais importante para a sobrevivência. Homem que é tão forte que cria sua própria língua para se comunicarem. Língua que é forjada na percepção da realidade local, sem se importar com o resto dos falantes da língua materna, que o desamparou. Língua padrão inexistente, pois esse percebe que o próprio homem não segue um padrão, mas é todo torto e dos avessos. Por isso cria sua própria maneira de falar não apenas com os homens, mas também com os animais através de grunhidos parecidos com as dos pássaros nativos. São tão nativos que querem assemelhar com a fauna e flora de seu habitat natural.
            Passo a partir de agora, caro leitor, a narrar nossa busca pela cabra. Seria desonesto de minha parte narrar direto nossas expedições antes de mostrar quem eram meus companheiros de busca. Agora creio que você compreenderá melhor essa narrativa.
            Algo me impede de narrar à busca, acho que falta falar um pouco mais do homem do sertão, mas minha vontade é grande em querer expor logo minha experiência nessa busca. Vamos fazer um trato, no meio da narrativa, posso parar e falar um pouco do sertanejo, mas depois retomarei a narrativa. Tá certo?
            Não quero usar os nomes dos sertanejos que me levaram nessa busca pela cabra, eles são pessoas muito discretas e quero também agir assim para com eles, mas para que você não se perca nos diálogos, lhes darei um nome bem característico de sua própria região.
Agora sim, a primeira busca.
 
 

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12
2

JESUS

Jesus Cristo tu és a minha vida
Tu és o meu amor
Bendito sejas que entraste
Na minha vida
Para me salvar das trevas
Sangue de Jesus Cristo salvai-me
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2

SONHO II


Uma adaga
trespassou
minha carne...
e roubou
o que restava
de minha alma
................
Meu corpo
nu
transformou-se
em pigmento...
inpregnando
o chão
como uma
tela negra
................
O Cheiro...
já não é
mais cheiro...
O Olhar...
se dilui
na distância...
e a música
em acordes
indefinidos...
envolve
meus Tímpanos...
cansados
e gastos...
Minha Boca
secou...
de palavras
vãs...
aradas
em terra seca...
................
e
minha Cabeça
se soltou...
tocando
meu coração
gelado...

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Bicho

Tenho razão - ouviram? TENHO RAZÃO!
Vós tendes o mundo, o trabalho e a moral...
Pintais com cores mortas a imensidão
Das coisas, dos seres e do que é universal.

Viver convosco cansa sobremaneira
Desgasta qualquer um que só queira
Passar um tempo, beber bom vinho
E não deixar rastro nem caminho.
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A oração


Um abismo chama outro abismo;
um pesar chama outro pesar...
Ó Senhor,
que o Seu nome possa soar
neste vazio de dor,
iluminando a minha alma de esperança!
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CAMA VAZIA AMOR

O quarto está vazio e triste
A nossa cama está vazia
A chuva cai,o vento abana os ramos
E eu sozinha, nesta noite, neste quarto
Quero pegar-te e fazer-te enlouquecer
Agarrar-te a noite inteira, sentir a tua barba
A picar no meu rosto com o cheiro a canela
O quarto está à tua espera e eu.
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2

QUERO SER COMO AS CAMÉLIAS

Quero ser como as camélias
Perfumadas de tanta beleza
Apenas quero cicatrizar
A dor que me assola a alma
Mortifero veneno que cospe
Em terra seca o meu coração
A tristeza é minha companheira
Caminha comigo nesta poeira
Nesta terra que me castiga
Sem esperança, sem nada dar
Sou escrava, prisioneira
Nesta terra seca sem fim
Selvagem de dura realidade
Aguentaria uma eternidade
Se pudesse ter liberdade
Camélia doce perfumada
Ela é cativa em terra seca.
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Bela de meu nome Florbela Espanca.

 

Bela meu ícone de carinho

Florbela Espanca meu nome de batizo.

Nada disto tem importância se o importante não prevalecer..

Minha morte foi o suicídio por nunca compreender o viver.

Curta minha estadia na vida

porque por as emoções me regulei

nas leis de amar e ser amada.

De tanto amor acabei por ser uma rejeitada.



A minha obra em poesia muito adiantada para a época

foi minha pedra minha salvação

pois amor nenhum me conseguiu preencher o sentimento coração.



No agora pouco interessa

a vida para mim passou depressa

mas em eterno calvário.

Trinta e seis anos vivi nessa só vida

mas tão intensa foi minha estadia

que a minha salvação era escrever poesia.



No hoje aqui estou solta de emoções

convivo melhor comigo mesma

meu carinho Bela.

Meu nome Florbela

Espanca a equação

afinal os espíritos também cumprem a sua missão.



Aqui deixo um até já 

a eternidade é uma certeza

aconteça o que acontecer preencha seu dilema.



Escreva o que tiver que escrever

realize o que poder realizar

deixe sempre seu seu espírito e sua alma a ditar

o que tiver que acontecer acontecerá

mas a poesia de cada alma nunca morrerá.



Bela de meu nome Espanca

Flor de Florbela

Florbela Espanca obrigado pela lição

que encontres o teu amor

e descanses o teu coração.



Que lindo o teu espírito ao conseguires cumprir a tua missão

escrever poesia.

A verdade luz que nos entrega a alma há salvação.



TRIBUTO HÀ MAIOR POETIZA PORTUGUESA.

Florbela Espanca.

Podem usar este original gratuitamente mas nunca comercializa-lo

vontade do autor deste poema==Mcegonha
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Paradoxo Primeiro

Sou louco, se calhar.
Se calhar, sou triste.

Connosco mesmo, tudo é triste...



















E rejubila.
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AS ROSAS CHORAM

Quando as rosas choram
As lágrimas transformam
As palavras em silêncio
Os sonhos ficam quietos
As pétalas perfumam o ambiente
E os amantes vivem momentos
Loucos de euforia apaixonante
Numa linguagem que só elas percebem
E quando as rosas choram
Os beijos são carícias perfumadas
E os abraços são desejos em volúpia
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