Escritas

Movimento Sorriso

Raspa
Um sorriso seu ao acordar derrete-me a alma, não o consigo deter, sinto-a mesmo a escorrer, pelos meus órgãos a deslizar, e no momento em que este liquido viscoso completamente rendido, outrora alma indomável, toca o lado interior da epiderme,uma combustão surge em pés descalços,silenciosamente,com objectivo decente, género de big bang, e, como que, fugindo de algo, ejacula pelos estreitos poros da minha pele uma espécie de vapor invisível, que circunda o corpo, como que o protegendo, e no ar sinto a energia do amor, envolvo me no cheiro que por ali transa,a essência da nostalgia, e dum modo manipulado, mas transpirando natural instinto, devolvo teu sorriso nos meus lábios...a subjectividade do tempo é evidente, não aguento de contente, ampliamos os segundos...mesmo que por segundos. É mágico o conforto que por aqui se sente, sitio no tempo escondido onde não se mente. Um pequeno movimento a desencadear um batido de emoções imperceptível ao primeiro segundo, mas claramente palpável na lucidez inevitável após tamanha experiência sensorial momentânea.