Escritas

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NÓS AS MULHERES

Nós as mulheres somos, esposas
E companheiras, amantes, mães e avós 
Assumimos tantos papéis na vida
Merecemos ser sempre lembradas
Dia após dia, amamos, cuidamos, renunciamos
Cada uma de nós, merece ser chamada de heroína!


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MEU AMOR AS ROSAS

As rosas te chamam
Vibravam, ardiam, gemiam
No silêncio em chamas
E as águas corriam caladas
Por entre as fragas
Beijo com sede num grito
Que as nossas bocas pediam
E as rosas perfumavam a noite
Numa canção de embalar
Onde tu me beijas mil vezes
Nos desalinhados lençóis
Amamos-nos como iguais
Na aurora matinal
Nesta vontade que nos queima
Somos a cor um do outro
E ninguém vê, só nós
As rosas te chamam
No jardim do meu desejo
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Taciturnidade

Momentos complexos da vida
Não existem palavras para descrever.
Graves ferimentos na alma
Profundo desejo de morrer!

Inexistentes inimigos poderosos
Vivendo na minha escuridão
Mesmo eu sendo o mais forte:
Eles acabam me deixando no chão.

A luz do Sol brilha em mim.
Queima-me com o seu forte calor.
Enquanto para uns ele é alívio.
Para mim ele significa dor.

Talvez uma noite estrelada
Possa ser uma solução
Essa beleza natural
Traz alívio ao meu coração.

Autor: Samuel Thorn
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QUERIDA MÃE

Mãe tu que carregaste comigo
No teu ventre durante nove meses
Mãe tu que trouxeste-me para a vida
Mãe deste-me um cantinho
Dentro de ti muito quente e protegido
Mãe nos teus braços foi acarinhada
Com teu amor e dedicação
Mãe o teu amor por mim, é incondicional
Mãe todos os dias proteges-me e acaricias-me
Mãe tu conheces-me por dentro e por fora
Mãe tu sabes quando estou triste
Mãe a tua força fortalece-nos
Mãe obrigado por ter nascida do Amor
Mãe amo-te e obrigado por seres minha mãe
Senhor abençoa a todas as mães
Nem sempre as podemos ter ao nosso lado
Que maravilha é ter uma mãe. Querida Mãe ! 
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DIA AREIA QUENTE

Amo-te ao luar, amo-te à chuva
Senti-te na praia, na areia quente
O corpo queima, na noite esquecida
Sacias a sede, cansas a mente, cansas o corpo
É nos teus braços que eu amo estar
Fresca a tua boca sabe a romãs, cheio de amoras
Brisa do mar, seca o deserto do nosso alento
Choro ao sol, choro ao vento
Desta tempestade da nossa vida
Um homem que não veja as lágrimas
Derramadas de uma mulher é tonto
O homem que despreza o coração de uma mulher
Doce e pura é um tolo sem dúvida.!
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Sombras no nevoeiro




(Sombras no nevoeiro)
Sinto que sou um poeta falhado,
E escrever tornou-se uma tarefa
Balofa, à qual me não dou de todo,
Sinto um receio que m'atabafa,
No que digo, como se fosse eu, Rossio
De vão d'escada, fico-me p'las deixas,
Bem lá no meio duma seara de joio,
Aonde se não diferença vultos e névoa.
Não espero troco nem pago de saldo,
Justo por algo que não tem pra'mim custa
Nem apego, julgo que me sinto dividido,
Entre o que digo e o que dizer me basta,
É como é, o reverso e a medalha,
De um lado, vem algo inscrito,
E do outro nada que o valha,
Apenas o dom e o dia de morto.
Sinto que sou um poeta falhado,
Por todas as razões e d'outras,
Apregoo estas de telhado em telhado,
Mas confesso-me cansado d'inventar desculpas,
Pois nem tenho assim tanto de escritor,
Como um louco
Tem, do cajado dum actor,
Ser o seu sólido especo...
Jorge santos (01/2013)
http://joel-matos.blogspot.com
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MULHER

No meu livro do tempo...
...ocupas todos os meus dias...
...até ao segundo

Fazes parte da minha existência...
...e o tempo da minha Vida...
...é todo Teu
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BRISA DO MAR

Sinto no meu corpo
Uma força que me leva até ti
Quando o vento passa e acaricia o meu rosto
Sinto que são as tuas mãos a tocar no meu corpo
Amo-te com os teus defeitos, não sou perfeita
Vieste como a brisa mar eu quero beijar-te
E levar-te ao céu sentir o teu calor
Amar-te é entregar-me de corpo e alma
Tu és fascinante é quero perder-me em ti amor
Quero beijar-te a noite toda e sem pressa
Sentir o sabor da tua boca, querer sentir
O teu corpo e o meu estremecer de prazer de amor.
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É SÓ EM TI

É só no silêncio
Que oiço o sofrer do meu coração
É só no silêncio
Que a chuva lava o meu lamento
É só no silêncio
Que na minha angústia te sinto
É só no silêncio
Que o vento consola-me
É só no silêncio
Que o sol queima-me a pele
É só no silêncio,
Que a esperança se sente
É só no silêncio
Que as nossas almas se falam
É só no silêncio
Que a saudade deixa marcas
É só no silêncio
Que choro, sofro, rio
É só no silêncio
Que amo, desejo, suspiro por ti.


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A vida é como um jogo de xadrez

A vida é como um jogo de xadrez, você tem todas as peças no inicio de um jogo, mas você não pode tirar os olhos dele, tem que estar sempre atento. Você tem que pensar muito bem antes de fazer a sua jogada, analisar, ver as conseqüências que esta jogada vai causar por que você sabe que após feita tal jogada ela não poderá ser desfeita. Um movimento sem pensar e lá se vai uma peça sua. As vezes é preciso sacrificar uma peça para que você execute sua jogada. Cada movimento é decisivo e seu oponente é inteligente e quer te derrotar de qualquer forma. Você deve ser mais esperto que ele, pensar bem nas jogadas, parar, analisar, reanalisar e jogar. Não se importe com o tempo neste jogo, desde que você perca o seu tempo raciocinando. Às vezes você se sente pressionado por seu oponente, ele só ataca e você só defende, as vezes a defesa é a melhor estratégia, mas não se vence uma guerra se defendendo apenas. Casualmente seu oponente irá abrir uma brecha em sua ofensiva e deixará sua defesa nua, é uma questão de percepção, estar sempre atento a qualquer movimento. Pode se encontrar sem peças e dizer que o jogo está perdido, mas o jogo nunca acaba até o rei cair, portanto nuca desista, por mais que amarrados seus pés e suas mãos pareçam estar, seu oponente ainda pode vacilar. Eventualmente pode se sentir afobado para fazer tal jogada e ficar cego para o restante do jogo, um jogador desesperado para ganhar jamais ganhará, é preciso muita calma e atenção. Quando menos se espera surge um xeque e você perde o chão sobre teus pés, é hora de por em pratica a calmaria e raciocinar uma solução. A rainha é a peça mais importante do jogo pelo seu poder. Ela irá proteger o rei e irá atacar, os dois juntos são perfeitos, portanto, proteja sua rainha sempre. Caso você a perca o jogo continua, mas não tem a mesma graça, no entanto você ainda pode chegar com seu peão até o topo do tabuleiro, seguindo um longo caminho, mas no final, pode se transformar numa nova rainha. Eis que não será a mesma coisa, esta permanecerá pouco tempo, certamente, por tua vitória ou por tua derrota. Cada movimento é decisivo, ganha-se peças, perde-se peças, no entanto, estranhamente, quem está de fora do jogo vê muito mais jogadas do que o próprio jogador, seria bom ouvi-los quando tiver oportunidade. Enfim é anunciado "xeque-mate" e quem o anunciou? Sua vitória depende apenas de você. A única diferença entre a vida real e um jogo de xadrez é que no xadrez você pode jogar novamente, na vida não. A vida é feita de vários jogos interligados a um só jogo, que chamamos de "jogo da vida", cada jogo destes nos ensina algo, cabe a você aprender a jogar ou não, alguns jogos se repetem, mas são raras as oportunidades de jogar novamente o mesmo jogo, se as tiver, não desperdi-se-as. Não é tão difícil aprender a jogar, basta pensar bem antes de efetuar a jogada, olhar tudo ao seu redor, estar sempre atento e jogar. Quanto mais se joga, mais se aprende, e quando você já estiver bom no jogo, ensine-o para outros, eles precisam de você e de você deles, nunca os subestime, pois até mesmo um principiante, mesmo que inconsciente, pode te ensinar muita coisa.
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AMO-TE SENHOR

Senhor tu és
A primeira oração do meu dia
És o dono do meu sorriso
E da minha alegria diária
És a força renovada da minha vida
E quando me envolves nas tuas asas
Eu simplesmente aprendo a voar
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Meu Poeta!


Meu poeta!
Só estou esperando que apareças,
Pois a certeza já está firmada,
Sua voz eu já escuto,
Suas palavras por mim tão sonhadas,
O simples toque soa suave,
Seu sonho e o meu entrelaçados,
A vida sem rumos determinados,
O amor pelo puro prazer de amar,
O doce do beijo só por tocar,
A mão que me desce e me desenha,
Meu sorriso sincero sem nada pedir,
O puro prazer que a palavra não diz,
Viver apenas para ser feliz,
Sem hora, sem pressa,
Sem noite nem dia,
Realizando a vida em poesia!


Gizelle Amorim
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Em tempos quis o mundo inteiro





Em tempos, quis o mundo inteiro,
Hospedado no peito, redondo e obeso,
Perpétuo como um relojoeiro,
Um peito de soldado raso, desconhecido...
Era criança e havia amar,
Eternidade, justiça e razão...
E um lar... um veleiro vulgar,
E um timoneiro sem tripulação.
Hoje sou ilícito e estrangeiro,
Partido fui; metade do coração, eu entendi...
E o mundo que já cobicei como o ouro, era outro
Ficou perdido, em nenhum outro lado, fora d'mim.
Acabei por fim, a não pensar em nada,
Até que acabou o meu tempo,
Escondido numa caixa enganosa, redonda...
Num habitual descontentamento.
Eu...a quem o mundo não bastava,
(Se nem eu, nem ele sabíamos que o outro existia)
Agora, pouco do que tenho e sinto, é seu...
Nem isto que escrevo, indefinido e a eito, sem serventia...
Basta hoje o dia não ser tão feio,
Pra ver no céu fiel a alegria que sinto ainda no peito,
Porque na terra, o que esperava não veio,
A minha alma foi sepultada num árido e seco deserto.
Joel Matos (04/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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MÃOS DADAS

Andamos de mãos dadas, apaixonados
Como farelos lançados ao vento
Ouve-se o nosso silêncio que carregamos pelas mãos
Perfumadas e tatuadas no nosso corpo, na nossa pele
Esquecermos o amor que nos une
É impossível de conseguir-se
A distância pode separar os nossos corpos
Mas não separa as nossas lembranças
A paixão louca que sentimos um pelo outro
A saudade fala sempre mais alto, do que mil gritos de dor
Não acordes o silêncio, que murmura a nosso favor, amor.
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Definição de Esperança

Definição de esperança


Breve, o dia em que decidi ser alguma coisa,
Espuma de mar cavado na sarração do vento.
Acordo no meio de uma conspiração d'ondas e horas
E dedico os últimos minutos a tentar definir o tempo
E lembro-me de não querer ser capitão d'coisa alguma
Sobretudo no dia de hoje que acabará d'manhã bem cedo,
Ainda me pus a olhar o futuro, sem solução à vista ou relógio d'pulso
E, na vigia baça da embarcação, abocanho um curto sonho,
Um sonho em vão, de quem espera horas e horas o fio,
Mas breve, breve como as ondas no bojo preto deste navio
Cargueiro. Vi passar o rápido, das nove e um quarto,
Branco, branco...Tinha na face, a expressão da glória antiga,
E eu aqui no porão, como um rato num ínfimo labirinto,
Hostil e angustiado sob o peso da máquina universal do atraso.
Ah, se eu estivesse atrasado dezoito horas na vida,
Começava tudo outra vez, à meia-noite e vinte em ponto
E seria mais um livro, posto na prateleira, sem paciência
Pra ser lido, contudo, sinto-me vivo como um nado-morto,
Embalado pelo dever de viver, ao lado de cada dia, de cada segundo,
Sem força para detestar tudo o que me é imposto,
Pela absurda tripulação de estibordo.
Ah, se eu tivesse ambição, provocaria um motim de praças
E partiria de malas feitas, por esse mundo sem fim,
Decerto seria alguma coisa, com mais sabor que não engodo
De peixe balão, batata de sofá, asceta gordo de time-sharing
Ou marajá da sanita. Descubro que sou, metade, tempo perdido,
Metade, escrita ilúcita e imaginação no intervalo, mudo de cor,
Ao estilo de camaleão do campo... sem título.
Breve, o dia em que decidi ser, coisa alguma,
Um zero, num fim metafórico de cena, uma réplica de sino,
Uma causa pequena, onde o vento, faz tempo não sopra
E dedico os últimos minutos, A TENTAR DEFINIR A ESPERANÇA.
Joel Matos
(01/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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QUERIA LER-TE

Queria ler-te lentamente meu amor
Como se fosses poesia num livro esquecido
Quantas vezes esperei-te e desesperei
Quantas vezes pensei que nunca mais chegavas
Quantas vezes senti o coração a rebentar
Quantas vezes tremi calada dos beijos que demos
Quantas vezes entreguei-te o meu corpo sem palavras
Quantas vezes eu já morri nos teus braços meu amor.!
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OLHARES CÚMPLICES

Cruzámos os nossos olhares cúmplices
Falámos muito, mas talvez
Não me recorde do quê, senti o teu olhar
Como o calor dos nossos corpos
Onde crescia o desejo, desejo natural
Tornámo-nos murmurantes
Nos silêncios, nos gestos, nos sentimentos
Sentados no escuro do quarto
Olhámos-nos sem maldade
Recordámos-nos onde que nos conhecemos
São ermos os nossos caminhos, com luar, com rosas
Noites silenciosas com calor
Apesar de tudo, estávamos vivos e apaixonados.
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BODEGA

Às vezes, no rústico balcão

de velha tábua enegrecida

o tempo parava...

Às vezes, o vento passava

e o papel de embrulho acenava

convidando o cliente

a absorver o aroma

pungente de couro curtido

que se irradiava no ar...

Só a velha balança parada

com os pratos vazios

ponderava o que havia

de sabor no denso langor

de algo invisível a indicar

que a tarde se dissipava

pesarosa a chorar...

E quando vinha freguês

antonio, maria ou joão

de caderneta na mão

fiava o açúcar, a farinha,

num embrulho feito com arte

com dedos magros da mão

de um bodegueiro artesão!

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TU ÉS MEL PURO

Beijar-te é como tocar numa nuvem
Sentir o mel mais puro e verdadeiro
Eu vou onde as tuas asas possam levar-me
Eu não sei voar, mas quero teu amor
Beijar-te e não sentir os pés no chão
Beijar-te é sentir o bater do coração
Sentir o teu corpo colado no meu
Beijar-te é suspirar e sonhar
Os teus beijos tiram-me os sintomas
Que causam-me dor e para curar-me
O melhor remédio és tu
Sinto na minha boca o gosto do mel
Que diminui a dor que invade o meu peito
Sou mais leve que uma pena que passa na multidão
Que grita de desespero nas noites de solidão.
4 470
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LÁGRIMAS DE FÉ

As minhas lágrimas
Podem-se transformar em chuva
O meu sangue em chamas
O meu coração em cinzas
Embora a escuridão me cobice
A mente, o corpo
Vou ficar de pé e lutar
Pois a minha fé é a minha fortaleza.
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MADRUGADA QUENTE

É de madrugada quente de verão
Dorme a cidade, a vila, a aldeia
Dormem os lobos e o homem
Dormem as flores do meu jardim
Dormem as aves em cima da arvores
Dormem os peixes no fundo do mar
Dorme a minha alma cansada de dor
Dorme o meu coração protegido e quieto.
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A MINHA ALMA GRITAVA

A minha alma gritava e rasgava de dor
O meu corpo descosia as linhas cerzidas
Onde eu remendava a minha desalinhada mente.
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LANÇA DE MORTE

Lança da morte, punhal ferido
De espinhos numa flor, sem medo
Sem temor, amor que abraça-me
Que foge comigo, devassa-me os sentidos
Entranha-se na pele, como um grito colorido
Voz rouca de um eco que acompanha-me
Esquizofrênicos sentidos de lembranças
Feitos de vozes, gritos, gemidos, suspiros
Que iluminam de esperança as lágrimas caídas
De uma quimera fora do tempo esquecido
Vivido de dor, fogo interno neste Inverno antigo
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Empatia

o que é a dor pra quem não a sente
como posso julgar se não sou vivente
adjetivar negativamente, não!
Me fazer solidário ou julgar-me incompetente

a penitência nem sempre é física
a dor quase sempre é psíquica
dor que não sinto e sinto ao mesmo tempo
sinto por simpatia ou simplesmente, sentimento

peco por não ser igual, não, claro que não
mas peco por não ter nenhuma atitude
A dor do outro pode ser a sua dor
se nada for feito, não haverá nada que mude

por imaturidade ou má instrução, desandamos
mas triste é aquele que erra por malcaratismo
não é certo se apoiar em discursos maléficos
para justificar covardia, ódio e egoísmo

Contudo acho que o mínimo é seguir crescendo
lutando a luta do outro, sofrendo e aprendendo
se esconder de baixo da cama não é o caminho
o jeito é darmos as mãos, porquê nada muda sozinho
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