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CORASSIS
Direito

Dai me o direito a ter direito a sombra
que não sou,
ao meu anti gosto predileto
Dai me o direito a mais
do oxigênio contaminado necessário.
Dai me o direito de ser imperfeito
de ser profundamente mediano
Nas decisões assertivas da vida
e nas mediocridades humanas.
2 225
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CAMA VAZIA AMOR
O quarto está vazio e triste
A nossa cama está vazia
A chuva cai,o vento abana os ramos
E eu sozinha, nesta noite, neste quarto
Quero pegar-te e fazer-te enlouquecer
Agarrar-te a noite inteira, sentir a tua barba
A picar no meu rosto com o cheiro a canela
O quarto está à tua espera e eu.
A nossa cama está vazia
A chuva cai,o vento abana os ramos
E eu sozinha, nesta noite, neste quarto
Quero pegar-te e fazer-te enlouquecer
Agarrar-te a noite inteira, sentir a tua barba
A picar no meu rosto com o cheiro a canela
O quarto está à tua espera e eu.
2 361
samuelthorn
Taciturnidade
Momentos complexos da vida
Não existem palavras para descrever.
Graves ferimentos na alma
Profundo desejo de morrer!
Inexistentes inimigos poderosos
Vivendo na minha escuridão
Mesmo eu sendo o mais forte:
Eles acabam me deixando no chão.
A luz do Sol brilha em mim.
Queima-me com o seu forte calor.
Enquanto para uns ele é alívio.
Para mim ele significa dor.
Talvez uma noite estrelada
Possa ser uma solução
Essa beleza natural
Traz alívio ao meu coração.
Autor: Samuel Thorn
Não existem palavras para descrever.
Graves ferimentos na alma
Profundo desejo de morrer!
Inexistentes inimigos poderosos
Vivendo na minha escuridão
Mesmo eu sendo o mais forte:
Eles acabam me deixando no chão.
A luz do Sol brilha em mim.
Queima-me com o seu forte calor.
Enquanto para uns ele é alívio.
Para mim ele significa dor.
Talvez uma noite estrelada
Possa ser uma solução
Essa beleza natural
Traz alívio ao meu coração.
Autor: Samuel Thorn
940
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TU ÉS MEL PURO
Beijar-te é como tocar numa nuvem
Sentir o mel mais puro e verdadeiro
Eu vou onde as tuas asas possam levar-me
Eu não sei voar, mas quero teu amor
Beijar-te e não sentir os pés no chão
Beijar-te é sentir o bater do coração
Sentir o teu corpo colado no meu
Beijar-te é suspirar e sonhar
Os teus beijos tiram-me os sintomas
Que causam-me dor e para curar-me
O melhor remédio és tu
Sinto na minha boca o gosto do mel
Que diminui a dor que invade o meu peito
Sou mais leve que uma pena que passa na multidão
Que grita de desespero nas noites de solidão.
Sentir o mel mais puro e verdadeiro
Eu vou onde as tuas asas possam levar-me
Eu não sei voar, mas quero teu amor
Beijar-te e não sentir os pés no chão
Beijar-te é sentir o bater do coração
Sentir o teu corpo colado no meu
Beijar-te é suspirar e sonhar
Os teus beijos tiram-me os sintomas
Que causam-me dor e para curar-me
O melhor remédio és tu
Sinto na minha boca o gosto do mel
Que diminui a dor que invade o meu peito
Sou mais leve que uma pena que passa na multidão
Que grita de desespero nas noites de solidão.
4 506
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUERIA LER-TE
Queria ler-te lentamente meu amor
Como se fosses poesia num livro esquecido
Quantas vezes esperei-te e desesperei
Quantas vezes pensei que nunca mais chegavas
Quantas vezes senti o coração a rebentar
Quantas vezes tremi calada dos beijos que demos
Quantas vezes entreguei-te o meu corpo sem palavras
Quantas vezes eu já morri nos teus braços meu amor.!
Como se fosses poesia num livro esquecido
Quantas vezes esperei-te e desesperei
Quantas vezes pensei que nunca mais chegavas
Quantas vezes senti o coração a rebentar
Quantas vezes tremi calada dos beijos que demos
Quantas vezes entreguei-te o meu corpo sem palavras
Quantas vezes eu já morri nos teus braços meu amor.!
1 569
afonso rocha
O AMOR É UM MISTÉRIO
Sinto a tua presença
em tudo aquilo que faço
e digo...
e de seres
de luz
à minha volta
susurrando melodias...
Observo
a música das palavras
em redor deles
de mim
e de ti...
Meu amor
envolve-me
na tua alma...
e que seja
o genesis
duma fonte
de água pura...
onde
os deuses virão
matar a sua sede
para a eternidade...
1 700
mcegonha
Bela de meu nome Florbela Espanca.
Bela meu ícone de carinho
Florbela Espanca meu nome de batizo.
Nada disto tem importância se o importante não prevalecer..
Minha morte foi o suicídio por nunca compreender o viver.
Curta minha estadia na vida
porque por as emoções me regulei
nas leis de amar e ser amada.
De tanto amor acabei por ser uma rejeitada.
A minha obra em poesia muito adiantada para a época
foi minha pedra minha salvação
pois amor nenhum me conseguiu preencher o sentimento coração.
No agora pouco interessa
a vida para mim passou depressa
mas em eterno calvário.
Trinta e seis anos vivi nessa só vida
mas tão intensa foi minha estadia
que a minha salvação era escrever poesia.
No hoje aqui estou solta de emoções
convivo melhor comigo mesma
meu carinho Bela.
Meu nome Florbela
Espanca a equação
afinal os espíritos também cumprem a sua missão.
Aqui deixo um até já
a eternidade é uma certeza
aconteça o que acontecer preencha seu dilema.
Escreva o que tiver que escrever
realize o que poder realizar
deixe sempre seu seu espírito e sua alma a ditar
o que tiver que acontecer acontecerá
mas a poesia de cada alma nunca morrerá.
Bela de meu nome Espanca
Flor de Florbela
Florbela Espanca obrigado pela lição
que encontres o teu amor
e descanses o teu coração.
Que lindo o teu espírito ao conseguires cumprir a tua missão
escrever poesia.
A verdade luz que nos entrega a alma há salvação.
TRIBUTO HÀ MAIOR POETIZA PORTUGUESA.
Florbela Espanca.
Podem usar este original gratuitamente mas nunca comercializa-lo
vontade do autor deste poema==Mcegonha
13 228
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DISPO A ALMA
Dispo a alma do corpo
Visto-me num sonho
Mergulho na solidão
Entre as gotas de felicidade
Das lágrimas caídas
Sentimentos das emoções
Que nasceram vazias
Morrem de tantas sensações
Nas palavras escritas
De tantos amores
Esquecidos, perdidos
Nos sonhos inventados
Por caminhos desconhecidos
Que nos levam a viajar
Pelos caminhos do amor.
Visto-me num sonho
Mergulho na solidão
Entre as gotas de felicidade
Das lágrimas caídas
Sentimentos das emoções
Que nasceram vazias
Morrem de tantas sensações
Nas palavras escritas
De tantos amores
Esquecidos, perdidos
Nos sonhos inventados
Por caminhos desconhecidos
Que nos levam a viajar
Pelos caminhos do amor.
1 088
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DESTINO CRUEL
Alma perdida
Esquecida de dor
Condenada num abismo
De um desdém atroz
Porquê?
Não sei!
Quiçá o destino
Seja ou foi egoísta
Presa, sentenciada
A um amor cruel!
Fiel de ódio
Onde nós dois morremos
De um desdém cruel!
Esquecida de dor
Condenada num abismo
De um desdém atroz
Porquê?
Não sei!
Quiçá o destino
Seja ou foi egoísta
Presa, sentenciada
A um amor cruel!
Fiel de ódio
Onde nós dois morremos
De um desdém cruel!
1 724
Mia Rimofo
HÁ EM MIM
Há em mim uma quietude de morte
Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas

Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas

697
luiztcamposs
Empatia
o que é a dor pra quem não a sente
como posso julgar se não sou vivente
adjetivar negativamente, não!
Me fazer solidário ou julgar-me incompetente
a penitência nem sempre é física
a dor quase sempre é psíquica
dor que não sinto e sinto ao mesmo tempo
sinto por simpatia ou simplesmente, sentimento
peco por não ser igual, não, claro que não
mas peco por não ter nenhuma atitude
A dor do outro pode ser a sua dor
se nada for feito, não haverá nada que mude
por imaturidade ou má instrução, desandamos
mas triste é aquele que erra por malcaratismo
não é certo se apoiar em discursos maléficos
para justificar covardia, ódio e egoísmo
Contudo acho que o mínimo é seguir crescendo
lutando a luta do outro, sofrendo e aprendendo
se esconder de baixo da cama não é o caminho
o jeito é darmos as mãos, porquê nada muda sozinho
como posso julgar se não sou vivente
adjetivar negativamente, não!
Me fazer solidário ou julgar-me incompetente
a penitência nem sempre é física
a dor quase sempre é psíquica
dor que não sinto e sinto ao mesmo tempo
sinto por simpatia ou simplesmente, sentimento
peco por não ser igual, não, claro que não
mas peco por não ter nenhuma atitude
A dor do outro pode ser a sua dor
se nada for feito, não haverá nada que mude
por imaturidade ou má instrução, desandamos
mas triste é aquele que erra por malcaratismo
não é certo se apoiar em discursos maléficos
para justificar covardia, ódio e egoísmo
Contudo acho que o mínimo é seguir crescendo
lutando a luta do outro, sofrendo e aprendendo
se esconder de baixo da cama não é o caminho
o jeito é darmos as mãos, porquê nada muda sozinho
11 202
João Edesio (Jhon)
HOMEM DO SERTÃO OU SERTÃO DO HOMEM
HOMEM DO SERTÃO OU SERTÃO DO HOMEM
Por Prof. Me. João Edesio de Oliveira Junior.
No lugar onde o vento nasce e dissemina para todo Brasil, aonde a produção da riqueza baiana vem dos elementos natural, vento, estou eu aqui no meio. Olho para um lado vejo apenas uma vegetação seca e aparentemente sem vida, olho para outro lado, vejo meninos correndo no meio da rua do vilarejo que mais parece com um rosário com vinte e oito casas, porém com apenas dezesseis família morando.
Para qualquer pessoa da cidade grande ao olhar esse vilarejo, pensa que ele é igual a uma vegetação nordestina, e de fato o é. Suas ruas cheias de cabeça-de-touro, que obriga usar não uma sandália da moda, mas uma resistente usada no sertão, poeira que dá o charme quando o vento que vem do norte se encontra com o que vem do sul bem no meio desse rosário, formando assim um grande redemoinho, tormento das mulheres, mas alegria para as crianças.
O sol, companheiro inseparável do sertanejo, vasculha cada parte dessa terra parecendo que está à procura de um tesouro escondido, algo que está abaixo da terra ao ponto de abrir fendas sobre o solo a procura dessa preciosidade. Tão egoísta que não deixa chuva penetrar no solo para gerar a vida necessária para o povo. Chuva que quando aparece, os moradores fazem sala e se alegram com a sua chegada, outros a tenta imitar, deixando cair águas pelos olhos. Mas nessa luta, o sol sempre ganha maior tempo entre seus habitantes, tentando sugar até a própria vida do sertanejo, roubando-lhe dia a dia um pouco mais de sua cor, suor o e ânimo. Nessa luta entre os companheiros não sei quem é o mais resistente se o sol ou o sertanejo.
Na luta entre gigantes, vence quem for mais resistente e quem tem raiz fincada de maneira mais profunda. O sol como conhecemos, é covarde e traiçoeiro, não aguenta um dia de luta com o sertanejo, ao ponto de se esconder por medo desse homem. Tenta aparecer antes de o sertanejo acordar, mas se engana, pois esse homem já está em pé com o facão na mão e botinas nos pés para encará-lo. Mas precisamos concordar, ele tem resiliência, todos os dias tem hora marcada para se encontrar com seu guerreiro. Já o homem bruto do sertão, acorda antes do sol nascer para se preparar para a luta. Assim que acorda, coloca sua calça surrada pelo uso diário, a camisa, com a as marcas da luta contra o sol, a botina descangotada pelo uso incessante nos caminhos de ida e volta de pastar as cabras. Coloca um prato de cuscuz na mesa, frita dois ovos, não ovos brancos de granja, mas das galinhas que vivem soltas em seu quintal, coloca uma golada de café quente, uma manteiga ao lado, feita ali mesmo com a nata que saiu do leite que toma diariamente da única vaca que resiste com ele nessa luta.
Após todo preparativo para a luta diária, tanto do sol quanto do sertanejo, eles se encontram no meio da caatinga para travar essa luta. Luta que não duram apenas dias, meses e anos, mas décadas. O sol tenta expulsar o homem desse lugar com interesse desconhecido, mas o homem desconfia que nessa terra tenha algo de muito bom para o sol ser tão intenso. E o sol é ardiloso tira tudo do homem, a água e por consequência a boa produção. Quando se pensa que o sertanejo perdeu a lavoura de milha por não ter chuva, ele retira as espigas murchas e seus grãos para dar a galinha e a palha para servir de ração para os animais. A cada dia há a vitória do sertanejo, pois o sol depois de um dia de luta, se esconde para recuperar força. Porém o sertanejo fica ali até ele desaparecer no horizonte, vendo seu rasto pelo chão. Mas de tanto lutar o sertanejo não desiste de sua terra, algo que parece feitiço. Não tem como tirar o sertanejo do sertão, pois o sertão é ele. Mas o sol luta, luta até chegar o dia em que ao nascer não encontra na caatinga o seu guerreiro diário, então sai a procura-lo e o acha num caixão feito de mandacaru, pronto para sair do ringue de luta. Logo o sol pensa que venceu a batalha, “menos um na terra do sertão”, mas no fim do dia, ele se revolta, pois o sertanejo perdeu a vida, mas não sairá de sua terra, agora sua luta transformou em descanso, agora ele viverá embrulhado pela terra que tanto ama.
E é com esse tipo de gente que me envolvi nesse período de isolamento social, homem bruto, não no sentido de violência, mas de resistência. Homem dos avessos que não tem medo da vida, homem cabra-macho que não tem frescura nem vontade moderna, pois a vida lhe ensinou o que é mais importante para a sobrevivência. Homem que é tão forte que cria sua própria língua para se comunicarem. Língua que é forjada na percepção da realidade local, sem se importar com o resto dos falantes da língua materna, que o desamparou. Língua padrão inexistente, pois esse percebe que o próprio homem não segue um padrão, mas é todo torto e dos avessos. Por isso cria sua própria maneira de falar não apenas com os homens, mas também com os animais através de grunhidos parecidos com as dos pássaros nativos. São tão nativos que querem assemelhar com a fauna e flora de seu habitat natural.
Passo a partir de agora, caro leitor, a narrar nossa busca pela cabra. Seria desonesto de minha parte narrar direto nossas expedições antes de mostrar quem eram meus companheiros de busca. Agora creio que você compreenderá melhor essa narrativa.
Algo me impede de narrar à busca, acho que falta falar um pouco mais do homem do sertão, mas minha vontade é grande em querer expor logo minha experiência nessa busca. Vamos fazer um trato, no meio da narrativa, posso parar e falar um pouco do sertanejo, mas depois retomarei a narrativa. Tá certo?
Não quero usar os nomes dos sertanejos que me levaram nessa busca pela cabra, eles são pessoas muito discretas e quero também agir assim para com eles, mas para que você não se perca nos diálogos, lhes darei um nome bem característico de sua própria região.
Agora sim, a primeira busca.
585
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUERO QUERO AMOR
Quero ser a ultima gota do teu sangue
Quero ser o doce vinho a entrar nas tua veias
Quero degustar a tua carne para apagar o meu desejo
Quero ser o teu abrigo num dia de tempestade
Quero ser o teu caminho na escuridão da noite
Quero ser a tua luz para acalentar os teus medos
Quero ser os teus sonhos para não serem levados pelo vento
Quero ser a chave da tua vida para viveres para sempre
Quero ser a cavidade da tua boca para viver nela
Quero perder em ti para não me encontrar de mim.!
Quero ser o doce vinho a entrar nas tua veias
Quero degustar a tua carne para apagar o meu desejo
Quero ser o teu abrigo num dia de tempestade
Quero ser o teu caminho na escuridão da noite
Quero ser a tua luz para acalentar os teus medos
Quero ser os teus sonhos para não serem levados pelo vento
Quero ser a chave da tua vida para viveres para sempre
Quero ser a cavidade da tua boca para viver nela
Quero perder em ti para não me encontrar de mim.!
2 471
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OLHARES CÚMPLICES
Cruzámos os nossos olhares cúmplices
Falámos muito, mas talvez
Não me recorde do quê, senti o teu olhar
Como o calor dos nossos corpos
Onde crescia o desejo, desejo natural
Tornámo-nos murmurantes
Nos silêncios, nos gestos, nos sentimentos
Sentados no escuro do quarto
Olhámos-nos sem maldade
Recordámos-nos onde que nos conhecemos
São ermos os nossos caminhos, com luar, com rosas
Noites silenciosas com calor
Apesar de tudo, estávamos vivos e apaixonados.
Falámos muito, mas talvez
Não me recorde do quê, senti o teu olhar
Como o calor dos nossos corpos
Onde crescia o desejo, desejo natural
Tornámo-nos murmurantes
Nos silêncios, nos gestos, nos sentimentos
Sentados no escuro do quarto
Olhámos-nos sem maldade
Recordámos-nos onde que nos conhecemos
São ermos os nossos caminhos, com luar, com rosas
Noites silenciosas com calor
Apesar de tudo, estávamos vivos e apaixonados.
1 024
Bob J
E se eu te contasse um segredo
E se eu te contasse um segredo
ou falasse dos meus desejos
dos meus gostos e meus medos
planos e arrependimentos
você ficaria mais feliz?
iria confiar em mim?
dos meus gostos e meus medos
planos e arrependimentos
você ficaria mais feliz?
iria confiar em mim?
E se eu te contasse um segredo
revelasse meus sentimentos
e contasse os meus defeitos
e porque sou desse jeito
você ficaria mais feliz?
saberia porque sou assim?
E se eu te contasse um segredo
que um dia sonhei com seu beijo
que é só você que consegue
fazer eu me sentir eu mesmo
que não importa aonde eu olhe
porque é você que eu vejo
você ficaria mais feliz?
gostaria mais de mim?
E se eu te contasse que o sol ainda brilha
enquanto todo mundo se esconde
e as estrelas não brilham de dia
porque os amantes se amam de noite
Você sabe o quão bom seria
se todos apreciassem a vida
vivessem intensamente a cada dia
com alguém especial de companhia?
Você sabe o quanto é bom
ver nos seus olhos a alegria
no seu sorriso a simpatia
e de você fazer poesia?
1 333
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR ENQUANTO
Enquanto nos amamos
Os pássaros cantam
As flores abrem as suas pétalas
És tão presente em mim
Que habitas no profundo
Na minha alma
Em todos os meus nadas
Caricias num monte de folhas
Na maciez da minha pele
Por entre o odor da tua
Retenho gestos silenciosos
Sonhos no cerrar das pálpebras
Desejos em sons de ti.
Os pássaros cantam
As flores abrem as suas pétalas
És tão presente em mim
Que habitas no profundo
Na minha alma
Em todos os meus nadas
Caricias num monte de folhas
Na maciez da minha pele
Por entre o odor da tua
Retenho gestos silenciosos
Sonhos no cerrar das pálpebras
Desejos em sons de ti.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DIFÍCEIS DIAS
Há dias que chegas triste
O meu ser fica triste
Há dias que a tua alma chora
A minha alma chora
Há dias que o tempo é cruel
Fico quieta para que nada te fira
Há dias que o teu corpo arde
No meu corpo nu no claro da noite
Há dias que é insuportável
Saber-te triste sem te poder tocar
Há dias que chegas a casa triste
Magoado e eu nada posso fazer
Há dias que chegas cansado
Como eu chego farta desta vida
Há dias repletos de felicidade
Quando olhamos os nossos filhos
Há dias e dias uns mais duros
Difíceis que outros, graças a Deus.
O meu ser fica triste
Há dias que a tua alma chora
A minha alma chora
Há dias que o tempo é cruel
Fico quieta para que nada te fira
Há dias que o teu corpo arde
No meu corpo nu no claro da noite
Há dias que é insuportável
Saber-te triste sem te poder tocar
Há dias que chegas a casa triste
Magoado e eu nada posso fazer
Há dias que chegas cansado
Como eu chego farta desta vida
Há dias repletos de felicidade
Quando olhamos os nossos filhos
Há dias e dias uns mais duros
Difíceis que outros, graças a Deus.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ESTILHAÇOS DA ALMA
Ajuda-me a reconstruir
Os estilhaços do corpo ferido
A recolher da minha alma os pedaços
Cada tristeza, cada caminho sem chão
Sejam só cicatrizes, de tanta desilusão
Escrevo numa folha de papel a minha dor
Rasgo aos pedacinhos atiro ao vento
Para que o vento leve a minha dor para longe
Insensatez, sentimento, angustia
Sombra pela intensidade da solidão de seu vazio
Onde as lágrimas correm como um rio!
Os estilhaços do corpo ferido
A recolher da minha alma os pedaços
Cada tristeza, cada caminho sem chão
Sejam só cicatrizes, de tanta desilusão
Escrevo numa folha de papel a minha dor
Rasgo aos pedacinhos atiro ao vento
Para que o vento leve a minha dor para longe
Insensatez, sentimento, angustia
Sombra pela intensidade da solidão de seu vazio
Onde as lágrimas correm como um rio!
1 529
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MÃOS DADAS
Andamos de mãos dadas, apaixonados
Como farelos lançados ao vento
Ouve-se o nosso silêncio que carregamos pelas mãos
Perfumadas e tatuadas no nosso corpo, na nossa pele
Esquecermos o amor que nos une
É impossível de conseguir-se
A distância pode separar os nossos corpos
Mas não separa as nossas lembranças
A paixão louca que sentimos um pelo outro
A saudade fala sempre mais alto, do que mil gritos de dor
Não acordes o silêncio, que murmura a nosso favor, amor.
Como farelos lançados ao vento
Ouve-se o nosso silêncio que carregamos pelas mãos
Perfumadas e tatuadas no nosso corpo, na nossa pele
Esquecermos o amor que nos une
É impossível de conseguir-se
A distância pode separar os nossos corpos
Mas não separa as nossas lembranças
A paixão louca que sentimos um pelo outro
A saudade fala sempre mais alto, do que mil gritos de dor
Não acordes o silêncio, que murmura a nosso favor, amor.
1 158
Breno Pantoja
O destino
O Sol vem surgindo,
Caminhando no clarão, um brilho tão lindo,
Tão lindo, um brilho,até então iluminando um destino,
Sim, o meu destino, até então, desconhecido.
Desconhecido, até então, o meu destino,
Descoberto pouco a pouco,em novos ciclos.
Novos Ciclos, vivo o meu destino,
Estou amando, estou infinitamente bem convencido.
Eu estive estarrecido, estava perdido,
Eu procurei um grande abrigo,
Um grande abrigo, eu procurei, e eu encontrei, foi uma benção da vida,
Apareceu uma linda menina.
A conexão intensamente de dois seres,
Já é um amor, de vários meses,
De vários meses, o amor,intrínseco, um amor eterno.
Até então, desconhecido era o destino,
Um amor tão singelo, a vida e os destino,
Somado a dois, um destino tão lindo.
O Privilégio, do destino, Tão cheios de mistérios,
Girando, girando, nesse céu, conectado ao universo,
Cheios de mistérios, e inesperados , é o coração dessa moça,
Amável, essa moça, capaz de mudar a vida e planos.
O sol vai sumindo( se pôndo),
E ela uma promessa faz, e o Sol vai levando,
A Deus, o Sol vai levando, o senhor do destino,
O nosso destino, até então confusos e confundido.
Ela faz a promessa,o pedido,
Para que o nosso destino, se cruzem ao infinito.
Ao amor e a vida, ao poder da empatia,
Façamos que nosso amor viva e sobreviva.
Ao amanhacer, e ao anoitecer ,
O destino até então, desconhecido,
Se torna um futuro de sonhos construtivos perspectivos,
E de planos intensos,lindos e de vamos caminhos.
Breno Pantoja.
206
Luis Rodrigues
Esta noite
Esta noite
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
4 551
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE SENHOR
Senhor tu és
A primeira oração do meu dia
És o dono do meu sorriso
E da minha alegria diária
És a força renovada da minha vida
E quando me envolves nas tuas asas
Eu simplesmente aprendo a voar
A primeira oração do meu dia
És o dono do meu sorriso
E da minha alegria diária
És a força renovada da minha vida
E quando me envolves nas tuas asas
Eu simplesmente aprendo a voar
4 002
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LÁGRIMAS DE FÉ
As minhas lágrimas
Podem-se transformar em chuva
O meu sangue em chamas
O meu coração em cinzas
Embora a escuridão me cobice
A mente, o corpo
Vou ficar de pé e lutar
Pois a minha fé é a minha fortaleza.
Podem-se transformar em chuva
O meu sangue em chamas
O meu coração em cinzas
Embora a escuridão me cobice
A mente, o corpo
Vou ficar de pé e lutar
Pois a minha fé é a minha fortaleza.
522
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
COMIGO ANDAM E CAMINHAM
Comigo andam e caminham todos aqueles
Que eu amei e os que mais detestei
Amigos que perdi ou afastaram-se
Inimigos que me apunhalaram pelas costas
Onde deixaram feridas difíceis de cicatrizar
Todos os dias que apanhei chuva, frio ou sol
Nalguns dias não perdi nada
Noutros apenas ilusão
Pensava que era dona do mundo
E que tudo era meu para sempre
Descobri que nada é meu é só uma passagem
Para amar, ser feliz, fazer os outros felizes.
Que eu amei e os que mais detestei
Amigos que perdi ou afastaram-se
Inimigos que me apunhalaram pelas costas
Onde deixaram feridas difíceis de cicatrizar
Todos os dias que apanhei chuva, frio ou sol
Nalguns dias não perdi nada
Noutros apenas ilusão
Pensava que era dona do mundo
E que tudo era meu para sempre
Descobri que nada é meu é só uma passagem
Para amar, ser feliz, fazer os outros felizes.
1 851