Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A VOZ A LUZ
Nem conseguiam alcançar
Todas as nossas palavras
Talvez ainda seja ingénua
Voando pelo céu azulado
Dentro de outras ausências
Como quem se reune algures
Pelo por do sol numa quimera
Mas a noite era sem dúvida escura
E não seria a nossa longa noite
Nem a voz que era minha ou seria
Apenas a tua só tua na minha
Mas eu já não existo tu sabes
Que a voz será sem dúvida a minha.
16alkaspoetry
OUTONO
OUTONO
Gritam sinais em cores grises,
anúncio de outono, vento frio
folhas mortas feito cicatrizes
nova estação vem, traz arrepio...
Paisagem vestida como velório
esconde alegria, mostra tristeza
como se aqui fosse purgatório
não terra santa da mãe natureza...
Mas as flores tramam vitória
florindo os campo e pomares
queimam o amargor com glória
E a vida renasce e ergue altares
ao triunfo natural da renovação.
e velho vira novo, transformação...!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
VINHO À TARDINHA
O teu gosto, estar contigo é degustar
Um bom vinho à tardinha descobrindo-te
Por inteiro , saboreando-te no eterno
Tempo que dura esta tarde
Provando-te a todo o momento
Este divino néctar dos deuses
Do sabor eterno da tua boca na minha
Dos nossos beijos quentes que cospem o fogo
Que nos consomem por inteiro
Enquanto as tuas mãos deslizam
No meu corpo sedento de sede
Das nossas carícias enlouquecedoras
Tu és o dono da minha vontade
Que cresce, amadurece a cada dia
Deste amor que temos um pelo outro
Prova-me, degusta-me, sente-me
Ama-me como um bom vinho à tardinha.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PINTA AMOR
Era um sinal que Deus me deu
- unindo o meu coração ao teu
Nas cores do nosso amor
- Vem amor pintar o teu nome
Com a tua língua na minha pele
Já tão deserta e seca de palavras (...)
Pinta amor desenhando o teu amor no meu coração.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
POEMA TRISTE DE AMOR
Mares navegados, numa profunda ilusão
Passado que brota vida, num futuro sem razão
Que nasce no chão e deixou-se levar
De coerente riso ou de coração quente
Pelos dedos caminham ou perdem-se no tempo
Num destino de alguém entre novos passos
Na covardia do homem de um olhar ao relento
Num desejo silencioso nas águas de penas
Entre o rio e o mar gaivotas que voam
Nas palavras escritas num triste poema
Ou não de um grande amor.
Luciana Souza
Meu mar
Gosto do mar, adoro mesmo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SÓ O PERFUME DAS ROSAS
Tiram todas as dores
Tatuadas na minha alma
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Sonhos
Com medo de sonhar
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
NÃO TENHA MEDO
Medo de mudar
O caminho é feito
Com a sua coragem🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUANDO TE VI
Percebi que tu
Eras poesia
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SILÊNCIO
Hoje não quero falar
Só quero dedicar-me ao silêncio
Há quanto tempo não o ouço
No desejo marcado de um sonho
Que ao tentar acordar
Perde-se na memória ou saudade
Despe-se na essência do amor
É preciso senti-lo para ficarmos a sós.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUANDO EU MORRER
O mármore velho, estarão já gastas
Todas as lágrimas verdadeiras ou não
Quando eu morrer voarei nas asas
Do meu lamento, aladas coloridas
Cores das papolias, entre o trigo ou cevada
Que se perdem caminho entre as fragas
Ao longo do tempo
Quando eu morrer serei uma sombra
Nos vendavais do vento plantada
Nos símbolos de uma qualquer terra
Raízes profundas de mim, num corpo
Já esquecido que o tempo tratou
De esconder talvez o meu.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TODAS AS NOITES
A minha alma com o fogo
Deixo que no silêncio da noite
O meu corpo seja um regaço de pétalas
Que o meu olhar entre nos livros da minha solidão
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ENSINA-ME MEU ANJO

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO SABER DE TI
De olhos fechados
Amo sentir a tua pele
Amo ler o teu olhar
Amo o teu sorriso
Amo o sabor que transmites
E que me ofusca de desejo
Amo entrar na tua alma
Amo sentir o teu amor
Amo escrever-te na minha pele
Amo dizer-te que te amo
Amo tudo que é teu.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SAIBA QUE A VIDA
Que até as mais belas flores
Podem-nos ferir com seus espinhos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AINDA SINTO O CALOR
Ainda sinto o calor
Do teu abraço, do teu corpo
Do teu aconchego, do teu carinho.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ENTRE A POESIA
O poesia vim buscar-te
Para ficares no meu eterno coração.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OH BOCA LÁBIOS
Lábios que tanto beijei
Como um dia gostei
Hoje no entanto rejeitas
Esquecendo que te amei
Boca suave, fresca
Amarga, doce, salgada
Removo a minha
Alma impura e calo-me
Lábios quentes, salgados, doces
Grito bem alto
A estrondosa palavra, silêncio
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SIM HOJE
Assim totalmente
Permaneci, esquecida
Magoada, perdida
Revoltada, desnudada
Mas sabes hoje
Não morri
Mas parte de mim
Sim essa morreu.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Não chore
Cante
Cante no chuveiro
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO HOJE
Pois a dor que eu já senti
É a alegria que me levanta
E que me faz sorrir
Jorge Santos (namastibet)
Por cada desejo meu
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DESERTO SECO
Nado em terras secas, cheias de cactos
Despidas cegas como uma toupeira
Em breves rasgos onde descrevo o mar
Deserto seco de areia fértil ou estéril
Ninguém pode dar aquilo que não tem
Sou pó, ao pó eu voltarei a desfazer-me
Onde a vida tira-me as lascas, que importa
Nasce o sol e não dura mais que um dia
Depois da luz, segue-se a noite escura
Sombras que morrem na sua formosura
Tristezas transfiguradas pela ignorância
Nado no deserto de cactos em terra seca.
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