QUANDO EU MORRER
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Quando eu morrer, não me pesará
O mármore velho, estarão já gastas
Todas as lágrimas verdadeiras ou não
Quando eu morrer voarei nas asas
Do meu lamento, aladas coloridas
Cores das papolias, entre o trigo ou cevada
Que se perdem caminho entre as fragas
Ao longo do tempo
Quando eu morrer serei uma sombra
Nos vendavais do vento plantada
Nos símbolos de uma qualquer terra
Raízes profundas de mim, num corpo
Já esquecido que o tempo tratou
De esconder talvez o meu.
O mármore velho, estarão já gastas
Todas as lágrimas verdadeiras ou não
Quando eu morrer voarei nas asas
Do meu lamento, aladas coloridas
Cores das papolias, entre o trigo ou cevada
Que se perdem caminho entre as fragas
Ao longo do tempo
Quando eu morrer serei uma sombra
Nos vendavais do vento plantada
Nos símbolos de uma qualquer terra
Raízes profundas de mim, num corpo
Já esquecido que o tempo tratou
De esconder talvez o meu.
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