Escritas

Lista de Poemas

Explore os poemas da nossa coleção

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

CORPOS

Enquanto nos amamos
Enquanto o calor nos tira a roupa
Enquanto estamos nus sobre a cama
Os nossos corpos fazem desta agonia "alegria
1 192
6
1
ania_lepp

ania_lepp

Versos de amor...(Soneto)

Infinitas vezes, no escorrer dos dias
no passar do tempo, no escoar das horas
ouvindo o vento que ruge lá fora
escrevo prá ti, só prá ti, poesias...

São poesias tantas, ao som de sinfonias,
em brado, em grito que em mim aflora
e que escrevo na noite que não vai embora
e que a muito tempo perdeu sua magia...

São tantas noites que choro com o vento
que atordoa, embaralha meu pensamento
e que me embriaga de saudade e de dor...

São longas madrugadas sem acalento,
frias, solitárias, noites de tormento
em que escrevo versos prá ti, de amor...
(ania)
2 037
6
2
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SOMBRA QUE ALBERGA

Sombra que alberga os mortos
Que sozinhos se encontram
Nas páginas escritas do velho livro
Nos sonhos que enfeitam os vivos
Pedras geladas de tantos tormentos
Delirios do mar por se encontrar em terra
Nos cravos perfumados de rosas
A minha alma é um cadáver
Onde pesa-me a dor que sinto no peito
Na lama onde me deito nu
Com as saudades de quem quer estar vivo
Pedras, lama, barro, sombra perfumada
Num belo sonho dos mortos
Sombra perdida deste mundo
Porque dos vivos nada sei nem quero saber.
550
6
sinkommon

sinkommon

Rearranjamos



Mas olha o que está


à frente



ou aqui atrás.


Vê o que lá está e que veio,
veio de uma origem,
de onde se puxam as veias,
veias retesadas, a retinir,
em paralelo, ao comprido.

As guitarras já lá estavam,
já as tinham ouvido,
já as tinham tocado
como quem se enfia na toca.

Os acorrentados,
nas correntes de ar,
portas e janelas abertas,
saltam das dobradiças,
e, contra nós, aos pedaços
de maçã
podre

fermentada num licor
doce
aos golinhos.


E depois cantamos,
acompanhamos a cigarra,
dedilhamos as veias,
rearranjamos a guitarra.



Escrito a 30/03/2017
634
6
2
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ENLAÇA-ME

Enlaça-me o corpo
Porque já é tarde
Vem meu amor
Deixa-me amar-te
Cair nos teus braços
Envolve a minha pele
Toda nua ao redor da tua
Enlaçando-me o corpo
No teu, meu amor
Gasto de tanto cansaço.


629
6
Antonio Danilo Herculles

Antonio Danilo Herculles

Deixe ir…

Nem toda ida é um adeus,
Nem toda chegada é uma partida…
Não se desespere mariînha,
O mar na certa me voltará…

Nem todo torto a sorte cura,
Nem toda sede má deve matar…
Toda feita de ternura,
Com todo sol ei de vir contar meu ser-tão…

Mas cá pra cá sonho meu,
Nem todo adeus é para sempre..
todo o mar deve vir me deixar,
Deixe ir! Deixe! Volta! Deve voltar…
1 111
6
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

RECUSO-ME

Recuso-me aceitar
Que sou uma flor
No meio das silvas
Escondida entre
Os meus sonhos
629
6
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERO INVENTAR-TE

Quero inventar-te
Mergulhar no teu corpo
Na tua boca
Sentir os teus beijos
Invadir o teu coração a tua alma
Saciar-me com o néctar puro do teu ser
512
6
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERER NAVEGAR

Querer navegar no teu corpo
É perder-me neste oceano de amor
Querer escutar a tua voz na escuridão
É abrir as portas do meu coração
Querer amar-te toda a vida
É partilhar a mesma cama e o mesmo desejo
É respirar da tua boca o brilho dos teus beijos
É gritar e tatuar no meu corpo
E na minha alma, a palavra amo-te
Quero o néctar dos teus lábios
E adormecer a navegar no teu corpo.
588
6
gogina

gogina

Sabrina Benaim - Explicando Minha Depressão para Minha Mãe: Uma Conversa - tradução pt-br /


Explicando minha depressão para minha mãe: uma conversa por Sabrina Benaim

Mãe, minha depressão é uma metamorfose
Um dia é tão pequeno quanto um vagalume na palma de um urso
No próximo dia é o urso
Naqueles dias eu me finjo de morta até o urso me deixar em paz
Eu chamo os dias ruins de "os dias sombrios"
Mamãe diz: "tente acender velas"
Mas quando vejo uma vela, vejo o lampejo de uma igreja
O brilho de uma chama
Faíscas de uma memória mais jovem que meio-dia
Eu estou de pé ao lado do caixão aberto
É o momento que eu aprendo que cada pessoa que eu irei conhecer um dia morrerá
Além disso mamãe, eu não tenho medo do escuro, talvez isso seja parte do problema
Mãe diz: "Eu pensei que o problema era que você não pode sair da cama"
Eu não posso, ansiedade me mantém refém dentro da minha casa, dentro da minha cabeça
Mamãe diz: "De onde vem a ansiedade?"
Ansiedade é o primo de outra cidade que a depressão se sentiu obrigada a convidar para a festa
Mãe, eu sou a festa, só que eu sou uma festa que eu não quero estar
Mamãe diz: "Por que você não tenta ir realmente à festas, ver seus amigos?"
Claro que eu faço planos, faço planos mas não quero ir
Faço planos porque sei que deveria ir; Eu sei que às vezes eu queria ir
Não é tão divertido se divertir quando você não quer se divertir, mãe
Você vê, mamãe, toda noite insônia me agarra em seus braços, me mergulha na cozinha no pequeno brilho da luz do fogão.
A insônia tem esse jeito romântico de fazer a lua parecer uma companhia perfeita
Mamãe diz: "Tente contar ovelhas"
Mas minha mente só pode contar razões para ficar acordado
Então eu vou para caminhadas, mas minhas mãos ansiosas batem como colheres de prata em braços fortes com pulsos frouxos
Eles tocam nos meus ouvidos como sinos de igreja desajeitados, lembrando-me que estou dormindo em um oceano de felicidade que não posso me batizar
Mamãe diz: "Felicidade é uma decisão"
Mas a minha é tão vazio quanto um ovo picado
Minha felicidade é uma febre alta que vai ceder
Mamãe diz, eu sou tão bom em criar algo do nada e depois me pergunta se tenho medo de morrer
Não mãe, eu tenho medo de viver
Mãe estou sozinho
Eu acho que aprendi que quando papai deixou como transformar a raiva em solidão, a solidão em ocupação
Então, quando eu digo que tenho estado super ocupado ultimamente, quero dizer que tenho adormecido assistindo ao SportsCenter no sofá
Para evitar confrontar o lado vazio da minha cama
Mas minha depressão sempre me arrasta de volta para minha cama
Até que meus ossos são os fósseis esquecidos de um esqueleto em uma cidade submersa
Minha boca um bocado de dentes quebrados de morder-se
O auditório oco do meu peito vibra com ecos de batimentos cardíacos
Mas eu sou apenas um turista descuidado aqui
Eu nunca vou realmente saber em todos os lugares que estive
Mamãe ainda não entende
Mãe, você não consegue ver!?
Que nem eu consigo entender.
3 249
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SIM VOU

Pelo caminho da vida
Vou seguindo a minha dura jornada
Tirando das flores os espinhos
Semeando na minha estrada esperança.
533
6
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PROMETO-TE


Prometo-te que quero esconder
Os meus poemas dentro da tua boca
Os meus versos no teu corpo
760
6
Filipe Malaia

Filipe Malaia

Poesia

Que estranha língua esta, que estranha fala
Que certas noites meus lábios ilumina
E amargamente, a sós, a dor me ensina
Num lânguido chorar que a morte embala

Como alma de outro alguém que em mim se instala
Ou raio de outro mundo que fulmina
Como misteriosa nau que em mim faz escala
Lusitana, mágica, latina!
673
6
2
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

BEIJAR-TE EM SILÊNCIO

Quando o vento te tocar no rosto
- E brincar com os teus cabelos
Por favor não te assustes
-É a minha saudade, o meu amor
Que te quer beijar em silêncio.

701
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

DEIXAS UM BEIJO

Deixas um beijo quente
Molhado na minha boca
Com lindas palavras sussurradas
Nos meus ouvidos

686
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TU ÉS O POEMA

Tu és o poema 
Do meu desejo ardente
Somos metade um do outro
Não vivemos um sem o outro
Tu sabes tudo da minha vida
Da minha alma, da minha solidão
Sou transparente não consigo esconder nada de ti
579
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

O MUNDO QUE ME PERDOE

O mundo que me perdoe, mas eu
Deixei para trás todas as minhas dores
As angústias e mágoas
Vesti-me de rosas perfumadas
Para florirem dentro de mim, tudo que era bom
856
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SONO EMBALAR


A noite chega para embalar o sono
De quem tem coragem de sonhar
620
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

UM DIA MEU AMOR

Um dia meu amor
Vou enviar-te uma carta
De amor
Como uma folha
Seca de outono
Como um selo do correio.




644
6
ania_lepp

ania_lepp

Eu te procuro, amor...(soneto)

Eu te procuro em cada amanhecer
em cada raio de sol a surgir, nascer
na brisa que afaga e no vento gelado
eu te procuro, meu amor, meu amado...

Eu te procuro em todo o anoitecer
longas madrugadas a percorrer
em cada caminho por mim trilhado
eu te procuro, meu amor, meu amado...

Eu te procuro no céu, em todas as luas
nas estrelas que brilham, dançam nuas
eu te procuro, meu amor, meu amado...

Eu te procuro na minha cama vazia
nas noites de solidão, sempre tão frias
e nunca, meu amor, tenho te encontrado...
(ania)

(Ouvindo Looking for love - Whitesnake)
https://www.youtube.com/watch?v=YFSryORRUq8
1 972
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESCREVER

É nas palavras que encontramos
A verdade, mentira, amor, desprezo
Sentimentos, pensamentos e desilusões
Palavras muitas vezes duras de ouvir ou escrever.


646
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

FOME DE TI

Os meus olhos já denunciam insinuam-se
Pela tua pele curiosa do teu gosto
Continuo a amar-te, continuo a desejar-te
O meu corpo roga pelo teu, na possibilidade
Do teu toque, que quer ser-te pele
Ser-te carne e sangue, roubam-te
O sossego e em segredo, me consome
Este amor que sinto que continua a querer ser tua
Desta fome de ti, pelo teu, meu desejo
Assim vou continuar até que tu me vejas
Que somos só um no teu olhar os sentidos
Voam livremente , assim a tua carne é despida
De esperanças e em mim se desenha a paixão.
721
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Ó PARTO

Uma noite de amor
Onde as dores de parto
São desejos  que dão à luz
Uma bela noite em flor
Intenso desejo em poder parir
Um forte sentimento teu
Desejos cosidos de mim
Na emoção desta quente noite 

629
6
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESTOU CANSADA

Estou triste, desiludida
Cansada das dores
Que me castigam o corpo e a alma
Das injustiças de tanta maldade
E hipocrisia do ser humano
753
6