Lista de Poemas
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mgenthbjpafa21
Yeah, no name, only rage
Have you asserted about distortion
Of body and brain,
& how about clear, crystal disdain?
Have you ever pondered,
Or, in illo and in the end,
Praised, actually, in vain?
Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto
nudez de amor
dias sem tino, noites assim
sem mais... por que sim...
e no dia a dia que se estabelece
penso mais é em ti... e anoitece
nudez que o coração jamais esquece,
presença tua que em mim permanece
biancablauth25
Sereia
Essa bela sereia
natalia nuno
num dia cinzento...
aquela solidão que dói no coração
hoje sou apenas um pedaço de solidão
vazia e sem chão
feita de vidro pronta a quebrar
sem lugar certo onde me sentir bem
hoje sou solidão, não quero nada
nem ninguém
não me tragas flores,
nem me fales de amores
trago no peito vazios
feitos de mármore, frios
onde não me encontro, nem a mim
nem a ti
deixa as flores por aí
hoje não, porque sou solidão
sou memória que ainda vive
aquela que sonha o sonho
que nunca tive...
trago força e esperança
mas a vida é só lembrança
a felicidade já pouco bate à porta
quer entres ou não!?
hoje sou solidão, sinto-me morta.
natalia nuno
ateoppensador
Meus Temores
De sair e não voltar
Ir deitar e não acordar
Levar um tiro e apagar
Perder aquela em que amar
Minha mãe se ausentar
Ou de meu pai já não mais aguentar
Tenho medo de me afogar neste mar.
Dos filmes de terror das 11 horas
Tantos convites para assistir eu já dei foras
O meu pai não tem medo de filmes de terror
Já eu, sinto um extremo pavor
Minha mãe já analisa os atores
Olha o cenário, roteiro, até mesmo o esquemas das cores
Eu já prefiro desenhar, praticar e estudar minhas poesias
Apesar de serem simples rimas mal escritas.
O medo de olhar embaixo da cama
Sei que não vou encontrar alguém que me ama
O medo de acabar na lama
Perdida na poeira, admito que essa rima virou
Uma brincadeira, bobeira.
Mas só escrevo para deixar anotado
Esse pensamento que me deixa agitado
Nesse momento o papel é solicitado
E que, com esses meus versos, eu seja orientado
Será que de rimas eu sou dotado?
Não, sou apenas um pobre coitado
Que de faltas na escola teve esse resultado
Me sinto, algumas vezes, desapontado
Poderia escrever no papel rimas melhores
Tentar descrever meus pensamentos, seus valores
Claro, não sou um dos melhores, senhores
Se bem que nem tudo são flores
Me despeço carregando minhas dores
Sou um entre vários pensadores
Das letras, molestadores.
Moacir Luís Araldi
Novos amanhãs
move-se mascarada
- atônita-
Uma pontinha de vida
chora ...
Lagrimas mundiais
unem nações
Espalha-se a fome
e a dor tudo fecha,
Mas há o sol
acompanhando o mar
projetando novos amanhãs.
Raios de fé
ondas de esperança
dizendo que ainda
devemos sonhar.
ateoppensador
A Criatura Falsa
Estou cansado de ouvir mentiras claras
Por que não mostram suas verdadeiras caras?
Pessoas reais neste mundo são raras
Pessoas falsas são ladras
Roubam tua confiança e ternura
Mas o que é essa criatura?
Entre nós ela se mistura
Age como qualquer outra, encarna na figura
Sua boca provoca queimadura
Nos deixa perdido, somos dela, que tortura
Para escaparmos dela, é necessário bravura
E agora, olhando para ela, tão pura
Aparentemente, é claro, ela está a procura
Para em mais um provocar uma fratura
Ela tem o poder de nos deixar na fissura
Me tornarei uma criatura a sua altura
Para ela não existe cura.
Alguns dizem que devo aprender a confiar
Um laço, conexão, com alguém devo criar
Para que, com essa pessoa, meus problemas contar
Chamá-la para meus segredos revelar
E quem sabe, ela poderá os remediar
Vejam pelo meu lado, desconfiar
E se essa pessoa, meus erros espiar
É algo além do meu entendimento,
Não atuo neste departamento
Desculpe, pessoal, mas não lamento
Desconfiar é o que reside em meu pensamento
Ainda não vivi o suficiente
Mas agora eu já me encontro ciente
Claro, sou um jovem inexperiente
Em formar versos, em formar rimas
Mas sim, elas serão minhas vítimas
Irei abusar das minhas rimas, deixá-las legítimas
Sei bem que elas são péssimas
Mas farei delas, belíssimas.
Meu funeral será pequeno, só eu e o coveiro
Que coisa fantástica, me enterrando pelo dinheiro
Faz bastante sentido afinal, ele é solteiro
Juntar suas economias e ser um coveiro baladeiro
Essa é nova, por que não?
Mas não se esqueça de fechar meu caixão
Bem, na verdade não importa, já estou no úmido chão
Jogue a terra logo e vá procurar sua paixão
Alguém com quem compartilharás teu coração
Só posso te desejar a felicidade, e afastar a solidão
Parto pensando nas pessoas que ajudei
E agora refletindo, penso que as incomodei.
vertgum
Sonho
no mundo dos sonhos,
consigo ultrapassar.
Sonho, Objetivo;
Sonho, Impossibilidade;
Eu sonho que sempre tive
isto como verdade.
Eu sonho
porque sonhar faz parte de mim.
Esconder este sonho
será mentir, sim.
Esconder este sonho irá magoar,
mas quão maior será a dor
de o acabar por mostrar.
wilamycarneiro
silêncio
O silêncio as vezes,
fala mais que mil palavras!
Wilamy Carneiro
poeta sobralense
26.12.2020
AurelioAquino
das contrafações viventes e mortais
agradeça à vida
por tudo aquilo
que seja e não seja
e nem me despeço da morte
com incertezas
por sabê-la parente à vida
com uma nesga de tristeza
menos porque pareça
uma vida invertida
mas por quere-la presente
quando não mais querida
Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto
Voar na asa do tempo
Não traz nada novo na asa
Poder voltar a voar e vogar
Nesse nosso ser à vontade
nesse amplo mar sem idade
essa balançar de suavidade
Que leva mais além
nos traz a bem
veredas novas, inexploradas
Ilhas a beira mar varadas…
A espera da primeira pisada
Nessa areia nossa, molhada
A que nos sabe e nos ama…
Salgada melancolia sagrada
Quando ai poisamos o ser…
E repousamos
Nesses belos recantos de anos
Sem saber esquecer
E voltamos
Assim por bem querer
Ora dar e partilhar
Ora reconhecer nosso lugar
Abrir frestas entre janelas fechadas
entrar por portas que estavam deixadas…
Por acaso, no coração ao lado, esperando
Uma nova primavera, uma outra janela
Para se abrir de par em par, sorriso amigo
Abraço sempre prometido
Pontes de vida e verdade
Nesse algo entre o inspirado e a sobriedade
Essa força que ainda chamamos humanidade
AurelioAquino
Poema preferencial à massa
quando indivíduo
assim subtraído
vem-me à face a razão
de não ser compreendido
porque tenha da vida
uma tão dessemelhança
que não me cobre coerência
qualquer desvão da esperança
quando indivíduo
assim desencantado
vem-me a razão à face
de não me ser amado
porquanto tenha do amor
uma crua transigência
de parecer-me pacato
num mar de insolência
quando indivíduo
assim tão tático
vem-me à face a estratégia
de sentir-me armado
porquanto tenha da arma
uma visão avara
que diz-me nexo de tudo
e desconvoca a alma
quando indivíduo
trançado em desatinos
vem-me ao riso a razão
de parecer-me irresolvível
porquanto possa jogar-me
no dorso das consequências
e parecer-me mais crível
apesar das aparências
quando indivíduo
assim contrariado
vem-me à morte a razão
de parecer-me um fardo
jogado em jeito morno
mas de intensa frialdade
e que nunca me convence
dos metros de minha idade
quando coletivo
eis-me indivíduo
guardados metros de mim
na longidão de meus sentidos
porquanto cerzido à massa
venha-me sempre a razão
de parecer-me soldado
com minha vida na mão
quando coletivo
eis-me solucionado
na contradição infinita
de todos os meus fardos
porquanto mágoas carregue
elas trazem-se tão cruas
que jogam-se em meu peito
e perdem-se nas ruas
quando coletivo
eis-me amado
nos vãos mais largos das ruas
e nas praças em que me trago
porquanto seja urbano
de uma rural compostura
no grave abraço que o povo
constrói na sua postura
quando coletivo
íntimo da liberdade
queiram-me morrer em praças
nas quais eu sempre caiba
porquanto minha carne
ultrapasse um mero músculo
e esconda na história
aquilo por que me custo
da massa
tem-se a impressão
de um jornal estendido
nas costas da nação
que ocupa em suas páginas
a grave contradição
de quem empunha as praças
com a fome nas mãos
e tem-se resolvida
na irresolução
dos futuros que repete
em cada contradição
porquanto passada não use
a mesma geometria
que diz-lhe soma de uns
e viés das maiorias
mas seja concatenada
como a calda das usinas
que se quer rio de mel
nessa profunda oficina
que apenas não é a soma
de um açúcar inconsumido
mas a simples composição
de vários infinitos
da massa
tem-se a impressão
de uma rosa vermelha
cravada na escuridão
porquanto flor já não seja
tenha-se sempre à vontade
em ser planta do mundo
semente da liberdade
da massa enfim
tenha-se a certeza
de que mesmo gasta a manhã
ganha-se a tarde inteira
Tsunamidesaudade63
Só deixarei de escrever quando morrer
Ela mudou a minha vida,
por ela iniciei a escrever.
tive ao ponto de me perder
mas nunca deixei de a querer
hoje aqui, entre a vida e a morte,
senti que sobrevivi a muitas tempestades,
vindas elas do sul ou do norte,
foi aí que passei de pessoa do mal,
a poeta do bem querer,
voltei a pegar e abrir meu caderno,
e gritar bem alto!
Só a morte me fará deixar de escrever.
Luzern, 27-12-2019, tsunamidesaudade63
Tsunamidesaudade63
A maior escravidão
é ser escravo da pröpria paixão...
kronyer
Lesão
A tua língua
— Afasia
Frederico de Castro
Mente maravilhosa

Uma fluorescência excedentária pousou no parapeito
Do tempo organicamente fiel, altruísta e gregário
Cada hora alimenta uma iguaria de preces solitárias
Dois imensos universos expandem-se na obliquidade
Do silêncio etéreo, magnânimo…quase,quase totalitário
Ali a esperança sei que cobiça um eco matreiro e sumário
Ah…cheia de gula a memória uiva e farfalha tão solidária
As saudades latentes usurpam esta solidão quase hereditária
Dilui-se a fé ajoelhada aos pés das palavras preciosamente prioritárias
Frederico de Castro
carmem_souto_maior
Toda noite
Toda noite acho que o trem ainda é o mesmo
Toda noite tenho a certeza que Deus existe
Toda noite percebo que não há motivo para ser triste
Toda noite lavo a alma com meu pranto
Toda noite fico quieta no meu canto
Toda noite te espero com alegria
Toda noite não é todo dia...
Toda noite ouço as mesmas músicas
Toda noite leio as mesmas notícias
Toda noite escrevo as mesmas palavras
Toda noite invento novas letras
Toda noite... todo dia... tudo difere e fere
Sacudindo a alma numa revelação trêmula
Vivo entre a razão e a emoção
Num equilíbrio quase distante
Vivo porque sei que combinamos que assim seria
Vivo toda noite, mas toda noite não é todo dia.
AurelioAquino
das intifadas do pensamento em vazão profana
que constata a vã e tal medida
que joga os sonhos pelas gentes
como retratos de anseios indormidos
e é de tê-los assim impunemente
nos cachos de sono em que se agitam
e transeuntes da vida que não queiram
e passageiros das mortes que não lidam
e é de armá-los como fogueiras
em peitos e coxas, em sorrisos
e é de truncá-los pela vida
numa vasta desmedida
e é de vivê-los pelos cantos
em desculpas embrulhados
vergonhas que se queiram vias
de aparentar algum recato
e é de arrumá-los na cabeça
em compleição de cada intento
e morrê-los em gritos
e chorá-los em medos
há em tudo uma razão frequente
amordaçado o vão de quem se via
como parte de um sonho em simetria
com as medidas que não se pressente
e é de tê-los invernosos
nos sóis a pino
e senti-los quentes
como o frio
e é de desarmá-los pelas salas
em verbos que não se delatem
embrulhados em palavras que não sejam
a exata compreensão do que é tarde
e é de aturá-los navegantes
marinheiros de mares consentidos
grandes como as confissões
que deixamos postas em cabides
há uma razão
de lavrar os sonhos de uma saída
de tudo que a gente sente
e que não consente como a vida
e é de tê-los amanhecidos
quando noturnos ainda em nosso jeito
na estranha dialética que decide
a inexata franja do peito
e é de tê-los nus
no pensamento
lua destemperada
do que eu sinto
e é de tê-los useiros
e vezeiros da emoção
intifada que se prega
no meio do coração
Vilma Oliveira
OLHOS DO AMADO
Estes olhos teus
São noites raras
Sem verem os meus
São oásis d’alma
Estrelas soltas...
Nesse firmamento
Como esse adeus...
Ó meu amado...
Esses olhos teus
Secretos e belos
Ao lerem os meus
São tesouros presos
Que guardo e velo
São cantos breves
Não há nos céus...
Ó meu amado...
Esses olhos teus
São dois faróis
Feitos por Deus
Quisera fossem
Mistério das rosas
Perfumando tudo
No jardim dos céus...
Ah! Meu amado...
De olhos ateus
Traz-me uma ilusão
Para os olhos meus
D’algum dia verem
Alguma esperança
Um sentimento puro
Nesses olhos teus...
Tsunamidesaudade63
Que depois deste natal haja:
a sempre desejada ternura, felicidade e harmonia
entrelaçada na paz, saüde e alegria,
que ninguém tenha necessidade de sentir o peso da dor,
que Deus nos proteja de noite e de dia
e encha nossos corações de amor e simpatia...
Frederico de Castro
No vazio da noite

A noite esvaziou-se numa escuridão quase eremita
Desceu às profundidades de cada emoção proscrita
Deixou uma sombra bizarra adormecer ali tão solícita
No termómetro da solidão aquece uma febril ilusão atraída
Doces melancolias amaram á beira da fé agora ressarcida
Uma ríspida brisa desfila ao longo desta prece enaltecida
Pálidas palavras vagueiam pelas caleiras do tempo foragido
Um punhado de lamentos ariscos degola um eco combalido
Rebelde e astuto o silêncio prevalece barbaramente entristecido
Frederico de Castro
Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto
Poesia dos Simples
passo a passo
por dentro
palavra a palavra
sempre atento
a esse peito que por dentro se abra:
para a humanidade voltar a mostrar
e nessa estrela luzidia
nessa linha que prenuncia o dia
ver alvoradas a voltar
e no caminho, jamais sozinho
esperar que a tua vontade
seja qual a minha verdade
e se possam voltar a encontrar
filho4
MENOS RÓTULOS MAIS RESPEITO
Fayola Caucaia
O CANTO DO SEREIO
O sereio não é tritão, essa palavra não se encaixa no que foi
Ou não foi
Caí no canto do sereio, não pude evitar
Seu som ecoava em todos os cantos
Seu canto era lindo, apaixonante
Seu sotaque derretia, não pude evitar
O canto do sereio me pegou
Como criptonita, me deixava sem jeito
Não sabia o que falar, mas sabia que queria seu canto
Em todos os cantos, e na minha morada
Na floresta que era vila,
Na vila que era floresta, foi lá que eu ouvi o sereio
Ele saiu do mar, criou pernas e migrou pra floresta
Na floresta que o canto me deixou sem jeito
Num súpeto, súbito som
Quase a morte de todos sentimentos antigos
O som do sereio me fez abandonar todos os amores e desamores
Esses que não existiam mais
O canto do sereio foi forte
Pegou de jeito, e eu caí no mar
Não tive espelho pra lutar contra o canto
Tive apenas um papel e caneta, mas não era pra lutar
Era pra falar que o canto me pegou
O canto do sereio hipnotizava
Nem por querer, era por ser
Não só o canto, seu sorriso, seu jeito
Via doçura em tudo, nos três elementos
O canto do sereio era forte
Não soube lidar, seu som era lindo
Deixei de ser maruja, pois não sabia nadar
Me afoguei em seu canto, no súbito normal
O canto do sereio se foi
Como a carta ao vento
Como a flor no mar
O canto do sereio afogou, num súbito normal
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