Escritas

Voar na asa do tempo

Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto
Quando o tempo não passa

Não traz nada novo na asa

Poder voltar a voar e vogar

Nesse nosso ser à vontade

nesse amplo mar sem idade

essa balançar de suavidade

Que leva mais além

nos traz a bem

 

veredas novas, inexploradas

Ilhas a beira mar varadas…

A espera da primeira pisada

Nessa areia nossa, molhada

A que nos sabe e nos ama…

Salgada melancolia sagrada

Quando ai poisamos o ser…

 

E repousamos

Nesses belos recantos de anos

Sem saber esquecer

 

E voltamos

Assim por bem querer

 

Ora dar e partilhar

Ora reconhecer nosso lugar

 

Abrir frestas entre janelas fechadas

entrar por portas que estavam deixadas…

Por acaso, no coração ao lado, esperando

Uma nova primavera, uma outra janela

Para se abrir de par em par, sorriso amigo

Abraço sempre prometido

Pontes de vida e verdade

Nesse algo entre o inspirado e a sobriedade

Essa força que ainda chamamos humanidade
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