Lista de Poemas
Forasteiro desconfiado
Hoje, dia nublado, manhã quente os pássaros afoitos pulam de galho em galho cada um com seu canto, muitos cuidando da cria indefesa nos ninhos. A corruira disputando por um buraco nos blocos nus e alguns com furos expostos, as andorinhas, beija-flor, sanhaços azulados e tantos outros que parecem estarem festejando a vida, uma sinfonia e vai vem nas árvores floridas em frente de minha casa e no meu quintal...
Eis que ouço pisar suave no telhado de minha varanda, nas telhas de amianto e logo pude vislumbrar o causador ...um esquilo que veio não sei de onde, atravessa ressabiado e com habilidade circense os dez metros de muro que divisa com a casa do lado e logo salta majestosamente para os galhos de uma árvore frondosa na calçada e logo quis fitá-lo mais de perto abrindo o portão e logo o enxerguei num dos galhos na copa.
Imediatamente percebeu minha presença e num piscar de olhos deu um salto magnífico no fio telefônico que atravessa a rua e ao atravessa-lo saltou nos galhos de outra árvore tal qual a primeira e num intento de camuflagem desapareceu no alto da copa!
Estaria a procura de seu habitat natural tomado pelo homem?
Ou devido à aproximação dos festejos natalinos visitando a cidade?
Nem mesmo deu tempo de indaga-lo sobre sua estada no meio da cidade!
Eis que ouço pisar suave no telhado de minha varanda, nas telhas de amianto e logo pude vislumbrar o causador ...um esquilo que veio não sei de onde, atravessa ressabiado e com habilidade circense os dez metros de muro que divisa com a casa do lado e logo salta majestosamente para os galhos de uma árvore frondosa na calçada e logo quis fitá-lo mais de perto abrindo o portão e logo o enxerguei num dos galhos na copa.
Imediatamente percebeu minha presença e num piscar de olhos deu um salto magnífico no fio telefônico que atravessa a rua e ao atravessa-lo saltou nos galhos de outra árvore tal qual a primeira e num intento de camuflagem desapareceu no alto da copa!
Estaria a procura de seu habitat natural tomado pelo homem?
Ou devido à aproximação dos festejos natalinos visitando a cidade?
Nem mesmo deu tempo de indaga-lo sobre sua estada no meio da cidade!
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Danças comigo?
Estávamos eu e Andreza, minha esposa, num ambiente espaçoso, me pareceu um Sopping, admirando algumas vitrines com manequins e um chamou me atenção pela beleza do modelo e do vestido longo em tom vermelho.
Qual não foi minha surpresa quando fui surpreendido com o pedido: "danças comigo" por uma senhora linda de vestido vermelho, longo enodados.
Sem mesmo poder decidir...fui levado para o centro do salão e fui tomado nos braços numa dança suave e melódica.
Aí percebi que eu estava nos braços de mamãe e fomos naqueles passos suaves por um logo tempo apenas sentindo a música é aquela sensação de amor e carinho mas sem ao menos consegui soltar uma palavra sequer até que ela disse as únicas palavras :
...."vai...agora chama a *dona" olhando fixa para Andreza.
E sem esforço algum ela correu para atender o pedido de mamãe e continuaram a dançar da mesma forma em silêncio e por longo tempo.
Já estava certo que tudo não passava de um sonho, de uma outra realidade, um outro plano é que logo estaria em nossa casa e em nossa cama continuando o sono da madrugada. Mas estava muito feliz é certo que quando acordasse no dia seguinte lembraria aqueles doces momentos e relataria e escreveria sobre o sucedido!
Realmente ao acordar veio aquela sensação de paz, alegria ...mesmo sabendo que tudo tenha ocorrido noutro plano....
Demorei algumas horas para que ainda tomado pelo emoção contasse para Andreza o ocorrido e para que eu pudesse traduzir em palavras isso que aconteceu nesta madrugada de 28 de maio de 2018.
• dona: Port.: expressão fem. de tratamento, terceira pessoa singular.
Forma carinhosa de tratamento, regionalismo, Minas, São Paulo.
Maneira carinhosa de tiramento que mamãe se utilizava para referir se a pessoas
de sua estima.
Qual não foi minha surpresa quando fui surpreendido com o pedido: "danças comigo" por uma senhora linda de vestido vermelho, longo enodados.
Sem mesmo poder decidir...fui levado para o centro do salão e fui tomado nos braços numa dança suave e melódica.
Aí percebi que eu estava nos braços de mamãe e fomos naqueles passos suaves por um logo tempo apenas sentindo a música é aquela sensação de amor e carinho mas sem ao menos consegui soltar uma palavra sequer até que ela disse as únicas palavras :
...."vai...agora chama a *dona" olhando fixa para Andreza.
E sem esforço algum ela correu para atender o pedido de mamãe e continuaram a dançar da mesma forma em silêncio e por longo tempo.
Já estava certo que tudo não passava de um sonho, de uma outra realidade, um outro plano é que logo estaria em nossa casa e em nossa cama continuando o sono da madrugada. Mas estava muito feliz é certo que quando acordasse no dia seguinte lembraria aqueles doces momentos e relataria e escreveria sobre o sucedido!
Realmente ao acordar veio aquela sensação de paz, alegria ...mesmo sabendo que tudo tenha ocorrido noutro plano....
Demorei algumas horas para que ainda tomado pelo emoção contasse para Andreza o ocorrido e para que eu pudesse traduzir em palavras isso que aconteceu nesta madrugada de 28 de maio de 2018.
• dona: Port.: expressão fem. de tratamento, terceira pessoa singular.
Forma carinhosa de tratamento, regionalismo, Minas, São Paulo.
Maneira carinhosa de tiramento que mamãe se utilizava para referir se a pessoas
de sua estima.
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QUANDO DEUS CRIOU AS AVES E OS PÁSSAROS.
(Fatos da Criação das aves)
No tempo da Criação Deus estava criando entre todas as Maravilhas os pássaros.
Como eram uma quantidade enorme de pássaros e aves Ele queria dar um toque especial e único a cada espécie.
Cuidadosamente colocou todos numa mesa e para assegurar que ficassem quietos à espera de sua pintura, enquanto passava com sua palheta e pincel dando Seu toque especial de cor a cada um amarrou suas pernas pedindo que aguardassem a pintura e a sua secagem.
E assim com Sua Maestria Divina foi de um em um executando sua Obra de Arte.
Mas no final percebeu que dentre todos faltava um a ser pintado.
Onde estaria o Pardal?
Era o único que não havia recebido a pintura e Ele sentiu sua falta pois Se lembrava de todos que criara.
Procurou por toda a parte e o encontrou distante saltitando, ainda com as perninhas amarradas.
Como castigo disse Deus:
⁃ você Pardal e todos da sua descendência serão castigados e condenados a não andar como os demais que paciente aguardaram a pintura e secagem conforme Eu ordenei.
⁃ Por isso andará saltitando como se estivesse com suas pernas amarradas devido sua desobediência.
Observem todos os pássaros, cada qual com suas cores e matizes mais lindos!
Apenas o Pardal, ou o conhecido Tico-tico ficaram com suas penas em preto e branco sem receber a pintura final e além disse com a sina de passar a vida toda a saltitar e não a andar com todos os demais.
Assim se cumpriu a vontade de Deus.
Nota: Esta é uma das estórias que vó Anita me contava quando eu era pequeno.
◦
No tempo da Criação Deus estava criando entre todas as Maravilhas os pássaros.
Como eram uma quantidade enorme de pássaros e aves Ele queria dar um toque especial e único a cada espécie.
Cuidadosamente colocou todos numa mesa e para assegurar que ficassem quietos à espera de sua pintura, enquanto passava com sua palheta e pincel dando Seu toque especial de cor a cada um amarrou suas pernas pedindo que aguardassem a pintura e a sua secagem.
E assim com Sua Maestria Divina foi de um em um executando sua Obra de Arte.
Mas no final percebeu que dentre todos faltava um a ser pintado.
Onde estaria o Pardal?
Era o único que não havia recebido a pintura e Ele sentiu sua falta pois Se lembrava de todos que criara.
Procurou por toda a parte e o encontrou distante saltitando, ainda com as perninhas amarradas.
Como castigo disse Deus:
⁃ você Pardal e todos da sua descendência serão castigados e condenados a não andar como os demais que paciente aguardaram a pintura e secagem conforme Eu ordenei.
⁃ Por isso andará saltitando como se estivesse com suas pernas amarradas devido sua desobediência.
Observem todos os pássaros, cada qual com suas cores e matizes mais lindos!
Apenas o Pardal, ou o conhecido Tico-tico ficaram com suas penas em preto e branco sem receber a pintura final e além disse com a sina de passar a vida toda a saltitar e não a andar com todos os demais.
Assim se cumpriu a vontade de Deus.
Nota: Esta é uma das estórias que vó Anita me contava quando eu era pequeno.
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RESGATE BEM SUCEDIDO
Caminhando pela calçado central de uma movimentada avenida de Suzano, a Avenida Ver. João Batista Fittipaldi, imediações do Atacadão quando deparei com um Cão, Pastor Alemão, esquelético com aspecto faminto e maltratado tentando atravessar a pista em meio ao trânsito intenso.
Vários motoristas cautelosos buzinavam na tentativa de afastar o cão inadimplente. Ele ameaçava voltar para a calçada mas instintivamente retornava à novas tentativas. Alguns motoristas tentavam, em vão empurrar o pobre cão para a calçada!
Daí eu resolvi intervir e logo percebi a boa vontade dos caminhões e carros que pararam para que eu fosse em socorro do pobre Animal com certa dificuldade consegui leva- lo em segurança para calçada enquanto ele, mesmo sem forças, tentava retornar à pista.
Foi aí que a certa distância observei na porta de um galpão comercial um senhor que estava a observar a cena.
⁃ O cão é do senhor? (Perguntou ele).
⁃ Não, não é meu! Eu apenas estou tentando mantê-lo fora do perigo de ser atropelado.
⁃ Ah, ele está faminto! E com sede! Deixe- o aqui no galpão que vou alimenta-lo e saciar sua sede!
⁃ Ah muito obrigado, ele precisa muito de nossa ajuda!
Agradeci e segui meu trajeto feliz por ter ajudado aquele pobre cachorro e agradecido por ter encontrado aquele senhor de bom coração, assim como os vários motoristas que de um modo de outro contribuiu para a proteção deste animal, um nosso irmão aos olhos do Criador!
Vários motoristas cautelosos buzinavam na tentativa de afastar o cão inadimplente. Ele ameaçava voltar para a calçada mas instintivamente retornava à novas tentativas. Alguns motoristas tentavam, em vão empurrar o pobre cão para a calçada!
Daí eu resolvi intervir e logo percebi a boa vontade dos caminhões e carros que pararam para que eu fosse em socorro do pobre Animal com certa dificuldade consegui leva- lo em segurança para calçada enquanto ele, mesmo sem forças, tentava retornar à pista.
Foi aí que a certa distância observei na porta de um galpão comercial um senhor que estava a observar a cena.
⁃ O cão é do senhor? (Perguntou ele).
⁃ Não, não é meu! Eu apenas estou tentando mantê-lo fora do perigo de ser atropelado.
⁃ Ah, ele está faminto! E com sede! Deixe- o aqui no galpão que vou alimenta-lo e saciar sua sede!
⁃ Ah muito obrigado, ele precisa muito de nossa ajuda!
Agradeci e segui meu trajeto feliz por ter ajudado aquele pobre cachorro e agradecido por ter encontrado aquele senhor de bom coração, assim como os vários motoristas que de um modo de outro contribuiu para a proteção deste animal, um nosso irmão aos olhos do Criador!
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Viagem insólita
Inverno de 2016 (experiências extra corporal)
Madrugada de sexta feira recolhi me em minha cama e como estava frio coloquei dois cobertores e logo peguei no sono.
De repente senti me fora de casa, fora de meu corpo e num lugar distante, sombrio e pude logo enxergar duas meninas de pouco mais de 10 anos. Ambas estendiam os braços pedindo por ajuda.
Avancei me um pouco à frente tentado me aproximar mais das duas crianças mas um frio imenso tomava conta de meu corpo e nisso me vi de volta à minha cama, a minha casa.
Enrolei me novamente nos dois cobertores e logo me aqueci novamente e em pouco tempo me vi naquele lugar com as duas meninas me estendendo as mãos e pedindo por ajuda.
Senti me fragilizado ... mas tentava a todo custo descobrir o que queriam para poder ajudá-las, em vão!
O frio aumentava e sentia estar regressando ao meu quarto, ... antes porém uma senhora me estendeu as mãos oferecendo me uma xícara de chá para eu tomar.
Fui de imediato estendendo meu braço e tentei pegar a xícara mas minhas mãos ultrapassava por através dela e por mais que tentava nada acontecia.
Frustado deparei-me novamente detido em minha cama quando meus dedos
tocaram na parede ao tentar pegar o chá.
Assim, três idas a este lugar se sucederam e por duas vezes me foi oferecido o chá e em vão escapou-se de minhas mãos.
Era como se minhas mãos atravessassem o pires e a xícara que me era oferecido por aquela senhora.
Dela me recordo apenas que se apresentava sempre numa penumbra. Uma tênues silhueta me recordo enquanto as crianças se apresentavam naturalmente.
De certa forma depois de tudo voltei, situei me em minha cama com uma bela sensação de ter de uma forma ou de outra ajudado aquelas crianças.
◦ Ficou aquela sensação de paz e cumprimento de meu dever apenas o chá ficou apenas na lembrança, não pude trazer o gosto e nem o aroma do mesmo.
Madrugada de sexta feira recolhi me em minha cama e como estava frio coloquei dois cobertores e logo peguei no sono.
De repente senti me fora de casa, fora de meu corpo e num lugar distante, sombrio e pude logo enxergar duas meninas de pouco mais de 10 anos. Ambas estendiam os braços pedindo por ajuda.
Avancei me um pouco à frente tentado me aproximar mais das duas crianças mas um frio imenso tomava conta de meu corpo e nisso me vi de volta à minha cama, a minha casa.
Enrolei me novamente nos dois cobertores e logo me aqueci novamente e em pouco tempo me vi naquele lugar com as duas meninas me estendendo as mãos e pedindo por ajuda.
Senti me fragilizado ... mas tentava a todo custo descobrir o que queriam para poder ajudá-las, em vão!
O frio aumentava e sentia estar regressando ao meu quarto, ... antes porém uma senhora me estendeu as mãos oferecendo me uma xícara de chá para eu tomar.
Fui de imediato estendendo meu braço e tentei pegar a xícara mas minhas mãos ultrapassava por através dela e por mais que tentava nada acontecia.
Frustado deparei-me novamente detido em minha cama quando meus dedos
tocaram na parede ao tentar pegar o chá.
Assim, três idas a este lugar se sucederam e por duas vezes me foi oferecido o chá e em vão escapou-se de minhas mãos.
Era como se minhas mãos atravessassem o pires e a xícara que me era oferecido por aquela senhora.
Dela me recordo apenas que se apresentava sempre numa penumbra. Uma tênues silhueta me recordo enquanto as crianças se apresentavam naturalmente.
De certa forma depois de tudo voltei, situei me em minha cama com uma bela sensação de ter de uma forma ou de outra ajudado aquelas crianças.
◦ Ficou aquela sensação de paz e cumprimento de meu dever apenas o chá ficou apenas na lembrança, não pude trazer o gosto e nem o aroma do mesmo.
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Somos uma ilha
(Uma antítese de John Donne: "Nenhum homem é uma ilha.")
Ao contrário de que disse "John Donne"
Somos uma ilha que ao longo dos anos
Fomos agregando insumos e sedimentando
Coisas boas e más das quais nos formamos.
Somos ilhas como todos os que nos cercam
Cada pessoa mantém em si um mundo uno
Assim como as ilhas - podem ser exploradas
Cada pessoa também pode ser descoberta.
O Universo é um mar infinito de ilhas afins
Há as grandes e as pequenas porções
Todas estas são constituídas de duas matérias
A "física" de substância temporal e a "anima" atemporal.
Somos a imagem do Univesros, do Criador.
Nessa imensidão de ilhas espalhadas pelo mundo
Cada uma está num estágio único de desenvolvimento
O mesmo que as porções de terra que chamamos de "ilha".
Algumas já desbravadas e civilizadas encantam a todos.
Outras... em sua forma primitiva muitas coisas nos .
Ou por abrigar espécimes vis ou hostis ao ser humano
Como serpentes venenosas entre outras tantas.
Assim somos cada um de nós seres humanos - ilhas
Muitos de esmerado crescimento espiritual a todos iluminam.
Outros ainda em suas formas brutas ainda afastam a todos
Mas o objetivo é de que um dia as ilhas se fundam numa só!
Neste dia em que todas as porções (ilhas) se unirem.
Que forem totalmente lapidadas suas pedras.
E sua sintonia afinem-se a "nota maior" aí sim vibrarão
Uníssonas, todas, à batuta do "Grande Maestro"!
Verão de 2015
👁️ 241
Brinde
Brindei, ...hoje brindei a minha vida,
Brindei não aos meus milhares de "amigos virtuais",
Que ao menor toque... se dispersam no espaço cibernético,
Não aos meus amigos "irmãos" consanguíneos,
que caminham egoisticamente alheios à tudo...
pensando mais em suas necessidades e ambições e interesses !
Brindei com minha taça solitária com vinho
representando o sangue que derramei em minhas batalhas,
Brindei saboreando solitariamente o vinho represento o suor que derramei.
Brindei a esta noite àqueles "amigos" que estão e estarão
com certeza estão e estarão de pé e a ordem
quando estiver em apuros sabem e estenderão a mão.
Brindei a estes "amigos", "irmãos" que estão
sempre atentos a minhas necessidades físicas e emocionais.
Brindei aos amigos e familiares que com certeza
não ocupam todos os dedos de minhas mãos.
Brindei a estes que manterei anônimos por questão ética!
E eu agradeço a Deus por colocá-los no meu caminho!
Brindei a esta noite, ao meu lar, a minha companheira.
Brindei a esta noite a meu gato de que dedica amor e carinho incondicional!
Mas a vida é assim, só Deus sabe de nosso destino por isso
Brindei a Deus o nosso Pai que a tudo nos assiste e dá!
Brindei não aos meus milhares de "amigos virtuais",
Que ao menor toque... se dispersam no espaço cibernético,
Não aos meus amigos "irmãos" consanguíneos,
que caminham egoisticamente alheios à tudo...
pensando mais em suas necessidades e ambições e interesses !
Brindei com minha taça solitária com vinho
representando o sangue que derramei em minhas batalhas,
Brindei saboreando solitariamente o vinho represento o suor que derramei.
Brindei a esta noite àqueles "amigos" que estão e estarão
com certeza estão e estarão de pé e a ordem
quando estiver em apuros sabem e estenderão a mão.
Brindei a estes "amigos", "irmãos" que estão
sempre atentos a minhas necessidades físicas e emocionais.
Brindei aos amigos e familiares que com certeza
não ocupam todos os dedos de minhas mãos.
Brindei a estes que manterei anônimos por questão ética!
E eu agradeço a Deus por colocá-los no meu caminho!
Brindei a esta noite, ao meu lar, a minha companheira.
Brindei a esta noite a meu gato de que dedica amor e carinho incondicional!
Mas a vida é assim, só Deus sabe de nosso destino por isso
Brindei a Deus o nosso Pai que a tudo nos assiste e dá!
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Morro da onça.
Era esta a visão que eu tinha do Morro da Onça da janela da sala ou do alpendre da Fazenda de vovó onde passei toda minha infância e parte de minha adolescência.
Era costume desde minha tenra idade passar a pé, a cavalo, ou de Jeep aos pés deste morro nas caminhadas com papai, com menus avós ou tios.
Depois de sete anos de idade eu já me aventurava a entear na mata ainda existente ao pé do morro ladeado a oeste e sul por cafezais e outros plantios e ao norte por baixada e a leste desenhava-se no desfiladeiro trilhos sinuosos por onde passavam o gado em busca de boa pastagem. Gostava de olhar para baixo aquela grota com seus caminhos em forma de linhas que acompanhavam a topografia formando lindas linhas ao meio da pastagem verde do capim gordura que em sua florescência proporcionava um lindo espetáculo ao roçar do vendo em suas flores roxeadas nas pontas de suas hastes. Formava se uma onda em movimento harmônica de grande beleza.
Sempre que eu podia passar por ali sozinho ensaiava a escalada entrando na mata mas nunca me arrisque a subir rumo ao topo até que num dos verões da década de sessenta Meus primos Dalmo William, Jane, Raquel e Juanita foram para a fazenda de vovó.
Nossos dias eram sempre repletos de atividades. Gostávamos de explorar os arredores, o pomar que era repleto de frutas, os morros que circundavam a fazenda a oeste, onde passava a estrada para os Maias rumo a Boa Esperança ao sul uma bela colinha com seus topos ladeados de pedras. Passávamos horas conversando, saboreando frutas frescas e observando a paisagem.
Nota.: uma das crônicas do Livro PARA QUANDO A NOITE CHEGAR... Livro que narra minha histórias e estórias desde a mais tenra infância. Praticamente desde meu primeiro ano de idade.
Era costume desde minha tenra idade passar a pé, a cavalo, ou de Jeep aos pés deste morro nas caminhadas com papai, com menus avós ou tios.
Depois de sete anos de idade eu já me aventurava a entear na mata ainda existente ao pé do morro ladeado a oeste e sul por cafezais e outros plantios e ao norte por baixada e a leste desenhava-se no desfiladeiro trilhos sinuosos por onde passavam o gado em busca de boa pastagem. Gostava de olhar para baixo aquela grota com seus caminhos em forma de linhas que acompanhavam a topografia formando lindas linhas ao meio da pastagem verde do capim gordura que em sua florescência proporcionava um lindo espetáculo ao roçar do vendo em suas flores roxeadas nas pontas de suas hastes. Formava se uma onda em movimento harmônica de grande beleza.
Sempre que eu podia passar por ali sozinho ensaiava a escalada entrando na mata mas nunca me arrisque a subir rumo ao topo até que num dos verões da década de sessenta Meus primos Dalmo William, Jane, Raquel e Juanita foram para a fazenda de vovó.
Nossos dias eram sempre repletos de atividades. Gostávamos de explorar os arredores, o pomar que era repleto de frutas, os morros que circundavam a fazenda a oeste, onde passava a estrada para os Maias rumo a Boa Esperança ao sul uma bela colinha com seus topos ladeados de pedras. Passávamos horas conversando, saboreando frutas frescas e observando a paisagem.
Nota.: uma das crônicas do Livro PARA QUANDO A NOITE CHEGAR... Livro que narra minha histórias e estórias desde a mais tenra infância. Praticamente desde meu primeiro ano de idade.
👁️ 201
Perdas
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que cheguem os dias difíceis e se aproximem os dias da velhice em que dirás: “Não tenho mais satisfação em meus dias!”
Lembra-te que um dia virá a solidão
E nada mais terá sentido em sua vida
E sentirás com tristeza o peso nos ombros
Da intolerância impensada de outrora.
Virá o dia em que perceberás o tempo
Que perdeste em teimosias e desvelos
Quantos sorrisos, abraços e afetos
Se perdem no espaço e no tempo se vão.
A Ingenuidade que habitava a criança que foste
A impetuosidade da adolescência vivida
Os sonhos mal sonhados de sua mocidade
A maturidade que chegou de repente....
Ah se soubéssemos aproveitar cada minuto
Cada segundo, cada sensação percebida..,
Preocupamos em conquistar muitos bens materiais
Mas o mais importante deixamos passar em vão.
E com pesar dirás a cada amanhecer e anoitecer
"Não tenho mais satisfação em meus dias!”
Mas nestes dias, nada mais haverá a fazer
Senão beber da taça que abasteceu em vida.
👁️ 308
Meu Lugar
(Finados 2014)
Meu lugar não é aqui.
Sei ... de algum lugar
Vim e para lá irei
Num futuro vindouro.
Sozinho para cá vim
Numa jornada a seguir
De um acordo pré firmado
Com o meu anjo Guardião.
Fiz um acordo incógnito
Pois vedado fui ao aceitar
Esta incumbência Ímpar
Para lapidar meu espírito
Ao lado de seres escolhidos
Para comigo acompanhar
Aprender, ensinar e compartilhar
Velhas e novas Vivências espirituais.
Como numa viagem desconhecida
Embarquei inicialmente sozinho
E logo fui entregue à dois seres
Auxiliados por pequeno grupo.
À medida que o Trem da Vida
Segue seu percurso em segredo
Mantido por razões a mim veladas
Novos seres juntam-se a minha jornada.
Muitos são atraídos por minha Luz
Em busca de auxílio espiritual
Outros para avaliar meu desempenho
E readequar possíveis mudanças.
Assim aumenta a cada estação
Os seres que por algum motivo
Seguem viagem ao meu lado
E todos assim como vieram voltarão.
Somos todos levados a vivenciar
o solitário "Caminho de Santiago"
De uma maneira única e individual
Cada caminhante se enriquece.
Um dia, veremos que o tempo
Que aqui passamos ansiosos
Por conquistas e lutas inquietantes
Sem aviso e sinal num suspiro se esvai.
Sei... Meu lugar não é aqui.
Sei ... de algum lugar eu vim
Quando chegar a hora... para lá voltarei.
Num dia qualquer... de forma silenciosa partirei.
👁️ 330
Comentários (1)
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Diones
2018-11-05
Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...
Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!
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