Lista de Poemas
Primeiro Papagaio
O primeiro papagaio ninguém esquece!
Costumava ficar em frente à casa de minha bisavó na saída da cidade aguardando meu avô chegar com a camionete para irmos para roça.enquanto isso ficava num canto observando os meninos da Cidade soltando seus apagados coloridos.
Lá na cidade em que nasci em Minas Gerais assim como no Rio de Janeiro o que em São Paulo as crianças chamam de pipa lá é papagaio.
Eu ficava esperando a saída para a roça, muitas vezes, na caixa d' água admirando e sonhando um dia brincar assim como eles
Papai de longe estava a observar-me e sem eu perceber ele foi até uma mercearia e voltou com duas folhas de papel de seda uma vermelha e outra roxa. É um carretel de linha grossa num saquinho de papel e disse vou fazer um papagaio pra você quando chegar na roça.
Não me contive de tanta alegria, felicidade, ansiedade e anseio de chegar na fazenda e ver como papai faria.
Chegando papai ajudou vovó e mamãe descarregar e levar as compras que trouxeram e depois calmamente foi até a dispensa pegou um pouco de polvilho...(eu ainda sem saber pra quê) fiquei só observando...
Papai foi até a cozinha e preparou uma cola (grude) e eu ainda sem entender fiquei atento e observando que seria feito.
Papai chamou me até a copa desembrulhou as duas folhas de seda que trouxe da cidade e estendeu-as sobre a mesa no centro da copa.
Dispôs a folha roxa estendida primeiro na posição horizontal e em seguida abriu a folha vermelha posicionando-a na posição vertical abaixo e centralizando-sem baixo da primeira. Cuidadosamente passou cola na borda superior da folha vermelha para em seguida colara folha roxa formando um triângulo com o bico para baixo.
Até aí ainda estava sem entender o que seria feito.
Tomou-se o cuidado de estender as folhas bem estendidas e com o peso em cima para o vento não soprar para o chão.
Fui chamada para acompanhá-lote o terreiro em frente à cozinha. Papai tomou umas varetas de bambu,acho que já estava lá de propósito, e começou a raspar e deixá-las lisas e alinhada. Prontas foi até a mesa e mediu a maior a extensão de baixo até em cima e cortou no cumprimento certo e depois pegou a menor e mediu a extremidade horizontal da folha roxa e cortando na medida certa.
Mediu a vareta menor no meio certo marcando com lápis e calculou um ponto da vareta maior de modo que formasse uma cruz.
Feito estás marcações tomamos o carretel e partiu um pedaço de linha, mais ou menos um metro e cuidadosamente começou a amarrar as duas varetas em forma de cruz. Eu apenas observava atentamente a trabalho de papai.
Feito isso tomou novamente o carretel de linha e cuidadosamente amarrou a ponta superior da vareta a seguir procedeu da mesma forma em cada ponta até fechar a cruz.
A armadura do papagaio estava pronta. Colocada em cima das folhas antes coladas e com uma tesoura papai foi cortando as pontas e depois foi dobrando as bordas a com a linha por dentro colando cuidadosamente toda a lateral e com as pontas cortadas e guardadas foram feitas tirinha retangulares para colar sobre as varetas fixando as na folha. Logo faltava apenas o estirante pelo qual seria presa a linha que o levaria para o ar, para ó céus!
Assim foi que ganhei o meu primeiro papagaia. Não era pesado porém de altura era mais alto do que eu. As primeiras vezes papai ajudou me a colocar no alto, mas logo aprendi a pô-lo no céu e trazê-lo à terra.
Na fazenda não havia mais crianças para brincar portanto logo tornou um tanto monótono. Percebendo isso mamãe sempre atendia meu chamados para ir ver o papagaio lá no céu. Prontamente ela corria lá na frente da fazendo onde eu estava e ficava um pouca lá vendo e ensinando me mais diversão.
Dizia vamos mandar cartas para o céu. Pegava um pedaço de papel cortava em forma de círculos com um furo no cento contando um lado para colocá-lo na linha de modo que o vento rapidamente o empurrasse até estirante e subiu como inúmeras cata-vento. Assim passava horas por dia invertido com meu papagaio com o qual tinha maior zelo. Chegou a rasgar por esbarrar num galho ou noutro objeto mas logo aprendi a consertar e a brincadeira estava sempre garantida. Ao anoitecer guardava-o cuidadosamente no porão pendurado em lugar seguro.
Costumava ficar em frente à casa de minha bisavó na saída da cidade aguardando meu avô chegar com a camionete para irmos para roça.enquanto isso ficava num canto observando os meninos da Cidade soltando seus apagados coloridos.
Lá na cidade em que nasci em Minas Gerais assim como no Rio de Janeiro o que em São Paulo as crianças chamam de pipa lá é papagaio.
Eu ficava esperando a saída para a roça, muitas vezes, na caixa d' água admirando e sonhando um dia brincar assim como eles
Papai de longe estava a observar-me e sem eu perceber ele foi até uma mercearia e voltou com duas folhas de papel de seda uma vermelha e outra roxa. É um carretel de linha grossa num saquinho de papel e disse vou fazer um papagaio pra você quando chegar na roça.
Não me contive de tanta alegria, felicidade, ansiedade e anseio de chegar na fazenda e ver como papai faria.
Chegando papai ajudou vovó e mamãe descarregar e levar as compras que trouxeram e depois calmamente foi até a dispensa pegou um pouco de polvilho...(eu ainda sem saber pra quê) fiquei só observando...
Papai foi até a cozinha e preparou uma cola (grude) e eu ainda sem entender fiquei atento e observando que seria feito.
Papai chamou me até a copa desembrulhou as duas folhas de seda que trouxe da cidade e estendeu-as sobre a mesa no centro da copa.
Dispôs a folha roxa estendida primeiro na posição horizontal e em seguida abriu a folha vermelha posicionando-a na posição vertical abaixo e centralizando-sem baixo da primeira. Cuidadosamente passou cola na borda superior da folha vermelha para em seguida colara folha roxa formando um triângulo com o bico para baixo.
Até aí ainda estava sem entender o que seria feito.
Tomou-se o cuidado de estender as folhas bem estendidas e com o peso em cima para o vento não soprar para o chão.
Fui chamada para acompanhá-lote o terreiro em frente à cozinha. Papai tomou umas varetas de bambu,acho que já estava lá de propósito, e começou a raspar e deixá-las lisas e alinhada. Prontas foi até a mesa e mediu a maior a extensão de baixo até em cima e cortou no cumprimento certo e depois pegou a menor e mediu a extremidade horizontal da folha roxa e cortando na medida certa.
Mediu a vareta menor no meio certo marcando com lápis e calculou um ponto da vareta maior de modo que formasse uma cruz.
Feito estás marcações tomamos o carretel e partiu um pedaço de linha, mais ou menos um metro e cuidadosamente começou a amarrar as duas varetas em forma de cruz. Eu apenas observava atentamente a trabalho de papai.
Feito isso tomou novamente o carretel de linha e cuidadosamente amarrou a ponta superior da vareta a seguir procedeu da mesma forma em cada ponta até fechar a cruz.
A armadura do papagaio estava pronta. Colocada em cima das folhas antes coladas e com uma tesoura papai foi cortando as pontas e depois foi dobrando as bordas a com a linha por dentro colando cuidadosamente toda a lateral e com as pontas cortadas e guardadas foram feitas tirinha retangulares para colar sobre as varetas fixando as na folha. Logo faltava apenas o estirante pelo qual seria presa a linha que o levaria para o ar, para ó céus!
Assim foi que ganhei o meu primeiro papagaia. Não era pesado porém de altura era mais alto do que eu. As primeiras vezes papai ajudou me a colocar no alto, mas logo aprendi a pô-lo no céu e trazê-lo à terra.
Na fazenda não havia mais crianças para brincar portanto logo tornou um tanto monótono. Percebendo isso mamãe sempre atendia meu chamados para ir ver o papagaio lá no céu. Prontamente ela corria lá na frente da fazendo onde eu estava e ficava um pouca lá vendo e ensinando me mais diversão.
Dizia vamos mandar cartas para o céu. Pegava um pedaço de papel cortava em forma de círculos com um furo no cento contando um lado para colocá-lo na linha de modo que o vento rapidamente o empurrasse até estirante e subiu como inúmeras cata-vento. Assim passava horas por dia invertido com meu papagaio com o qual tinha maior zelo. Chegou a rasgar por esbarrar num galho ou noutro objeto mas logo aprendi a consertar e a brincadeira estava sempre garantida. Ao anoitecer guardava-o cuidadosamente no porão pendurado em lugar seguro.
👁️ 323
Construtor
Assim como o pedreiro se utiliza da colher para edificar casas e prédios;
O escritor se utiliza da pena para construir frases, orações, períodos que se transformam em livros.
O escritor se utiliza da pena para construir frases, orações, períodos que se transformam em livros.
👁️ 272
NATAL DE MINHA INFÂNCIA
O natal de minha infância era repleto de sonhos e magia!
Não havia "shopping Center e nem piscas coloridos como atualmente
Apenas o espírito natalino e no céu da minha Imaginação corriam as renas
Todas belas e imponentes brincando e saltitando na vasta Via Láctea !
Não havia brinquedos caros nem árvores repletas de bolas coloridas e piscas.
Mas havia árvores com cipós repletos de flores silvestres formando guirlandas
Animais que saltitavam alegres pelos prados verdejantes e nas árvores
O canto de pássaros numa doce sinfonia anunciavam um evento especial
O nascimento do Menino Jesus prestes a acontecer lá em Belém numa choupana.
Enquanto mamãe contava as mais belas estórias do bom velhinho.
Eu em meu mundo de criança mal podia esperar pelo grande dia.
O céu cravado de estrelas enfeitando a passagem de Papai Noel.
Parecia anunciar o grande evento e olhando o firmamento eu sonhava.
No calendário na parede olhava atentamente os dias passar lentamente
Imaginando por onde andaria o Papai Noel com sua carruagem!?
De que lado do horizonte viriam as renas todas enfeitadas?
De noite sentado na varanda ficava observando a Via Láctea mais colorida.
Quando finalmente chegava a véspera do tão esperado dia era uma festa.
Logo de manhã a mamãe recomendava ficar atento e obediente e alerta
E não se esquecesse, de a noite, antes de dormir, colocar o sapato na janela
Pois Papai Noel passaria de madrugada deixando ao menos uma bala ou um doce.
Não importava o que ia receber, queria mesmo era poder ver o bom velhinho.
Enquanto o grande dia não chegava passava horas admirando as imagens
Das páginas coloridas da Revista O CRUZEIRO que exibia lindas imagens natalinas
Árvores de Natal enfeitadas, Papai Noel com seu enorme saco de presentes.
Na manhã de Natal acordava e dentro do sapato na janela havia um presente
Geralmente um simples pacotinho de balas, um carrinho era motivo de gratidão.
Passava o dia a imaginar a passagem de Papai Noel e porque não ouvira nada
Com certeza a sua carruagem deslizava silenciosa e suas renas bem ornamentadas.
No meu mundo pairava um ar de festa, mesmo sem o aglomerado de pessoas
Sem as canções natalinas e nem o tilintar dos sinos que hoje se faz presente
O grande acontecimento eu podia sentir e na minha solidão de criança Imaginava
as crianças da cidade em festa eu buscava entre as nuvens o rastro da carruagem de papai Noel.
Não havia "shopping Center e nem piscas coloridos como atualmente
Apenas o espírito natalino e no céu da minha Imaginação corriam as renas
Todas belas e imponentes brincando e saltitando na vasta Via Láctea !
Não havia brinquedos caros nem árvores repletas de bolas coloridas e piscas.
Mas havia árvores com cipós repletos de flores silvestres formando guirlandas
Animais que saltitavam alegres pelos prados verdejantes e nas árvores
O canto de pássaros numa doce sinfonia anunciavam um evento especial
O nascimento do Menino Jesus prestes a acontecer lá em Belém numa choupana.
Enquanto mamãe contava as mais belas estórias do bom velhinho.
Eu em meu mundo de criança mal podia esperar pelo grande dia.
O céu cravado de estrelas enfeitando a passagem de Papai Noel.
Parecia anunciar o grande evento e olhando o firmamento eu sonhava.
No calendário na parede olhava atentamente os dias passar lentamente
Imaginando por onde andaria o Papai Noel com sua carruagem!?
De que lado do horizonte viriam as renas todas enfeitadas?
De noite sentado na varanda ficava observando a Via Láctea mais colorida.
Quando finalmente chegava a véspera do tão esperado dia era uma festa.
Logo de manhã a mamãe recomendava ficar atento e obediente e alerta
E não se esquecesse, de a noite, antes de dormir, colocar o sapato na janela
Pois Papai Noel passaria de madrugada deixando ao menos uma bala ou um doce.
Não importava o que ia receber, queria mesmo era poder ver o bom velhinho.
Enquanto o grande dia não chegava passava horas admirando as imagens
Das páginas coloridas da Revista O CRUZEIRO que exibia lindas imagens natalinas
Árvores de Natal enfeitadas, Papai Noel com seu enorme saco de presentes.
Na manhã de Natal acordava e dentro do sapato na janela havia um presente
Geralmente um simples pacotinho de balas, um carrinho era motivo de gratidão.
Passava o dia a imaginar a passagem de Papai Noel e porque não ouvira nada
Com certeza a sua carruagem deslizava silenciosa e suas renas bem ornamentadas.
No meu mundo pairava um ar de festa, mesmo sem o aglomerado de pessoas
Sem as canções natalinas e nem o tilintar dos sinos que hoje se faz presente
O grande acontecimento eu podia sentir e na minha solidão de criança Imaginava
as crianças da cidade em festa eu buscava entre as nuvens o rastro da carruagem de papai Noel.
👁️ 161
Tempo passa...
Meu querido filho Gabriel B. neves
Ontem criança meiga
Que a todos encantava
Sorriso doce e espontâneo
E olhar aguçado e penetrante.
Hoje, como o tempo urge.
Continua espalhando encantos
Mas aquela criança d'outrora
Num corpo de homem se transformou!
Que seu futuro seja promissor
Mas que nunca perca seus sonhos
Continue espalhando alegria e sorriso
Por todo caminho por onde passa.
Que Deus esteja sempre presente
Em seus pensamentos... E empreitadas.
E em todas as pessoas em sua volta
Que cada vez mais amplie seu horizonte.
👁️ 175
Ver tente

👁️ 262
Um alerta.
Certa manhã do verão de 2016 acordei e chamei minta esposa pedindo-a para guardar uma palavra que acabara de ouvir num sonho, “máuuua” algo assim que ainda não conseguia definir como escrever.
No sonho: estava eu e minha mulher numa ampla casa numa colina numa região bem arborizada e na sala onde estávamos as janelas estavam com suas veneziana abertas…quando de repente observei objetos vindo pelo ar em direção dela.
Corri…corri para defendê-la e foi quando ouvi uma voz que alertava com uma palavra que soava mais ou menos com este som que tento reproduzir por escrito “máuuua..” assim que ainda soa nos meus ouvidos.
Mas eu nem ela fomos atingidos.
Os objetos eram em forma de discos escuros e com um bico numa das borda, semelhante à um pino.
Em pouco tempo eu estava de volta ao meu quarto e ao despertar veio na lembrança tudo que aconteceu e logo imaginei se tratar daquelas coisas (armas) usadas pelos “ninjas” ou outros grupos orientais.
Será algo como um “alerta” ? Pensei!
A primeira coisa ao levantar foi ver que estávamos todos bem e correr ao computador e acessar o GOOGLE e pesquisar algum nome que pudesse assimilar àquele som que ouvira.
Mas em minhas buscas nenhum resultado.
Pesquisei o que os ninjas utilizam e vi que são na maioria em forma de estrelas e não na forma circular e menos ainda com o pino num lado da circunferência!
Dias depois resolvi compartilhar este “sonho” com uma amiga, médica e sensitiva através de e-mail.
A resposta veio de imediato que tal relato tratava-se de um aviso, uma advertência.
A palavra que eu mal consegui decifrar era na verdade sussurros que diziam aos meus ouvidos: “mau ar”… “mau ar”…
Explicou me ela ainda que hoje em dia é comum receber tais mensagens…pois estamos numa dimensão mais aberta a outros “mundos”.
Os “mundos” estão operando numa sintonia mais fina.
Esta é mais uma das experiências que vivenciei dentre elas uma das mais intrigantes e significativas.
No sonho: estava eu e minha mulher numa ampla casa numa colina numa região bem arborizada e na sala onde estávamos as janelas estavam com suas veneziana abertas…quando de repente observei objetos vindo pelo ar em direção dela.
Corri…corri para defendê-la e foi quando ouvi uma voz que alertava com uma palavra que soava mais ou menos com este som que tento reproduzir por escrito “máuuua..” assim que ainda soa nos meus ouvidos.
Mas eu nem ela fomos atingidos.
Os objetos eram em forma de discos escuros e com um bico numa das borda, semelhante à um pino.
Em pouco tempo eu estava de volta ao meu quarto e ao despertar veio na lembrança tudo que aconteceu e logo imaginei se tratar daquelas coisas (armas) usadas pelos “ninjas” ou outros grupos orientais.
Será algo como um “alerta” ? Pensei!
A primeira coisa ao levantar foi ver que estávamos todos bem e correr ao computador e acessar o GOOGLE e pesquisar algum nome que pudesse assimilar àquele som que ouvira.
Mas em minhas buscas nenhum resultado.
Pesquisei o que os ninjas utilizam e vi que são na maioria em forma de estrelas e não na forma circular e menos ainda com o pino num lado da circunferência!
Dias depois resolvi compartilhar este “sonho” com uma amiga, médica e sensitiva através de e-mail.
A resposta veio de imediato que tal relato tratava-se de um aviso, uma advertência.
A palavra que eu mal consegui decifrar era na verdade sussurros que diziam aos meus ouvidos: “mau ar”… “mau ar”…
Explicou me ela ainda que hoje em dia é comum receber tais mensagens…pois estamos numa dimensão mais aberta a outros “mundos”.
Os “mundos” estão operando numa sintonia mais fina.
Esta é mais uma das experiências que vivenciei dentre elas uma das mais intrigantes e significativas.
👁️ 228
Osso da sorte
Domingo na roça … Nos tempos de criança os almoços na roça eram frequentes ora na sede da fazenda da vovó,ora na fazenda do tio Orozimbo, ou nalguma outra fazenda de parentes e amigos.
Uma coisa era certa eu e meus primos ” Tonho”, Jane, Ariete, Cida, Denise frequentemente estávamos juntos.
Após o almoço o osso da sorte, geralmente uns três ou quatro já desossados eram colocados no sol ou na chapa do fogão a lenha para secar e depois tirar a sorte.
Sorte? Sorte de quê? Não sei!
Mas antes mesmo de ficar a posto para a disputa, a ansiedade era era grande.
– Eu vou ganhar. ( dizia Adauto)
– Não quem vai ganhar sou eu. ( em voz chorosa dizia Tonho.)
Assim era os momentos angustiantes antes de ter os ossos secos e prontos para a disputa.
Geralmente. Jane por ser mais velha era a juíza. Mas as vezes tio Orozimbo ou mamãe fazia o papel de coordenadora.
Chegada a hora… Olhos fixos no osso… Aguardava a contagem.
Um… Dois… Três …já!
O momento chegava… Independente do resultado… O perdedor sempre reclamava. Uns choravam, outros ficavam emburrados.
Mas a tradição era perpetuada e com o tempo a tradição foi ficando apenas na lembrança, por falta da presença dos jogadores que uns partiram pra bem longe, outros separados por longos kilomentros.
Assim é o mundo encantado das crianças…
Pequenos eventos, costumam fazer a diferença.
É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.
Uma coisa era certa eu e meus primos ” Tonho”, Jane, Ariete, Cida, Denise frequentemente estávamos juntos.
Após o almoço o osso da sorte, geralmente uns três ou quatro já desossados eram colocados no sol ou na chapa do fogão a lenha para secar e depois tirar a sorte.
Sorte? Sorte de quê? Não sei!
Mas antes mesmo de ficar a posto para a disputa, a ansiedade era era grande.
– Eu vou ganhar. ( dizia Adauto)
– Não quem vai ganhar sou eu. ( em voz chorosa dizia Tonho.)
Assim era os momentos angustiantes antes de ter os ossos secos e prontos para a disputa.
Geralmente. Jane por ser mais velha era a juíza. Mas as vezes tio Orozimbo ou mamãe fazia o papel de coordenadora.
Chegada a hora… Olhos fixos no osso… Aguardava a contagem.
Um… Dois… Três …já!
O momento chegava… Independente do resultado… O perdedor sempre reclamava. Uns choravam, outros ficavam emburrados.
Mas a tradição era perpetuada e com o tempo a tradição foi ficando apenas na lembrança, por falta da presença dos jogadores que uns partiram pra bem longe, outros separados por longos kilomentros.
Assim é o mundo encantado das crianças…
Pequenos eventos, costumam fazer a diferença.
É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.É muito importante perpetuar tradições, costumes e passar através da escrita para gerações futuras.
👁️ 235
Se...
SE ... meus pais não tivessem se mudado para São Paulo em 1960... talvez ... teria criado raízes em minha terra natal...
SE ... se em 1962 eu não tivesse ido para o Seminário na cidade de Itajubá, Sul de Minas Gerais ...
SE ... se em 1969 eu não tivesse me apresentado voluntariamente para o Serviço Militar...
SE ... se no início de 1970 eu tivesse aceito seguir carreira Militar em Agulhas Negras ou outras Armas ...
SE ... se em 1971 eu não tivesse saído do Escritório Lerosa, meu primeiro emprego para ir trabalhar no Banco Andrade Arnaud ...
SE ... se em junho de 1971 eu não tivesse ido a festa de aniversário da Eloisa Maria Pisati ...
SE ... se em 1972 eu não tivesse mudado minha opção de vestibular de exatas para humanas...
SE ... se em 1974 eu tivesse aceito a continuar minha carreira de bancário ...
SE ... se em 1975 eu não tivesse iniciado minha carreira na Rede Oficial de Ensino ...
SE ... se em agosto de 1990 eu não tivesse aceito o convite para almoçar na casa de um amigo ...
SE ... se eu não tivesse aprendido a navegar na Internet ...
EU ... simplesmente não estaria aqui, Bush provavelmente não teria sido eleito e re-eleito, o curso da história seria bem diferente... para melhor ou pior... quem sabe!
👁️ 67
Libertas quae sera tamem
A humanidade inventou mecanismos para dominar as mentes e desviar os seres humanos de seu trajeto original!
No Princípio o homem era livre e senhor de si...
Então começou a criar normas, regras, e impor verdades e continua até os dias de hoje...
Cada vez mais restringindo a verdadeira liberdade dele próprio.
Hoje, está reduzido a números, senhas e a uma série de convenções que obriga cada pessoa viver de acordo com os interesses da classe dominante!
Os seres mais primitivos ainda são livres, não estão sujeitos a normas, a convenções... Vivem segundo seu instinto, seu desejo, livre e quando sentem a presença humana, fogem para não perder a liberdade original. Vejam só os animais e mesmo as tribos mais primitivas são ainda livres, vivem mais junto à natureza e mais felizes.
Outrora, fez se dos mais fracos escravos para servir os mais poderosos.
A escravidão acabou.
Acabou?
Não, apenas mudou se a forma de escravidão...
Hoje a maioria dos seres humanos vive submissos a uma escravidão maior!
Observem, nascem e são confinados a um carrinho, a um berço com grades, depois para aprender a andar são colocados num andador com cinto de segurança que mal podem se mexer. Depois, leva-se para uma escola, onde recebem uma série de regras a seguir, horários rígidos. Em casa, têm que ter horário para sair e voltar. Horário de comer, tomar banho, e de dormir e levantar, ... o pior... acordar cedo!
Mais tarde, encontra alguém que gosta e ai começa um ritual de pedir permissão, obedecer a horário e muitas outras coisas.
Ao resolver casar, pensa em liberdade, ter a própria casa, não estar mais sobre a submissão dos pais... engana-se mais uma vez!
Começa então uma outra forma de reclusão, fica preso um ao outro.
Cobra e é cobrado de horários, atitudes e outras coisas mais!
De submisso passa também de opressor, quando os filhos chegam ai o papel de opressor aumenta mais ainda sobre eles!
Que liberdade é essa?
Vive-se sob regras impostas por uma sociedade, são eternos escravos de um grupo, de interesses coletivos, de um governo, de uma religião!
O Homem foi livre um dia?
Voltará o homem a ser livre um dia?
O que é a liberdade para você?
No Princípio o homem era livre e senhor de si...
Então começou a criar normas, regras, e impor verdades e continua até os dias de hoje...
Cada vez mais restringindo a verdadeira liberdade dele próprio.
Hoje, está reduzido a números, senhas e a uma série de convenções que obriga cada pessoa viver de acordo com os interesses da classe dominante!
Os seres mais primitivos ainda são livres, não estão sujeitos a normas, a convenções... Vivem segundo seu instinto, seu desejo, livre e quando sentem a presença humana, fogem para não perder a liberdade original. Vejam só os animais e mesmo as tribos mais primitivas são ainda livres, vivem mais junto à natureza e mais felizes.
Outrora, fez se dos mais fracos escravos para servir os mais poderosos.
A escravidão acabou.
Acabou?
Não, apenas mudou se a forma de escravidão...
Hoje a maioria dos seres humanos vive submissos a uma escravidão maior!
Observem, nascem e são confinados a um carrinho, a um berço com grades, depois para aprender a andar são colocados num andador com cinto de segurança que mal podem se mexer. Depois, leva-se para uma escola, onde recebem uma série de regras a seguir, horários rígidos. Em casa, têm que ter horário para sair e voltar. Horário de comer, tomar banho, e de dormir e levantar, ... o pior... acordar cedo!
Mais tarde, encontra alguém que gosta e ai começa um ritual de pedir permissão, obedecer a horário e muitas outras coisas.
Ao resolver casar, pensa em liberdade, ter a própria casa, não estar mais sobre a submissão dos pais... engana-se mais uma vez!
Começa então uma outra forma de reclusão, fica preso um ao outro.
Cobra e é cobrado de horários, atitudes e outras coisas mais!
De submisso passa também de opressor, quando os filhos chegam ai o papel de opressor aumenta mais ainda sobre eles!
Que liberdade é essa?
Vive-se sob regras impostas por uma sociedade, são eternos escravos de um grupo, de interesses coletivos, de um governo, de uma religião!
O Homem foi livre um dia?
Voltará o homem a ser livre um dia?
O que é a liberdade para você?
👁️ 181
Poeta
“O poeta é um fingidor,
finge tão completamente,
que chega a fingir que é dor,
a dor que deveras sente.”
Fernando Pessoa
👁️ 224
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Diones
2018-11-05
Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...
Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!
Português
English
Español