Lista de Poemas

Brinquedos d'infancia

Dos brinquedos de minh'infância
Eu me lembro dos balões coloridos
Que papai nas feiras matinais de domingo
Comprava e eu os segurava todo feliz.

Do carrinho de madeira colorido
Com um urso batendo um tambor
todo garboso,enquanto eu menino
todo feliz puxando aquela engenhoca.

O avião que planava de verdade
Feito com com produto natural
Por um tio que usou de criatidade
Utilizando um tronco de pita natural.

Um carrinho de madeira com direção
E rodas grandes de e freios de mão.
Que descia as serras de minha infância
Invejando aos demais que só espiavam!

O papagaio colorido, presente de papai
Foi o mais emocionante que levou ao céu
As cartas e bilhetes que mamãe ensinou
A escrever levando todos aqueles sonhos.

Dos meus brinquedos, os não industrializados
São os que mais me deixaram boas lembranças.
Do monjolo miniatura igual o da fazenda fazia
E meu carrinho de boi que cantava como o do vovô
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Leituras impactantes em minha vida...


Falar das leituras que impactaram minha vida remonta a minha doce infância lá na fazenda com vovó que chamava um caboclo, empregado na fazenda, seu Osmar para contar suas estórias das Mil e uma noite, dizia ele.
Geralmente ele ( apesar de analfabeto) sabia, não sei como, narrar as mais lindas histórias de uma maneira cativante como ninguém.
Quando eu estava sozinho ele se soltava mais e as histórias eram sem fim e sempre dava um toque pessoal em suas narrativas.
Quando Meus primos vinham passar as férias na roça eu pedia para vovó chama-lo para contar para os primos também.
Eram tantas mas eu não cansava de ouvi-las sabia até de cor as das mil e uma noites...  sobre reis,princesas, castelos, encantamentos, bruxas, duendes e animais que falavam...
Eu e os primos sentávamos  no assoalho num canto da sala e sentado num tamborete com acento de coro cru o Osmar começava as suas narrativas, agora com mais acanhamento e timidez por estar diante de pessoas da cidade, não familiarizado com o cotidiano ...mas diante da minha insistência que a cada pausa fala: - Osmar conta aquela da Princesa.... ...  a de feiticeira.... .... a do corvo...e assim ia até o sono chegar e por final encerrar por aquela noite a tarefa do contador de estórias!
Os dias na fazenda eram repleto de atividades, vovó cuidando dos afazeres da casa, da cozinha, de coordenar as atividades no monjolo lá fora que sozinho ia descascando o café, o arroz, o moinho mais lá nos fundos do pomar a tritura o milho a transformar em fubá....e tantas outras coisas..
Vovô cuidando do retiro do leite, depois a lida com o gado, os cavalos....
E eu correndo de uma banda pra outra observando e questionando a todos: o que, para quê isto? E aventurando-se na mata, nos córregos, no vasto pomar ...
Quando entrava para descansar vovó ia logo dizendo: - menino pega o Jornal e vai ler um pouco. Como eu já sabia ler apesar de estar com apenas cinco anos,o que não sabia enchia vovó de perguntas, que calmamente me esclarecia.
Depois mais tarde eu e Meus pais mudamos para São Paulo aí foi um mundo novo a me encantar...
Minhas leituras primeiras depois de páginas soltas de jornais...foram os Almanaques Biotônico Foutoura e os Almanaque Tio Patinhas, os gibis
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UM TIO INESQUECÍVEL


Tio Zezé era um daqueles tios que gostava de conversar sobre tudo principalmente contar histórias,de pessoas, lugares sempre com toque misterioso no ar e nas suas palavras.
Dos irmãos mais velhos ajudou cuidar dos mais novos.
Logo cedo aprendeu a dividir com a irmã mais velha a responsabilidades de cuidados país que tragicamente por motivos diferentes adoeceram e partiram cedo.
Nunca casou-se viveu desde cedo assumindo a responsabilidade com os irmãos e dos negócios da família sendo nomeado tutor dos irmãos menores assim que a mãe morreu.
Passou a maior parte da sua vida no povoado pertencente à sua cidade natal, Porto dos Mendes.
Desde jovem, muito religioso, cuidou dos. Assuntos paroquiais, sendo sacristão e zelador da igreja.
Exerceu vários cargos no povoado, sendo representante do Instituto Butanta, em SP, Juiz de Paz, agente público de saúde, administrador da barca local para travessia do Rio Grande, entre outros.
Mas como tio,foi uma daquelas pessoas que gostava de passar seus conhecimentos, e suas estórias.
Falava das coisas que ouviu, que lhe contaram e de suas memórias.
De fala mansa com um sotaque peculiar tendendo ao lusitano.
Zé Neves sabia de tudo um pouco e no povoado que morava era um tipo de anfitrião.
Um irmão prestativo é carinhoso com os sobrinhos dos quais eu era o que morava mais distante fora do povoado.
Durante os anos que morei no Morro Grande, tive o privilégio de, algumas vezes, receber sua visita em casa e numa delas ele chegou com um Monjolo, em miniatura, media cerca de cinquenta centímetros talhado em madeira manualmente por ele e acompanhava o pilão bem feito da mesma forma.
Ele me disse: - vamos escolher um local para instalar e por para funcionar de verdade.
Depois de observar ao redor da casa ele escolheu um local e pegou algumas ferramentas e começou a preparar o local.
Disse: - aqui está bom, vamos fazer uma cabana, cobrir com sapé e instalar o monjolo debaixo da cobertura. Vamos desviar um pouco de água para cá colocando uma biquinha para encher o bojo do monjolo e fazer ele funcionar direitinho.
É assim em pouco tempo estava tudo funcionando... a cabana era pequenas mas eu cabia nela, sentado no chão observando o trabalho lindo que o tio fez.
Um gesto simples mas cheio de carinho e amor que deixou gratidão e lembranças para a vida toda!

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O MENINO E A JANGADA


Quando menino com tronco de bananeira
unidos por uma taquara fazia uma jangada
e com ela deslizava pelo córrego represado
que passava ao lado da sede da fazenda.

As águas límpidas vindas de uma nascente acima
uma parte d'agua fora desviada do caminho da cachoeira
que despejava suas águas no vale ao fundo do pomar.
um córrego de águas claras foi direcionado ao fundo da casa

Ao lado da cozinha e da entrada do pomar foi represado
para atender às necessidades da sede da fazenda para
alimentar o carneiro para abastecer a caixa d' água,
mover o moinho e o gerador de eletricidade lá no vale abaixo.

Como a água não não era tão abundante utilizada se comportas
para conforme necessidade utilizar a água represada aí depois
seguia seu curso saltando obstáculos e automaticamente servindo
ao tanque de lavagem da mandioca, ao monjolo trabalhador incansável!

Antes de juntar se novamente a sua metade lá na grota seguia
seu curso pelo abaixo do velho paiol saciando os animais
no mangueiro e seguia serpenteando entre a horta e plantações
assim a água cumpria sua função vital e esplendor no dia a dia.

Hoje o menino lá voltou e triste viu ... a água agora escorre timidamente ...
por entre o matagal que acabou com o pomar e avançou pelos arredores
resta ainda de pé a sede que ainda resiste ao tempo ...cercada de mato
outrora era só alegria e movimentação mantinha o estilo colonial da época.

Em lugar dos cafezais, das plantações de arroz e do curral
da movimentação do gado leiteiro, do velho carro de boi...
O que se vê são lotes de pastagens com gado confinado
com ar de tristeza espera a hora de ir para serem abatidos.

O João de barro já não tem mais a sua morada no velho ipê.
A porteira ao lado da frondosa árvore nem sinal deixou...
As portas e janelas corroídas pelo tempo ainda resiste ao tempo.
Até o morro da onça não se vê mais, um muro eucaliptais o esconde!

O menino da jangada que foi para a cidade grande, ia ser padre mas desistiu...
tornou se professor, casou...casou... e re-casou-se ...e para seus filhos
sua estória conta... mas sua jangada nunca mais singrou por aquele córrego,
mas muitas aventuras e estórias ainda contando para seus amigos.

Daquela casa e lugar, além de boas e muitas lembranças ainda guarda
em fotos e memórias ... e dos porões que ainda encarcera segredos
e fantasmas solitários ...sua chave recebeu do primo de recordação...
e do alicerce secular um tijolo trouxe de sua visita, pra se guardar de lembrança!

Príncipe Estelar
Fevereiro-2019 e.v.

Obs. Singrar = velejar, remar, escorregar sobre água.
Carneiro = máquina de elevar água .
Nota:
Quase três décadas depois o menino retorna à fazenda onde passou sua infância e parte da adolescência.
A fazenda foi vendida pelos herdeiros logo depois da morte dos avós materno.
O córrego represado se perdeu no matagal e onde havia o represamento e as comportas não existe mais nem vestígios.
O monjolo e seu barracão de madeira também foi abaixo assim como o paiol e o curral não deixou marcas.
Nada mais há a não ser o casarão fechado com as portas e janelas em deterioração as portas dos dois porões estão apenas encostadas e escoaradas. Uma das chaves, a que guardo hoje comigo foi esquecida por lá., ainda estava na fechadura.
Do pomar nada mais existe, três alqueires coberto por mato.
Algumas mangueiras ainda estão de pé além de alguns coqueiros pelo nos um secular.
Das muralhas de pedra construídas por escravos foram tombadas não existindo senão pedras sobre pedras. Assim como as valas que até década de 50 ainda existia como obstáculos para animais se foi no tempo e no meio ao matagal
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MEU PRIMEIRO PAPAGAIO

Jamais me esquecerei de meu primeiro papagaio.
Estávamos morando com meus avós maternos e era costume passarmos finais de semana na cidade com meus avós.
Como vovó havia vendido a casa da cidade nossa estadia era na casa da vó Julita, minha bisavó.
A casa da vó Mulata, como era tratada, morava com o filho Juarez e sua família, era como "quartel general" situada, na época em frente à velha caixa d'água na cabeceira da praça.
A casa além de hospedar a família da vó Anita quando vinha a cidade era ponto de encontro dos irmãos devido à localização na entrada e saída da cidade para as terras do Abilio.
Foi numa destas estadias, numa manhã de segunda feira todos já se preparavam para partir para a roça. Estávamos só esperando vovô chegar com a camionete para partir. Estava no alpendre observando os meninos que brincavam na praça, naquele dia ensolarado com seus papagaios coloridos e cada um tentando subir mais alto e se exibir mais. Mas ao contrário do que se observa hoje, não havia tentativa de estragar a brincadeira do outro, todos soltavam seus brinquedos em harmonia
Mal percebi que papai acabara de chegar com um embrulho e logo vovô também encostou a camionete em frente chamando por vovó.
⁃ Anita! Chama a Gileite, o Walter e os meninos.  (Disse vovô que se manteve na direção.
Na frente com vovô foram a vovó, mamãe com o neném, o Pascoal. Eu fui com papai na carroceria entre os "trem" que compraram para levar pra roça.
Embora já desconfiava o que seria o que papai fora comprar de última hora não hesitei perguntar.
⁃ Pai. O que o senhor comprou? Para quê? - perguntei timidamente.
⁃ Comprei papel de seda, linha 10 ....para fazer um papagaio para você igual dos meninos.
Mal podia conter de alegria e ansiedade para chegar na roça e esperar pelo prometido.
Hora de descarregar a camionete, vovô pegou suas compras levou as para o porão e papai ajudou a vovó levar os "trem" para a dispensa, enquanto mamãe cuidava do menino.
Mal podia esperar terminar a lida. Mas vovó chamou:
⁃ Adarto, vem me ajudar aqui. E depois vai lá na Memba e veja se ela tem um pouco de feijão cozido.
Conforme vovó pediu corri lá na casa do Zé Soares e fui logo encontrei a Memba e pedi o feijão e voltei correndo com uma vasilha com o feijão.
Quando cheguei na fazenda encontrei papai sentado lá no terreiro com um canivete preparando algumas varetas de bambu. Ansioso enchi papai com perguntas e ele calmamente me respondia enquanto trabalhava as varetas alisando as cuidadosamente com o canivete afiado.
Logo ele levantou e tomou o material preparado e subiu as escadas e entrando na varanda onde preparou a mesa, retirando os objetos que lá estava e colocou as varetas, a linha e o papel. E pediu que eu o aguardasse enquanto dirigiu-se à cozinha. Pegou uma colher de polvilho acrescentou um pouco de água e levou ao fogão onde aqueceu e transformou numa cola branca, um grude e colocou numa vasilha.
 Na varanda enquanto todo material já estava em cima da mesa estendeu a folha de seda roxa na horizontal e cuidadosamente passou o grude na extremidade e colou a outra folha na vertical de forma que uma armação em cruz fosse colocada como armação.
As varetas foram amarradas (no eixo) cuidadosamente e firme e em seguido circundada com a mesma linha utilizada no amarro.
Eu só observava papai com sua habilidade na sua arte com o bambu, a linha e o papel. Mal pude conter minha ansiedade. Com o adiantamento do trabalho interrompi o que papai estava fazendo indagando:
⁃ Pai, mas vai faltar papel nas beiradas!
Calmamente papai me explicou.
⁃ você está vendo estes pedaços em forma de triângulos que cortei nas bordas inferiores, do rabo?
⁃ Então, assim como a costureira faz, emenda, colando estes pedaços que sobrou nos lados que ficou faltando.
Pai entendi e no final não sobrou quase nada e algumas aparas papai pediu que guardasse para eventuais reparos no caso de algum rasgo acidental!
As colagens já estavam prontas o papagaio já havia tomado forma e eu todo orgulhoso gritava:
⁃ Mãe, mamãe nota, (como chamava vovó) vem ver o meu papagaio, vem mãe...
⁃ Não pode pegar enquanto não secar, tem que esperar....fui alertado.
Mas enquanto ficava lá olhando todo feliz aquele enorme papagaio, todo belo, vermelho e roxo mal podia vê lo singrando os céus!
Mas uma duvida ainda me inquietava, como vou amarrar a linha!?
Nisso papai percebendo minha dúvida disse:
⁃ Assim que secar bem vou fazer o estirante, o cabresto o qual vai sustenta-lo no ar!
Aí depois de receber esta explicação fiquei mais tranquilo embora ainda ansioso.
Almoçamos e logo depois acompanhei atentamente a marcação, (furos) uma cruz centralizada no cento do papagaio onde as varetas se cruzam e estava pronto para ir ao ar.
Colocado de pé na vertical era maior do que eu e por isso fui orientado a ter cuidado no modo de carregar e segurar.
Fomos eu, papai, mamãe e vovó lá para a frente da fazenda soltar o papagaio.
Com a ajuda de papai logo subi-o todo imponente e contrastando com o céu azul e algumas nuvens em forma de algodão de passagem no céu!
Assim que dominei o lindo presente ficamos eu e mamãe (já que o menino estava dormindo) admirando aquele papagaio cada vez mais alto.
Noutro dia aprendi com mamãe a enviar carta, bilhete como dizia ela.
Um disco de papel, cerca de dez centímetros de diâmetro, um furo central e um corte encaixava-se na linha impulsionando a girar e dirigir se ao eixo do papagaio lá no alto. (Mamãe dizia que eram cartas e bilhetes que se mandava aos anjos lá no céu)!
Assim o papagaio, este primeiro, eu e ele passamos muitos dias ensolarados ao lado do belo ipê , em frente à tulha, onde foi minha primeira escola.
Logo aprendi fazer outro, depois que o primeiro, por acidente resolver ficar no alto de uma árvore e não mais voltou!
Fiz um, dois, três é muitíssimo outros...cresci...noutra cidade onde fui estudar vi que os papagaios de lá não eram como o meu até o nome era outro, pipa!
Resolvi fazer um agora, igual o de outrora só que quis inovar e coloquei uma luzinha pequena em cada extremidade cuidadosamente afixada e ligadas com um fio fino ligados à uma pilha pequena centralizada no bordo.
Nas noites enluaradas e frias tendo de cenários de fundo as serras da manteigueiras soltava meu papagaio que subia silenciosamente com suas lâmpadas nas extremidades.
Nas vizinhanças cogitavam sobre aquele objeto silencioso pairado no céu contrastando com o céu estrelado.
Até hoje ainda há quem se lembra e comentam da façanha do menino que soltava papagaio a noite!
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A PRINCESA ENFEITIÇADA


(Das estórias que vovó contava...)

Pela manhã ... quando as últimas gotas de orvalho caiam das folhas... ou quando vovó terminava seus afazeres...ia para o alpendre no qual tínhamos a visão dos camadas com suas ferramentas nos ombros, cabisbaixo, exaustos...desciam pelos trilhos da serra depois de um dia trabalhando nos imensos cafezais.
Enquanto isso admirávamos na jardineira, no alpendre..., ainda abertas lindas flores vermelhas da onze horas...
Dentro daquelas lindas e mimosas flores... minúsculas formiguinhas que mal se podiam ver. Percebia se que elas pelo seus movimentos estavam saciando do néctar da flor.
Sem perguntar vovó começou a me contar a estória daqueles minúsculos seres.
- sabe, esta formiguinha, apontando uma que estava sozinha numa das flores, era um linda princesa que vivia num castelo no alto de uma montanha, lá fora havia um exuberante bosque mas o Rei, havia deixado ordens a todos os guardas que não deixassem a princesa sair do castelo pois havia um feiticeiro muito mal e perverso andando por aquelas bandas.
- Certo dia por descuido dos guardas do castelo, a princesa conseguirá matar sua curiosidade e visitar o bosque o qual tanto admirava.
- Andando pelo bosque ficou muito encantada admirando cada flor,cada árvore e os pássaros.
- Aí de repente um pássaro posou próximo a ela e deu-lhe as boas vindas!
- A princesa assustou-se com o pássaro falante mas por acreditar em fadas, doentes...se acostumando logo achando normal.
- O pássaro disse então: menina pegue uma fruta daquela árvore e como três delas. Assim ela o fez e gostou do sabor ... Acontece que que num passo de mágica ela se transformou numa minúscula formiga, uma formiguinha que fora aprisionada dentro de uma flor mal conseguiu perceber que o pássaro não era um pássaro e sim um terrível feiceiro.
Eu estava bem curioso enquanto vovó olha os campos as colinas e o morro da onça enquanto eu em silêncio pensava a respeito do que ouvira ...
De repente...perguntei a vovó e aí o que aconteceu depois? Como lo rei ficou sabendo? Etc. E vovó voltou os olhos para a jardineira observando a formiguinha que ainda estava lá .....respondeu calmamente:
- Sabe todo o reino ficou muito triste com o desaparecimento da princesa. Então o rei mandou um mensageiro percorrer todo o reino em busca de informações e se encontrasse alguém que soubesse de alguma coisa que levasse ao castelo e seria bem recompensado. O mensageiro então fez o que o rei pediu. Num bosque muito distante do castelo ele encontrou com uma anciã muito simpática e ao ser indagada do paradeiro da princesa ela levantou se do tronco de árvore onde estava sentada mostrou se interessada em falaram o rei e explicar o que acontecera com a princesa.
Assim atendendo o pedido rei ela acompanhou o mensageiro até o castelo onde foi recebida pelo rei. E como o rei pressentiu que a conversa seria longa pediu que primeira seria servido o almoce e reservou um lugar à mesa para aquela simpática anciã. Havia muita fartura servida... depois de saciada a fome e terem saboreado as deliciosas gulodices foram para uma sala de visita onde ouvia da visitante uma longa e intrigante estória!
- Há muito e muito tempo atrás ...viveu num reino vizinho um príncipe que foi proibido descortejar uma linda princesa deste reino.
- Este príncipe ficou muito triste, magoado e tornou se um feiticeiro que há anos perambula pelos arredores do castelo e querendo de alguma forma vingar-se do ocorrido no passado.
O rei que era um homem bom indagou aquela senhora:
- mas o que eu posso fazer para resgatar minha filha?
Respondeu em ar de tristeza aquela senhora,
- Oh senhor, meu rei, nada! Mas eu sei a única pessoa que pode trazer sua filha de volta....fez se silêncio..e espantado é curioso o rei indagou:
- Quem, e como encontrar essa pessoa?
Aquela senhora era na verdade uma curandeira, uma vidente que mora nas redondezas do castelo disse ao rei o que sabia. Meu senhor a princesa antes mesmo de se dar conta foi alfinetada na cabeça e reduziu a uma simples formiguinha que fora aprisionada numa flor. E só há uma maneira dela sair da sua prisão e voltar a ser a linda princesa!
Curioso o rei pergunta a anciã ?
- O dia que que aparecer um príncipe elegante, bondoso e encontrar o alfinete na cabeça desta formiguinha e conseguir arranca-lo a maldição acabará e ela se casará com este príncipe serão felizes por muitos e muitos anos.
Vários príncipes visitaram o bosque nas cercanias do palácio onde viveu a princesa e não conseguiram e há muitos que há esperança de quebrar o feitiço arranjar bom casamento ainda tentam encontrar o alfinete na cabeça da princesa.
Observem, quando ver uma linda flor de onze horas preste atenção naquela pequena formiga se não será a princesa enfeitiçada!?
Se encontrar a princesa e conseguir arrancar o alfinete de sua cabeça será um forte pretendente a ser amigo do rei e ainda for solteiro terá um lindo casamento real e viverá feliz por muitos e muitos anos!
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Os Meus primeiros banhos...

O primeiros banhos a gente nunca esquece.
Era exatamente numa bacia como esta da foto, de zinco, em cima de uma mesa que vovó usava para passar roupa que mamãe colocava a bacia e depois de sentir a água na temperatura ideal que ela me colocava. Sempre supervisionada pela vovó ou uma das minhas tias,geralmente tia Gabriela que sendo solteira, morava com a vovó.
Lembro que a hora do banho era uma ocasião especial.
Vovó esquentava um caldeirão de água depois caminha para o banheiro despejava na bacia e com outro balde de água fria ia misturando até chegar Nuno temperatura ideal e logo dizia:
Gileite, pode trazer o "adarto"! (assim vovó e as pessoas lá da roça me chamava trocando as sílabas "au, al" por "ar" assim ficando "adarto"!
O banho era assistido por várias pessoas que ficavam elogiando:
⁃ ... olha que pernas gordas...
⁃ .... veja como ele gosta..
Assim o banho se estendia por vários minutos sob a admiração de vovó, minha tia e mamãe, claro! Mas sempre aparecia alguém mais pá acompanhar o banho.
O local, o banheiro era um local de bom tamanho mas recordo que era meio lúgubre um tanto escuro!
Mas, depois do banho...era  cuidadosamente enxuto e perfumado talco e dando aquela sensação deliciosa, de frescor!
Em seguida todos queriam pegar no colo e tentando comunicar com palavras dóceis!
Mas lembro mesmo do tio Laerte que com ousadia, deixando mamãe aflita,pegava me com suas mãos e jogava me acima de sua cabeça!  Eu...parecia gostar muito, sorria e soltava me de suas mãos! Assim repetidamente, enquanto eu sorria minha mãe assistia a tudo e implorando que tio Laerte parasse
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Os Meus primeiros banhos...

O primeiros banhos a gente nunca esquece.
Era exatamente numa bacia como esta da foto, de zinco, em cima de uma mesa que vovó usava para passar roupa que mamãe colocava a bacia e depois de sentir a água na temperatura ideal que ela me colocava. Sempre supervisionada pela vovó ou uma das minhas tias,geralmente tia Gabriela que sendo solteira, morava com a vovó.
Lembro que a hora do banho era uma ocasião especial.
Vovó esquentava um caldeirão de água depois caminha para o banheiro despejava na bacia e com outro balde de água fria ia misturando até chegar Nuno temperatura ideal e logo dizia:
Gileite, pode trazer o "adarto"! (assim vovó e as pessoas lá da roça me chamava trocando as sílabas "au, al" por "ar" assim ficando "adarto"!
O banho era assistido por várias pessoas que ficavam elogiando:
⁃ ... olha que pernas gordas...
⁃ .... veja como ele gosta..
Assim o banho se estendia por vários minutos sob a admiração de vovó, minha tia e mamãe, claro! Mas sempre aparecia alguém mais pá acompanhar o banho.
O local, o banheiro era um local de bom tamanho mas recordo que era meio lúgubre um tanto escuro!
Mas, depois do banho...era  cuidadosamente enxuto e perfumado talco e dando aquela sensação deliciosa, de frescor!
Em seguida todos queriam pegar no colo e tentando comunicar com palavras dóceis!
Mas lembro mesmo do tio Laerte que com ousadia, deixando mamãe aflita,pegava me com suas mãos e jogava me acima de sua cabeça!  Eu...parecia gostar muito, sorria e soltava me de suas mãos! Assim repetidamente, enquanto eu sorria minha mãe assistia a tudo e implorando que tio Laerte parasse
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Crônica de uma manhã de domingo.

Domingo 3 de fevereiro logo nas primeiras horas o dia se mostra belo mas quente, calor demais que assola várias regiões do Brasil.
Preparei o café e depois passado e ter tomado uma xícara fui como de costume caminhando por uns três quarteirões bem devagar porque pressa eu já tive.
Fiz um trajeto o qual tinha a minha esquerda uma vasta área verde, por onde mesmo agonizando serpenteia o Rio Tietê cuja nascente fica a poucos quilômetros atrás.
Ando sempre a observar pessoas que vão e vem e principalmente o horizonte e é que está ao meu redor e o firmamento, ah este é sempre fascinante observar, está em constante mudança...e hoje o que chamava atenção além da cerração, na baixada, que se forma de manhã sob os rios e vegetação ribeirinha era o céu azul que na sua imensidão dezenas de balões coloridos levando cada qual uma bandeira diferente pareciam estavam correndo de alguma fiscalização, rumavam, alguns confabulando, outros solitários, rumo ao leste.
Me fez recordar Julio Verne em sua Cinco semanas num balão na travessia da África, Nova Zelândia outrora.
Mas não eram tão como aqueles Oh Deus.
Indefesos, entre os balões à mercê do vento passavam vários aviões há poucos metros abaixo, ora acima os gigantescos pássaros de ferro que acabaram de alçar voo do aeroporto internacional e Guarulhos.
Inocentemente estes insanos balões sem rumo, a esmo, não sabiam quão nocivos estavam Sendo.
O que é bonito aos olhos podem ser o horror que transforma em tragédias de uma hora para outra haja vista alertas das autoridades no combate a essa pratica !
Oh guardiões do céu, patrulhas celestes protegei nossos pássaros de ferro!
Porque os homens, os que inadvertidamente soltam estes gigantes voadores sem destino e errantes estes sim são os culpados mas esses veículos sem tripulantes e sem eira nem beira não tem culpa de ter sido lançados ao leo!
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Mensagem de Natal aos familiares, Amigos espalhados pelas redes sociais..

Com a aproximação do Natal
quero primeiro homenagear e
saudar o "Menino Jesus" !
Não importa onde você esteja,
com quem esteja
estaremos irmanados
pelo sentimento natalino.

Celebrem a Vida, o amor,
e a esperança
e dispa-se das paixões,
vaidades,
e egoísmo!
Se inundam de gratidão e Alegria!

Renovo desde já minhas lembranças
e desejos de afeto, carinho,
gratidão e amor
aos familiares
e a todos companheiros de viagem,
amigos todos irmanados
e espalhados pelos diversos pontos
d a Orbe do Universo!

Meus sinceros desejos que tenham um Feliz Natal!

Suzano, São Paulo, Brasil.
Verão de Dezembro de 2018
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Comentários (1)

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Diones
Diones
2018-11-05

Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...