Lista de Poemas

A Casa onde Nasci !

O nome da rua ... não me lembro mas da rua, da casa, da vista que eu tinha da janela do quarto, da varanda...ah ainda está muito nítida em minha memória!
A casa ainda existe, aparentemente continua da mesma forma...
A rua é uma rua de subida, fica na saída da cidade, do lado sul, antiga saída para Aguanil, Porto dos Mendes, Boa Esperança.
Lembro-me dos caminhões que subiam a rua com seus motores cansados exalando aquela fumaça preta do diesel. Gostava de sentir aquele cheiro no ar, era algo diferente do campo... Além dos poucos caminhões que subiam a rua, durante o dia, passava além dos leiteiros em seus cavalos carregados de leite que era vendido de casa em casa... gostava do apito das carroças, da corneta anunciando a venda de picolés, ou de pães...
Ah quanta saudade vem na lembrança daquela primeira casa que me acolheu!
Lembro-me dos meus primeiros banhos que eram disputados pelas primas da minha mãe, (o nome delas não me recordo, apenas de como eram) e por minhas tias.
Não era nenhuma banheira dessas coloridas... era uma bacia de zinco colocada em cima de um suporte, não sei, mas acho que era um banquinho de madeira... mas era um banho delicioso, isso lembro muito bem!
A casa, por dentro, não era muito alegre não, achava um tanto escura, o quintal nos fundos da cozinha, era um misto de mato e canteiros com alguma verdura. Meus avós moravam na fazenda, a casa da cidade era apenas para os finais de semana quando todos vinham da roça, da fazenda.
Além das lembranças vivas já citadas, lembro-me de uma vez ao entrar no quarto ver meu pai chorando, não lembro ao certo se era devido a situação que passava nos primeiros anos de casamento, o meu nascimento que trouxe meus pais a casa de meus avós ou se meu pai estava doente, não sei ao certo. Sei que logo depois desse dia, soube que ele e minha mãe iriam para o Rio em visita ao meu tio Antonio, padre que morava no Rio de Janeiro. Lembro que fiquei sem nenhum problema com meus avós e com minha tia Gabriela que eu não me separava nunca!
Mas logo meus pais estavam de volta. Vieram com muitas estórias que eu ouvia atento!
Falavam da visita a um Navio de grande porte que meu tio levou-os para visitar... minha mãe falava como era grande por dentro, do mar imenso... narravam os passeios feitos ao Pão de Açúcar, a Quinta da Boa Vista, às praias e ao Palácio do Catete. Eram muitas estórias que me encantavam e sempre que as repetia para outras pessoas eu ficava atento para ouvir de novo!
Uma outra imagem forte que guardo foi a saída de um cortejo funerário saído de uma casa que ficava do outro lado de casa, um pouco mais abaixo. Lembro que acompanhei minha mãe e minha avó até a mureta do jardim e ficamos vendo a saída do cortejo, sei que era um caixão roxo com alças douradas. Fiquei a olhar aquela cena até sair rua acima e desaparecer rumo ao cemitério paroquial.
Pouco tempo depois, antes que eu completasse dois aninhos, a casa foi vendida e meu avô mudou para a Fazenda da Mata, só comprando outra casa na cidade anos mais tarde.
Neste período a nossa ida para a cidade ficava na casa da minha bisavó, a mãe vó, casa do tio Juarez e algumas vezes na casa da tia Dolores.
Eu não gostava muito, pois mesmo na minha inocência, eu já não me sentia em casa, era meio estranho, incômodo apesar de ser muito bem tratado e querido pelos tios e primos !
Essas são algumas das minhas memórias de infância, da mais tenra infância! Da casa onde nasci! Até da parteira, a "Sinh'ana" na época freqüentava mais amiúde esta casa!
São doces memórias!
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A VELHA PRAÇA


Na mesma praça que hoje abriga a Velha e a Nova Matriz brincou a geração de meu pai e a minha.
Durante a semana brincávamos afoitos na parte que ia da Velha Matriz a Caixa D'Água. Havia um parquinho público, com balanços, escorregadores, gangorras e gaiolas onde nos divertíamos muito. Brincava mais com meus primos, primas e alguns amiguinhos que encontrava quando estava na cidade.
Mas por ora vou me ater a apenas alguns fatos marcantes que fixaram em minha memória.
Quando nos preparávamos para ir para a cidade nos finais de semana minha vó falava:
- menino, pega umas laranjas, peras, maçãs para você vender na cidade e ganhar algum dinheiro para você comprar picolés, e ir ao cinema...
Seguindo a orientação de minha vó, preparava uma cesta com lindas frutas e colocava no Jipe.
Chegando a cidade ia (meio sem jeito) de casa em casa oferecendo as frutas que eu apanhara. Normalmente eu as vendia logo e arrecadava algum dinheiro para meu final de semana.
Certa vez após percorrer algumas casas, parei na praça para descansar um pouco e fiquei a olhar alguns garotos que brincavam quando um deles aproximou-se de mim e furtou uma maçã de minha cesta sem pagar saindo correndo.
Senti-me indefeso, pois ele era maior que eu e ainda estava acompanhado de outros colegas.
Olhei num banco da praça e vi um jovem fardado, sabia, era um soldado. Corri em sua direção e falei do ocorrido. Mostrei o garoto que ainda comia a maçã furtada.
_ menino, não sou daqui, nada posso fazer - respondeu-me o jovem soldado com ar de desinteresse.
Desapontado, fui para casa levando o restante das frutas interrompendo a venda.
Ah da Velha Matriz muitas lembranças das Semana Santas, das Procissões, do Catecismo, dos padres holandeses...
Quando entrava com meus pais nas festas em que as crianças se vestiam de anjos, eu... passando diante da escadaria, na lateral interna da igreja, olhava aquelas criaturas...imaginava que fosse realmente anjos em carne e osso... só alguns anos mais tarde eu percebi que se tratava de crianças vestidas de anjos prontas para uma representação.
O casamento da Tia Gabriela foi marcante, aquela festa toda... depois a entrada dos noivos naquele carro preto, brilhando... era acho que o primeiro casamento que eu assistia, fiquei maravilhado!
Em 1954, na tarde de 24 de agosto... estava eu, minha mãe e minha avó passando diante da Velha Matriz, quando a tia Ritinha, (cunhada da minha Avó) interrompeu nossa caminhada chamando:
- (tia Ritinha) Anita ! Olha, deu no rádio agora mataram Getúlio Vargas.
- (vó Anita) Nossa, como foi isso?
- (mamãe) Nossa, meu Deus!
- (tia Ritinha) é... ainda não sabem como tudo aconteceu, acabaram de encontrá-lo morto com um tiro.
24 de agosto de 1954 (morte de Getúlio Vargas)
Eu, com meus quatro anos de idade ... tive uma verdadeira reviravolta em minha cabeça e o medo tomou conta de meus pensamentos.
Eu não sabia, não entendia bem... pensava que o crime havia sido cometido ali mesmo na cidade, dai o medo que tomou conta de mim naquela tarde e a imaginação tomou asas...
Mas o tempo passou... mais tarde entendi aquele momento na Praça quando soube da morte de Getúlio Vargas.
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Creio que do Planalto que abriga esta grande área verde onde se localiza a Velha e a Nova Matriz é que se originou o nome da cidade, quando a senhora portuguesa, chamada Catarina Parreira chegou exclamou:- Ah que campos belos !!!Dai veio mais tarde o nome de Campo Belo.Se quiser saber um pouco da história pode ver documento sobre a Origem de Campo Belo segundo o estoriador Edson Ribeiro.
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A velha Caixa D'água

Na cabeceira da Praça que hoje chama-se Praça Menoti D'Aura havia até final da década de 50 uma velha Caixa D'Água. Era uma torre de mais ou menos 8 ou 10 metros . O reservatório era sustentado por quatro pés de ferro e havia um emaranhado de canos de ferro que distribuía a água para acidade.
O local era aberto, não havia a Praça, apenas uma faixa de terreno que abrigava a velha matriz que ficava abaixo, no meio, e depois sim já havia a outra Praça mais antiga.
O local da Caixa D'Água era como que um pouco de encontro, pois era ali que as pessoas esperavam a jardineira*, o caminhão ou a carona para retornar a roça, ao campo.
Gostava de ficar ali brincando, vendo os meninos com seus papagaios (pipas) coloridos, e observando o pequeno movimento das pessoas por ali.
De um lado havia a velha casa da minha bisavó, a mãe-vó, bem em frente a casa do tio Leonardo e do outro lado na esquina da rua da Cava o velho armazém Souza. Olhando-se para baixo, deparava-se com o fundo da velha Matriz que ficava entre o Colégio Dom Cabral de um lado e do outro o Colégio São José e a Casa Paroquial.
Como não havia ainda a Praça, o espaço que havia entre a Caixa D' Água e a velha Matriz era usado frequentemente para receber grandes Circos, como o Circo Norte Americano, Circo de Moscou, Circo de Napoli entre outros.
Circo na cidade era uma grande festa, a propaganda era feita com um grande desfile pelas ruas da cidade, grandes caminhões levavam os animais selvagens em jaulas e em carros menores iam os alegres palhaços e o carro do som anunciando o espetáculo e distribuindo panfletos!
Lembro-me de dois espetáculos, um por volta de 1954, queria ir ao Gran Circo Norte Americano e não tinha dinheiro, depois de muito insistir, lembro-me que minha Avó foi pedir para a mãe dela, a Mãe-Vó, dinheiro para o meu ingresso... lembro-me bem que a minha bisavó foi nos seus guardados e pegou umas moedas, não sei o valor hoje, mas sei que ela disse, olha vou pegar esse dinheiro do Diogo para você ir. Fui, acho que com a minha avó Anita e minha mãe. Era um drama, O Direito de Nascer. Apesar de não entender bem a estória na época, lembro que muito me comoveu! Ainda consigo lembrar da Mamãe Dolores, de sua voz, de sua feição...
Durante o dia, minha mãe, minha tia e outras mulheres ficavam a espreita para trocar alguma conversa com as atrizes que circulavam tranquilamente pela cidade.
Outro espetáculo, foi mais tarde, creio que por volta de 1955 ou 1955, pois meu avô já havia comprado a casa da Rua Antonio Modesto, no número 66, centro. Havia um Circo, o nome não me recordo, estava instalado próximo a Estação Ferroviária, como eu queria ir.. minha mãe conversou com um casal que morava próximo a nossa casa, devia ser conhecidos de meus pais. Acho que foi a primeira vez que sai com estranhos. Fui com eles, era noite, o espetáculo terminou tarde mas gostei muito do espetáculo. Este, não era show dramático, era show com animais, tigres, leões, panteras negras, elefantes, e saltitantes bailarinas, trapezistas, alegres palhaços e um animado time jogadores de futebol formado apenas por cães adestrados. Nossa, que mundo maravilhoso e encantado aquele mundo circense!
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MEUS ESCRITOS

Escrever é um fascínio que me atrai desde a tenra infância... sempre rabisquei meus escritos, mas nem sempre os guardava, achava que não eram bons e os jogava fora.Desde meus doze anos tinha vontade de escrever, escrevia minhas narrativas sobre minha infância, sobre coisas e lugares que eu gostava.Lembro-me que guardei um rascunho por décadas de uma estória que estava escrevendo sobre um cachorro chamado Norte, um velho amigo da infância que morreu mordido por uma cobra venenosa. Acabei um dia desinteressando-me pela narrativa e jogando todo rascunho no lixo.Vasculhando minhas mais tenras lembranças, encontro velho sonho de um dia ser escritor, escrever livros que pudesse encantar as pessoas assim como os muitos que me fizeram viajar além do tempo, além de minha cidade.Durante toda minha carreira no magistério, sempre incentivei meus alunos ao mundo mágico da escrita, promovia a escrita, a leitura aos meus alunos, desde as crianças aos mais maduros.O meu sonho de escrever foi ficando apenas na lembrança, ora escrevia alguns versos para alguém, ora alguns textos, mas não me apegava a eles e apenas alguns ficaram em rascunhos que guardei até publicar aqui no meu Site.Hoje, penso em dedicar mais tempo a escrever, principalmente as minhas lembranças, as minhas vivências, os meus sonhos...Escrever um livro, quiçá um dia! Mas enquanto não sai de um sonho meus escritos ao invés de ficar engavetados e depois ser jogados ao lixo editei-os na Morada dos Sonhos e daqui jamais saberei até onde irão.Para quem quiser aventurar-se a leitura de meus escritos.. que muitas vezes vão além deste nosso mundo de realidades... esteja a vontade e navegue pelo menu ou sub-menu na lateral direita.
Críticas ou Sugestões serão sempre bem vindas.
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O PODER DA PALAVRA

Lembre-se: aquilo que se traduz em palavras vem na realidade a se manifestar. Conscientize-se que as palavras têm poder criador e as utilize sabiamente.
A palavra tem força criadora, segundo o escritor intelectual Lourenço Prado que nos dá uma aula sobre o poder da palavra. Diz ele: Se conhecêsseis o poder de vossas palavras, teríeis grande cuidado nas vossas escritas e conversas. Bastar-vos-á observardes a reação de vossas palavras para verificardes que elas não voltam vazias . Por meio das palavras que escreveis ou pronunciais, estais estabelecendo continuamente leis para vós mesmos. As forças invisíveis agem sempre a favor daquele que está continua e corajosamente avançando para a frente, embora não o saiba. Em virtude das forças vibratórias das palavras, quando o indivíduo escreve ou fala alguma coisa, começa a atraí-la para si.
Cada palavra que expressais, exerce uma ação na vossa vida pessoal, a qual será a vosso favor ou contra vós, conforme a idéia expressa pela palavra. Com efeito, cada palavra que emitirdes (da forma que for) é uma expressão, a qual produz uma tendência particular em determinada parte de vossa entidade. Essa tendência pode manifestar-se em vossa mente, no vosso corpo, na vida química deste último, no plano dos desejos, no caráter, em qualquer de vossas faculdades, vindo em seguida, a produzir seus efeitos materiais.
Extraido do Jornal NOVO TEMPO
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Vivências Sutis

Meus pais moravam em São Paulo, mas minha mãe voltou para Campo Belo, MG, cidade natal, quando eu estava para nascer. Depois de certo tempo, passado toda aquela euforia do primeiro filho, do primeiro neto, o segundo sobrinho. Mamãe já estava mais acostumada com a nova situação de mãe, voltou para São Paulo, onde meu pai trabalhava. Voltávamos a casa dos avós sempre no fim de ano. Lembro-me que viajávamos por dois dias, pernoitávamos em Cruzeiro, SP para seguir viagem no dia seguinte. Era apenas um neném, mas lembro-me do local onde ficávamos, parece que era um hotel popular, pois o cheiro do banheiro era sensível. Durante a cansativa viagem de trem, a Maria Fumaça eu lembro perfeitamente das fagulhas que saiam da chaminé da locomotiva e entrava pela janela daquele vagão de madeira. Mas ficava bem curioso de observar tudo, paisagem, movimentação de pessoas... Lembro-me numa dessas viagens, parece que foi numa das voltas a São Paulo, encantei com uma menininha mais velha que eu que me fazia rir muito com suas gracinhas. Antes de completar dois aninhos, lembro-me que meu pai resolveu mudar de vez para Minas e confesso fiquei muito feliz. Chegamos em Minas - meu avô já havia vendido aquela casa em que eu nascera, por isso ficávamos, na cidade, na maioria das vezes na casa da tia Dolores, ora na casa da Mãe Vó (a minha bisavó materna). Morávamos mesmo com meus avós maternos na fazenda que não sei o nome, pois lá ficamos pouco tempo, logo meu avô comprou outra fazenda que foi de meu bisavô um pouco mais adiante, e bem maior. A Fazenda São João, e a anterior só me lembro de sempre se referirem a ela como a Fazenda do Eurico, lembro sim de lá, da casa, dos cômodos, que eram um pouco escuros, acho que por causa das árvores frondosas que haviam em volta da sede e por isso entrava pouca luz nos cômodos. Recordo-me do açude que tia Gabriela nadava e me levava sempre e lembro-me da casinha onde a Jane, o Tonho e outras crianças maiores brincavam de casinha com a tia Gabriela; era no meio do pomar rodeada de laranjeiras. Há muitas passagens na lembrança desta fazenda, que serão narradas em outras narrativas. A mudança aconteceu de repente, fui dar conta no dia em que meu avô chegou comigo no colo, e diante daquele casarão enorme, olhando e mostrando-me aquelas janelas enormes disse: - " filho isso aqui um dia será tudo seu! " Não entendi as palavras naquela hora, entendi que era ali que iria viver. Os primeiros dias eu chegava a me perder naquela casa, no corredor, nos cômodos e aos poucos fui me acostumando e adorando aquela fazenda. Tudo era muito alegre, muito movimento e uma vista que não havia na outra casa. Os empregados, o velho Alexandre, a Mariana, a Dorva, o Izé, todos vieram se juntar a outros que já trabalhavam na fazenda. Com essas pessoas conhecidas e familiares tornou minha adaptação mais fácil e aproveitei os anos que seguiram até seguirmos para o sitio no Morro Grande. Dos dois aos 9 anos com freqüência experimentei algo que eu mal conseguia entender e jamais comentar com quem quer que fosse! Sabia que jamais acreditariam em mim! Passei boa parte de minha infância no campo, na fazenda de meus avós, na Mata da Caatinga, município de Campo Belo e em nosso sítio do Morro Grande, no distrito de Porto dos Mendes próximo às margens do velho Rio Grande. Não possuía amigos da minha idade, crianças além dos irmãos menores e os primos que encontrava na cidade nas épocas de festas como Semana Santa, Páscoa, Natal e em outros encontros familiares. Passava maior parte de meu tempo nos arredores da fazenda, ou do nosso sítio, caminhando por ali e por acolá. Sempre que podia me juntava aos mais velhos para ouvir as estórias dos antigos! Costumava sentar-me ao pé de um frondoso Ipê amarelo que ficava na porteira em frente a sede, ou me retirava para uma laje de pedra bruta que ficava no alto de uma serra, de onde contemplava todos arredores. Muitas vezes, me vi numa situação fora de meu controle. Não sei como, saia voando sobre a sede, o pomar, os cafezais, e meio sem saber... e sem entender como ... eu aproveitava aqueles instantes, sentindo-me deslizar suavemente pelo ar como os pássaros. Era uma sensação maravilhosa, confesso... mas assustadora! Eu sabia não ser uma habilidade normal e passível de entendimento e compreensão. Por isso jamais compartilhei com ninguém tais experiências! Confesso, não era uma situação totalmente sobre meu controle, não acontecia sempre quando eu queria, as vezes me deparava com a situação quando menos esperava, mas aprendi logo a aproveitar esses momentos, pois eu sabia de algum modo não eram comuns. Sentia deslizar pelo ar, vendo de cima aquela pastagem verde sob meus olhos, o gado espalhado pela colina parecia ser pequenas peças de brinquedo, tinha uma visão de todo o pomar matizado de pontos amarelos, dos frutos, entre as diversas tonalidades de verde. Observava serpenteando sob as árvores atravessando o fundo da fazenda o córrego que abastecia a casa sede e a dos empregados. Mas eu não ousava sair das imediações... era uma situação fantástica mas um tanto aterrorizante pois não tinha o controle total que com certeza os pássaros possuem. Só me lembro que com um simples esforço de meus braços e pernas esticadas eu conseguia subir, descer e mudar de direção. Mas de repente, as coisas foram mudando, meus pais começaram a se preocupar com o meu crescimento, a necessidade de mandar-me para a escola, e de uma hora para outra descobri que estávamos para mudar para São Paulo. Era uma grande mudança, mas sabia que ia poder freqüentar escolas e tantas outras coisa que eu já arquitetava em meus sonhos... Sabia que de certo modo que eu deixaria o meu mundo para trás e sabia que isso não seria fácil.O tempo foi passando, cresci, amadureci, e nas minhas leituras e busca de conhecimento aprendi um pouco sobre xamanismo, os estados alterados de consciência, as experiências fora do corpo, e as outras dimensões... Depois de muito tempo, há alguns anos atrás pude reviver tal emoção de “voar” saindo de meu corpo conscientemente, como na infância, porém com uma duração menor, não consegui ir muito longe e retornei. Jamais declarei tal experiência, somente agora revelo tais registros antes trancados em minha memória. Atualmente, essa é uma experiência de sair do corpo pode ser vivenciada conscientemente. Apesar de ser sabido que todos nós, durante o sono, costumamos sair do corpo e visitar outros lugares inconscientemente. Porém é raro nos lembrar disso a não ser, às vezes, como um sonho que tivemos. Atualmente há profissionais que utilizam técnicas que ajudam as pessoas a vivenciar experiência assim conscientemente.
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Beijos

Para viver um grande amor
Num beijo apaixonado
dois lábios se encontram !
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RUIM MAIS VAI


RUIM MAIS VAI

Fumaças ao léu

Ruim Mais Vai

Maculando os céus

Ruim Mais Vai

Num passo de corcel

Ruim Mais Vai

Braseiro incandescente

Ruim Mais Vai

Fagulhas ardentes

Ruim Mais Vai

Como um corcel

Rede Mineira Viação

Levando nossa gente

Nossa gente Gente !
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João Paulo II


Hoje, sinto a dor e a tristeza de todo o povo de Deus
abalado com a partida de um dos maiores homens que sucedeu São Pedro !
Lá foi o Grande Líder Espiritual em mais uma de suas viagens !
Mais uma jornada, agora para junto ao Pai e continuar sua missão!
Papa João Paulo II parte deixando seu rebanho terrestre
Para continuar em outro plano, novos rebanhos pastorear e
cumprir sua tarefa de pacificador, de Guia Espiritual ,
de mediador e de intercessor junto ao Nosso Pai Celestial.
Nosso Mestre Espiritual nos legou uma grande lição
a de que viajar é preciso ... para buscar as ovelhas
que por algum motivo desgarraram-se do rebanho e
trazê-las de volta para a casa paterna.
Hoje podemos ver nos quatro cantos da Terra
a gratidão e o reconhecimento ao nosso Guia ;
cristãos de todas as igrejas rendem homenagem ao Santo Padre
que soube guiar seu rebanho com amor !
João Paulo II humildemente pediu perdão
aos que um dia em nome da Santa Igreja e
da política inquiridora da época foram discriminados e
muitas vezes ceifados de seus direitos.
Com sua sabedoria, o Papa quis demonstrar seu amor a todos.
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Meu Pai

Quanta serenidade
e sabedoria guarda
quem sempre nos guiou!
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Comentários (1)

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Diones
Diones
2018-11-05

Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...