Forasteiro desconfiado

Hoje, dia nublado, manhã quente os pássaros afoitos pulam de galho em galho cada um com seu canto, muitos cuidando da cria indefesa nos ninhos. A corruira disputando por um buraco nos blocos nus e alguns com furos expostos, as andorinhas, beija-flor, sanhaços azulados e tantos outros que parecem estarem festejando a vida, uma sinfonia e vai vem nas árvores floridas em frente de minha casa e no meu quintal...
Eis que ouço pisar suave no telhado de minha varanda, nas telhas de amianto e logo pude vislumbrar o causador ...um esquilo que veio não sei de onde, atravessa ressabiado e com habilidade circense os dez metros de muro que divisa com a casa do lado e logo salta majestosamente para os galhos de uma árvore frondosa na calçada e logo quis fitá-lo mais de perto abrindo o portão e logo o enxerguei num dos galhos na copa.
Imediatamente percebeu minha presença e num piscar de olhos deu um salto magnífico no fio telefônico que atravessa a rua e ao atravessa-lo saltou nos galhos de outra árvore tal qual a primeira e num intento de camuflagem desapareceu no alto da copa!
Estaria a procura de seu habitat natural tomado pelo homem?
Ou devido à aproximação dos festejos natalinos visitando a cidade?
Nem mesmo deu tempo de indaga-lo sobre sua estada no meio da cidade!
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