Lista de Poemas
Idílio
Em teu amor me aninho
Te amando deixo que me leve,
Desejando que não seja breve
O amor neste infindável caminho.
Te amando deixo que me leve,
Desejando que não seja breve
O amor neste infindável caminho.
👁️ 390
Cela
Aqui,
Neste canto de minha liberdade,
Te ofereço meu abraço,
Arraigando das entranhas a timidez;
Balada solitária de um ser em melancolia.
Teu olhar se apagou,
Quando na insensatez,
Matou meu amor,
Ao lançar no esquecimento minha face.
Meu coração escarlate pranteia na escuridão,
A flor não colhida do jardim,
Sufocada na imensidão do desatino.
A beleza se foi sem meu consentimento,
Levando consigo a esperança;
Que despediu-se com um sorriso irônico.
Aqui...
Nesta tempestade de vultos,
Vou sangrando lentamente,
Girando feito redemoinho que logo se extingue.
Num canto qualquer desta dor,
Vai-se o ser e fica a fera;
Devorando insanidades.
Neste canto de minha liberdade,
Te ofereço meu abraço,
Arraigando das entranhas a timidez;
Balada solitária de um ser em melancolia.
Teu olhar se apagou,
Quando na insensatez,
Matou meu amor,
Ao lançar no esquecimento minha face.
Meu coração escarlate pranteia na escuridão,
A flor não colhida do jardim,
Sufocada na imensidão do desatino.
A beleza se foi sem meu consentimento,
Levando consigo a esperança;
Que despediu-se com um sorriso irônico.
Aqui...
Nesta tempestade de vultos,
Vou sangrando lentamente,
Girando feito redemoinho que logo se extingue.
Num canto qualquer desta dor,
Vai-se o ser e fica a fera;
Devorando insanidades.
👁️ 679
Sem fronteiras
Corpos fustigados,
Em suas cores assombrados,
Mutilados em suas dores,
Em discursos abstratos,
De promessas inexatas,
Nas exatas compulsões,
Do ser em seu decurso,
Concussões de feridas soturnas,
Em fronteiras taciturnas,
Versos melancólicos invisíveis,
Subindo aos céus de matizes absurdas,
Estas orações escarlate,
Disparate em corações tolhidos,
De sua liberdade obstruídos,
Destituídos de sua nacionalidade,
Cuja honra o deus da guerra tragou,
Na feroz batalha das almas enegrecidas,
Em suas lutas interiores,
Farpas de horrores exteriores,
Nas razões mórbidas dos senhores,
Em seus tratados infernais,
Lodaçal envolvente nas mentes frias,
Confraria de gênios maledicentes,
Gente entre as gentes,
Espalhando sementes do medo,
Mortal enredo do mundo,
Sepultado antes de morrer,
Nas confabulações do caos,
Em trincheiras de vento.
Em suas cores assombrados,
Mutilados em suas dores,
Em discursos abstratos,
De promessas inexatas,
Nas exatas compulsões,
Do ser em seu decurso,
Concussões de feridas soturnas,
Em fronteiras taciturnas,
Versos melancólicos invisíveis,
Subindo aos céus de matizes absurdas,
Estas orações escarlate,
Disparate em corações tolhidos,
De sua liberdade obstruídos,
Destituídos de sua nacionalidade,
Cuja honra o deus da guerra tragou,
Na feroz batalha das almas enegrecidas,
Em suas lutas interiores,
Farpas de horrores exteriores,
Nas razões mórbidas dos senhores,
Em seus tratados infernais,
Lodaçal envolvente nas mentes frias,
Confraria de gênios maledicentes,
Gente entre as gentes,
Espalhando sementes do medo,
Mortal enredo do mundo,
Sepultado antes de morrer,
Nas confabulações do caos,
Em trincheiras de vento.
👁️ 908
Um poeta nunca morre
Um poeta não morre,
Apenas imita a morte,
Inspiração incrível do universo,
Unindo-se a criação fazendo versos,
Enquanto a vida em outra vida,
O molda em rimas,
Poesia eterna de lembranças.
Apenas imita a morte,
Inspiração incrível do universo,
Unindo-se a criação fazendo versos,
Enquanto a vida em outra vida,
O molda em rimas,
Poesia eterna de lembranças.
👁️ 391
Veneração
Dê-me teu beijo até o céu,
O sentirei em teus lábios,
Este amor celeste véu,
A fazer de mim um astrolábio.
O sentirei em teus lábios,
Este amor celeste véu,
A fazer de mim um astrolábio.
👁️ 491
Quebra-cabeça
Complexa angústia ,
Traços mórficos da agonia,
Cruel enigma das ilusões;
Por que nos persegue?
A miséria das tentações nos ferem,
Mata os sentidos e os ressuscitam,
Metamorfoseando o arrependimento;
Escárnio pútrido do perdão.
Diga-me vil senhora,
Qual é o suplício de tal fatalidade?
Lamentos ecoam pelos ares,
Ruídos para ouvidos desatentos;
Canções para os indiferentes.
Onde estão o que nos ouvem?
Será que pereceram antes da chegada?
Cegos e surdos vivem suas eternidades finitas,
Mortos em suas razões tragicômicas.
Traços mórficos da agonia,
Cruel enigma das ilusões;
Por que nos persegue?
A miséria das tentações nos ferem,
Mata os sentidos e os ressuscitam,
Metamorfoseando o arrependimento;
Escárnio pútrido do perdão.
Diga-me vil senhora,
Qual é o suplício de tal fatalidade?
Lamentos ecoam pelos ares,
Ruídos para ouvidos desatentos;
Canções para os indiferentes.
Onde estão o que nos ouvem?
Será que pereceram antes da chegada?
Cegos e surdos vivem suas eternidades finitas,
Mortos em suas razões tragicômicas.
👁️ 496
Desígnio
À tua jornada abre-te a vida,
Nômade viajante infesta
Esta prisão enegrecida,
Incêndio interior indigesta.
Teu rastro punhal funesto,
Vendaval açoite homicida
Abismo carnal fratricida,
Vulgar sentimento lesto.
Teus pés afiada lança,
Infiel andeja de trilha incerta
Esperança chorosa teu olhar alcança,
Lodoso moribundo apresta,
Infame sepultura desonra
Ilude tesouro arresta.
Nômade viajante infesta
Esta prisão enegrecida,
Incêndio interior indigesta.
Teu rastro punhal funesto,
Vendaval açoite homicida
Abismo carnal fratricida,
Vulgar sentimento lesto.
Teus pés afiada lança,
Infiel andeja de trilha incerta
Esperança chorosa teu olhar alcança,
Lodoso moribundo apresta,
Infame sepultura desonra
Ilude tesouro arresta.
👁️ 494
Psicodrama monológico
A morte vem dançando tempestuosa,
Furiosa em seus ritos sem fronteiras,
Estendendo suas asas sobre a alma,
Ótica onírica dos vales mais profundos.
O corpo enegrecido pelo abandono,
Se perde na dimensão do seu sopro,
Nas visões eternas em seus lapsos.
Monstros famintos brotam da terra,
Submundo catatônico indizível.
As estrelas fundem-se aos olhos,
Universo descortinando-se ao eu,
Deixando-se tocar em seus alicerces.
Tudo é tudo absurdamente,
Labirintos fatídicos fantasiosos,
Vendavais silenciosos,
Mutável na velocidade da luz,
Explosão ultra sentimental épica;
Catalisadora de mentes segreda.
No grande palácio dormem os sábios,
Frágeis celas de escuridão,
Escrevendo em seus pergaminhos,
Registros invisíveis das rotas de liberdade.
Furiosa em seus ritos sem fronteiras,
Estendendo suas asas sobre a alma,
Ótica onírica dos vales mais profundos.
O corpo enegrecido pelo abandono,
Se perde na dimensão do seu sopro,
Nas visões eternas em seus lapsos.
Monstros famintos brotam da terra,
Submundo catatônico indizível.
As estrelas fundem-se aos olhos,
Universo descortinando-se ao eu,
Deixando-se tocar em seus alicerces.
Tudo é tudo absurdamente,
Labirintos fatídicos fantasiosos,
Vendavais silenciosos,
Mutável na velocidade da luz,
Explosão ultra sentimental épica;
Catalisadora de mentes segreda.
No grande palácio dormem os sábios,
Frágeis celas de escuridão,
Escrevendo em seus pergaminhos,
Registros invisíveis das rotas de liberdade.
👁️ 481
Inclinação
A razão que te encontrei,
Foi meu olhar em teu olhar,
Que sorrindo me libertou,
Fez meu rio desaguar no teu mar,
Oceano de desejo unido ao céu,
Supremo horizonte do amor.
As intenções amou a avidez,
Destino preciso do meu refúgio,
Este coração abrasado de afeto.
Admirando a noite te percebo,
Em cada brilho de uma estrela,
Certo que pela manhã,
Teu beijo iluminará meu dia,
Desabrochando as flores matinais,
Do nosso horto de encantos.
Foi meu olhar em teu olhar,
Que sorrindo me libertou,
Fez meu rio desaguar no teu mar,
Oceano de desejo unido ao céu,
Supremo horizonte do amor.
As intenções amou a avidez,
Destino preciso do meu refúgio,
Este coração abrasado de afeto.
Admirando a noite te percebo,
Em cada brilho de uma estrela,
Certo que pela manhã,
Teu beijo iluminará meu dia,
Desabrochando as flores matinais,
Do nosso horto de encantos.
👁️ 751
Reflexo
Se queres uma poesia,
Não tenhas medo,
Olhe-se no espelho,
Verás os versos fiéis da sua vida;
As rimas mais francas,
A métrica mais que perfeita,
Verdade dos teus sentimentos;
A rebuscar no tempo.
Se queres,
Pode mudar tudo,
A seu gosto,
Evoluir em suas atitudes,
No seu estilo,
No fim de tudo;
Sorrir ou chorar,
A poesia é sua,
O final, é você quem edita.
Não tenhas medo,
Olhe-se no espelho,
Verás os versos fiéis da sua vida;
As rimas mais francas,
A métrica mais que perfeita,
Verdade dos teus sentimentos;
A rebuscar no tempo.
Se queres,
Pode mudar tudo,
A seu gosto,
Evoluir em suas atitudes,
No seu estilo,
No fim de tudo;
Sorrir ou chorar,
A poesia é sua,
O final, é você quem edita.
👁️ 495
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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