Lista de Poemas
Liberdade
Deixai que eu siga meu caminho,
Não sobreponha em mim o teu fardo,
Ao violentar os meus domínios,
Finito coexistir de almas carentes,
Complacentes em cada eu de um infinito.
Deixai que eu seja eu,
No todo sejamos nós,
Mas únicos em cada passo,
Sem nos ferir mutuamente no encalço,
Desta vida frágil que nos revela.
Deixai que eu sinta o amor,
Sepulte no esquecimento o lamento,
Dos dias tristes de tormento,
Vívidos combates de um tempo,
No valor da sobrevivência.
Não me constranja em sua ira,
Não viole meu corpo em covardia,
Pois não seguirei só neste pranto,
Sangrarás comigo no silêncio,
A alma não conterá o grito.
Deixai que eu perceba o mundo,
Na exatidão de tuas faces,
Que o medo me torne mais forte,
Capaz de mirar o céu e a terra,
Com o olhar que julgar oportuno.
Deixai que eu viva,
Não tiranize meus direitos,
Que minha diferença não te agrida,
Já que a deformidade nos domina,
Libertam os demônios desta humanidade.
Não sobreponha em mim o teu fardo,
Ao violentar os meus domínios,
Finito coexistir de almas carentes,
Complacentes em cada eu de um infinito.
Deixai que eu seja eu,
No todo sejamos nós,
Mas únicos em cada passo,
Sem nos ferir mutuamente no encalço,
Desta vida frágil que nos revela.
Deixai que eu sinta o amor,
Sepulte no esquecimento o lamento,
Dos dias tristes de tormento,
Vívidos combates de um tempo,
No valor da sobrevivência.
Não me constranja em sua ira,
Não viole meu corpo em covardia,
Pois não seguirei só neste pranto,
Sangrarás comigo no silêncio,
A alma não conterá o grito.
Deixai que eu perceba o mundo,
Na exatidão de tuas faces,
Que o medo me torne mais forte,
Capaz de mirar o céu e a terra,
Com o olhar que julgar oportuno.
Deixai que eu viva,
Não tiranize meus direitos,
Que minha diferença não te agrida,
Já que a deformidade nos domina,
Libertam os demônios desta humanidade.
👁️ 696
Lúdico
Em meu exílio de estrelas invisíveis,
Espreita-me a morte em minha agonia.
Vagueio nas lembranças feito folhas ao vento,
Procurando repouso incerto na dança louca.
A lua escondeu-se de mim,
Levando consigo minha coragem.
Me perdi em sonhos de vidro,
Melindres de um bêbado no porre da vida.
Sou um saltimbanco sem expectadores,
Um joguete nas mãos do destino.
Brinco de esconde-esconde com a felicidade,
Distraído numa soberba insuportável.
A desgraça se diverte extrovertida,
Enquanto procuro alento na esperança.
Eis um palhaço numa tristeza vagabunda,
Catando ao chão risos perdidos.
Num canto qualquer jogo meu corpo,
Desolado,maltrapilho visionando estranhos.
Sem pensar em nada me levanto,
Rio de mim mesmo.
Em minhas mãos uma garrafa vazia,
Mas cheia da minha vida arredia.
Espreita-me a morte em minha agonia.
Vagueio nas lembranças feito folhas ao vento,
Procurando repouso incerto na dança louca.
A lua escondeu-se de mim,
Levando consigo minha coragem.
Me perdi em sonhos de vidro,
Melindres de um bêbado no porre da vida.
Sou um saltimbanco sem expectadores,
Um joguete nas mãos do destino.
Brinco de esconde-esconde com a felicidade,
Distraído numa soberba insuportável.
A desgraça se diverte extrovertida,
Enquanto procuro alento na esperança.
Eis um palhaço numa tristeza vagabunda,
Catando ao chão risos perdidos.
Num canto qualquer jogo meu corpo,
Desolado,maltrapilho visionando estranhos.
Sem pensar em nada me levanto,
Rio de mim mesmo.
Em minhas mãos uma garrafa vazia,
Mas cheia da minha vida arredia.
👁️ 380
Caravela
Sou uma caravela solitária,
A navegar neste oceano de águas prateadas,
Onde a lua em noite inspirada,
Me faz em suspiros,
Enxergar-te em calmaria,
Delirando de amor vejo sua imagem,
No céu de estrelas que me guia,
Deslizando em seus mistérios,
Buscando seus tesouros desconhecidos.
Em teus mares seguirei,
Sem medo que a tempestade me sufoque.
Se a fúria do desconhecido me assombrar,
Não temerei o risco para te amar.
Não sucumbirei ao horizonte perdido,
Nem tampouco aos perigos a encontrar.
Não me importo de ser um náufrago,
Se na ilha dos teus desejos chegar.
A navegar neste oceano de águas prateadas,
Onde a lua em noite inspirada,
Me faz em suspiros,
Enxergar-te em calmaria,
Delirando de amor vejo sua imagem,
No céu de estrelas que me guia,
Deslizando em seus mistérios,
Buscando seus tesouros desconhecidos.
Em teus mares seguirei,
Sem medo que a tempestade me sufoque.
Se a fúria do desconhecido me assombrar,
Não temerei o risco para te amar.
Não sucumbirei ao horizonte perdido,
Nem tampouco aos perigos a encontrar.
Não me importo de ser um náufrago,
Se na ilha dos teus desejos chegar.
👁️ 463
Correntezas
Em meio as dores do século,
Segue a humanidade esvaindo-se,
Ato frenético de loucuras,
Marchando feito animais ao abatedouro,
Travando guerras invisíveis,
Deixando o ser e revelando a fera,
Imitando a razão que se perdeu,
Na voracidade de suas insanidades.
Nos entremeios de suas infiéis verdades,
Cometem suicídios em suas interjeições,
Bordões contumazes em corpos pútridos.
Na eternidade decadente da escuridão,
Jazem as covas dos mortos vivos,
Envoltos pelo jardim da ignorância,
Assombrados por seus fantasmas,
Indecifráveis reflexos de seus desvarios.
Segue a humanidade esvaindo-se,
Ato frenético de loucuras,
Marchando feito animais ao abatedouro,
Travando guerras invisíveis,
Deixando o ser e revelando a fera,
Imitando a razão que se perdeu,
Na voracidade de suas insanidades.
Nos entremeios de suas infiéis verdades,
Cometem suicídios em suas interjeições,
Bordões contumazes em corpos pútridos.
Na eternidade decadente da escuridão,
Jazem as covas dos mortos vivos,
Envoltos pelo jardim da ignorância,
Assombrados por seus fantasmas,
Indecifráveis reflexos de seus desvarios.
👁️ 506
Poema sem nome
Este poema não tem nome,
Não tem pátria,
Não tem cheiro e nem cor,
Este poema sangra em seus versos,
Gritos não ouvidos,
Em cada dor agredida,
Da vida sem vida,
Forma desvalida em frangalhos.
Este poema quer o seu silêncio,
Pra escutar o lamento,
Vozes e sussuros ao vento,
Dos miseráveis do outro lado,
Lugares invisíveis aos nossos olhos.
Este poema...
Tem em si tantos outros poemas,
Que ao teu querer seja esperança,
Inspirando felicidade,
Versos fraternais de bondade.
Talvez este seja só mais um poema,
Entre tantos outros,
Porém mais que um poema ,
É o que ele deixa em si,
No amor profundo que desejas,
Que pode doar,
Encontrando-se,
Sentindo a poesia de ser somente,
Fazendo a parte que lhe cabe.
A métrica desta poesia é sua,
Em cada estrofe do seu coração,
Numa declamação sem julgamentos,
Onde a inspiração é o desprendimento,
Em cada momento vivido.
Não tem pátria,
Não tem cheiro e nem cor,
Este poema sangra em seus versos,
Gritos não ouvidos,
Em cada dor agredida,
Da vida sem vida,
Forma desvalida em frangalhos.
Este poema quer o seu silêncio,
Pra escutar o lamento,
Vozes e sussuros ao vento,
Dos miseráveis do outro lado,
Lugares invisíveis aos nossos olhos.
Este poema...
Tem em si tantos outros poemas,
Que ao teu querer seja esperança,
Inspirando felicidade,
Versos fraternais de bondade.
Talvez este seja só mais um poema,
Entre tantos outros,
Porém mais que um poema ,
É o que ele deixa em si,
No amor profundo que desejas,
Que pode doar,
Encontrando-se,
Sentindo a poesia de ser somente,
Fazendo a parte que lhe cabe.
A métrica desta poesia é sua,
Em cada estrofe do seu coração,
Numa declamação sem julgamentos,
Onde a inspiração é o desprendimento,
Em cada momento vivido.
👁️ 394
Pétalas
Meu triste olhar me engana,
Folhagens de um amor indefeso,
Laço rompante malfazejo,
Pesado torpor em mim alcança.
Das cruzadas nuas e jocosas,
Corpo faminto em faces chorosas,
Coração lápide coberto,
Em seu desterro flor mundana,
Sebe selvagem a gana,
Deste louco desejo indiserto.
Folhagens de um amor indefeso,
Laço rompante malfazejo,
Pesado torpor em mim alcança.
Das cruzadas nuas e jocosas,
Corpo faminto em faces chorosas,
Coração lápide coberto,
Em seu desterro flor mundana,
Sebe selvagem a gana,
Deste louco desejo indiserto.
👁️ 699
Segredo da vida
Não existe amor sem problemas,
E problemas resolvidos sem amor!
E problemas resolvidos sem amor!
👁️ 584
Era apenas um sorriso...
O pôr do sol metrificava a noite,
Da janela minha afeição gracejou-se,
Ao ver o amor em forma tão bela,
Que dou outro lado da rua luzia.
Afeito de esperança desci apressado,
Num sobressalto do quarto lancei-me,
Desafiando as escadas tresloucado.
Eram cinco horas da manhã,
Acordei pensando ter tido um pesadelo,
Notei a cantiga de amor do galo,
Que em minha cabeça ecoava,
Sei que dos degraus não escapei,
Por onde anda não sei,
Aquela maldita me enfeitiçou,
Num sorriso me acamou,
Sem saber de mim.
Da janela minha afeição gracejou-se,
Ao ver o amor em forma tão bela,
Que dou outro lado da rua luzia.
Afeito de esperança desci apressado,
Num sobressalto do quarto lancei-me,
Desafiando as escadas tresloucado.
Eram cinco horas da manhã,
Acordei pensando ter tido um pesadelo,
Notei a cantiga de amor do galo,
Que em minha cabeça ecoava,
Sei que dos degraus não escapei,
Por onde anda não sei,
Aquela maldita me enfeitiçou,
Num sorriso me acamou,
Sem saber de mim.
👁️ 385
Sexo
Amplexo convexo,
Reverso inverso;
Memorável reflexo.
Erótico, caótico,
Exótico endógeno;
Exógeno dilema.
Força plena,
Macho e fêmea;
Reverbera cena
Sexo léxico,
Préstimo,
Do corpo que acena.
Reverso inverso;
Memorável reflexo.
Erótico, caótico,
Exótico endógeno;
Exógeno dilema.
Força plena,
Macho e fêmea;
Reverbera cena
Sexo léxico,
Préstimo,
Do corpo que acena.
👁️ 456
Flor de lótus
Um lodo sem beleza aparente,
Surge iluminada na áurea mística do sagrado,
Elevando-se em sua majestade natural,
Inundando de beleza os olhares mais céticos.
Das trevas à luz em primavera preciosa,
Exala de si o encanto em poesia perfumada,
Aos olhares diversos em admiração,
Encantando os corações meditação silenciosa.
A natureza se revela em estado de graça,
Ditando emoções em simplicidades tão castas,
Uma joia orgânica transcende o inescrutável,
Ofuscando o brilho do diamante mais raro.
O criador em sua obra incomparável,
Fez em segredo uma poema espiritual,
Soprou no ar lançando as sementes de lótus,
Que trazia em si um grande sinal;
A luz em forma de flor.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Surge iluminada na áurea mística do sagrado,
Elevando-se em sua majestade natural,
Inundando de beleza os olhares mais céticos.
Das trevas à luz em primavera preciosa,
Exala de si o encanto em poesia perfumada,
Aos olhares diversos em admiração,
Encantando os corações meditação silenciosa.
A natureza se revela em estado de graça,
Ditando emoções em simplicidades tão castas,
Uma joia orgânica transcende o inescrutável,
Ofuscando o brilho do diamante mais raro.
O criador em sua obra incomparável,
Fez em segredo uma poema espiritual,
Soprou no ar lançando as sementes de lótus,
Que trazia em si um grande sinal;
A luz em forma de flor.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
👁️ 1 720
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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