Escritas

Lista de Poemas

Ternura

Há infinitas formas de dizer eu te amo! 
Impossível traduzir o que sinto, 
Neste momento de emoção, 
Não diga nada, 
Preciso tomar fôlego, 
Dividir tudo um com outro, 
Assim me sinto diante de você. 
Desculpe! 
Sinto um calor enorme, 
Gosto de estar contigo, 
Do seu sorriso, 
Da maneira como me olhas, 
Do jeito que me abraça. 
Acho você o máximo, 
Quando não está por perto, 
Sinto uma saudade louca,
Com esse seu jeito gostoso, 
Conquistou meu coração, 
Tirou-me do sério,
Deixou-me nas nuvens.
Acertou em cheio o alvo, 
Agora estou aqui deste jeito, 
Provar o quanto és importante, 
Eu sei que já entendeu tudo,
Mas Vou dizer com todas as letras! 
Te amo, 
A única coisa que desejo, 
Ser feliz contigo.
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Sonetto

D'alma inflamada ébria de amores
Introspecta em versos canta
Paixões submissas furta-cores
Leve toque sacrossanto,

Dama poesia me adorna algures
Beijando-me a cada canto
Pleno fascínio aos seus favores
Casto menestrel em seu recanto,

Arrebatado vou ao infinito sonho,
Cativo aos mistérios da estação
Reluzentes rimas em tons dispõem!
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Travessia

Diante de mim,
Vasculhei os pensamentos,
Buscando o que não entendia,
Ao descobrir que não era amor,
Aquilo que me davas de forma vazia.
As lágrimas me consolavam,
Acariciando a minha dor,
Escorrendo pelo rosto,
Caindo ao solo,
lavando minha tristeza,
Enquanto meu corpo,
Jazia em desalento.
A lembrança dos teus lábios,
Beijava a minha boca agora enlutada,
Onde os seus abraços invisíveis,
Confortavam a minha solidão,
Este borrão na alma ultrajada.
Em meio a tanto desfortúnio,
A noite me seduziu em silêncio,
Amou-me de tal maneira,
Que com ela parti,
Para nunca mais voltar.



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soneto dos sonetos

Duas estrofes e quatro versos
Constância da emoção,
Três versos a comoção
Sonetar de amores confessos.

Petrarca a Shakespeare um universo
Odisseia humana ao coração,
Do céu a condenação
Paralelos sonhos inversos.

Vagar de ideias impresso,
Vida desaguando em sentimentos
Realidades e ilusões ingressam.

Humana dor disperso,
Que a oração alivie o sofrimento
Que minh'alma não seja objeto.
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Pena capital

Vai meu ser indelével
Rebuscando o mundo resoluto
Insistindo ao saber diminuto
Que a dor em mim seja delével.
Permita o céu que a morte seja branda,
Do deletério vício me cure,
Destino infundo de vil inconveniências,
Ferindo a decência do homem impoluto.
De vestes rasgadas desce ao fundo,
Vertendo arrependimento,
Amarga aragem em sofrimento
Sentença de filhos bastardos.
Do primeiro ao último olhar,
Vão-se as imagens infusas levando,
Amargo exílio de espíritos odiosos;
Adeus perene dos rebeldes em marcha.
Da batalha cega ao martírio insano,
Correm o sangue dos libertinos,
Abatidos pelo punhal da ignorância;
Cravado em seus corações frios.
Da certeza ao esquecimento,
Jaz na tumba da escuridão,
Os heróis anônimos em suas distrações;
Loucuras de um saber profano.
Em suas memórias agora emudecidas,
Calaram-se os sonhos entorpecidos,
Tendo por companhia os famintos vermes,
Correntes do indiferente olhar;
Aos infortunados miseráveis.
Vão os infiéis a beber do cálice,
No fino banquete de suas delinquências,
Demências de mentes insanas;
Devorados em seus abismos.
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Fragmentos

Da janela da minh' alma vejo o céu,
Vejo pássaros voando e penso,
Lá está a imagem do meu desejo,
A liberdade em meu último discurso.
O brilho dos meus olhos me ilumina,
O coração se torna tempestade,
Vertendo rios em minha face.
Meus pés se tornaram raízes,
Tão profundas quanto minha dor,
Sentinela do meu corpo enfadado,
Arrastado por esta vida taciturna;
Tão sombria em seus pesadelos.
Vou caminhando virando as páginas,
Igual o mar rebatendo as ondas,
Que vem e volta,
Nunca é o mesmo.
Eu vejo e já não compreendo,
Mas vou vivendo os dias,
Ora sangrando, ora curando-se
Das mazelas sorrateiras,
Nos retalhos do tempo.
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Alma Gêmea

Sopra a brisa suavemente,
Ondas invisíveis de amor nos toca,
Únicos na centelha divina da criação,
Aguardamos o aproximar-se,
Desejamos sem saber do encontro,
Da beleza da união tão sonhada.
Aguardo-te na esperança,
Templo de amor sempre belo,
Alegria do nosso jardim de núpcias,
Consolado pelo tempo avassalador.
És minha entre tantas outras,
Espírito adorável de faces ocultas,
Sigo as estradas em sua direção,
Mesmo sem saber onde estás.
Em sonhos enamorados te beijo,
Realidade do sentir,
Quero-te minha,
Ganhar asas no infinito;
Tornar-me um contigo,
Enquanto durar a eternidade.
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Águas de mim

Meu ser ferido em lágrimas se desfazia,
Esvaindo-se em gotas das dores o ensejo,
Do alívio de tal penar o despejo,
No oceano do esquecimento a valia.

Dos sofrimentos a covardia,
Cálice amargo do amor ao desejo,
Notas de uma música triste o arpejo,
Canto inibido da vida em agonia.

Em meu desdém peço ao vento que leve
Do meu pesar o desalento
Que insinua que o meu coração não serve.

Minh'alma deságua em sentimento
Lavando-me enquanto meu sangue ferve
Queimando no calor do arrependimento.
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Soneto do Amor

Aparelha-te amor em mim,
Enobreça-me em teu encanto,
Dos teus seios o acalanto,
Deixe-me tê-la enfim.

Se não me olhas sinto o fim,
Não me iluda se não amas este arcano,
Sem teus beijos fico suspirando,
Meu coração sangra feito carmesim.

Acendo a esperança por teus afetos,
Fantasia dançante de coração aberto
Sacia-me devotamente de todo.

Por assim querer-te pareço tolo,
Sem amor não se vive;
Desejo em mim esculpiu.
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Cavalo de Troia

áureo panteão de ilusão dormente,
Da ferida a panaceia enredado,
Pétrea dor em corpo dilacerado
Ventre maculado pelo ópio silente.

Néscio infame de morte eloquente,
Pretensa paz ao fim aguardado,
Burlando o silêncio aclamado
De gemidos e violência estridente.

Da beleza ao canto funesto
Anjo Fastio de face assombrosa,
Soprou agonia na alma que parte.

Das maledicências o vil gesto
Colhendo em ódio a vida majestosa
Do inimigo o furor, da arte; a guerra.
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Comentários (2)

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Zuleica
Zuleica
2019-08-10

Palavras que saem do coração

dionesbatista
dionesbatista
2018-11-25

Belos escritos. Adelante!