Lista de Poemas
Clarão da lua
Afável anjo adeja o domo celeste,
Devoluta ventana de fantasias,
Beijando o mar em venustidade,
Quando em seus abraços,
No preamar da noite,
Escreve na areia teus versos,
Evos imortais de poesia.
De tua paz ouve-se o canto,
Ecos vibrantes de amar veemente,
Suave bailar da criação em silêncio,
Terno afagar da luz de tua beleza.
Do teu éden de sonhos,
Adorna com cantigas o vento,
Abraçando as flores e o deserto,
Rios e vales,
Escutando as discretas emoções,
Dos corações singulares.
De lá sondas a pena,
Dos afoitos consortes,
Intrépidos covardes,
Em seus incógnitos plangores.
Devoluta ventana de fantasias,
Beijando o mar em venustidade,
Quando em seus abraços,
No preamar da noite,
Escreve na areia teus versos,
Evos imortais de poesia.
De tua paz ouve-se o canto,
Ecos vibrantes de amar veemente,
Suave bailar da criação em silêncio,
Terno afagar da luz de tua beleza.
Do teu éden de sonhos,
Adorna com cantigas o vento,
Abraçando as flores e o deserto,
Rios e vales,
Escutando as discretas emoções,
Dos corações singulares.
De lá sondas a pena,
Dos afoitos consortes,
Intrépidos covardes,
Em seus incógnitos plangores.
👁️ 423
Libido
Nos vestígios te procuro em algum espaço,
No crepúsculo brilhante donzela,
Estes cabelos,desejo em si escondidos,
Corpo reluzente entre névoas.
No improviso miro teus seios,
Estas curvas de um gosto selvagem,
Ao mesmo tempo tão doce,
Minha altivez flameja entre o delírio,
Bebendo o suor do teu fogo.
Perfeito anelo de ti me compreende,
Este fulgor revestido de versos,
Fonte de águas cristalinas,
A saciar minha sede em tuas veredas.
És minha sem sê-lo totalmente,
Neste insolente coração inflamado,
Aplainando sonhos,
Enquanto durar esta noite.
No crepúsculo brilhante donzela,
Estes cabelos,desejo em si escondidos,
Corpo reluzente entre névoas.
No improviso miro teus seios,
Estas curvas de um gosto selvagem,
Ao mesmo tempo tão doce,
Minha altivez flameja entre o delírio,
Bebendo o suor do teu fogo.
Perfeito anelo de ti me compreende,
Este fulgor revestido de versos,
Fonte de águas cristalinas,
A saciar minha sede em tuas veredas.
És minha sem sê-lo totalmente,
Neste insolente coração inflamado,
Aplainando sonhos,
Enquanto durar esta noite.
👁️ 609
Te permito
Em minhas instâncias,
Deixo que me leve,
Desejando onde me descobriste,
Total esmero do que sinto.
O teu querer é meu,
Na exata medida que me quiseres.
Sou lume que te agasalha,
Neste amor vibrante,
Cujos lábios me recolhe,
Suave atração a inundar-me.
O cintilar que de ti emana,
Finda a escuridão que me flagela,
Este raptar contínuo em suas nuances,
Quando tu não estás.
Deixo que me leve,
Desejando onde me descobriste,
Total esmero do que sinto.
O teu querer é meu,
Na exata medida que me quiseres.
Sou lume que te agasalha,
Neste amor vibrante,
Cujos lábios me recolhe,
Suave atração a inundar-me.
O cintilar que de ti emana,
Finda a escuridão que me flagela,
Este raptar contínuo em suas nuances,
Quando tu não estás.
👁️ 468
Doce Olhar
Sinto a beleza desta vida,
Da casinha de sapê onde amor,
Olhou para mim docemente,
Na simplicidade de um olhar.
Tudo era de uma alegria sem par,
Cuja alegria de um aperto de mão,
Fazia o coração voar na inocência.
Tudo era simples,
E até mesmo os passarinhos,
Não tinham medo de cantar,
O canto alegre das manhãs.
A comida farta do trabalho duro,
Cozida num fogão a lenha,
Feita com amor,
O melhor dos temperos.
Ao cair da noite,
Em volta de uma fogueira,
O velho pai cheio de sabedoria,
De mãos calejadas,
E pés descalços;
Contava causos e mais causos.
As estrelas brilhavam,
E nos faziam sonhar,
Com a fé mais pura.
As flores multicores,
Se misturavam ao céu,
No belo amanhecer,
Visto pela janela da casa de chão batido,
E o latido do cão,
Correndo pela casa cheio de alegria.
Ainda sinto o cheiro,
Da melhor comida do mundo,
Que o tempo levou,
Deixando na memória,
O jeito cândido de ver o mundo,
Debaixo da velha árvore,
Que tanto me ouviu.
Da casinha de sapê onde amor,
Olhou para mim docemente,
Na simplicidade de um olhar.
Tudo era de uma alegria sem par,
Cuja alegria de um aperto de mão,
Fazia o coração voar na inocência.
Tudo era simples,
E até mesmo os passarinhos,
Não tinham medo de cantar,
O canto alegre das manhãs.
A comida farta do trabalho duro,
Cozida num fogão a lenha,
Feita com amor,
O melhor dos temperos.
Ao cair da noite,
Em volta de uma fogueira,
O velho pai cheio de sabedoria,
De mãos calejadas,
E pés descalços;
Contava causos e mais causos.
As estrelas brilhavam,
E nos faziam sonhar,
Com a fé mais pura.
As flores multicores,
Se misturavam ao céu,
No belo amanhecer,
Visto pela janela da casa de chão batido,
E o latido do cão,
Correndo pela casa cheio de alegria.
Ainda sinto o cheiro,
Da melhor comida do mundo,
Que o tempo levou,
Deixando na memória,
O jeito cândido de ver o mundo,
Debaixo da velha árvore,
Que tanto me ouviu.
👁️ 391
Saudade
Se soubesses da minha dor,
viria apressado em longos passos,
A solidão é meu interior,
Que me consome em meu percalço.
Das horas o seu toque acolhedor,
O teu sorriso em meus braços,
Lábios sem desembaraço,
Desejando-me sem pudor.
De tanto gritar fico rouca,
Chamando teu nome em desejo,
Chorando sei que não está aqui.
Num rompante rasgo minha roupa,
Tua imagem no espelho vejo,
Fúria do corpo doida por ti.
viria apressado em longos passos,
A solidão é meu interior,
Que me consome em meu percalço.
Das horas o seu toque acolhedor,
O teu sorriso em meus braços,
Lábios sem desembaraço,
Desejando-me sem pudor.
De tanto gritar fico rouca,
Chamando teu nome em desejo,
Chorando sei que não está aqui.
Num rompante rasgo minha roupa,
Tua imagem no espelho vejo,
Fúria do corpo doida por ti.
👁️ 334
Carruagem
Indômito animal introvertido,
Nous compelido intempérico,
Consumado caos cadavérico;
Avilte desalinho tolhido.
Temida besta de ares decaído,
Aonde vais assim histérico?
Inflamado doudo quimérico,
Arrogante corcel transido.
Vai imponente a cavalgar,
A criatura exangue convindo
Fatídico fardo a arquejar.
Segue em rompante arfar,
Umbrático caminho infindo
Tal qual seu o seu ladrar.
Nous compelido intempérico,
Consumado caos cadavérico;
Avilte desalinho tolhido.
Temida besta de ares decaído,
Aonde vais assim histérico?
Inflamado doudo quimérico,
Arrogante corcel transido.
Vai imponente a cavalgar,
A criatura exangue convindo
Fatídico fardo a arquejar.
Segue em rompante arfar,
Umbrático caminho infindo
Tal qual seu o seu ladrar.
👁️ 448
Metamorfose
Ao passar dos anos,
Ame a sua vida,
Ame incondicionalmente,
Não queira compreender,
Apenas ame,
Assuma a direção,
Tema a Deus,
Se não crê nele,
Não importa,
Ele ama você,
Mesmo que o ignore;
Sonhe,
Lute por seus ideais,
Comprometa-se,
Arrisque-se,
Se tiver medo,
Ore sempre;
Sua vida,
Um presente,
Às exceções,
A reflexão,
O aprendizado,
Em cada canto,
Em cada ato,
Viver é uma graça,
Dádiva divina,
Lágrimas,
Amadurecimento,
Tantas coisas,
Tantas perguntas,
Respostas?
Dentro de você;
Em suas atitudes,
Suas concepções,
Certas?
Quem sabe!
Arriscadas?
Talvez!
O tempo,
Nosso amigo,
Nosso mestre,
Ao nascer,
Ao crescer,
Ao envelhecer,
Ao produzir frutos,
Sejam bons ou ruins;
Enfim,
A cada passagem,
Um recomeço,
Em direção ao fim.
Viva bem,
Nunca deixe de amar,
Afinal,
Afinal,
Só o amor,
É a resposta,
Ao incompreensível,
Do nosso olhar.
👁️ 539
Criação
O mundo se vestiu de cor,
Quando aqui chegou,
és uma obra que emanou,
Do humano ao divino amor.
Quando aqui chegou,
és uma obra que emanou,
Do humano ao divino amor.
👁️ 425
Metáfora
Em teu fogo me queimei no inverno,
Na esperança de refrescar em teu rio;
Águas suaves do amor, arrepio;
Agrado benfazejo sempre terno.
Em tais lisonjas sou subalterno,
Em suas peripécias horas a fio;
Não pensar em ti, um calafrio;
Do céu perder e ganhar o inferno.
Em seus abraços vou navegando;
Nas ondas a tocar o meu peito
Beijando teu ser que me adora.
Na esperança de refrescar em teu rio;
Águas suaves do amor, arrepio;
Agrado benfazejo sempre terno.
Em tais lisonjas sou subalterno,
Em suas peripécias horas a fio;
Não pensar em ti, um calafrio;
Do céu perder e ganhar o inferno.
Em seus abraços vou navegando;
Nas ondas a tocar o meu peito
Beijando teu ser que me adora.
👁️ 528
Espelho
Eis a imagem que contemplas,
Rastros do tempo em sua humanidade.
Sentimentos diversos,
Dispersos na voracidade do seu interior.
Os espinhos ferem os teus pés,
Nos caminhos seguros de sua liberdade.
Do invísivel em contrastes,
Desabrocha de si o intenso refletido da alma;
Forma profana da pura essência.
Em imperfeições revela-se o ser,
Vertendo prantos em sua desventura.
Entre formas inexatas os olhares vagueiam,
Buscando a veracidade de um detalhe;
Entalhe esculpido nas sendas da ignorância.
Do olhar minuncioso desperta a fera,
Silenciosamente na visão de um reflexo.
Rastros do tempo em sua humanidade.
Sentimentos diversos,
Dispersos na voracidade do seu interior.
Os espinhos ferem os teus pés,
Nos caminhos seguros de sua liberdade.
Do invísivel em contrastes,
Desabrocha de si o intenso refletido da alma;
Forma profana da pura essência.
Em imperfeições revela-se o ser,
Vertendo prantos em sua desventura.
Entre formas inexatas os olhares vagueiam,
Buscando a veracidade de um detalhe;
Entalhe esculpido nas sendas da ignorância.
Do olhar minuncioso desperta a fera,
Silenciosamente na visão de um reflexo.
👁️ 444
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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