Lista de Poemas
EMPÁFIA
Tu pìsas assim no eu que sinto
E o declaro a ti com desvelo
Mas prestes estás, eu precinto
Da dor de não mais o te-lo
As comendas que a ti eu dedico
Trata-as como plumas ao vento
Mas dardos serão em teus conflitos
Quando da solidão, no tormento
Carinho se paga é com um sorriso
Mesmo quando a paixão for nada
Mas mágoas sangram, viram chagas
Amores se vão em vento frio
Charme morre com a alvorada
Mas todos se vão ao fim da estrada
E o declaro a ti com desvelo
Mas prestes estás, eu precinto
Da dor de não mais o te-lo
As comendas que a ti eu dedico
Trata-as como plumas ao vento
Mas dardos serão em teus conflitos
Quando da solidão, no tormento
Carinho se paga é com um sorriso
Mesmo quando a paixão for nada
Mas mágoas sangram, viram chagas
Amores se vão em vento frio
Charme morre com a alvorada
Mas todos se vão ao fim da estrada
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O PORQUÊ DO PRESENTE
Eu te trouxe um presente em papel colorido
Com laços e flores - mistérios no ar
O presente é singelo, mas vou ter teu sorriso
E o mais doce encanto deste teu olhar
De novo um presente? Tu indagas o motivo
Explicar não preciso - quero só festejar
Mas pra mim sempre é festa, o eu tê-la comigo
Dá-me cores a vida e alegria sem par
Com laços e flores - mistérios no ar
O presente é singelo, mas vou ter teu sorriso
E o mais doce encanto deste teu olhar
De novo um presente? Tu indagas o motivo
Explicar não preciso - quero só festejar
Mas pra mim sempre é festa, o eu tê-la comigo
Dá-me cores a vida e alegria sem par
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A FORMIGUINHA
Cruzou uma formiga o meu caminho
E num reflexo tolo, desviei meu pisar
Assustei-me então, vendo-me assim em seu lugar
Quantas delas já não pisei indo ou vindo?
Se ela vive ou se morre, a quem importa?
Mudará por isso, o mundo a sua rota?
Quem contabiliza as que perderam o rumo?
Quem porventura estabeleceu suas metas?
Receberá críticas ou elogios por sua tarefa?
Alguém lamentará seus infortúnios?
Há por acaso um leito vazio à sua espera?
Sentirá alguém à noite, alguma falta dela?
Olhei pra o céu, e vi-me então uma formiga
Diante do mundo e do tempo, o que é a minha vida?
Pura presunção, mancha de nada em mão vazia
Pus-me de volta ao meu caminho, feliz da vida
Pois mesmo que esqueçam a mim os que eu prezo
Vela por mim, e me acalenta um Deus eterno
E num reflexo tolo, desviei meu pisar
Assustei-me então, vendo-me assim em seu lugar
Quantas delas já não pisei indo ou vindo?
Se ela vive ou se morre, a quem importa?
Mudará por isso, o mundo a sua rota?
Quem contabiliza as que perderam o rumo?
Quem porventura estabeleceu suas metas?
Receberá críticas ou elogios por sua tarefa?
Alguém lamentará seus infortúnios?
Há por acaso um leito vazio à sua espera?
Sentirá alguém à noite, alguma falta dela?
Olhei pra o céu, e vi-me então uma formiga
Diante do mundo e do tempo, o que é a minha vida?
Pura presunção, mancha de nada em mão vazia
Pus-me de volta ao meu caminho, feliz da vida
Pois mesmo que esqueçam a mim os que eu prezo
Vela por mim, e me acalenta um Deus eterno
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UTOPIA DE AMOR
Amar-te é dar asas aos meus sonhos
Intangíveis, surreais, inconseqüentes
Só uma regra a Morfeu, ali imponho:
Eu ao teu lado estar sempre presente
Sonho tão lindo colorido de ternura
Ao mundo em derredor, indiferente
Faz-me assim a mais feliz das criaturas
Imerso em seu amor, eternamente
Nesta doce vida, razão é algo irrelevante
Em nuvens de venturas e grandes planos
Da terra desconhecem os desenganos
Na loucura da utopia vivem os amantes
Inertes, num mundo aquém da realidade
Mas por certo, desfrutam ali, felicidade
Intangíveis, surreais, inconseqüentes
Só uma regra a Morfeu, ali imponho:
Eu ao teu lado estar sempre presente
Sonho tão lindo colorido de ternura
Ao mundo em derredor, indiferente
Faz-me assim a mais feliz das criaturas
Imerso em seu amor, eternamente
Nesta doce vida, razão é algo irrelevante
Em nuvens de venturas e grandes planos
Da terra desconhecem os desenganos
Na loucura da utopia vivem os amantes
Inertes, num mundo aquém da realidade
Mas por certo, desfrutam ali, felicidade
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CAMINHO DE PÉTALAS
Caminho de flores de amores perdidos
De sonhos e encantos que o tempo levou
Por ventos de mágoa, amores esquecidos
Outonos sombrios de frio e de dor
Caminho marcado em pétalas de desenganos
Pra que se pise e esqueça um amor que morreu
Venha, oh brisa da noite, da paixão, novo ânimo
Para que em outros olhos eu encontre os meus
De sonhos e encantos que o tempo levou
Por ventos de mágoa, amores esquecidos
Outonos sombrios de frio e de dor
Caminho marcado em pétalas de desenganos
Pra que se pise e esqueça um amor que morreu
Venha, oh brisa da noite, da paixão, novo ânimo
Para que em outros olhos eu encontre os meus
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Bálsamo Celeste
As vezes eu choro minhas tristezas mudas,
Que somente a minha alma sabe e conhece
Mas vem logo um sorriso a põe fim ao surto,
Pois de minhas lágrimas Deus ouviu a prece.
Não sei o porque do choro ou o do sorrir
Minha alma assim, mais leve se tornou
Espírito do divino, sempre a me assistir
Bálsamo de graça a me encher de amor
Que somente a minha alma sabe e conhece
Mas vem logo um sorriso a põe fim ao surto,
Pois de minhas lágrimas Deus ouviu a prece.
Não sei o porque do choro ou o do sorrir
Minha alma assim, mais leve se tornou
Espírito do divino, sempre a me assistir
Bálsamo de graça a me encher de amor
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POLICROMIA DO AMOR
Você é encanto, paraíso e fantasia
Cesta de flores, remanso e alegria
Surpresa de cores - policromia
Musa dos sonhos, fada e magia
Relva do campo, céu de brigadeiro
Música preferida, sonho encantado
Saudade nua, canção de marinheiro
Poema de amor, de carinho e afagos
Poesia mais linda, que declamo calado
Consola meu pranto, seu sorriso a meu lado
Faz de toda tristeza um borrão do passado
É meu sonho de amor e meu eterno fado
Cesta de flores, remanso e alegria
Surpresa de cores - policromia
Musa dos sonhos, fada e magia
Relva do campo, céu de brigadeiro
Música preferida, sonho encantado
Saudade nua, canção de marinheiro
Poema de amor, de carinho e afagos
Poesia mais linda, que declamo calado
Consola meu pranto, seu sorriso a meu lado
Faz de toda tristeza um borrão do passado
É meu sonho de amor e meu eterno fado
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ECLIPSE
Há em nós uma tristeza muda
Sem rosto, lembrança ou voz
Não de quem parte do mundo
Mas do mundo que parte de nós
Parte vazia a esperança
Desenganos a muitos nós
Morre o sorrir da criança
Ante a injustiça atroz
Por que prospera a maldade
O roubo, o engano e a dor?
E os discursos de civilidade
Manchados de sangue e horror?
É que sai um porco e entra outro
É um revezamento de engorda
Mas nenhum é esfolado no toco
Pra ser exemplo aos calhordas
Sem rosto, lembrança ou voz
Não de quem parte do mundo
Mas do mundo que parte de nós
Parte vazia a esperança
Desenganos a muitos nós
Morre o sorrir da criança
Ante a injustiça atroz
Por que prospera a maldade
O roubo, o engano e a dor?
E os discursos de civilidade
Manchados de sangue e horror?
É que sai um porco e entra outro
É um revezamento de engorda
Mas nenhum é esfolado no toco
Pra ser exemplo aos calhordas
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DEVANEIOS
Eu vi como num único instante os sonhos são desfeitos
Vi como é indomável a loucura e vazio todo o preceito
Vi ao se evaporar da paixão o quanto o amor ao ódio é sujeito
Vi quanto a vida é ilusão e como é dura a dor que arde ao peito
Entendi que o amor que perdura é seco, fugaz e mesquinho
Não se entrega e de si não esvazia, não divide jamais o seu ninho
Não busca a flor que desponta, não encara os das rosas os espinhos
Não chora os seus desenlaces, está sempre mui cônscio e sozinho
Loucura é a cegueira do encanto e falso o fervor da alegria
Amargo é o desencanto quando o peito de paixão se esvazia
O amor é prelúdio do pranto e facho louco de uma dor tardia
Coração é borrão do insucesso e nunca aprende com a dor
Noutros olhos suas juras esquece e se entrega de novo ao amor
Mãos que sagraram amargura hoje trazem um sorriso e uma flor
Vi como é indomável a loucura e vazio todo o preceito
Vi ao se evaporar da paixão o quanto o amor ao ódio é sujeito
Vi quanto a vida é ilusão e como é dura a dor que arde ao peito
Entendi que o amor que perdura é seco, fugaz e mesquinho
Não se entrega e de si não esvazia, não divide jamais o seu ninho
Não busca a flor que desponta, não encara os das rosas os espinhos
Não chora os seus desenlaces, está sempre mui cônscio e sozinho
Loucura é a cegueira do encanto e falso o fervor da alegria
Amargo é o desencanto quando o peito de paixão se esvazia
O amor é prelúdio do pranto e facho louco de uma dor tardia
Coração é borrão do insucesso e nunca aprende com a dor
Noutros olhos suas juras esquece e se entrega de novo ao amor
Mãos que sagraram amargura hoje trazem um sorriso e uma flor
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O PAI BANIDO
Julgado fora em todas suas falhas
Justificativas a elas nunca houve
Não há honra, mérito ou medalha
A quem aos filhos educar não soube
Nas minhas carências, quase sempre ausente
Os meus desejos, quase sempre renegados
Aos meus sonhos, questionava mui resistente
Como se eu fosse, um burro ou retardado
Cresci revolto, tratando como a nada
A quem a vida me impôs como tutor
E seus cuidados que tanto me enojou
Só quando em paixão mui desvairada
Tornei-me de uma criança o genitor
Eu soube quanto o velho a mim amou
Justificativas a elas nunca houve
Não há honra, mérito ou medalha
A quem aos filhos educar não soube
Nas minhas carências, quase sempre ausente
Os meus desejos, quase sempre renegados
Aos meus sonhos, questionava mui resistente
Como se eu fosse, um burro ou retardado
Cresci revolto, tratando como a nada
A quem a vida me impôs como tutor
E seus cuidados que tanto me enojou
Só quando em paixão mui desvairada
Tornei-me de uma criança o genitor
Eu soube quanto o velho a mim amou
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Comentários (2)
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2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
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