ECLIPSE

Há em nós uma tristeza muda
Sem rosto, lembrança ou voz
Não de quem parte do mundo
Mas do mundo que parte de nós

Parte vazia a esperança
Desenganos a muitos nós
Morre o sorrir da criança
Ante a injustiça atroz

Por que prospera a maldade
O roubo, o engano e a dor?
E os discursos de civilidade
Manchados de sangue e horror?

É que sai um porco e entra outro
É um revezamento de engorda
Mas nenhum é esfolado no toco
Pra ser exemplo aos calhordas
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