Lista de Poemas
A ERA DA TPM
Podem as pedras alçarem voo? Inconcebível; pelo menos até a invenção do motor de combustão interna e da engenhosidade de Santos Dumont. A ciência faz as coisas intangíveis parecer naturais. É aí que entra a TPM -Tablete de Proteínas Multiplicadas. A carne agora já esta sendo multiplicada em laboratórios, logo mais isto ocorrerá nas fabricas, como o macarrão e os biscoitos. Já está igual ao iogurte, tendo a célula matriz e o meio adequado de cultura, as células se multiplicarão infinitamente. Teremos tabletes de picanha, contra filé e outros sabores exóticos que tratarão de inventar, cruzando células animais de diferentes espécies.
As crianças de hoje comem chocolates, hamburgueres e biscoitos,mas não conhecem a fruta chamada cacau, nunca viram um chester e nem sabem como é uma plantação de trigo. Assim seremos todos nós daqui uns dias, não teremos mais vacas, galinhas ou plantas. todo o alimento será apenas fruto de células tronco, convenientemente modificadas e reproduzidas. Pior ainda, matrizes nas mãos de algumas poucas multinacionais do alimento.
Os índios americanos já diziam: " não coma nada do que você não tenha a semente para não se tornar escravo daquilo que você não pode reproduzir". Nos tempos da minha avó as pessoas eram mais humanas e mais aptas a sobrevivência. hoje, na época em que as pedras alçam voo, viramos máquinas e nosso combustível é a tecnologia. Somos cada vez mais psico-dependentes da energia elétrica, dos satélites e da internet. É comum uma repartição pública não funcionar porque "a internet tá fora do ar". Se a Itaipu for desarticulada, por qualquer motivo, o Brasil se acaba em fome e caos urbano.
Há hoje uma desumanização. Nos ensinam a viver independentes dos outros seres vivos e do ambiente. Assim, passamos a menosprezar a natureza e a dar menos valor a vida humana.
👁️ 449
FACEBURRO
Bloqueias-me sempre e não dizes o porque
Se te pergunto o motivo, te recusas a dizer
Sugeres-me amigos, mas para eu não convidar
Se tentado o faço, tu vens a me bloquear
Que loucuras pretendes neste teu proceder?
Se alguém me pergunta, não posso eu responder?
Se não permites respostas, não me passe a questão
Assuma lá a sua culpa, não a imputes a mim não.
O teu feed notícias é pura excrescência
É baixaria, intrusão, fofoca e indecência
Pra quem quer se expor, ofereças a opção
Mas não ponhas na lama a todo cidadão
Por que não posso impedir de mostrar o que faço?
Te pedi para expor-me no que curto ou despacho?
Por acaso tu sabes o que é discrição?
Ou aí nesta casa não se usa a razão?
Ofereces-me muito em bloquear o que vejo
Mas omitir minha vida é que é meu desejo
Por que tanto insistes em me expor na avenida?
Já não chega o Obana a vasculhar minha vida?
Se te pergunto o motivo, te recusas a dizer
Sugeres-me amigos, mas para eu não convidar
Se tentado o faço, tu vens a me bloquear
Que loucuras pretendes neste teu proceder?
Se alguém me pergunta, não posso eu responder?
Se não permites respostas, não me passe a questão
Assuma lá a sua culpa, não a imputes a mim não.
O teu feed notícias é pura excrescência
É baixaria, intrusão, fofoca e indecência
Pra quem quer se expor, ofereças a opção
Mas não ponhas na lama a todo cidadão
Por que não posso impedir de mostrar o que faço?
Te pedi para expor-me no que curto ou despacho?
Por acaso tu sabes o que é discrição?
Ou aí nesta casa não se usa a razão?
Ofereces-me muito em bloquear o que vejo
Mas omitir minha vida é que é meu desejo
Por que tanto insistes em me expor na avenida?
Já não chega o Obana a vasculhar minha vida?
👁️ 487
SEU PRANTO
Eu daria meu ombro para o seu choro
E docemente, secaria as suas lágrimas
Num terno abraço, afagaria seu pranto
Até que nossos corações pulsassem juntos
Não sei se assim amenizaria a sua dor
Mas me juntaria a ela em um só coração
E, quem sabe, se na pureza do meu carinho
não encontrarias, por fim, o seu consolo?
E docemente, secaria as suas lágrimas
Num terno abraço, afagaria seu pranto
Até que nossos corações pulsassem juntos
Não sei se assim amenizaria a sua dor
Mas me juntaria a ela em um só coração
E, quem sabe, se na pureza do meu carinho
não encontrarias, por fim, o seu consolo?
👁️ 448
ACORDES DO AMOR
O amor não nasce na volúpia; Aí nasce a paixão, mas esta rapidamente se sacia e morre como o apetite ante um prato de angu.
0s dardos do desejo tiram o sono, mas o amor repousa é nos braços do afeto verdadeiro.
O amor não sobrevive das formas sinuosas de um corpo; As estações mudan e o outono exige muito mais que cobertores.
O amor desponta na rosas, mas mostra sua consistência no enfrentar de espinhos.
O amor tem a leveza das aves, mas se estabelece na marcha firme e intrépida do jabuti.
O amor tem poesias e cantos, mas na solidariedade é que afina as suas cordas.
0s dardos do desejo tiram o sono, mas o amor repousa é nos braços do afeto verdadeiro.
O amor não sobrevive das formas sinuosas de um corpo; As estações mudan e o outono exige muito mais que cobertores.
O amor desponta na rosas, mas mostra sua consistência no enfrentar de espinhos.
O amor tem a leveza das aves, mas se estabelece na marcha firme e intrépida do jabuti.
O amor tem poesias e cantos, mas na solidariedade é que afina as suas cordas.
👁️ 425
RECÂMARAS DA ALMA
Nas recâmaras dos meus pensamentos
Em lembranças profundas imerso
Busco os versos perdidos no tempo
Não o tempo perdido nos versos
Lá nas dores passadas da vida
Onde feridas ardentes sagraram
Há lições em tigelas cingidas
Que na aspereza do tempo calaram
Esta flor na saudade desponta
No jardim dos que sonham com a vida
As angústias e tristezas desmonta
faz da dor uma página esquecida.
Em lembranças profundas imerso
Busco os versos perdidos no tempo
Não o tempo perdido nos versos
Lá nas dores passadas da vida
Onde feridas ardentes sagraram
Há lições em tigelas cingidas
Que na aspereza do tempo calaram
Esta flor na saudade desponta
No jardim dos que sonham com a vida
As angústias e tristezas desmonta
faz da dor uma página esquecida.
👁️ 433
REVIRADA
Jogue suas mágoas no correr das águas
E não mais revivas as dores esquecidas
Abandone o pranto por um doce canto
Troque seus clamores por novos amores
Dê um bom presente pro amigo ausente
Troque fã-clube e amizade por fé e verdade
Se te julgarem louco, você diga: é pouco
E sorria infante como nunca dantes
Para que sejas feliz como sempre quis
E não mais revivas as dores esquecidas
Abandone o pranto por um doce canto
Troque seus clamores por novos amores
Dê um bom presente pro amigo ausente
Troque fã-clube e amizade por fé e verdade
Se te julgarem louco, você diga: é pouco
E sorria infante como nunca dantes
Para que sejas feliz como sempre quis
👁️ 467
MÃOS DADAS
Quando a graça de um sorriso for dividida sem traumas
Quando a confiança for plena e a liberdade sem ressalvas
Quando a expectativa for livre e em sonhos compartilhada
Quando respeito e privacidade forem cláusulas petrificadas
Quando a história for passado e não gavetas vasculhadas
Quando no insucesso unidos e não repartidos em mágoas
Quando a alegria do outro for acolhida com louros e salvas
Quando toda a beleza encontrada, já sem o outro for nada
Aí sim, a minha alma e a sua poderão andar de mãos dadas
Quando a confiança for plena e a liberdade sem ressalvas
Quando a expectativa for livre e em sonhos compartilhada
Quando respeito e privacidade forem cláusulas petrificadas
Quando a história for passado e não gavetas vasculhadas
Quando no insucesso unidos e não repartidos em mágoas
Quando a alegria do outro for acolhida com louros e salvas
Quando toda a beleza encontrada, já sem o outro for nada
Aí sim, a minha alma e a sua poderão andar de mãos dadas
👁️ 456
O DESACORÇOAR
Uma hora chega, em que o dia finda
A tarde sucumbe, o labor termina
Sobre o olhar do dia, o crepúsculo desce
O respirar profundo, já não busca alento
Já não traça metas, já não conta o tempo
Vai-se aos cobertores, já não há mais prece
Nada mais na vida, desperta um sorriso
Não importa o teto ou se é limpo o piso
Nem se um filho casa ou se o neto cresce
É triste a penumbra e o calar do canto
Da desesperança, o esticar do manto
Frente ao fim da linha, a vida emudece
A tarde sucumbe, o labor termina
Sobre o olhar do dia, o crepúsculo desce
O respirar profundo, já não busca alento
Já não traça metas, já não conta o tempo
Vai-se aos cobertores, já não há mais prece
Nada mais na vida, desperta um sorriso
Não importa o teto ou se é limpo o piso
Nem se um filho casa ou se o neto cresce
É triste a penumbra e o calar do canto
Da desesperança, o esticar do manto
Frente ao fim da linha, a vida emudece
👁️ 428
PARAÍSO PERDIDO
Quebrada fora a minh'alma em secreto
Moída e pisada pelo teu desdenhar
Fadada ao desterro por ignóbil decreto
O jardim de teus olhos, não mais contemplar
Quão triste é a sina do amor renegado
Jogado ao monturo da tristeza e da dor
Resseca em saudades do tempo sagrado
Que do mel dos teus lábios feliz desfrutou
Vigília insensata é o velar do amante
Sofre a ânsia e a espera do que sabe não vir
Moribundo sucumbe no aguardar do instante
Em que a luz dos teus olhos o faça sorrir
Moída e pisada pelo teu desdenhar
Fadada ao desterro por ignóbil decreto
O jardim de teus olhos, não mais contemplar
Quão triste é a sina do amor renegado
Jogado ao monturo da tristeza e da dor
Resseca em saudades do tempo sagrado
Que do mel dos teus lábios feliz desfrutou
Vigília insensata é o velar do amante
Sofre a ânsia e a espera do que sabe não vir
Moribundo sucumbe no aguardar do instante
Em que a luz dos teus olhos o faça sorrir
👁️ 417
MINHA PANDORA
Ligada a mim por tênue fio
Livre pandora que adorna o céu
Que voltes a mim, meu desafio
Só por amor, não por papel
Não nas juras ou nas promessas
Prendes-te a mim por teu querer
Enfeita o céu e adornas as festas
Mas é meu amor que escolhes ter
Se o vento falha tu perdes as forças
Manhosa se faz no teu compasso
Não se assusta com a corda frouxa
Tens sempre a fé nos meus abraços
Flutuas livre em teus desejos
Cortas o vento com teu rebolar
De meu ciúme, nenhum lampejo
Longe de mim, eu a ti censurar
Sabes quão doce é minha ternura
Sempre presto e feliz em te atender
Nos desencontros, nas desventuras
E nas alegrias do nosso viver
Mas se por acaso, a linha tu quebres
E longe de mim tu queiras estar
Feliz tu eras, não há quem negue
Mas nunca mais penses em voltar
Livre pandora que adorna o céu
Que voltes a mim, meu desafio
Só por amor, não por papel
Não nas juras ou nas promessas
Prendes-te a mim por teu querer
Enfeita o céu e adornas as festas
Mas é meu amor que escolhes ter
Se o vento falha tu perdes as forças
Manhosa se faz no teu compasso
Não se assusta com a corda frouxa
Tens sempre a fé nos meus abraços
Flutuas livre em teus desejos
Cortas o vento com teu rebolar
De meu ciúme, nenhum lampejo
Longe de mim, eu a ti censurar
Sabes quão doce é minha ternura
Sempre presto e feliz em te atender
Nos desencontros, nas desventuras
E nas alegrias do nosso viver
Mas se por acaso, a linha tu quebres
E longe de mim tu queiras estar
Feliz tu eras, não há quem negue
Mas nunca mais penses em voltar
👁️ 395
Comentários (2)
Iniciar sessão
ToPostComment
2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Português
English
Español