Lista de Poemas
PARAÍSO FERIDO
De carrmesim, você tingiu o meu paraíso
Manchou de dor o que era belo ao meu olhar
Daltônico de amor, a ver um mundo impreciso
Tateio as cegas, sem o amor mais contemplar
Quando a dor nos cobre os olhos, tudo é mágoa
Só de tristeza são todas as nuvens no arrebol
O sangue mancha o lindo azul das puras águas
E até as plantas sangram em flor na luz do sol
Manchou de dor o que era belo ao meu olhar
Daltônico de amor, a ver um mundo impreciso
Tateio as cegas, sem o amor mais contemplar
Quando a dor nos cobre os olhos, tudo é mágoa
Só de tristeza são todas as nuvens no arrebol
O sangue mancha o lindo azul das puras águas
E até as plantas sangram em flor na luz do sol
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MUSA DO SOL
Vejo a ti como flor, como luz e como sol
Doce magia a encantar o entardecer
Pétalas de sonho adornando o girassol
E a razão maior de atrasar o anoitecer
Por ti o sol retarda sua descida no horizonte
E a noite enciumada o empurra abaixo em vão
Seus raios descarados fitam-na atrás do monte
Buscam de ti, musa linda, mais uma última visão
Assim a noite passa acelerada
O sol em desvairo contorna a terra a correr
Quer logo fazer chegar a alvorada
Para de novo te encontrar no amanhecer
Doce magia a encantar o entardecer
Pétalas de sonho adornando o girassol
E a razão maior de atrasar o anoitecer
Por ti o sol retarda sua descida no horizonte
E a noite enciumada o empurra abaixo em vão
Seus raios descarados fitam-na atrás do monte
Buscam de ti, musa linda, mais uma última visão
Assim a noite passa acelerada
O sol em desvairo contorna a terra a correr
Quer logo fazer chegar a alvorada
Para de novo te encontrar no amanhecer
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MULHER PORCELANA
Mulher de face mui linda e tão fina tez
Que fascina e adoça este meu contemplar
Teu olhar quase oculto, não é timidez
É magia e mistério, a me fazer delirar
Os lindos traços que adornam teu rosto
São uma linda miragem sob o meu olhar
Para outras mulheres, inveja e desgosto
E de homens discretos, o embasbacar
Tua face tão linda é tal qual porcelana
No seu brilho, pureza e tão suave cor
Até das mentes mais puras o afago reclama
Provoca os tropeços, a gagueira e o rubor
Quando doce é mirar-te em tanta beleza
Neste doce sorriso e em teu jeito de ser
Apagas amarguras, amenizas as tristezas
Trazes aos moribundos, uma razão pra viver
Que fascina e adoça este meu contemplar
Teu olhar quase oculto, não é timidez
É magia e mistério, a me fazer delirar
Os lindos traços que adornam teu rosto
São uma linda miragem sob o meu olhar
Para outras mulheres, inveja e desgosto
E de homens discretos, o embasbacar
Tua face tão linda é tal qual porcelana
No seu brilho, pureza e tão suave cor
Até das mentes mais puras o afago reclama
Provoca os tropeços, a gagueira e o rubor
Quando doce é mirar-te em tanta beleza
Neste doce sorriso e em teu jeito de ser
Apagas amarguras, amenizas as tristezas
Trazes aos moribundos, uma razão pra viver
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QUANDO PARTE UM IRMÃO
Quando parte um irmão, destes a quem fomos unidos pelo coração, resta-nos a certeza de que ele sempre soube o quanto o amamos e que fizemos jus às oportunidades de honrá-lo com o nosso amor. Todavia, vale aqui registrar que este nos deu aulas de como amar a Deus de coração, não só com palavras, mas com a sua própria vida. Para mim ele será sempre um exemplo de humildade, de abnegação e de doação a causa divina. Amou sempre muito mais a obra de Deus do que a si mesmo, viveu mais modestamente que todos os que lhe serviam. Mas por certo está sendo recebido nos céus por aquele que se doou na cruz por todos nós. Sentirei muitas saudades, mas não lamentarei a sua partida. Ele sempre nos disse ser um peregrino rumo a terra prometida. Vai em paz meu amado pr. Sóstenes Apolos da Silva!
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A FUGA
Fugirei para longe dos teus olhos onde o teu desprezo não mais me alcance. Entrarei no vagão do desdém rumo à terra do esquecimento, onde por certo a saudade não habita. Levo pouca coisa, apenas uma mala de rancores que por certo se desfará pelo caminho. Espero que o trem não demore, não quero que me vejas partir, pois por certo mais uma vez eu não resistirei o teu sorriso e todos os meus propósitos se desfarão na ventura avassaladora do teu beijo.
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Doce Amargura
Paixões são como sonhos, alguns se realizaram e outros vivem apenas na nossa imaginação. Muitas nunca as provamos, mas todas deixaram na boca aquele salivar amargo de quem se preparou para comer uma fruta ácida. E esta doce amargura nos acompanha e nos excita ao pensar em como teria sido saborear aquela fruta, mas há muito já se foi perdida no tempo ou consumida em outros manjares.
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NOVA ESTAÇÃO
Vou buscar as flores da prima vera
Inverno frio, já era.
Verão
Ou tomo rumo ou me atropela
Seu fruto podre, em queda.
Verão
Ventos uivantes, quebram-se os galhos
Juras eternas, viram frangalhos.
Verão
Sol irradia, queima e escalpela
Pele queimada, despela.
Verão
Folhas despencam, renascem as flores
Novos sonhos, novos amores.
Verão
Inverno frio, já era.
Verão
Ou tomo rumo ou me atropela
Seu fruto podre, em queda.
Verão
Ventos uivantes, quebram-se os galhos
Juras eternas, viram frangalhos.
Verão
Sol irradia, queima e escalpela
Pele queimada, despela.
Verão
Folhas despencam, renascem as flores
Novos sonhos, novos amores.
Verão
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NA TUA LUZ
Na tua luz, Senhor, sereno eu andarei
Mesmo quando a noite escura esteja
E nada mais o meu olhar desvende além
Ao Teu louvor com toda alma eu cantarei
Mesmo quando minha voz travada esteja
E o pranto oculto em mim, reinar também
Se trevas me cercarem no caminho
E minha alma se achar envolta em dor
A Tua luz qual fino véu me cobrirá
E quando meu caminhar aqui for findo
E à glória lá do céu chamado eu for
Eterna luz minh' alma então alcançará
Mesmo quando a noite escura esteja
E nada mais o meu olhar desvende além
Ao Teu louvor com toda alma eu cantarei
Mesmo quando minha voz travada esteja
E o pranto oculto em mim, reinar também
Se trevas me cercarem no caminho
E minha alma se achar envolta em dor
A Tua luz qual fino véu me cobrirá
E quando meu caminhar aqui for findo
E à glória lá do céu chamado eu for
Eterna luz minh' alma então alcançará
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FLOR DO CERRADO
Vermelha flor do cerrado
Que adornas com maestria
O coração ressecado
Da minha terra em estia
És despontar de esperanças
Em terra triste que abrasa
És o nascer de uma criança
Na mais estéril das casas
Surges assim majestosa
Sobre o reinar da poeira
A nossa alegria renovas
Surge da chuva a bandeira
Tal qual minh'alma transposta
Em outras terras tu cresces
Botões de saudades brotam
Mas rosa de amor não floresce
Caliandra, flor da ternura
Princesa de minha terra
De meu coração desventuras
Na cor e pureza encerras
Que adornas com maestria
O coração ressecado
Da minha terra em estia
És despontar de esperanças
Em terra triste que abrasa
És o nascer de uma criança
Na mais estéril das casas
Surges assim majestosa
Sobre o reinar da poeira
A nossa alegria renovas
Surge da chuva a bandeira
Tal qual minh'alma transposta
Em outras terras tu cresces
Botões de saudades brotam
Mas rosa de amor não floresce
Caliandra, flor da ternura
Princesa de minha terra
De meu coração desventuras
Na cor e pureza encerras
👁️ 482
SEU AMOR NU
- Já viu o seu amor despido?
Nu de orgulho, chorando contigo?
- Já viu o seu amor sonhando?
Ele se projeta sozinho ou está te levando?
- Já viu o seu amor intercedendo por alguém?
Se ele só lembra de si, lembrará de você também?
- Já viu o seu amor na oração?
Vê fé em suas palavras ou pura simulação?
- Já viu o seu amor falando da carreira?
Ele faz o que fala, ou só conversa asneiras?
- Já viu o seu amor malhando?
Trabalhando sol a sol e de noite estudando?
- Já viu o quanto seu amor é paciente?
Cuidando dos avós ou dos pais doentes?
- Ou seu amor só se despe das roupas?
Um confete de enganos a seduzir uma louca?
Nu de orgulho, chorando contigo?
- Já viu o seu amor sonhando?
Ele se projeta sozinho ou está te levando?
- Já viu o seu amor intercedendo por alguém?
Se ele só lembra de si, lembrará de você também?
- Já viu o seu amor na oração?
Vê fé em suas palavras ou pura simulação?
- Já viu o seu amor falando da carreira?
Ele faz o que fala, ou só conversa asneiras?
- Já viu o seu amor malhando?
Trabalhando sol a sol e de noite estudando?
- Já viu o quanto seu amor é paciente?
Cuidando dos avós ou dos pais doentes?
- Ou seu amor só se despe das roupas?
Um confete de enganos a seduzir uma louca?
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Comentários (2)
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2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
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