Lista de Poemas
Tietê
Um rio cheio de lágrimas
que se escorre solitário
rumo ao sertão,
cheio de solidão.
Um rio que...
lentamente vai,
vai para bem longe do mar,
um rio que não aprendemos a amar.
Lá no fundo é um rio que respira,
tentando entender toda esta ira.
E reciclando todo descaso,
todo cinismo,
todo pecado.
se mantém escuro,
solitário,
pesado.
Salve! Meu rio tietê!
Um rio que todo mundo vê,
fingindo não entender.
👁️ 159
Mãe
Ainda continua como uma menina.
Digo no bom sentido!
Ainda tem a delicadeza de escolher um belo vestido,
ainda tem um olhar revestido de amor.
Ainda cuida de nós como se cuida de uma flor.
Tem um sentido incalculável,
uma amizade verdadeira,
Mulher amável,
mulher guerreira.
Pena que o calendário te reserva só um dia!
Na real... Dia de mãe é todo dia.
Os pássaros cantam para você!
Você consegue perceber?
Assim como eu estou aqui para te dizer...
Com nobre licença,
e com verdadeira essência...
“Hoje compreendo a sua experiência”.
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Amando ela
Não a beijei
Simplesmente me gozei!
Apenas porque dancei.
Amei,
Sonhei,
Voei,
“namorei”
Dois para lá,
dois para cá.
Dentro do compasso!
O poeta
A deusa
Coladinhos no espaço...
👁️ 237
Partida
Quando partimos
chegamos em algum lugar.
Quando chegamos em algum lugar,
ficamos na memória,
das pessoas que aprenderam a amar.
Nossa jangada tem a proteção de Yemanjá,
Nossa deusa!
Nossa rainha do mar.
E entre as águas de meu Deus,
olho para o céu,
vejo meu eu...
E cântico também para os teus.
Sou pescador,
guiado pelo senhor...
E mesmo com muita dor,
tenho que partir de meu amor.
👁️ 172
Sem sentido
Estudamos com tudo,
no fim ganhamos um canudo.
Trabalhamos,
buscamos melhorar o mundo!
No fim das contas perdemos tudo.
Perdemos o direito,
perdemos o respeito,
perdemos até a moral!
E comemoramos tudo no carnaval.
Continuamos pelejando
e por fim alcançamos o natal.
👁️ 138
O Samba de Bumbo
Damas Negras
com um belo coração branco de paz,
a parte escura que eles viveram
ganhou um basta e ficou para traz.
Lindas dançavam sem regras,
numa dança que eu também me entreguei.
Suei, mais foi um suor de alegria,
um suor de um homem que se sentiu sambador.
No Samba tinha Maria Ester;
No Samba tinha os mestres do Samba.
O Samba que carregava a minha, a sua, a nossa história.
O Samba é nosso, não deixe de sambar!
Viva o Samba de Bumbo.
👁️ 279
Um dia
Um dia chega,
um dia passa,
um dia vai,
um dia volta.
Um dia de muita revolta,
um dia de muita guerra,
“que gera lucro quase todo dia!”
Enriquecendo somente a burguesia.
E na boêmia
de mais um dia.
O riso vai ser por conta da euforia
Que será o acaso de mais um dia.
👁️ 173
A vida
A vida é simplesmente a vida,
porém, várias interpretações
o tempo todo, estão sendo impostas na vida.
Há aqueles que veem com clareza,
há falantes que não entendem onde está sua beleza.
Há também, mórbidos cansados de ouvir...
A sutil cantoria dos pássaros,
que, em cada compasso, criam ritmo
e a orquestra se faz por si só.
A vida é simplesmente a vida.
Bom! E quando se trata da vida,
sentimos o quanto somos delicados,
nos policiamos, vemos que somos abusados.
Viver é simples.
Agora entendo como é difícil ser simples,
corremos,
rastejamos,
clamamos!
Nos endeusamos...
Será que vivemos?!
Ou nos escondemos?
👁️ 243
Feudalismo moderno
A tradição ainda prevalece,
o patrão mando,
o empregado obedece.
A terra tem dono!
Se quiser trabalhar,
metade do seu salário
vai ter que pagar.
A não ser que queira mudar,
saber se organizar
e então protestar;
não vandalizar.
Abra o olho!
Não seja mais um piolho.
Porque o tempo passa
e o povo só se rebaixa.
👁️ 260
Gente
Tem muita gente.
Gente contente...
Gente descontente.
Gente abstrata,
gente matraca,
gente cansada,
gente tarada.
Tem gente de mais,
tem gente até lá atrás.
Tem gente como a gente,
tem gente que odeia ser gente.
MEU Deus...
Tem gente.
👁️ 208
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Romildo de Souza Silva “nasci em Pontes e Lacerda – MT no ano de 1991, mas me mudei para Santana de Parnaíba-SP com menos de um ano de idade. Sou novo poeta Brasileiro e trago em meus poemas uma expressão literária, não muito culta, mas uma linguagem popular, a qual vivenciei tanto nos ambientes periféricos, quanto nos ambientes centralizados”.
A energia poética começou a circular em minha vida desde muito cedo. “Sempre enfeitava as palavras para trazer um tom mais agradável e diferente daquele robusto e grosseiro do qual vivenciei”. Mas como não tinha muita prática de escrita, na maioria das vezes meus poemas ficavam soltos para o universo.
Em 2010, quando estava terminando o ensino médio, na escola Prof. Ruth de Azevedo Silva Rodrigues, em Santana de Parnaíba – SP, passei a ter mais propriedade com o poema, tanto na parte escrita, quanto na parte declamada.
Em 2011, comecei a fazer aulas de teatro no instituto SU-FRUTOVERDEUS, cheguei a participar de várias peças tea-trais, sendo que uma delas ficou muito popular pela região. A peça “UM MORRO E DUAS CIDADES NUM PLANETA ENFERMO”, do meu conceituado professor e diretor Weber Carvalho, o Teixeira.
Então passei a atuar no instituto, com a realização de teatro nas escolas, tapete literário nas praças e em eventos artísticos. Isto é, levávamos os livros até as pessoas para que elas criassem gosto pela leitura. Com isso comecei a participar de saraus, pelos quais eu me apaixonei. “O sarau sem dúvida é a parte inicial para que qualquer artista que está se descobrindo, possa se encontrar, usando todas as ferramentas que atuam no sub-consciente de seu interior”.
Em 2013, me retirei do instituto SUFRUTOVERDEUS, para seguir com a “COMPANHIA MOVIMENTO DE DRA-MATURGIA RURAL”, um grupo de educadores que começou a desenvolver a construção de suas próprias histórias e trazer o conceito de que cada um é capaz de produzir algo com grande poder de transformação. Nisso passei a dar aulas de teatro. Tive o maior prazer de montar a peça “QUE CHEIRO É ESSE SENHORES? ” Questionando o público, o porquê do rio TIETÊ ter um cheiro que nos mata aos poucos. E na apresentação tinha apenas atores mirins, sendo a maioria deles, os meus ir-mãozinhos.
E no decorrer desse estágio artístico que tive o maior prazer de fazer parte, sensibilizei-me mais pela poesia, tanto na percepção, quanto na materialização do pensamento poético. Foi então que publiquei meu primeiro livro “PENSAMENTOS EM POEMA”, um trabalho que me deu base para continuar aprendendo. E agora chego no segundo livro “POESIAS” com sentimento de muita compaixão comigo mesmo e com o mundo.
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