Lista de Poemas
Estrela cadente
Ao solitário mundo do poeta,
ela chegou.
Ocupou o lugar privilegiado
e fez o momento ficar todo iluminado.
Em seu olhar, tinha um toque sagrado.
por onde olhava,
meu eu te acompanhava.
e, de forma discreta... Te namorava.
Num piscar de olhos, ela se vai.
Mas... Como estrela cadente,
ela fica em nossa mente.
E eu, como bom sonhador,
espero ela voltar,
para o meu pedido se realizar.
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Trabalhadores
Números, números, números.
Sem alma, sem vida, números!
Prisioneiros, carrascos monótonos.
Assalariados perdidos no tempo.
Tempo planejado sem erro, sem piedade.
Números humanos,
números domados.
Homens números!
Números homens,
uma mistura só; coisa da cidade.
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Sobre peido
Um peida daqui,
outro peida dali.
Em momento algum
deixamos de peidar.
Às vezes peidamos equivocados,
soltamos o aprisionado
e ficamos calados.
Nos calamos também
com o peido alheio,
olha que tem peido alheio o dia inteiro.
Ninguém assume seu peido,
ninguém assume sua mão amarela,
mas comemos da mesma panela.
Se peido fosse informação,
estaria tudo fedido...
E nessa grande peidação,
soltar um peidão,
pode causar mais odor na informação.
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O futuro
O futuro é como a utopia,
serve para que continuamos caminhando,
nos putrificando dia a dia.
Construindo memórias,
fazendo parte das falsas histórias,
definindo o que é certo,
mesmo com opinião incerta.
“Certo é ver a lua...
Correr loucamente na rua,
falar com as estrelas,
navegar, dormir e poder recitar no luar”.
“Acordar na aurora,
ensinar as crianças,
reanimar a esperança.
Acreditando no presente,
na poesia consciente,
no sol que ainda brilha”.
“Em Alepo não tem mais sol,
não tem mais futuro,
apenas corpos duros”.
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Manhã de Domingo
A neblina cai na mais suave brisa.
Na manhã lenta de um Domingo de cinza;
Onde o pássaro beija a flor...
Trazendo a sensação de um dia de amor.
Também tem o canto do galo,
o coçar do cachorro,
o espreguiçar do gato
e a preguiça do insensato.
O único dia para se viver;
o dia do churrasco,
o dia da música perfeita,
o dia do jogo...
Enfim, o dia de tudo.
O dia sem maquiagem,
o dia que não precisa acabar,
mas de repente acaba!
Bate o desespero,
a agonia,
a revolta.
Amanhã é segunda,
dia que o trabalho te prende
e só no outro Domingo... te solta.
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Romildo de Souza Silva “nasci em Pontes e Lacerda – MT no ano de 1991, mas me mudei para Santana de Parnaíba-SP com menos de um ano de idade. Sou novo poeta Brasileiro e trago em meus poemas uma expressão literária, não muito culta, mas uma linguagem popular, a qual vivenciei tanto nos ambientes periféricos, quanto nos ambientes centralizados”.
A energia poética começou a circular em minha vida desde muito cedo. “Sempre enfeitava as palavras para trazer um tom mais agradável e diferente daquele robusto e grosseiro do qual vivenciei”. Mas como não tinha muita prática de escrita, na maioria das vezes meus poemas ficavam soltos para o universo.
Em 2010, quando estava terminando o ensino médio, na escola Prof. Ruth de Azevedo Silva Rodrigues, em Santana de Parnaíba – SP, passei a ter mais propriedade com o poema, tanto na parte escrita, quanto na parte declamada.
Em 2011, comecei a fazer aulas de teatro no instituto SU-FRUTOVERDEUS, cheguei a participar de várias peças tea-trais, sendo que uma delas ficou muito popular pela região. A peça “UM MORRO E DUAS CIDADES NUM PLANETA ENFERMO”, do meu conceituado professor e diretor Weber Carvalho, o Teixeira.
Então passei a atuar no instituto, com a realização de teatro nas escolas, tapete literário nas praças e em eventos artísticos. Isto é, levávamos os livros até as pessoas para que elas criassem gosto pela leitura. Com isso comecei a participar de saraus, pelos quais eu me apaixonei. “O sarau sem dúvida é a parte inicial para que qualquer artista que está se descobrindo, possa se encontrar, usando todas as ferramentas que atuam no sub-consciente de seu interior”.
Em 2013, me retirei do instituto SUFRUTOVERDEUS, para seguir com a “COMPANHIA MOVIMENTO DE DRA-MATURGIA RURAL”, um grupo de educadores que começou a desenvolver a construção de suas próprias histórias e trazer o conceito de que cada um é capaz de produzir algo com grande poder de transformação. Nisso passei a dar aulas de teatro. Tive o maior prazer de montar a peça “QUE CHEIRO É ESSE SENHORES? ” Questionando o público, o porquê do rio TIETÊ ter um cheiro que nos mata aos poucos. E na apresentação tinha apenas atores mirins, sendo a maioria deles, os meus ir-mãozinhos.
E no decorrer desse estágio artístico que tive o maior prazer de fazer parte, sensibilizei-me mais pela poesia, tanto na percepção, quanto na materialização do pensamento poético. Foi então que publiquei meu primeiro livro “PENSAMENTOS EM POEMA”, um trabalho que me deu base para continuar aprendendo. E agora chego no segundo livro “POESIAS” com sentimento de muita compaixão comigo mesmo e com o mundo.
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