Lista de Poemas
Transe romântico
Esta morte que me acompanha,
me deixa ser um jovem cheio de manha.
Egocêntrico!
Herói da subjetividade.
Porém... perdido na turbulenta sociedade.
Meu amor foi alcançado,
mas continuo com o coração desesperado,
em plena decadência,
de minha própria sobrevivência.
Mas que tubulação mental
é viver sendo racional.
Clamando!
Endeusando!
E ficando mais uma vez em segundo plano.
A culpa é dos deuses?
Ou dos burgueses?
Também pode ser minha,
que não me dei conta da vida em fantasia
e me tornei uma metáfora, transbordando poesia.
👁️ 146
Gente
Tem muita gente.
Gente contente...
Gente descontente.
Gente abstrata,
gente matraca,
gente cansada,
gente tarada.
Tem gente de mais,
tem gente até lá atrás.
Tem gente como a gente,
tem gente que odeia ser gente.
MEU Deus...
Tem gente.
👁️ 209
Paulo Freire
Sentia sede,
sede de informação.
Paulo Freire me deu educação.
Me fez integrar nessa nação.
Das mãos dos opressores me libertou,
libertou meu avô; que trabalhou porque muito apanhou.
Paulo Freire nos tirou do serviço monopolizado,
da terra de animais capitalistas,
aonde a classe da lavoura não era vista.
Paulo Freire não se esqueceu de nós,
não se esqueceu dos que estavam vindo.
“Paulo Freire”
um ser simples como nós!
Que usou a força interior,
a qual Deus proporcionou.
Aquele que se posicionou,
identificou-se com seu povo,
que quebrou todas as barreiras e falou:
“Está na hora de educar para transformar”.
Viva Paulo Freire...
👁️ 152
Um dia
Um dia chega,
um dia passa,
um dia vai,
um dia volta.
Um dia de muita revolta,
um dia de muita guerra,
“que gera lucro quase todo dia!”
Enriquecendo somente a burguesia.
E na boêmia
de mais um dia.
O riso vai ser por conta da euforia
Que será o acaso de mais um dia.
👁️ 174
Prof. de artes
Desde criança sabia
que um dia,
uma prof.ª de artes,
eu beijaria.
Beijaria de uma forma tão doce,
tocando levemente em seu pescoço,
revivendo todo meu EU.
Ou seu eu, em mim.
Minha própria poesia.
“A prof.ª artes
tinha pureza e poesia”.
Regalia, regalia...
no último dia
nasceu essa poesia.
👁️ 171
Sereias
BANHADAS PELAS sagradas águas
Do mar.
MORADIA De Yemanjá.
Em seu canto.
Maravilhas,
Poesias.
Coisas que poeta gosta de observar,
Sereias do mar...
A poesia mora nesse sagrado lar.
Por uma irei me apaixonar.
Mas se quiser voar...
PODE VOAR.
O poeta faz parte do céu.
O poeta faz parte do mar.
Ele é filho do Divino,
ele é filho de Yemanjá.
👁️ 158
Sem sentido
Estudamos com tudo,
no fim ganhamos um canudo.
Trabalhamos,
buscamos melhorar o mundo!
No fim das contas perdemos tudo.
Perdemos o direito,
perdemos o respeito,
perdemos até a moral!
E comemoramos tudo no carnaval.
Continuamos pelejando
e por fim alcançamos o natal.
👁️ 139
Borboleta
Borboleta que voa,
que bate asas,
que faz redemoinho.
Que saúda a gente,
com amor
e com carinho.
O tempo todo te olho,
te admiro,
te namoro.
Menina bonita...
Borboleta dos meus olhos.
👁️ 227
Demarcação já
Índio indigente!
Ha! Dá um tempo minha gente.
Sou um povo ancestral,
guerreiro, inteligente.
Da nossa terra sabemos cuidar.
Salve Xingu!
Salve Mãe terra!
Viva o povo tupinambá.
“Opressão nenhuma vai nos derrubar”.
Minha terra vou demarcar.
Europeu invadiu.
Agora quer nos exterminar.
Assim não dá.
Essa versão da história não vai nos derrubar.
Nossa pré-história sabemos contar.
Nossa cultura não tem ruptura.
Vamos derrubar esta ditadura.
Índio vive, índio morre.
Mas nossa terra ninguém vai tomar.
Demarcação já.
👁️ 226
Jovem de toca
O jovem que caminha de toca não é marginal.
É guerreiro, poeta, educador social.
Está à disposição da garotada viciada;
Na televisão, na propaganda enganosa,
na descabeçada de fio dental, que sabe apenas rebolar.
O jovem que caminha de toca sabe bem o que diz,
mas infelizmente está sendo rebaixado pelo juiz.
Que sem perceber é mais um manipulado,
por cobaias que circulam fardados.
O jovem que caminha de toca sabe a hora de usar a boca,
não fica dando toca, pra mesquinho infeliz.
Sabe a hora de chegar, sabe a hora de sair.
Por isso está sempre em todo lugar,
se apropriando das ideias, para poder dialogar.
O jovem que caminha de toca está sempre consciente,
conhece a necessidade de sua gente.
Pelos mais fracos ele briga de frente,
sabe a hora de bater, ele se prepara, para não correr.
O jovem que caminha de toca....
Bom o jovem que caminha de toca é filho da cidadania,
está sempre em harmonia
e precisa de sua companhia.
👁️ 243
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Romildo de Souza Silva “nasci em Pontes e Lacerda – MT no ano de 1991, mas me mudei para Santana de Parnaíba-SP com menos de um ano de idade. Sou novo poeta Brasileiro e trago em meus poemas uma expressão literária, não muito culta, mas uma linguagem popular, a qual vivenciei tanto nos ambientes periféricos, quanto nos ambientes centralizados”.
A energia poética começou a circular em minha vida desde muito cedo. “Sempre enfeitava as palavras para trazer um tom mais agradável e diferente daquele robusto e grosseiro do qual vivenciei”. Mas como não tinha muita prática de escrita, na maioria das vezes meus poemas ficavam soltos para o universo.
Em 2010, quando estava terminando o ensino médio, na escola Prof. Ruth de Azevedo Silva Rodrigues, em Santana de Parnaíba – SP, passei a ter mais propriedade com o poema, tanto na parte escrita, quanto na parte declamada.
Em 2011, comecei a fazer aulas de teatro no instituto SU-FRUTOVERDEUS, cheguei a participar de várias peças tea-trais, sendo que uma delas ficou muito popular pela região. A peça “UM MORRO E DUAS CIDADES NUM PLANETA ENFERMO”, do meu conceituado professor e diretor Weber Carvalho, o Teixeira.
Então passei a atuar no instituto, com a realização de teatro nas escolas, tapete literário nas praças e em eventos artísticos. Isto é, levávamos os livros até as pessoas para que elas criassem gosto pela leitura. Com isso comecei a participar de saraus, pelos quais eu me apaixonei. “O sarau sem dúvida é a parte inicial para que qualquer artista que está se descobrindo, possa se encontrar, usando todas as ferramentas que atuam no sub-consciente de seu interior”.
Em 2013, me retirei do instituto SUFRUTOVERDEUS, para seguir com a “COMPANHIA MOVIMENTO DE DRA-MATURGIA RURAL”, um grupo de educadores que começou a desenvolver a construção de suas próprias histórias e trazer o conceito de que cada um é capaz de produzir algo com grande poder de transformação. Nisso passei a dar aulas de teatro. Tive o maior prazer de montar a peça “QUE CHEIRO É ESSE SENHORES? ” Questionando o público, o porquê do rio TIETÊ ter um cheiro que nos mata aos poucos. E na apresentação tinha apenas atores mirins, sendo a maioria deles, os meus ir-mãozinhos.
E no decorrer desse estágio artístico que tive o maior prazer de fazer parte, sensibilizei-me mais pela poesia, tanto na percepção, quanto na materialização do pensamento poético. Foi então que publiquei meu primeiro livro “PENSAMENTOS EM POEMA”, um trabalho que me deu base para continuar aprendendo. E agora chego no segundo livro “POESIAS” com sentimento de muita compaixão comigo mesmo e com o mundo.
Português
English
Español