Lista de Poemas
Amor
O amor está no ar...
É um passarinho,
gosta de voar,
gosta de carinho.
Ele canta,
recita,
gosta da bela escrita;
homem nenhum... imita.
Ele é frágil fisicamente,
mas, se garante com o poder
de sua mente...
E conquista toda gente.
Ele é a própria poesia.
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Brasil negro
Minha pele é negra,
meu coração é metralhado.
Minhas vestes, eles dizem que chocam,
tentando me deixar sem chão.
Corro todo dia,
sem ao menos uma companhia.
Choro lágrimas estranhas,
enquanto o opressor se assanha.
Meu povo virou caça
ou objeto sem valor,
nessa terra escassa.
Aumentando mais e mais a minha dor.
Brasil negro e guerreiro...
Não deixem a metrópole
revestir nosso corpo,
com nosso sangue vermelho.
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Humanismo que aflora
Eis me aqui,
um cidadão racional,
otimista e social.
Com fé no criador!
Sem cair na lábia do impostor.
Um ser de muitas ações,
de uma identidade única!
Que aqui está para dialogar,
com outras personalidades...
Que estão aqui para se transformar.
“O que ardia no interior,
agora sai sem pudor.
É visto pelo carrasco,
que até então...
Só conhecia a dor”.
A dor imposta pelo impostor,
um cego traidor.
Que por um milênio!
Conseguiu enganar o homem
e mantê-lo pequeno.
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No cruzeiro
Só tinha sangue guerreiro,
herdeiros por inteiros,
guardiões da boa arte.
Cheguei, colei.
“Senti até parte,
também sou filho da arte”.
Cada um com seu estilo,
em várias cores de pensamentos;
que pensam próximo do que penso.
Um verdadeiro “bucetê”,
que a família tradicional não quer ver.
Um mundo de pura harmonia;
uma morada de muitas poesias.
👁️ 191
Tempo sem fim
Preso num tempo,
num tempo tempestuoso.
Sem abrigo,
sem amigo,
sem amor.
Um tempo de muita dor.
Não tendo social,
somente discriminação racial;
Brancos contra Negros
Negros subordinados por poucos brancos.
Tipo cadeia alimentar,
sem dialogar,
sem saber se construir,
sem se socializar.
Que tempo é esse?
Tempo sem fim.
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A vida
A vida é simplesmente a vida,
porém, várias interpretações
o tempo todo, estão sendo impostas na vida.
Há aqueles que veem com clareza,
há falantes que não entendem onde está sua beleza.
Há também, mórbidos cansados de ouvir...
A sutil cantoria dos pássaros,
que, em cada compasso, criam ritmo
e a orquestra se faz por si só.
A vida é simplesmente a vida.
Bom! E quando se trata da vida,
sentimos o quanto somos delicados,
nos policiamos, vemos que somos abusados.
Viver é simples.
Agora entendo como é difícil ser simples,
corremos,
rastejamos,
clamamos!
Nos endeusamos...
Será que vivemos?!
Ou nos escondemos?
👁️ 243
Aos amigos
“Fora Temer” não é simplesmente gritar.
É saber se colocar,
ser honesto no trânsito brasileiro,
fazer um protesto, não ser arruaceiro.
“Fora Temer” é saber muito bem em quem vai votar,
nunca se deixar manipular.
Enfraquecer o ibope da mídia golpista,
deixar de fingir que apoia o artista.
“Fora Temer” é lutar por um Brasil brasileiro,
dar a mão para o seu companheiro,
e deixar de ser mais um Temer.
“Fora Temer” é não temer na hora de resolver,
se apropriar do saber,
saber ser político.
“Fora Temer...”
Não somos mais paleolíticos.
👁️ 223
Protesto
Acorda minha gente,
o governo está foda e valente.
Nossa memória está se apagando,
a política está fascista;
jogando bomba de gás,
espancando artista.
Vamos acabar!
“Com este governo golpistas.”
machistas,
racistas.
fascistas.
Trabalhamos depois caducamos!
E fingimos que nos educamos.
A memória popular está morrendo.
O que fazemos?
Viramos as costas e saímos correndo.
Enquanto isso...
O governo está nos fodendo.
Estamos vivendo,
ou retrocedendo?
👁️ 134
Os ursos de ternos
Os ursos de ternos acordaram,
pegaram seus automóveis
e saíram para as ruas da cidade,
atrás de uma nova caçada.
Vão engolindo pequenas migalhas pelos caminhos,
e dando um abraço apertado.
Pois é, querem um bom alimento,
para hibernarem por mais um tempo...
Tome cuidado para não ser devorado,
ou ser manipulado,
“por essa força maior”.
Por esse abraço apertado.
👁️ 162
Num sábado qualquer de abril
Os carros passam,
as pessoas passam,
os pássaros dormem,
as crianças dormem,
os minutos passam.
“A vida passa”.
O poeta fica e acompanha a solidão,
junto do frio e do gélido coração.
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Romildo de Souza Silva “nasci em Pontes e Lacerda – MT no ano de 1991, mas me mudei para Santana de Parnaíba-SP com menos de um ano de idade. Sou novo poeta Brasileiro e trago em meus poemas uma expressão literária, não muito culta, mas uma linguagem popular, a qual vivenciei tanto nos ambientes periféricos, quanto nos ambientes centralizados”.
A energia poética começou a circular em minha vida desde muito cedo. “Sempre enfeitava as palavras para trazer um tom mais agradável e diferente daquele robusto e grosseiro do qual vivenciei”. Mas como não tinha muita prática de escrita, na maioria das vezes meus poemas ficavam soltos para o universo.
Em 2010, quando estava terminando o ensino médio, na escola Prof. Ruth de Azevedo Silva Rodrigues, em Santana de Parnaíba – SP, passei a ter mais propriedade com o poema, tanto na parte escrita, quanto na parte declamada.
Em 2011, comecei a fazer aulas de teatro no instituto SU-FRUTOVERDEUS, cheguei a participar de várias peças tea-trais, sendo que uma delas ficou muito popular pela região. A peça “UM MORRO E DUAS CIDADES NUM PLANETA ENFERMO”, do meu conceituado professor e diretor Weber Carvalho, o Teixeira.
Então passei a atuar no instituto, com a realização de teatro nas escolas, tapete literário nas praças e em eventos artísticos. Isto é, levávamos os livros até as pessoas para que elas criassem gosto pela leitura. Com isso comecei a participar de saraus, pelos quais eu me apaixonei. “O sarau sem dúvida é a parte inicial para que qualquer artista que está se descobrindo, possa se encontrar, usando todas as ferramentas que atuam no sub-consciente de seu interior”.
Em 2013, me retirei do instituto SUFRUTOVERDEUS, para seguir com a “COMPANHIA MOVIMENTO DE DRA-MATURGIA RURAL”, um grupo de educadores que começou a desenvolver a construção de suas próprias histórias e trazer o conceito de que cada um é capaz de produzir algo com grande poder de transformação. Nisso passei a dar aulas de teatro. Tive o maior prazer de montar a peça “QUE CHEIRO É ESSE SENHORES? ” Questionando o público, o porquê do rio TIETÊ ter um cheiro que nos mata aos poucos. E na apresentação tinha apenas atores mirins, sendo a maioria deles, os meus ir-mãozinhos.
E no decorrer desse estágio artístico que tive o maior prazer de fazer parte, sensibilizei-me mais pela poesia, tanto na percepção, quanto na materialização do pensamento poético. Foi então que publiquei meu primeiro livro “PENSAMENTOS EM POEMA”, um trabalho que me deu base para continuar aprendendo. E agora chego no segundo livro “POESIAS” com sentimento de muita compaixão comigo mesmo e com o mundo.
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