Minhas mãos


Minhas mãos queimam,
meu mundo queima,
meu suor fede,
minhas palavras tão pouco se evocam manifesto.

Desse mundo quero meu silêncio...
Das plantas quero o perfume,
das crianças quero o sorriso,
dos rios quero a água fluente,
da nossa gente, fico descontente.

Minhas mãos queimam,
minha pátria se divide,
meus companheiros se dividem.

Do amanhã nada duvido,
“o mundo está todo corrompido”.
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