Lista de Poemas
🔴 Vicky Vanilla, o satanista camarada
Candidatos do PT (Partido dos Trabalhadores) já prometeram “fazer o diabo” para ganhar as eleições. A conta chegou. A conta veio, inconvenientemente, próxima do segundo turno da eleição presidencial. O Cramulhão surgiu numa figura andrógina, parecido com um vocalista de banda de tecno-brega baiana. Exercendo um satanismo tão ameaçador quanto feitiço “Wicca” de bruxinha de faculdade, o bruxo Vicky Vanilla é engraçado. A maior desmoralização para alguém que se apresenta como um enviado do Capeta é causar gargalhadas. E é essa a reação gerada pelo esforçado satanista de penteadeira.
O ocultista “gourmet”, “Vic Vaporub”, recita palavras macabras com uma doçura desconcertante. Nosso bravo herói roga suas pragas como o meigo bruxinho Harry Potter espalharia suas travessuras com a varinha mágica.
Apesar de invocar forças ocultas, após a primeira manifestação do Mal o “Vic Varicela” tornar-se-á cristão. Eu imagino a cena: depois de proferir palavras satânicas, “Vic Vigarista” lambe um potinho de Danoninho. É isso aí, as Forças do Mal, com a tecnologia, são invocadas no escuro do quarto.
A maior ameaça ao equilíbrio das forças são as “tatoo fails” (tatuagens falhadas) na face do garoto. A tiete de Aleister Crowley, no auge da rebeldia existencial, viu, gostou e comprou numa livraria de rodoviária um manual com as 10 lições do satanismo para iniciantes.
Pois bem, o adorador de butique do Coisa-ruim é — não imaginaria outra coisa — petista. Lógico, tentando conquistar o eleitor cristão, o PT recusou o apoio. Concordo com ambos: Vicky Vanilla, o demônio de trem-fantasma, é coerente quando monta seu pacote de maldades incluindo o PT; o PT está correto quando desconfia que o vídeo é bolsonarista. Um desastre na forma e no conteúdo, o vídeo, certamente, favorece o candidato que não mereceu a “ajuda” do pequeno mago.
Com menos poderes que um mágico de shopping center, “Vicky Gasparzinho” decepcionou-se com o PT. Ainda há tempo para Vicky ser avisado de que foi longe demais. Pacto com o Lula!
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🔴 Rodrigo Pacheco, o Covarde
O adjetivo substantivado histórico não é à toa. Com postura e discurso pretensamente de líder, o presidente do Congresso só está lá para se evitar um mal maior e, a princípio, estava alinhado com o chefe do Executivo. Engano.
O senador, que foi eleito para evitar a volta de Dilma Rousseff, chegou a cogitar sua candidatura à Presidência da República. O Covarde só chegou a esse nível de megalomania porque a velha imprensa lhe estende o microfone.
Ele é conhecido como covarde porque, logo no início, desativou suas redes sociais para não ser cobrado de um megapedido de “impeachment” de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Após esse, outros pedidos para cessar o ativismo judicial do Supremo. No entanto, apesar de protocolados e bem embasados, Rodrigo Pacheco empilhou e engavetou os pedidos. O mineiro é, também, um advogado altamente interessado nas decisões que vêm do STF. Apenas isso já inibe qualquer movimento e “algema” suas mãos. O “rabo preso” também impede que o senador exerça sua função como presidente do Senado. O sistema de freios e contrapesos (Teoria da Separação dois Poderes) foi interrompido.
Pacheco, caiu em seus braços uma oportunidade que hipertrofiaria sua vaidade; no entanto, ele preferiu utilizar um alto cargo da República para agir como um despachante malandro. Assim, conseguiu apenas apelidos desairosos usando o sobrenome Pacheco no diminutivo e aumentativo. Ele, literalmente, advoga em causa própria.
A robusta tropa de conservadores eleitos para a Senado, chega com a proposta de frear o ativismo judicial e suas arbitrariedades. Isto põe medo no STF. Se a bancada bolsonarista não se revelar traidora (isto custa muito caro), os ministros do Supremo, ironicamente, começarão a temer a lei.
O presidente do Congresso, que se comparava a Juscelino Kubitschek, poderia ser um bom presidente do Senado, já que a tarefa era fácil, pois sucedeu o pusilânime Davi Alcolumbre. No entanto, ele aceitou o atropelo do ativismo judicial.
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🔴 A sacrossanta urna eletrônica
Desde que começaram a utilizar as urnas eletrônicas, observadores de vários países democráticos vieram testemunhar a novidade. Impossível não recordar como era rudimentar a cédula, que permitia rasuras e pequenas fraudes. Mais que isso, como na porta de banheiro de restaurante de beira de estrada, as cédulas de papel permitiam que se escrevessem bobagens ou que se votassem em quaisquer figuras. Animais eram eleitos, e políticos manifestamente xingados.
Comparado o voto em papel com a urna eletrônica, dava até um certo orgulho. Quando vinham observadores estrangeiros, como do Japão, eu tinha a impressão de que havíamos, enfim, ingressado no Primeiro Mundo. Nada mais enganoso. Há 26 anos, países muito mais desenvolvidos não adotaram nossa incrível maquininha. Excetuando-se Butão e Bangladesh, a tecnologia está a serviço do que parece democracia. Como o Imposto de Renda, a apuração funciona que é uma beleza!
Este ano, as comitivas internacionais estão..., digamos, observando nossas eleições. Fora balançar a cabeça afirmativamente e falar (em Português) “Bom, muito bom”, os turistas internacionais comerão, durmirão e conhecerão as maravilhas do Brasil “na faixa”.
A atriz Maria Flor exaltou as urnas eletrônicas de maneira, diferentemente da santificação habitual, sexual. A abordagem é inédita e muito estranha. Tão estranha e surpreendente, que a exaltação das urnas por Maria Flor merece um dedicado estudo neurológico ou a catalogação como uma, até então, nova modalidade de parafilia. A abordagem erótica, embora aparentemente seja o apogeu da democracia, assusta.
A votação em cédulas está para a urna eletrônica, como o batedor de carteira está para o “hacker”. Aquele é a fraude no varejo, este é a fraude no atacado.
O sistema eleitoral poucas vezes levantou tantas suspeitas. Repito: dava até um certo orgulho. Contudo, o desespero dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a resistência e as providencias para não aumentar a transparência das urnas sim, despertou a desconfiança.
Na escola onde eu estudava, o sistema de escrutínio do Líder de Classe era muito rudimentar, embora mais confiável.
Comparado o voto em papel com a urna eletrônica, dava até um certo orgulho. Quando vinham observadores estrangeiros, como do Japão, eu tinha a impressão de que havíamos, enfim, ingressado no Primeiro Mundo. Nada mais enganoso. Há 26 anos, países muito mais desenvolvidos não adotaram nossa incrível maquininha. Excetuando-se Butão e Bangladesh, a tecnologia está a serviço do que parece democracia. Como o Imposto de Renda, a apuração funciona que é uma beleza!
Este ano, as comitivas internacionais estão..., digamos, observando nossas eleições. Fora balançar a cabeça afirmativamente e falar (em Português) “Bom, muito bom”, os turistas internacionais comerão, durmirão e conhecerão as maravilhas do Brasil “na faixa”.
A atriz Maria Flor exaltou as urnas eletrônicas de maneira, diferentemente da santificação habitual, sexual. A abordagem é inédita e muito estranha. Tão estranha e surpreendente, que a exaltação das urnas por Maria Flor merece um dedicado estudo neurológico ou a catalogação como uma, até então, nova modalidade de parafilia. A abordagem erótica, embora aparentemente seja o apogeu da democracia, assusta.
A votação em cédulas está para a urna eletrônica, como o batedor de carteira está para o “hacker”. Aquele é a fraude no varejo, este é a fraude no atacado.
O sistema eleitoral poucas vezes levantou tantas suspeitas. Repito: dava até um certo orgulho. Contudo, o desespero dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a resistência e as providencias para não aumentar a transparência das urnas sim, despertou a desconfiança.
Na escola onde eu estudava, o sistema de escrutínio do Líder de Classe era muito rudimentar, embora mais confiável.
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🔴 Vendem-se pesquisas
DataFolha e outros institutos de pesquisas começaram as campanhas desacreditados. Já não se confiava pelo histórico; viraram motivo de chacota pela insistência em negar a realidade. Sempre “errando” para o mesmo lado, o comércio de preferências, de tanto se enganar foi questionado quanto ao método, local de amostragem, quantidade de entrevistados ou idoneidade.
Mais eficaz, embora nada científica, é a impressão popular — algo mais confiável, como a sensação térmica ou a sensação de segurança. É a realidade espanando a frieza dos números. Foram promovidos a termômetros da corrida eleitoral o Datapovo e o Datafeira. Lugares como a fila do supermercado, a barraca de frutas e o boca a boca ridicularizaram, mais uma vez, o militante DataFolha. Insistindo com o argumento de que a pesquisa é um “retrato do momento”, os institutos revelar-se uma fraude ou, utilizando o eufemismo, enganaram-se.
As pesquisas estimularam um arrogante, porém falso, discurso vitorioso; do outro lado a confiança no DataPovo era tão grande, que a disputa seria liquidada no primeiro turno. Definitivamente, o DataPovo é mais confiável. Melhor, é o único confiável. O Ibope já desistiu: errou tanto, que caiu em descrédito e mudou o nome. A vontade de sumir da praça foi tanta, que o comerciante de pesquisas mudou um nome que tinha virado sinônimo de pesquisa.
As “lojinhas de porcentagem” (expressão dada por Augusto Nunes) já eram desacreditadas desde o primeiro “retrato do momento”, tanto que se esperava a corroboração da desconfiança com a totalização dos votos. Tanto que, paralelamente às eleições, houve uma confirmação da inutilidade e uso eleitoreiro dos institutos. Inclusive, eu tinha tanta certeza da precariedade da descrição da realidade, que escrevi este texto antes da apuração, domingo, dia 2 de outubro.
Esses resultados são divulgados com bastante seriedade pelos órgãos de comunicação. É clara a manipulação do pleito. Os vendedores de pesquisas perderam feio, entretanto, como uma mosca chata e insistente, ressurgem. Com outro nome, mas ressurgem. No segundo turno, ressurgirão.
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🔴 Posicionamento polÍtico, desde que...
Casagrande: “Jogador tem relevância social importante, por isso tem que se posicionar politicamente”. Só que quando Felipe Melo se posicionou, ele não gostou; quando Raí se posicionou, ele gostou; quando Neymar se posicionou, ele odiou... o Neymar. É, é essa a democracia do Casào.
Neymar, Rivaldo, Renato Gaúcho, Gustavo Lima etc, etc, etc. O curioso é que a maioria dos apoiadores do Capitão assumiram uma postura contestadora. Sabendo que a patrulha é vigilante e cruel, quem assume o lado político controverso, já o faz em tom de provocação. A coragem demonstrada é própria de quem sabe que a metralhadora giratória da ofensa será disparada. Parentes, amigos e colegas de profissão passarão a tratá-lo como inimigo. Desconhecidos descarregarão toda a raiva no ‘Twitter’. Nessa, quem inocentemente declarou voto em Bolsonaro passa a ser nazista, fascista, misógino, homofóbico, racista etc. Se o bolsonarista for negro, será tachado de “capitão do mato”. Se não aderir à patota, após à pressão, será cancelado.
Os adeptos do “Vira-voto” apelaram para um vídeo constrangedor, mas perigoso nas suas palavras e intenções. Não tenho a menor simpatia por Ciro Gomes, entretanto, fiquei com dó do “coroné dono de Sobral/CE” quando fizeram uma campanha para transferirem os poucos votos que ele suou para conquistar. Para os “Artistas”, o motoboy trazendo a pizza quentinha é mais importante que a transposição do Rio São Francisco. A agenda oculta do Partido dos Trabalhadores (PT) é, lógico, muito mais nefasta que as ameaças porcamente disfarçadas de propostas. Querem que você eleja Lula, entretanto, se der ruim, os “Artistas” apenas dizem “foi mal” e vão morar em Paris.
É péssimo negócio para cantores, posicionar-se politicamente. A Anitta, que lutava por uma carreira internacional, cedeu às pressões para apoiar uma candidatura extremamente imoral. Conclusão: relegou-se a uma cantora de nicho. Agora, é mais capaz que ela continue fazendo shows restritos à comunidade brasileira pelo mundo e continue impulsionando artificialmente seus números no ‘Spotify’.
Quem lacra não lucra.
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🔴 Os surfistinhas
O que Dayane Pimentel, Joyce Hasselmann, Alexandre Frota, os “Irmãos Weintraub e Soraya Thronicke têm em comum? Todos surfaram na onda bolsonarista de 2018, o sucesso subiu à cabeça, desgarraram do Capitão, aderiram ao “antibolsonarismo psicótico” (expressão de Ana Paula Henkel), se candidataram, porém não se elegeram.
Supostamente, por não serem contemplados numa esperada distribuição de cargos, passaram a exercer uma oposição raivosa, ou seja, o “antibolsonarismo psicótico”. Alguns, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota acreditaram, inocentemente, no próprio capital político e não no herdado de Bolsonaro. Se deslumbraram com as festas de Brasília e, com alguns tapinhas nas costas, achavam que poderiam confiar em alguém, articulavam alianças e estavam costurando ótimos acordos. Foram enganados.
Soraya Thronicke não fugiu do “script”, achou que chegou ao Senado por forças próprias e bastava fazer cara de má para galgar cargos maiores. O engano se materializou em forma de “memes”
Os “Irmãos Weintraub” (Abraham e Arthur) quebraram a cara. O ex-ministro Abraham, esquecendo-se que Jair indicaria o candidato ao governo de São Paulo (e não o contrário), “queimou a largada”. Não deu outra: foi infectado pelo “antibolsonarismo psicótico” e arrastou seu fiel escudeiro, seu irmão Arthur.
Sérgio Moro viu a desconstrução política dos ex-bolsonaristas e voltou pro barco do Capitão. O antigo ministro da Justiça pesou na balança, lembrou-se dos tempos de herói da “Lava Jato”, comparou com os dias de traidor e pária, voltou para os braços do povo. Foi eleito senador e resgatou o “lavajatismo”.
Absolutamente, todos surfaram na “onda Bolsonaro”. Como declarar-se “de direita” era incipiente, bastava fazer o “símbolo da arminha”, dizer umas três palavras gatilho, como Deus, pátria e família e abominar o aborto, que estaria praticamente eleito. Neste embalo vieram todos estes citados aqui, e até desconhecidos como Dayane Pimentel.
É muito provável que o fenômeno ocorra novamente, pois choveram pessoas sem o menor perfil bolsonarista, mas que rezaram a cartilha do conservadorismo. Outro detalhe, esses neoconservadores sabem que se traírem o Capitão a marcação será implacável e o futuro político, inexistente.
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🔴 Um tapinha não dói
Lula parece ter um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para chamar de seu. Tapinhas na cara, é com essa intimidade que Lula cumprimenta quem só aceita ser chamado de Vossa Excelência. Somente meu cachorro aceitaria tão bovinamente ser tratado assim sem revidar. O cão, mesmo com o gesto humilhante, ainda aplicaria algumas lambidas no meu rosto; o magistrado não se rebaixou nesse nível, mas entendeu o gesto como uma demonstração de poder e tranquilizou Lula: “Tá tudo em casa, tá tudo em casa...”.
Com decisões prejudiciais ao principal adversário do petista, o ministro Benedito Gonçalves aceitou a ostentação de intimidade, demonstrando, assim, o grau de subserviência. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
O TSE, com a decisão do ministro de estimação do Lula, proibiu Jair Bolsonaro de usar as imagens do Sete de Setembro. O presidente também não pode utilizar imagens suas no discurso da ONU (Organização das Nações Unidas), entre brasileiros em Londres, entre populares em Nova York... Para evitar a propagação dos flagras de popularidade e apoio explícito, que contradizem “pesquisas” encomendadas, seria mais eficaz proibir a veiculação de imagens do próprio Bolsonaro. Os tapinhas íntimos revelam que valeu o esforço de Benedito Gonçalves. Este faz um bom serviço, agradando aquele. Está tudo bem encaminhado.
O Tribunal agiu mediante provocação da oposição do candidato à reeleição. Essas ações são uma clara movimentação para sabotar a candidatura de um forte concorrente. O que ajuda para a aceitação das decisões e confirmação, é que se a oposição se apressa para esconder essas imagens, significa que são excelentes. E agora já é tarde, pois as imagens são de conhecimento público. É o “Streisand effect” (quando a proibição gera a curiosidade, causando o efeito contrário).
O STF (Superior Tribunal Federal) tem um famoso advogado que frequenta a Corte de bermuda; agora, o TSE cultiva seu candidato próprio. A volta da democracia está encaminhada, de qualquer jeito.
O ministro teve que tolerar apenas alguns tapinhas mafiosos, entretanto, esse gesto representa um tapa na cara da sociedade. Todos são iguais perante a lei; uns são mais iguais que outros.
Mas será o Benedito!
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🔴 Não seja leviano, candidato!
Ninguém senta no sofá esperando ouvir as propostas dos candidatos. Debate programático é um desastre: chuva de picanha, zerar o SPC... Sabendo que os políticos apenas repetem o que os marqueteiros ensaiam, o público espera duelos verbais. Desde que não haja ofensa familiar, alguém gaguejando ou sem resposta define um debate.
Paulo Maluf, Leonel Brizola, Jânio Quadros, Franco Montoro, Orestes Quércia etc. Embates históricos, nos quais prevalecia a inteligência, mesmo com a intenção de destruir o adversário. Apesar de ficar óbvio que a rivalidade já era apenas diante das câmeras, portanto falsa, o diferencial era a cultura e a inteligência. O objetivo, aparente, dos debates é escolhermos gestores eficientes, aí a tarefa é subjetiva e difícil. Na verdade, todos querem um bom entretenimento no final do dia. Uma rinha entre humanos.
Os confrontos verbais são onde fica mais patético e claro o “teatro das tesouras”. Patético, quando vemos os candidatos fingindo e quase rindo quando “obrigados” a encenar um antagonismo. Claro, quando, contrariando o “teatro”, se unem para atacar um concorrente.
O neologismo “tucanopetismo” define bem essa união fingindo lados opostos. Lula e Alckmin juntos ilustram completamente esta realidade. Nessa ilusão, o Brasil seguia as máximas: “Brasil, o país do futebol”, “Deus é brasileiro” e “Brasil, o país do futuro”, frases que funcionam como uma cenoura inalcançável na frente do burro.
Os debates de hoje são enfadonhos porque são demorados. São enfadonhos e demorados porque abrem espaço para um monte de franco atiradores que, não tendo nenhuma chance, unem-se para atacar o adversário do “establishment”. Além de tudo, há um vazio cultural e faltam bons oradores para prender a atenção. Resultado: como um péssimo jogo de futebol, um debate político merece, no máximo, os “melhores momentos”.
No momento das perguntas de jornalistas, que é quando se espera a manifestação de vida inteligente, assistimos atuações promíscuas de vaidade e militância. Quando os jornalistas, somando com a inépcia, tentam ser mais relevantes que os candidatos. Perde o debate e perde o Jornalismo. A prova mais contundente disso é a grandiloquência com que a ‘Band’ joga confete em si mesma por sempre abrir a temporada de debates.
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🔴 Arco do Futuro
O Arco do Futuro, o Fura-fila (sinônimo de estelionato eleitoral) de Fernando Haddad, elegeu o petista, prefeito de São Paulo em 2012. O Arco do Futuro, promessa de campanha, não existe.
Haddad tenta, novamente, aplicar o golpe. Já tentou, sem sucesso, eleger-se prefeito (reeleição), presidente e, agora, governador. O postulante a quaisquer cargos públicos é um poste a ser evitado pelos paulistas.
O “eixo de desenvolvimento” que ía “atrair empresas, estimular construções e melhorar o sistema viário” era o prometido, embora ainda inexistente, Arco do Futuro. O marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) inventou Fernando Haddad, como um tocador de obras visionário, atrás de uma maquete de uma São Paulo futurista, exercendo o papel de um candidato explicando como isso seria plausível nas suas mãos com o tal Arco.
Foi de encher os olhos. O computador, competente, levantou prédios, plantou árvores e pavimentou ruas, tudo isso na, até então, infértil Marginal Tietê. Se o Haddad fizesse tudo o que vi na televisão, poderia descansar no sétimo dia. Mas não foi assim. Na propaganda televisiva, inocentemente, eu vislumbrei um futuro. Durante a campanha, ele prometeu que ainda ouviríamos falar muito do Arco do Futuro. Nem isso ele cumpriu.
Fernando Haddad tocava violão! Pior que eu. Mas ele sabia construir o Arco do Futuro, eu não. Lula, assim como Paulo Maluf com Celso Pitta (“pai” do Fura-fila), ungiu Haddad. Isto gerou uma desconfiança inicial, porém acreditaram e elegeram o “poste”. Colocaram-no na prefeitura, entretanto ele não assentou nenhuma pedra da obra.
Por que é professor, ganhou o Ministério da Educação. A partir daí, sua incompetência foi nacionalizada. Apesar da roupagem social democrata do candidato, o paulista não vai cair nessa armadilha petista. Aliás, o interior do estado vem evitando um governo sindicalista.
O sujeito surge com o beneplácito do Lula, inclusive pedindo a bênção e as diretrizes ao chefe, mesmo que as ordens venham detrás das grades. Realmente, a escolha errada pode trazer prejuízos irreparáveis.
Agora, Fernando Haddad, de olho no Governo do Estado de São Paulo, saca do bolso do paletó puído uma promessa populista: o salário mínimo paulista (R$ 1580). Será um Fura-fila ou um Arco do Futuro?
Como um vendedor de tônico capilar que não funciona, sabemos que, depois de descoberto o golpe, a fuga é certa.
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🔴 Escusas eleitorais
Depois das “pesquisas incontestáveis” vieram as desculpas esfarrapadas. A cara de madeira é tanta, que a sensação incômoda é de estar por fora de algum acontecimento importante. É exatamente isto o que acontece.
As “lojinhas de porcentagens” decepcionaram (manipularam, influenciaram?), de modo que deveria se recolher a uma relevância de horóscopo de jornal de bairro. Horóscopo de jornalzinho de bairro, porque é escrito pelo estagiário e não por um astrólogo; as supostas pesquisas deveriam ser “chutadas” por qualquer estagiário e publicadas em qualquer cantinho do folhetim.
Nada disso é por acaso. Cientificamente, foi comprovado que grande parte das pessoas tem tendência a seguir a maioria. Mesmo que no início seja claro que foi escolhida a opção correta, seguem a suposta unanimidade — Efeito Manada, popularmente conhecido como “Maria vai com as outras”. As pesquisas estimulam esse comportamento.
Candidatos desistiram da campanha, influenciados pelas pesquisas iniciais; candidatos arrefeceram a corrida eleitoral, desanimados com os números divulgados por estas mesmas empresas; e candidatos se surpreenderam com a diferença entre os levantamentos virtuais e a “bigorna da realidade” (expressão do Emílio Surita). Conclusão: as pesquisas esquisitas prejudicaram muitos candidatos.
CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das pesquisas eleitorais pra quê? Além desses “circos” servirem mais como palanque e terminarem inócuos no objetivo de investigação e punição, podem servir um projeto de censura. Bastaria a imprensa ignorar quando saírem novos números. O descrédito já é uma realidade, o próximo passo é o descaso.
Não adianta, esta semana já começam a ser anunciados os primeiros números do segundo turno. Isto irá ocorrer. Não houve erro, já que os “enganos” são deliberados e recorrentes.
Quando saírem pesquisas que concluam que pesquisas não são confiáveis, talvez nesse dia eu confie em pesquisas.
“Estatística é a arte de torturar os números até que eles digam o que você quer”.
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