Lista de Poemas

🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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🔵 Barata voa




Era só uma barata voadora, mas eu lutei como se fosse um falcão selvagem. A barata alada nunca pode ser menosprezada. Se eu poupasse a vida do ser rastejante e apagasse a luz, certamente ela seria atraída pelo cheiro de sopa de cebola no canto da minha boca. Sendo voadora, a barata teria fácil acesso à cama de cima do beliche. Eu, por questão de honra, precisava enfrentar aquele horror paralisante, digo, inseto repulsivo.




No topo do guarda-roupa, a coleóptera, percebendo o meu medo, digo, repugnância, parecia  me  observar. Suas antenas, com um leve movimento, explorando o espaço aéreo deveria estar farejando o meu pavor, digo, nojo.




O inseto asqueroso armou seu voo. A aerodinâmica do animal não favorecia o direcionamento aéreo. Entretanto, o bicho se lançou de cima do guarda-roupa e quando parecia que a gravidade me protegeria, ele aprumou-se e veio na direção do meu rosto. O ruído das asas batendo aumentava a dramaticidade do ataque. Diante da ameaça de uma barata voadora, meus princípios budistas foram automaticamente revogados. Com um chinelo, consegui interromper o ataque, porém o ameaçador inseto manteve o ideal de tornar minha vida um inferno. Como eu nunca consegui dormir com a presença de uma barata viva, além de ser voadora, era preciso abatê-la.




A periplaneta americana (barata doméstica), conforme a cultura popular, sobreviveria a um ataque nuclear. No entanto, não resiste a um pé de ‘Havaianas’ certeiro. Então, eu segurava uma arma com o potencial maior que uma Chernobyl. Sendo assim, a tremedeira continuava, digo, a caça continuava.




Tomado de inexplicável pânico, digo, ódio e asco, abati o animal imundo. Mesmo com a  chinelada, a cascuda, em último ato provocativo, produziu um estalo e suas entranhas expostas deixaram uma gosma amarelo/esbranquiçada. Creio que com um golpe, cometi um verdadeiro genocídio, pois o espalhamento abdominal revelou uma gravidez interrompida. Resultado: parecia a cena do um crime ou uma obra de arte moderna.




Neutralizei o animal de hábitos noturnos, de modo que pude dormir sem barulhinhos amedrontadores, digo, incômodos. 


















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🔴 O Jornalismo que diz que na bandeira está escrito: Independência ou morte




A jornalista da CNN pensou que era um novo Augusto Nunes e resolveu comentar a megamanifestação do Bicentenário da Independência, só que se esqueceu de não passar vergonha e errou ao dizer o que está escrito na bandeira brasileira. Criticando Bolsonaro e nos “ensinando”, com toda a empáfia que os jornalistas doutrinados transparecem, ela disse: “Como nós sabemos, na bandeira está escrito Independência ou morte.




A comentarista, demonstrando toda a sua militância, portanto zero imparcialidade, constatou que o presidente quis comparar as “primeiras-damas”. Para a esforçada correligionária mal disfarçada de jornalista a Janja já foi promovida a primeira-dama.




Apesar de não haver reação no estúdio da emissora, a internet não perdoou e a opinião da CNN viralizou. Esse foi o resultado da pressa em criticar uma espantosa reunião pacífica, não fascista, de pessoas. 




Afirmando que fazem um Jornalismo de credibilidade, já disseram que o Chile e o Equador não estão na América do Sul.




É esse o nível da safra de jornalistas que “informam” imperativamente que tipo de remédio tem eficácia ou não. Mais que isso, quais remédios temos que ingerir e quais medidas sanitárias devemos adotar. Dá pra confiar? Muitas vezes, esses jornalistas, de maneira enviesada, consultam “especialistas” escolhidos a dedo. Esses que afirmam peremptoriamente que dois mais dois são cinco.




Para reaver os tempos áureos, quando o dinheiro público vascularizava a imprensa, o Jornalismo escala sua cavalaria para “bater” em tudo o que se aproximar do Bolsonaro. No dia 7 de Setembro, devido ao sucesso das manifestações, a imprensa parecia que não encontraria escapatória e seria obrigada a reportar a óbvia realidade. Engano, deram um “duplo twist carpado” e cavaram chutes, socos e escorregões do chefe do Executivo. Puseram uma lupa implacável na fala de mau gosto “imbroxável” e abusaram dos verbos para classificar como sequestro do Dia da Independência. Acontece que houve o resgate do patriotismo, de tratar os fatos e personagens da Nação como grandes acontecimentos e heróis, não como acidentes, galhofa e seres atrapalhados e glutões. A bandeira vinha sendo incinerada, rasgada e pisoteada. A velha imprensa, maldosamente, trocou os verbos: resgatado por sequestrado.




Jornalistas têm um certo desprezo e total subestimação da inteligência do “cidadão comum”. Entretanto, o que antes era resolvido com um “desculpem a nossa falha” fica eternizado com um “print screen” (cópia de tela).
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O malandro na praça ♣️

Luís Inácio da Silva, o Lula. Tinha tudo para escrever bem a sua biografia, de operário a presidente. No entanto, teve seu mandato esticado à carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Magicamente, foi solto e está correndo o Brasil e o mundo criticando o governo Bolsonaro, mas sabotando o País. Conclusão, não se conformando  em ser um mal  para o Brasil, ele resolveu fazer ‘all in’ (apostar tudo). Está vociferando, raivoso, com muito ódio. Isso é ótimo, porque unifica a oposição, contra a volta do PT e o abjeto líder. 

Conheci essa figura quando eu era muito novo, chamando qualquer sujeito barbudo de Lula. Como líder sindical, ele liderava greves de montadoras e era muito presente nos noticiários.Os intelectuais e grande parte dos jornalistas já gostavam muito do demiurgo. Porém, muitos enxergavam egolatria e psicopatia no “Sapo Barbudo”. Percebeu que o elemento não era gente boa quem o conhecia de perto ou quem leu sua espantosa entrevista na revista Playboy de 1979.

Durante muito tempo, Lula representou esperança para o brasileiro, que vinha sendo castigado pela hiperinflação. O PT trazia o discurso da ética contra “tudo que aí está”. A “casa caiu” nos primeiros anos de governo da autointitulada “alma mais honesta do País”. Alguns anos, no início do (des) governo federal, foi descoberto o “mensalão”. Parecia o fim, mas numa espécie de Síndrome de Estocolmo, o grande líder reelegeu-se, fez sua impagável sucessora e a respectiva reeleição. O que aliviou o desastre protagonizado por esta última foi o ‘impeachment’, que diminuiu a tragédia em 2 anos. O PT teve fôlego para a retórica do “nóis contra eles”, “nunca antes neste País” e a impressão de vivermos num”Brasil maravilha”. Sinceramente, dava mais vontade de morar no Brasil das propagandas do João Santana do que na Suíça.

E assim, nosso pequeno Lula foi exibido nas grandes cortes europeias como “o bom selvagem”. Foi paparicado — e ainda é — por grandes líderes mundiais como uma figura exótica, presidente de uma “republiqueta” agrária (emergente) da América do Sul. Aqui, incautos e deslumbrados achavam que o operário havia chegado lá, frequentando palácios pelo mundo; outros, perceberam que ele era uma espécie de Macunaíma (o herói sem nenhum caráter). 

Lula perdeu a chance de ser “o cara”, no entanto, ele optou por ser alguém que tem que permanecer longe da sociedade. Um cofre próximo a uma empreiteira, para ele, será sempre uma oportunidade. A sua oportuna soltura revelou que ainda não está ressocializado. Esgotou o disfarce do “Lulinha Paz e Amor”, ele saiu xingando tudo e todos, revelando o ódio represado e provendo um pacote de maldades.

“Eis o malandro na praça outra vez (...)”










































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🔴 Vestidos para matar de rir




Até que nível pode chegar a “obrigação” de pagar pedágio ideológico? No meio artístico é um suicídio profissional dizer algo que pareça “de direita”. Dependendo da “sorte”, as escolas, as universidades, as redações e outros territórios podem ser inóspitos para quem não rezar a cartilha “esquerdista”. Palavras-chave indicam a orientação política e se o incauto é um aliado ou uma potencial vítima. Se for detectado um direitista infiltrado, este será rotulado de coisas como: fascista, nazista, negacionista, terraplanista etc. Os xingamentos são tão profundos quanto chamar alguém de bobo, feio ou cara-de-melão. 




Esse ambiente é responsável pela ocorrência de trotes universitários constrangedores e violentos. Entra-se nessa onda para fazer parte da turma e não ser afastado para um tipo de ostracismo. Com as possibilidades que a modernidade dispõe, o cancelamento é o instrumento mais rápido e eficaz de sufocar o que é vital para ter uma vida social: as redes sociais.




Recentemente, muitas pessoas foram “obrigadas” a fingir uma adesão à causa Palestina. Mas a possibilidade do ser humano se voluntariar a todo tipo de ato vergonhoso não tem limite, então, vestuário, música e uma dancinha árabe foram integrados ao pacote. Homens e mulheres ocidentais, sem sequer saber o significado, ostentaram um tipo de véu islâmico, como Yasser Aratat e mulheres reprimidas do Oriente Médio, respectivamente. 




Logicamente, esses “árabes” ocidentais de última hora não devem localizar ao menos a Faixa de Gaza no mapa-múndi, muito menos o que é o Hamas. E se o Hamas cruzar com alguns desses brasileiros “islâmicos”, não fica um, meu irmão. Com um Oceano Atlântico, um continente africano e um Mar Vermelho de distância, todos esses guerrilheiros de ‘Counter-Strike’ sentem-se homens-bomba; entretanto, perto de um árabe com uma faca de pão, viram o ‘Pato Donald’ de camiseta do Hamas.




Uma outra novidade é o antissemitismo como ferramenta de pedágio ideológico. O ódio a judeus foi incutido nos estudantes, justamente por serem muito jovens e suscetíveis a fazer qualquer coisa para não desagradar os veteranos, integrar uma turminha e saciar a necessidade de aceitação.




Entretanto, todo esse dodói cognitivo e o entulho ideológico tendem a sarar com o fim da mesada, a maturidade e alguns boletos. Fica a vergonha de ter vestido o véu islâmico, ter apoiado um grupo terrorista e ter, de mãozinhas dadas, feito uma dancinha árabe.






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🔴 Entre meias e gravatas




O filho mais novo do Lula foi acusado de agredir a esposa. O silêncio foi, com perdão do oxímoro, ensurdecedor. Entretanto, o presidente não poderia deixar passar em branco, portanto, tomou uma atitude. Imbuído de poder presidencial e, talvez, pensando na vantagem de ser o “grande líder”, vestiu meias com estampa da pintora mexicana Frida Kahlo. Pronto. Com este simples gesto, o nosso mandatário “resolveu” o problema da violência às mulheres, acenou às feministas e, secretamente, avisou ao filho que o “pé-de-meia” está garantido.




Alguns dias atrás, morreu Joca, o cão. O animal morreu durante transporte aéreo, Lula entrou em ação: vestiu uma gravata em homenagem ao cachorro. Pronto. A primeira-dama, Janja, que sugeriu a gravata, “pegou rabeira” e também explorou a morte canina. Sabendo que o bichinho despertou uma comoção pública, ela convocou um constrangido ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Infelizmente, o óbito do “golden retriever” foi usado para atenuar a queda de popularidade e inoperância do casal. 




Temos um presidente que decide providências assim que abre o guarda-roupa. Sim, sei que medidas cosméticas são obras de marqueteiro. No entanto, a maldade não pode ser suficiente, são necessárias maldade e inteligência para fazer com que algo que apenas preserva sua imagem, pareça beneficiar a todos.




Seria baixo o gasto com publicidade, se ficasse apenas no vestuário, mas têm também as mídias (televisão, rádio, jornal, revista, internet etc). Porém a propaganda de baixo orçamento exige um indisfarçável movimento de exibição, para um efeito eficaz — Lula levantou a barra da calça para ostentar a meia da Frida Kahlo.




A gravata com desenho de cachorrinho e a meia da artista feminista fizeram efeito. Para quem não quer ou não pode fazer nada (Lula), esses acenos atingem em cheio algumas mídias de comunicação que espalham a propaganda oficial, aqueles que sempre foram vítimas do estelionato lulista e os distraídos.
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🔴 O Homem-Falência

Após um anúncio propositadamente esganiçado, gritado com irônica pompa e circunstância, um senhor adentra o estúdio. Com uma óbvia aparência de desempregado, o “Homem-Falência” não se preocupa mais com a barba (por fazer), o semblante (triste) e o paletó (amarrotado). Com seu andar lento, típico do desânimo trabalhista, ele abre uma maleta executiva, exibindo o nome da empresa falimentar. Ele é o novo personagem do programa Pânico.




Queda do índice da Bolsa de Valores, corrupção, queda da arrecadação, prejuízos em estatais e escândalos em qualquer um dos três poderes não alteram o movimento das ruas. Ou seja, enquanto parece que o governo federal vai cair, as pessoas, alienadas dos acontecimentos e “sem tempo” para ideologia, seguem suas vidas. Portanto, números e notícias ruins não mobilizam a massa. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), muito ligeiro, maquia os números governamentais.




Entretanto, quando a crise chega no supermercado, na feira-livre, no armário e geladeira vazios, a percepção muda. Esse termômetro da temperatura social é visível na quantidade de portas de lojas definitivamente fechadas. É isso que está começando a acontecer como epidemia. É a “bigorna da realidade” caindo no governo do PT (Partido dos Trabalhadores).




Lula não tem lastro para sustentar a falácia do bom administrador, o Orçamento está quase todo empenhado em apoios, e a equipe ministerial ainda está deslumbrada como quem ganhou na ‘Mega-Sena. Sem saber o que fazer, Fernando Haddad, ministro da Economia, aumenta as taxas.




Mas o destaque é este personagem criado pelo programa ‘Pânico’ da ‘Jovem Pan’: o Homem-Falência. Com humor, ele representa a desolação daquele que é vítima da onda de empresas fechadas.




A saída de emergência do desespero é o humor. Com gracejos “old school” (antigos) e piadas de “tiozão”, o ‘Pânico’ mostra a nossa surreal política e dá um “chute” no politicamente correto, sem derrapar no bom senso.
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🔵 Machucado: o soco que nunca existiu




O sinal iniciava a correria. Numa escola, a prioridade era, logicamente, a aula, mas no recreio valorizávamos cada segundo. Bola, copinho de plástico, papel amassado ou pedra eram chutados, quando as pernas eram poupadas.




Pois bem, o alarme começou a esvaziar o pátio, os corredores e a quadra. Tendo sobrado apenas eu, a sensação de solidão e medo foi estranha. No primário, eu ainda tinha medo de chegar na sala de aula e pedir licença para entrar. A porta ficava na frente da sala, isso deixava as coisas muito mais complicadas. Para não deixar a timidez tornar a situação incontrolável, eu não poderia ser o centro das atenções. Pois era exatamente isso o que estava prestes a acontecer.




Eu teria que chegar na sala de aula antes da professora. Esta corrida, que a docente participava sem sequer imaginar, começou. O vazio e o silêncio me apressaram, a ausência de adversários visíveis fazia com que a disparada cega fosse mais angustiante. O maior obstáculo era o morro que separava a quadra poliesportiva do corredor do primário.




A pressa e a pressão desencadearam uma disparada desajeitada. Previamente concentrado no obstáculo mais difícil, composto por barro e mato íngremes (o morro), não me preocupei com os degraus de cimento da arquibancada. Foi aí que eu errei a passada. A velocidade e o giro no eixo imaginário do corpo fizeram com que eu caísse com o rosto no degrau de concreto.




Foi pior do que eu imaginava. Pior, foi dramático como numa novela mexicana: abri a porta e, chorando, encarei uma plateia atenta e assustada com o meu pranto, bem como, minha cara estragada. Como se eu fosse um palestrante, todos me olhavam atentamente, inclusive a professora. Para quem temia enfrentar a timidez, não poderia haver prova de fogo mais apoteótica. Mas a dor superou a vergonha.




Uma aluninha voluntária ajudou a recolher o meu material e uma inspetora me acompanhou até a minha casa. A pressa, que sempre foi inimiga da perfeição, quis expôr a timidez, então fui humilhado e obrigado a cumprir, pela minha rua, um desfile com o rosto destruído.




Fui entregue em casa. Fui devolvido em condições precárias. Avariado, portanto, num estado inferior ao que fui despachado para o colégio. 




Reparação histórica: Não falei! Foi uma queda, não um soco.
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🔴 Aos que eram felizes e não sabiam

Durante a terceira semana de abril, presenciamos algumas pessoas confessando, ao vivo: Éramos felizes e não sabíamos. Alexandre de Moraes, Natuza Nery e Gerson Camarotti participaram dessa catarse em praça pública.




Sim, ficou claro que essa frase foi dita para convencer que as mídias sociais trouxeram infelicidade. Até entendo que os donos de empresas de comunicação eram mais felizes quando detinham o oligopólio da informação. Eleger políticos e manipular o telespectador, o leitor e o ouvinte viciou. Pois, com a democratização da notícia, o telejornal da noite só apresenta notícias velhas e as tentativas de distorção, bem como, mentiras são desmentidas. É bom lembrar, talvez mais importante: a diminuição da audiência e da receita com anúncios.




Qualquer tecnologia chega como um rolo compressor, e toda resistência só vence em ambientes ditatoriais. É legal lembrar da fita cassete, mas a música digital é muito mais prática e acessível; é bom recordar de quando íamos à locadora de filmes, mas o “streaming” é muito mais fácil.




É patético assistir aos jornalistas (funcionários) se humilhando e perdendo credibilidade, tentando frear avanços para favorecer seu patrão. Quem, querendo proibir os avanços da tecnologia, lembra que “era feliz e não sabia”, é infeliz e sabe disto, e, mais triste, deseja que outros compartilhem seu rancor.




A expectativa de alcançar a felicidade quando começar ou terminar a faculdade, casar ou separar, ficar rico, é um bom começo para nunca encontrá-la. Se não ficar atento, os momentos em que ela acontece passam despercebidos. Ela é fugaz, e quem acha que é duradoura, confunde-a com a mera bobeira.




Como consolação para essas tristes e distraídas personalidades, basta haver uma segunda vida. Neste caso, um beijo, um abraço, um pôr do sol, um gol, uma cachoeira, nada disto passará novamente sem a devida atenção. Se aproveitadas estas oportunidades, eles terão outra chance de identificar momentos de felicidade quando acontecerem.
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🔴 Meia-boca [Piada grátis, no final do texto]




Produtos de marqueteiro, sempre que surgem denúncias o governo finge atitudes com programas plastificados que vão morrendo até caírem no esquecimento e acenos que não passam de perfumaria.




Foi assim, quando o filho mais novo do Lula foi acusado de agressões: para o silêncio não ser absoluto, o presidente vestiu um pé de meia da pintora Frida Kahlo. Ostentar a peça de roupa não resolveu nada, mas agradou as feministas, forneceu material para a imprensa amiga e acalmou a militância.




A solução para florestas torrando: um paredão com um novo programa para fingir que vai resolver o problema. As medidas são sempre procurando “apagar a fogueira”, sinalizando uma preocupação, em vez de resolver o problema. 




Alguns ministros são incompetentes, mas estão lá para abastecer o mundo com símbolos. O mais eloquente dos símbolos é Marina Silva: visualmente, ela “é” o sofrimento da floresta. Ela frequenta debates, simpósios e cúpulas mundiais nos quais, quando ela fala, estabelece-se um silêncio esperando que a brasileira, como um oráculo, revele os ditames ambientais para salvar o planeta.




O Zé Gotinha é um personagem eficiente por ocupar espaços fisicamente e atingindo um público de diferentes idades. Mesmo não sendo criação do departamento de marketing petista, eles encontraram um garoto-propaganda pronto para disfarçar a cortina de fumaça escondendo a epidemia de dengue. 




A máquina de propaganda petista sempre reescreveu a História, mas ela inovou ao reescrever a Geografia. Lula descobriu com atraso algo que mereceu um anúncio.




Aristóteles afirmou, Eratóstenes provou, cosmonautas e astronautas viram, porém, agora Lula  confirmou: “A terra é redonda”. A frase é histórica, entretanto, não é nada original. A frase, dita por Lula, é desonesta porque confirma uma nefasta tabelinha com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Objetivo: colocar o Brasil no centro do mapa-múndi.




A estratégia revela um ufanismo boboca, como qualquer ditador gosta. A atitude é cosmética, como são quase todos os programas deste governo federal: uma embalagem bonita, mas oca.




O petista Márcio Pochmann é o prestidigitador responsável pelo “número do planisfério”. Brilhante! Quem faz a mágica de transformar o Brasil no centro do mundo, de maneira nacionalista e “soviética”, consegue manipular números de inflação, PIB, índices, metas, estimativas...




Lula disse que se pudesse lançaria um decreto proibindo a mentira. Pronto. A piada é esta.



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