Lista de Poemas
🔴 O hábito não faz o monge
O clérigo parece recortado de um episódio do ‘South Park’. Apesar de coadjuvante nos debates, ele não se contentou com o papel secundário e ganhou o protagonismo. O “Cabo Daciolo” da vez foi escalado para fazer uma “tabelinha” com o presidente Jair Bolsonaro, de troco está tornando as disputas mais divertidas.
Soraya Thronicke teve uma excelente sacada quando chamou o Padre Kelmon de “padre de festa junina”. No entanto, ela deveria ter guardado a tirada, esquecendo-se que corria o risco de ofender, de fato, um padre. Soraya foi mal assessorada. Confundiram maquiagem ameaçadora, cara de poucos amigos, postura arrogante e falta de educação com mulher forte. Errou. Nem apelar para “mulher que vira onça” surtiu efeito. “Colar” na popularidade da novela ‘Pantanal’ revelou a estratégia de quem vampirizou a “onda Bolsonaro” para garantir uma cadeira no Senado em 2018.
O que aconteceu? Alguns candidatos, inadvertidamente, ofenderam um sacerdote (mesmo que folclórico), desperdiçando os dividendos eleitorais angariados junto à comunidade cristã. Fazendo um paralelo às festas juninas, lembradas por Soraya: faltou apontar o integrante da quadrilha.
A presença do sacerdote foi conveniente à eleição que é considerada “uma guerra espiritual”. Guerra espiritual, além da guerra cultural, porque valores morais estão em xeque perante ideias macabras. Entretanto, havia um padre no meu do caminho.
A irrelevância de Simone Tebet, Soraya Thronicke e Luiz Felipe d’Avila foi ofuscada pela assertividade de um padre ortodoxo que, diante da resistência de Tebet em confessar seus pecados, exorcizou os enfadonhos debates. Definitivamente, o Padre Kelmon veio para confundir, não para explicar.
Enviado à Terra por Deus e ao debate por Roberto Jefferson, o padre petebista desestabilizou vários participantes do certame (alguns já torcem pelo Lula), inclusive o apresentador (que até absolveu Lula), políticos (que torcem desesperadamente pelo Lula), jornalistas (que, mesmo fingindo isenção, sempre torceram pelo Lula) e, certamente, amigos (que torciam, sempre à disposição) pelo Lula.
Estatística é a arte de torturar os números até que eles digam o que você quer. E no debate da Globo não foi diferente. Assim, segundo Soraya, o Brasil abriga 130 milhões de órtãos, blábláblá...
Padre Kelmon não precisou nem de água benta, nem alho, bastou uma cruz pendurada no pescoço para exaltar ânimos e libertar almas atormentadas.
👁️ 35
🔴 Vergonha alheia
Os “Artistas” fizeram papel de bobos mais uma vez. Quando falo de “Artistas”, não me refiro à classe artística, mas a um clubinho desesperado pela volta dos “pixulecos” estatais. “Pixuleco” é aquele dinheirinho que surge independentemente da bilheteria. Ou seja, mesmo que o resultado seja ruim, e não atraia público, o faturamento é garantido. Não me parece que seja justo.
Pois agora essa turminha resolveu sair da toca e, ignorando as pesquisas que apontam Lula (ladrão) vencendo as eleições quase no primeiro turno, implorar pro povão “virar o voto”. Mas... se as pesquisas mostram que o Lula (chefe da quadrilha) praticamente líquida a fatura, virar o voto pra quê?
Erraram novamente na estética. A peça publicitária comunica com os “convertidos” de jurisdições como o Leblon (RJ) e Vila Madalena (SP). Talvez pra essa “tchurma” a encenação pareça “descolada”; para as pessoas reais, aquelas que não podem ficar em casa” (que vendem o almoço pra comprar a janta), tudo isso apenas causa uma vergonha alheia. Essa mesma patota despreza as “pessoas normais” que já foram chamadas pejorativamente simplesmente porque supostamente votarão em Bolsonaro. Escroto é apenas um dos “simpáticos” nomes.
Esteticamente, a, digamos, propaganda, como um tiro que saiu pela culatra (lembram-se do “Ele não”?), abasteceu a internet de memes. É patente o constrangimento de alguns. Estes, para não ser “cancelados” ou “simonalizados” pela classe artística, foram “obrigados” a estrelar o filme de gosto duvidoso e resultado incerto.
O formato é sempre igual: preto e branco e cara de mau, quando a intenção é causar medo; neste caso, música, sorrisos, colorido e clima de festa, tentando sinalizar que com Lula (“et caterva”) o futuro será alvissareiro. Sei...
Se tudo der errado, muitos desses fugirão para a França, Itália, Alemanha...; o povão, se tiver um dinheirinho poupado, encontrará um imóvel na periferia de alguma cidade brasileira ou refugiar-se-á na Argentina, Venezuela, Colômbia...
A instituição do “rouba, mas faz”, devia-mos saber, é relativa. Dependendo de quem é o ladrão (Lula) é tolerado. Imposto, nada pode ser aceito; a ausência de caráter merece um punhado de memes.
👁️ 62
🔴 Jornalistas em fúria
Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, assumiu a inveja ao reclamar da alta audiência da Jovem Pan News. A jornalista colabora com o recrudescimento da polarização quando divide e entende o Jornalismo como competição.
Os algoritmos do YouTube sugerem os vídeos com maior audiência, por isso, a programação da Pan aparece entre as mais recomendadas. O programa “Os Pingos nos Is” ganhou o maior destaque simplesmente porque diz a verdade. A jornalista da Folha, Mônica Bergamo, sempre querendo controlar o mundo, reclamou da competência da concorrência, expondo tudo o que tem para disseminar.
Jornalismo só concorre em competência, estranho é a moça tentando puxar o tapete da emissora paulistana. Contrariando o discurso antipolarização, a imprensa tem candidato e se incomoda com quem não segue a sua cartilha. A Jovem Pan, apesar de também ser imprensa, dá voz ao cidadão comum, representando-o; promove o real debate de ideias e diz a verdade.
William Bonner (“Você não deve nada à Justiça”), Renata Vasconcellos (“Fique em casa, se puder”) e Mônica Bergamo (implorando por regulação do YouTube) formam a tríade do desespero. A imprensa já tem candidato próprio, entretanto, estes jornalistas não se encorajaram a admitir e assumir o posicionamento, jogando no lixo o resto de credibilidade que poderia existir. Respectivamente, Lula não é inocente, apesar de William Bonner afirmar; Renata Vasconcellos ordenou o famigerado “Fique em casa”, entretanto, não ponderou “se puder” e Mônica Bergamo precisa entender como funcionam os algoritmos, para depois arriscar a reputação no Twitter.
Contrariando o DataPovo (preferência baseada no que os olhos veem), as “pesquisas” indicam Lula vencedor da “saidinha eleitoral”. Jornalistas militantes não ruborizam ao anunciar o apoio de, acreditem, banqueiros, empresários, e, inclusive, a tão odiada classe média.
Resta saber se a “forcinha” é autodefesa empregatícia, doutrinação escolar ou falta de caráter. Convicção política está na cara que não é.
👁️ 50
🔴 Campos Elíseos?
O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, é o candidato do Bolsonaro ao Governo de São Paulo. Ser bolsonarista não é credencial para ninguém. A legião bolsonarista não pensa assim. A turma fiel votará em quem o presidente indicar. Entretanto, mesmo assim, a probabilidade de erro é pequena.
Assisti a um debate e algumas sabatinas e notei que a inteligência e a sinceridade são os melhores preparos que alguém pode possuir para um debate. Isso evita cair em “pegadinhas”, perguntas “espinhosas” e, pior, ficar sem resposta. Uma sabatina chamou mais minha atenção pela “agressividade”: Estadão/FAAP, mediado por Eliane Cantanhêde.
O candidato do Partido Republicanos possui ambas as qualidades, sendo que a sua inteligência emocional evita que altere o tom de voz: algo muito útil para enfrentar jornalistas que tentam atingir o presidente através dele.
Eliane Cantanhêde evidenciou porque o Jornalismo precisa se reinventar. Quando a mediadora da sabatina (Estadão) achava que havia encurralado o candidato, tomava uma resposta (educada) “no contra-pé. Um outro jornalista esteve entre os entrevistadores, entretanto ficou claro que o único intuito do sujeito era “destruir” o Tarcísio. Quando este distribuiu “invertidas” (respostas inteligentes e constrangedoras) em sequência, espalhou o medo de tentar desqualificar o candidato que pretende transferir o Palácio do Governo para o bairro central de Campos Elíseos.
O concorrente, Fernando Haddad, sabe que é uma alma peessedebista no corpo de um petista. O Haddad está num partido e compartilha ideias que não são a “cara dele”. O resultado: o petista herda enorme rejeição do partido vermelho. Essa rejeição é maior no interior, o que sempre protegeu o estado paulista da sanha da quadrilha esquerdista.
O Rodrigo Garcia ainda é um desconhecido. Trazê-lo à luz pode ser pior quando associado a João Doria, o eterno BolsoDoria.
Os outros postulantes são tão relevantes quanto assistir a uma partida da fase de grupos da Copa do Mundo, às 11 horas da manhã.
Virou piada a tentativa de jornalistas “derrubarem” o candidato dos Patriotas; no entanto, este, em alusão a sua especialidade, vem “asfaltando” concorrentes e a imprensa militante.
👁️ 69
🔵 A cidade oculta
Quando se resolve voltar para casa de uma fria, tudo parece normal; se o trajeto for de madrugada, em São Paulo (Jardins até Guarulhos), quatro horas de caminhada, muitas cenas heterodoxas serão presenciadas. Aqueles que se esconderam durante o dia, encontram um ambiente favorável para exercerem suas bizarrices a céu aberto, longe de olhares horrorizados. É a fauna urbana.
Pois bem, resolvi ir embora do ‘Armagedom’ (balada) de madrugada, porque percebi que aquela noite não iria render. O problema é que, àquela hora, não havia ônibus circulando. Embora distante, resolvi ir caminhando e ver diferentes aspectos da noite paulistana.
Cruzar a rua Augusta, quase toda, foi uma experiência antropológica. É sempre surpreendente como essa rua se transforma à noite. Chamarizes luminosos anunciam grandes e permissivas oportunidades de espantar a solidão urbana.
Passei por alguns logradouros mais curtos e menos icônicos, contudo mais surpreendentes que a famosa rua onde o proibido se torna permitido ao pôr do sol e ao acender das luzes artificiais. Nas “quebradas”, onde é mais fácil a dissolução do caráter é onde convém prestar mais atenção.
Algumas avenidas e becos mais degradados abrigam o que é mal visto, inclusive na noite e em esquinas mal iluminadas. Em meio a enormes muros de fábricas, lixos, ratos e baratas, o que é considerado a escória da sociedade briga pelos melhores pontos para caçar os hipócritas que saem para satisfazer suas vontades mais inconfessáveis.
Relativamente perto de casa, entretanto prestes a lutar com uma subida íngreme, dei informação a um sujeito que estava perdido. Resolvi pegar uma carona, com a finalidade de vencer a montanha transformada em avenida. Péssima ideia, pois o sujeito estava em pleno voo noturno. Não compactuando das ideias liberais do “pavão misterioso”, saltei do carro proibido e continuei a pé a extenuante subida. O fulano do automóvel, mais do que nas ruas e avenidas, estava perdido na vida.
Com ossos deslocados e com dores pelo corpo de tanto caminhar inacreditáveis quatro horas, eu vi cenas que só pude vê-las reunidas em documentários e reportagens. A madrugada de São Paulo revela o que nem a luz do Sol consegue.
👁️ 12
🔴 Os velhacos amigos
Lula e Alckmin são os mais novos melhores amigos de infância. Essa bela relação nasceu depois de mútuas ofensas e acusações de corrupção. Ou estavam mentindo, ou realmente se uniram, vá lá, pela democracia
Ficou famosa a frase do Alckmin: “Lula quer voltar à cena do crime”. Tem razão, só que agora revelando a estratégia das tesouras, unirá forças para dificultar o trabalho da polícia.
A estratégia das tesouras consiste na constatação de que o PT (Partido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) sempre agiram em simbiose. Ou seja, travavam batalhas os velhacos amigos, mas alternavam-se no Poder. Eficaz nesse “teatro”, o PSDB conseguiu disfarçar-se de direita, capturando uma fatia (talvez a maioria) dos não representados por esta ideologia. Resumindo: o PSDB representou a direita permitida.
Agora que a máscara teve que ser arrancada, Lula e Alckmin surgiram mais fracos, como se soubessem os pontos fracos um do outro (talvez saibam) e transparecessem a vergonha da indefensável união. O “Picolé de Chuchu” não agrega nada, muito pelo contrário, como se um fosse a “kryptonita” do outro, ambos se anulam. Esta chapa não agrega e tem cheiro de naufrágio.
Hoje, Geraldo Alckmin é obrigado a desmentir (desfazer uma mentira) as acusações de quando eram inimigos. Inimigos não, apenas adversários. Como a internet não esquece, todas as acusações foram eternizadas.
O ex-governador de São Paulo se esforça muito para seguir a cartilha marxista/sindicalista do PT. Ele já emulou um Getúlio Vargas atemporal e nada convincente; cantou a “Internacional Socialista”; gritou no palanque um “Lula, Lula” com entusiasmo exagerado e tentou proibir a veiculação das verdades que havia dito sobre Lula. Para Alckmin, os fins justificam os meios.
A junção de forças obedece a interesses comuns (inconfessáveis). Interesses que envolvem muitas pessoas e instituições. É sempre importante lembrar: Lula pode, por obra do destino, deixar a cadeira do Palácio do Planalto para o vice-presidente. O efeito Covas pode colocá-lo (Alckmin) mais uma vez no atalho do poder.
👁️ 35
🔴 A voz rouca das ruas
As manifestações pacíficas não significam a aceitação de atos arbitrários. O que o STF (Supremo Tribunal Federal) vem fazendo já passou há muito tempo do aceitável. Há muito tempo, perdeu o efeito (de “agora chega”) dizer que “esticaram a corda” ou “arrebentaram a corda”.
A dita elite deixou patente o que sempre foi latente, nossos governantes eram escolhidos por eles. O “voto de cabresto” era uma manipulação muito regional, coisa miúda. O direcionamento de votos é mais eficaz com pesquisas tendenciosas, telejornalismo tendencioso, jornais e revistas tendenciosos e STF e TSE muito tendenciosos.
Eu até confiava nos resultados das urnas e sentia um inocente orgulho, perante o mundo, da agilidade na apuração. A desconfiança surgiu com a resistência dos ministros não querendo adotar medidas de transparência. Depois da contraofensiva do STF, lembrei-me da “sala secreta ” de onde surgiu, por exemplo, o ex-advogado do PT (Partido dos Trabalhadores), Dias Toffoli, anunciando Dilma Rousseff vencedora. Suspeito?
Alguém realmente acredita que o Lula vai assumir a Presidência? Lula executou um aparelhamento no Judiciário que vem surtindo efeito. Ministros fiéis vêm tomando decisões que favorecem Lula e prejudicam seu principal adversário. O candidato petista vem fazendo campanha sem povo, mas contando com forte apoio da imprensa militante e da elite que ele sempre criticou. Contrariando as pesquisas, o ex-presidente não atrai engajamento; Bolsonaro, ao contrário, reúne um público “beatlemaníaco”, jamais visto, de maneira expontânea. O popular chamado “DataPovo” (pesquisa baseada no que os olhos veem) revela o direcionamento artificial do que foi apelidado de “intenções de voto”. A única coisa que se depreende dessas pesquisas esquisitas é que realmente há uma intenção.
Foi tolerado todo o casuísmo que soltou, “descondenou”, tornou elegível e calou os adversários do petista histórico, entretanto, acredito que o brasileiro não aceitará o ex-presidiário como presidente.
👁️ 72
🔴 O fim da imprensa como a conhecemos hoje
O que acontece com o Jornalismo que insiste em querer reportar algo diferente do que todos estão vendo? Pior, estão torcendo contra o país e tratando a preferência popular como uma escolha impensada.
O que aconteceu no 7 de Setembro era para encher páginas e capas com fotografias e manchetes de espanto com o que se viu; no entanto, houve um “choro” generalizado, um clima de fim de Carnaval frustrado e uma infrutífera tentativa de distorção dos fatos. O Jornalismo virou uma “bolha”, na qual apenas uma opinião é unânime (devido a doutrinação escolar). Esse “clubinho” troca elogios rasgados e afasta-se do mundo real.
O mau desta postura não é torcer descaradamente para um lado; pior é “pagar” de “isentão”, sendo que é visível a “esquerdice” patológica, a tendência “lacradora” e a sinalização de virtude. A total ausência de postura caracteriza-se pelas “opiniões”: nem esquerda, nem direita, veja bem...
A nossa imprensa não se preocupou em disfarçar o descontentamento com o sucesso das manifestações. Detalhe: juntando forças com o STF (Supremo Tribunal Federal), os jornalistas tentaram esvaziar a massa de apoiadores do Bolsonaro. Os vaticinadores da desgraça, numa trama quixotesca, previram acontecimentos que seriam facilmente catalogados como “teoria da conspiração” ou seriam ignorados (como foram) e tratados como mera alucinação.
Nestes tempos, a “elite” — alguns “ungidos” que se têm como portadores da verdade suprema, das melhores escolhas e dos destinos legítimos da Nação — demonstrou uma arrogância, desdém e certo “nojinho” do povo (que é tratado como um ser inferior).
O pudor de esconder que as difusoras de informação visam ao lucro, não o “bem estar social” se esgotou. A crise de abstinência é muito grande, pois o governo federal diminuiu a derrama de recursos públicos — nos comerciais de TV e anúncios de jornais e revistas — Vimos também a proliferação dos ”melhores funcionários do mês”, subservientes que esquecem os próprios valores para favorecer os interesses do patrão. Eu reconheço facilmente alguns; são aqueles que, demonstrando um “antibolsonarismo psicótico”, dão um “duplo twist carpado” para criticar o presidente: acidentes de trânsito, atentado sofrido por Cristina Kirchner, morte da rainha da Inglaterra... Torna-se tudo culpa do Bolsonaro.
Finalmente, os estertores da velha imprensa são um processo lento, mas foi acelerado nos governos Trump (EUA) e Bolsonaro (Brasil). É visível, a revolução está em curso quando recorremos a canais do YouTube para nos informar. E isso está acontecendo.
Essa imprensa faz vistas grossas para ajudar a volta do lado negro da força.
👁️ 11
🔴 A fé move montanhas de votos
Está aberta a temporada de frequência aos templos religiosos por políticos. Em duas oportunidades, qualquer um apela pra Deus, mesmo não acreditando. Marcelo Freixo (PSB), postulante ao governo do Rio de Janeiro, largou na frente. O candidatíssimo foi “flagrado” rezando em uma igreja. A incompatibilidade está no fato dele ser a favor do aborto, da liberação das drogas, defende a bandidagem e é contra a polícia. Mesmo assim, Freixo carregou um fotógrafo para retratá-lo no melhor estilo “homem de fé” ou “Freixo paz e amor”. É do jogo.
A pose do político foi fotografada no momento exato e o resultado é muito representativo: olhos fechados, mãos unidas e o número do candidato — talvez o mais importante. O clique só seria perfeito se caísse um raio divino, o personagem entrasse em combustão expontânea ou ele fosse atacado por uma nuvem de gafanhotos bíblica.
Abraçar crianças, ir a um templo religioso, passear por uma feira livre, comer salgado e beber um cafezinho num bar são atividades quase obrigatórias em ano de eleições. A Trabalhosa tentativa de parecer “gente da gente” pode render alguns votos ou muitas vaias.
“Graças a Deus”, o primeiro turno acontecerá antes do Dia de Aparecida, assim seremos poupados da “romaria” de candidatos (ateus e carolas) à Basílica.
Fernando Haddad e Manuela D’Ávila também escaparam de ser atingidos por um castigo digno de ilustrar o Antigo Testamento quando, crendo que seria bom para a campanha à Presidência da República de 2018, resolveram assistir a uma missa e saborear uma deliciosa hóstia. Por votos cristãos, caminhariam sobre as águas, curariam os enfermos, multiplicariam os pães e, para comemorar a vitória, transformariam água em vinho.
Esse fenômeno, se autêntico fosse, seria interpretado, pelo Padre Antonio Maria, como milagre, arrebatamento ou epifania. Certamente, Padre Quevedo, se vivo fosse, desmascararia a fraude. Definitivamente, mesmo detectando que “isso é uma mentira”, diria que tudo isso é charlatanismo ou parapsicologia. Contudo, os políticos, quando vão a uma igreja, só pensam em colher votos, não a Salvação, embora precisem.
Em tempo: qualquer um reza quando seu avião está caindo e em ano de eleição.
Obs: utilizei uma linguagem comum ao referir-me a liturgias e dogmas católicos, para realçar a hipocrisia de ateus.
👁️ 65
🔴 7 de Setembro
Alguns ficaram muito satisfeitos, outros demonizaram desde muito antes, mas os protestos do 7 de Setembro foram um sucesso.
Barroso disse: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Ele tinha razão. O recrudescimento dos atos arbitrários e inconstitucionais vindos do STF (Supremo Tribunal Federal) corroboram o vaticínio do ministro.
Além de associar o fascismo aos futuros manifestantes, tentaram desencorajar as pessoas de ocupação das ruas, esvaziando e criando uma narrativa de enfraquecimento do apoio do Bolsonaro. Na verdade, as manchetes e as críticas já estavam prontas: se lotasse, saberíamos o “tamanho do fascismo” ou se fosse um fracasso, o apoio ao Bolsonaro teria se esvaziado. Teve quem jurou, brigando com as imagens, que havia sido um fracasso. Como as imagens não mentem, a falácia não prosperou.
Algumas tentativas de sabotagem do 7 de Setembro: pré-acusar de fascista quem ousasse botar o pé nas ruas e adjetivar os protestos como golpistas; posicionar “snipers” prontos para alvejar; busca, apreensão, proibições e bloqueios de contas de empresários “bolsonaristas”, a fim de evitar financiamentos para o evento. Nem as ameaças, nem a chuva desanimaram a massa de sair às ruas.
Essas são apenas algumas ações que mostram o desespero de uma oposição tácita. Todas as atitudes evidenciam a hipocrisia de quem assinou aquela carta partidária de quem almeja uma “democracia” sem povo. É essa oposição que se manifesta de acordo com a pauta que a imprensa sinaliza.
O “consórcio” (velha imprensa) se reuniu para procurar as “derrapadas” do presidente. A “velha imprensa”, esquecendo-se do bicentenário da Independência, em alusão à mobilização extraordinária que Bolsonaro atraiu, em cartel, abusou de palavras pejorativas: monopoliza, capturou, faz uso, faz comício, faz campanha etc. Um detalhe importante que passou, talvez propositalmente, batido: os outros candidatos poderiam ter se exposto à multidão, porém prefeririam ficar em casa. Faltou coragem para enfrentar o povo.
O que mais me marcou neste feriado, foi uma frase infeliz: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Essa declaração evidenciou a existência de pelo menos um autoritário.
👁️ 38
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Português
English
Español