Lista de Poemas

🔴 Ligue pro meu celular







O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é altamente dispensável e caro. No entanto, o Brasil possui esta estrovenga e tem que usá-lo. A instituição é dispendiosa, entretanto produz muito pouco ou atrapalha. O TSE, este ano, ganhou um protagonismo inédito, devido, também, a desconfiança do uso das urnas eletrônicas. É com este panorama que Alexandre de Moraes assumiu a presidência do tribunal dispensável.




A posse de Alexandre de Moraes deu uma ideia do que foi o Período Imperial, e o grau de subserviência foi norte-coreano. Disputadíssimo. O peso da caneta do novo presidente também foi imperial, mas irrefletido.




O “imperador”, achando que possui poderes divinos, resolveu proibir o “porte” do aparelho celular nas seções eleitorais. É claro que a decisão absurda não será cumprida e, pelo contrário, irá instigar o uso do telefone. Mesmo sem emergência, haverá uma chuva de celulares, bem como fotografias da urna. Aí está uma lei que apareceu natimorta. Poucos a observarão. 




O ministro, caçador de bolsonaristas, com mais poderes, recrudesceu sua busca implacável e começou a minar os seguidores do Capitão no “nascedouro”, a rede de comunicação. Assim está sendo com jornalistas (que são pejorativamente chamados de blogueiros), “youtubers”, médicos, empresários etc. A disputa é muito desigual e vai piorar. Quem diz que a luta é espiritual está correto, pois, além de envolver valores humanos, envolve valores financeiros (Mensalão e Petrolão).




Muitos comparam tudo o que está havendo, com os livros “O Processo”, Franz Kafka e “1984”, George Orwell; situações que se está sendo procurado sem saber o porquê, nem o advogado ter acesso aos autos ou tudo ser encarado como crime, respectivamente.




O brasileiro foi, como um burrinho segue uma inalcançável cenoura, acostumado a acreditar que o Brasil seria “o país do futuro”. Entretanto, caiu a máscara de quem fingia querer o progresso. Jornalistas, artistas, parasitas e desavisados almejam o retorno do maior corrupto nunca antes visto neste país.




O protagonismo mudou de lado.
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🔵 Telefante







Para quem enfrentou um sorteio de consórcio de videocassete, encarar a fila para garantir uma linha telefônica num esperado plano de expansão não deveria ser tão cansativo. Ainda era madrugada, porém a fila estática já se revelava interminável. Os primeiros raios de sol só surgiram para clarear a roubada em que me enfiei. Eu estava com viagem marcada naquele dia. Querendo estar longe dali, meus pensamentos me transportaram para os telefones públicos (“orelhões”) e as fichas. Decidi, ficaria ali até adquirir a maldita linha, pois um telefone significava ascensão social.




O Plano Real tornou a hiperinflação coisa do passado, o Windous 95 enterrou de vez a reserva de mercado, o aparelho de DVD mandou o videocassete para a obsolescência e os automóveis já não eram mais “carroças”. Contudo, o telefone ainda era item de luxo. Para poucos, um, hoje, simples telefone tinha que ser declarado no Imposto de Renda.




Antes das facilidades do celular, o telefone de disco (discar) e o “orelhão” “quebraram um galho” “quando tudo isto era mato”. Entretanto, não eram raros os que, não possuindo o aparelho, transportavam imensos “pentes” de fichas, rumo ao “orelhão da esquina” ou apelassem para um “televizinho”.




A privatização das telecomunicações eliminou aquela absurda fila que eu enfrentei em 1995. O celular veio para democratizar (palavrinha tão na moda) a telefonia, bem como transformá-la em algo exatamente igual ao que víamos no desenho ‘Os Jetsons’. E tem gente que sonha com a volta do “elefante branco” chamado ‘Telesp’...




O “orelhão”, quando não infectado ou depredado, era objeto disputadíssimo. De novo, a fila organizava a espera pela vez. Enganavam-se os que acreditavam na sorte ao encontrar o telefone público com uma pessoa apenas. Se o indivíduo fosse encontrado com fichas enroladas até no pescoço, provavelmente ele estivesse “matando as saudades” de algum parente distante (e surdo). 




Atualmente, com a disseminação da comunicação, os problemas são outros: propagandas impertinentes, ligações erradas e trotes são alguns dissabores da facilidade de se obter uma linha telefônica. Provavelmente, os “orelhões” somente serão encontrados em museus.




Hoje, a comunicação pelas redes sociais são tachadas de “fake news”. Como a sanha autoritária não é recente, a simples conversa no telefone pode significar  ameaça, mas ainda é difícil de ser censurada.
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🔴 Melhores momentos







Simone Tebet e Soraya Thronicke são como atrizes coadjuvantes com alguma fala irrelevante. Dizem platitudes ou promessas inexequíveis. São aquele franco atirador que todo debate eleitoral é obrigado a colocar atrás de um púlpito. Como o Cabo Daciolo, Eduardo Jorge ou Plínio de Arruda Sampaio, são folclóricas, e não passam de opções para não anular o voto ou não votar em branco.




A Simone Tebet promete coisas básicas e constitucionais como: fim da polarização e volta da democracia. A primeira promessa é assustadora ou impraticável, porque só se aplica numa ditadura e nunca por decreto.  A segunda promessa de campanha não atrai votos, porque não convence o “Seu José” ou a “Dona Maria”. Ninguém vai ao supermercado comprar meio quilo de democracia. Outra insignificância repetida por Tebet é o “blábláblá” feminista. Eu trabalhei numa empresa em que duas mulheres operavam empilhadeiras. Provavelmente, ganhavam, merecidamente, mais que eu e, em vez de ficarem com discursinho feminista, “baixavam pallets” (estrado de madeira para armazenar mercadoria).




Simone é vitimista e diz que “mulher vota em mulher”; essa é a maneira mais impensada de se escolher um candidato ou é o voto de “cabresto” do Século XXI. Tenho certeza que se ela ganhasse a eleição, ficaria quatro intermináveis anos repetindo: uma mulher ocupa a Presidência. Também, quaisquer reclamações legítimas seriam consideradas misoginia. 




A Soraya Thronicke, além do enfadonho e vitimista discurso feminista, promete zerar o Imposto de Renda Anual dos professores. Este ano ela quis superar Ciro Gomes em termos de promessa mais demagógica e absurda. Supondo que chegasse o grande dia da Soraya cumprir o prometido, outras classes reivindicariam o mesmo benefício. Eu também. Tal promessa revela o desespero, a mitomania ou a prática do estelionato eleitoral. Isso é igual “pirâmide financeira”, que só engana as novas gerações ou gente que combina ganância com inocência.  




Em São Paulo, já votaram esperando o Fura Fila e o Arco do Futuro, promessas de Celso Pitta e Fernando Haddad, respectivamente; o primeiro, não foi entregue pelo prefeito; o segundo, nem saiu do universo onírico do fantástico mundo de Haddad. Ambos os engodos funcionaram eleitoralmente.




Estamos assistindo a algo parecido com a fase de grupos da Copa do Mundo, na qual somos quase obrigados a tolerar Emirados Árabes Unidos ou África do Sul enquanto esperamos Alemanha ou Inglaterra, por exemplo.




Até o segundo turno.
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🔴 Os 8 odiados — Pai, afaste de mim esse cale-se




Arbitrariedade: comportamento arbitrário; capricho.




Oito empresários foram vítimas de operação de busca e apreensão da PF (Polícia Federal). A PF mancha a sua imagem e atua como a “Gestapo” (polícia secreta nazista) ao cumprir ordens absurdas vindas da mente de Alexandre de Moraes. As “missões” encomendadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) são arbitrárias. Frutos de uma interpretação muito subjetiva da Constituição, as decisões de Alexandre, quase sempre, são muito, diria, polêmicas. Com essa perseguição o ministro deverá usar a “capinha” por uma curta temporada.




Os oito empresários, que trocaram mensagens no celular — cujo conteúdo foi considerado crime —, são: Afrânio Barreira (Grupo Coco Bambu), André Tissot (Grupo Sierra), Ivan Wrobel (Construtora W3), José Isaac Peres (Shoppings Multiplan), José Koury (gestor do shopping Barra World), Luciano Hang (Havan), Marco Aurélio Raymundo (Mormaii e Meyer Nigri (Tecnisa). O tratamento “empresários bolsonaristas” evidencia como a imprensa tradicional trata determinada adesão política como algo pejorativo e corrobora o cale-se.




Incrível é, principalmente, jornalistas defenderem esses mandados de busca ilegais, que configuram “denuncismo”, perseguição e vingança. A atitude arbitrária é um claro recado eleitoral para a direita não se manifestar: a espiral do silêncio. A possibilidade de Bolsonaro ser reeleito gerou um desespero, por isso vemos mais atitudes insanas como esta. Bateu o desespero.




As conversas do grupo de WhatsApp dos empresários ameaça um golpe de estado tanto quanto a “carta pela democracia” da USP ser realmente... pela democracia. Aliás, têm signatários da tal carta que apoiam ditadores e essa sanha persecutória de Moraes.




O STF está “limpando” o caminho para Lula vencer as eleições, e Alexandre de Moraes, recém-empossado presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), está desempenhando um papel preponderante. Contudo, o “start” (início) do “serviço sujo” foi dado pelo “dilmista” Luiz Edson Fachin, que mandou soltá-lo (Lula) e torná-lo elegível.




A Globo está fazendo a sua parte. 33 anos depois de dar uma forcinha para o Fernando Collor de Mello, o Jornal Nacional está favorecendo Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto, agora, sem vergonha. A arrogância da Globo é tanta, que William Bonner “deu o veredicto a Lula”: inocente.




Em suma; as ações do ministro começaram erradas e, logicamente, estão fadadas a terminar bem pior.






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🔴 “Fake news”







A velha imprensa — de métodos arcaicos e pensamento emperrado — acha que, atualmente, gente demais têm opinião. Engano, o que mudou foi a plataforma e sua disseminação. Alguns jornalistas acham que possuem o monopólio da palavra, da informação. 




O formador de opinião é um bicho em extinção;  quem é lido e ouvido já é o agregador de opinião. Ninguém quer acompanhar um comentarista que procura desinformar e, principalmente, tem uma narrativa diferente do que ocorreu. Tudo tem que ser chamado pelo seu devido nome. Exemplos: assassino não é suspeito, homicídio não é suposto homicídio. Frase de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”




A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das ‘fake news” é apenas o meio que políticos encontraram para calar as vozes roucas do povo nas ruas, sem pronunciar sua verdadeira intenção, mera perseguição e censura. A oposição está procurando um crime para fazer o que, contra eles, seria golpe. É a incessante busca de um terceiro turno. Para isso, procuram a materialidade dos fatos.




Voto censitário ou de cabresto, isso já era; com a volta das eleições diretas, foi implantado, sorrateiramente, o “voto de boiada”. O “voto de boiada”, ou de manada, consiste em guiá-lo para eleger candidatos que manterão o “esquemão” funcionando. Somente os novos “homens bons” são reeleitos.




Como ousam, pessoas do povo decidindo quem será o presidente! Isso é coisa de robô, milícias digitais e “fake news”. “Tias do Zap”, são aquelas suas parentes, ou colegas do trabalho que enviam aquele “bom dia”, frases otimistas com dez exclamações, emoticons e gifs no seu celular.  Agora, elas resolveram trocar ideias políticas, aí é demais para os novos “coronéis”, que fizeram da máquina pública uma sinecura para chamar de sua. Cargos (boquinhas) são passados, como herança, para filhos, netos, sobrinhos, primos, genros etc.




Os meios de comunicações tradicionais, tentando esconder o óbvio, perdem a credibilidade. A internet “mete o pé na porta” e abre esse caminho. Sim, têm muitos sites duvidosos, mas, também, gente muito boa criando conteúdo. O telejornal, no horário nobre, era importante para quem passava o dia trabalhando ou estudando, ficar informado do que ocorreu durante o dia; hoje, com a internet, quando é meio-dia,  já sabe-se de todas as noticias e seus comentários. 




O “caso Escola-Base”, que destruiu famílias, com falsas acusações de abusos infantis; em 2014, a campanha da Dilma mostrava: se a Marina Silva fosse eleita, o Bolsa Família iria acabar. São só dois exemplos de “fake news” (notícias falsas) graves, no entanto, o Congresso não correu instaurar nenhuma CPMI. Por que não? 




A democracia (poder do povo) está em perigo, sim. O perigo não vem de onde apontam.





































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🔴 Jogo baixo







Espalharam uma “fake  news” de grife, que nem sequer blogueiro sério lançaria. Só podemos atribuir a disseminação desta notícia falsa à má-fé dos militantes que se disfarçam de jornalistas. O  inquérito das “fake news” e as agências checadoras deixaram escapar essa!




Dessa vez,  o “clubinho” “abraçou” a história que Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle, almoçaram com Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez, e a esposa. Na  verdade, decepcionando os jornalistas que correram para publicar sem apurar, Guilherme não estava, portanto o desinteressante material jornalístico se resumia a uma fotografia da Michelle com Juliana Lacerda, atual esposa do assassino.  “Barriga” (informação errada) coletiva, “fake news” de grife.




Sem  vergonha de espalhar uma notícia falsa, os militantes infiltrados  nas redações “morderam a isca”; ou melhor, distraídos, foram”puxados numa rede de arrasto”. Como esses auto-intitulados jornalistas compartilham e/ou copiam uma “informação” dessas, achando que é a “bala de prata”, a mentira “viraliza”. Na sanha de “flagrar” o casal Bolsonaro em pleno encontro sórdido, inventaram que a inocente (pelo menos, no crime famoso) Juliana e Michelle são melhores amigas. Detalhe importante: o assassinato completa 30 anos (este ano), mas o documentário que relembra a história está em alta. Eis a imprensa dita séria noticiando coisas do nível “Bebê diabo” e “Homem grávido”. Pelo menos, o Notícias Populares, que veiculava “fatos” desimportantes ou mentirosos, era deliberadamente escrachado.




Escolas e faculdades, na pretensão de “formar” agentes de transformação social, despejam profissionais doutrinados, dentre eles, jornalistas. Por isso o Jornalismo está tão ruim. Para não ficarem autolaudatórios, elogiam-se uns aos outros. Mesmo quem pensa diferente dessa “beautiful people” tem que fingir que pensa igual para sinalizar virtude, bem como não ser “cancelado”, ter a reputação destruída e “viver um inferno”




Esse noticiário de “Twitter” rebaixou quase tudo (política etc) a fofoca. O clique substituiu grande parte do jornalismo investigativo, e “notinhas”, que preencheriam bem espaços entre “merchans” do ‘Ômega 3’ e ‘Tekpix’, circulam em manchetes de grandes jornais. As mídias que se sujeitarem à vontade das redações ficarão estigmatizadas como “velha imprensa”.




O antibolsonarismo psicótico (segundo Ana Paula Henkel) contaminou um tipo de jornalista que não consegue comentar nada, seja trânsito ou previsão do tempo, sem “espinafrar” o Bolsonaro. Essa imprensa, que inventa fatos para corroborar argumentos, é apelidada pelo Guilherme Fiúza de “consórcio”. São os mesmos que queriam derrubar o Michel Temer.




Isso é só uma amostra de como nessas eleições o jogo será baixo como nunca antes visto neste país. Isso é só o começo.
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🔴 Eleições 2022




Duda Mendonça e João Santana foram marqueteiros eficientes, mas estenderam seus conhecimentos aos escândalos de corrupção. Bolsonaro acertou quando deixou o filho, Carlos Bolsonaro, cuidar do “marketing” digital. Falando direto e com a linguagem do brasileiro de verdade, ele atingiu desde jovens (que não assistem à televisão), passando pelas “Tias do Zap”, até os idosos (que voltaram a votar).




O tempo de televisão aumentou, mas isso pouco importa. A estratégia já está sendo frequentar “podcasts” (possuem um latifúndio de tempo). Diferentemente de Lula, que apenas pisa em ambientes com plateias controladas e jornalistas de estimação, o atual presidente encara verdadeiros “papos de boteco”, sem formalidades, o mais cru “papo-reto” sem restrições e que quase sempre extrapola na descontração, dando brechas para os “mimimis”.




Bolsonaro inventou uma manifestação que só pode ser chamada por um neologismo (motociata), atrai multidões ensandecidas, como quem encontrou um “popstar” e não um político e criou uma corrente política que leva o seu nome: bolsonarismo, diferente do petismo. Tudo isso, é claro, não teria efeito, não fossem as realizações.




Flow, Cara a Tapa, “podcasts” que vêm batendo recordes de visualizações e repercussão, estão sepultando os “engessados” e autolaudatórios debates da TV aberta. O novo palanque é uma violenta catapulta para candidatos sinceros, e um porão no fundo do poço para quem, igual ao João Doria, faz cara feia ao engolir um café, tentando parecer “gente como a gente”.




O jornalista não pode querer parecer mais importante que o entrevistado ou a notícia. O sucesso do formato “podcast” é, além da informalidade, que o entrevistador não tenta desmoralizar o candidato com “pegadinhas” ou tentando falar mais alto com a finalidade de impor seu ponto de vista. 




A autenticidade de um político sendo escrutinado por horas jamais será sobrepujado por um tapinha nas costas, erguer uma criança ou entrar num boteco para arriscar-se numa coxinha,  um pastel ou um cafezinho. Sem marqueteiro, popularidade não se fabrica em ano de eleições.
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🔴 Guerra das cartas




A moda retomada por Lula pegou, e agora temos uma profusão de cartas. Sem dúvida, a tal “carta pela democracia” é hipócrita do começo ao fim. Bolsonaro ironizou  a atitude, mas seus apoiadores lançaram a “carta pela liberdade”. Esta já está liderando no número de assinaturas.




Como percebemos, quem fala em “democracia” procura atingir um objetivo que passa longe do real significado da palavra. Falam de uma democracia esvaziada de sentido, da boca pra fora. O único objetivo é ludibriar. Pois, se todos prometem essa tão falada democracia, deve ser boa. Dito de maneira correta, esse termo engana. Gera até uma carta que reúne a nata da hipocrisia. 




Se, com postura e impostação, alguém disser que a lâmpada é democrática, pois ilumina todos, e o piso é democrático porque mantém todos com os pés no chão, esse sofista contemporâneo ganhará reportagem no Jornal Nacional e no Fantástico, é possível que ganhe uma medalha no Supremo Tribunal Federal (STF); no entanto, claro, é um embusteiro. Essa é a “carta pela democracia”, um embuste eleitoreiro.




Dentre as classes que almejam a volta dos privilégios, estão banqueiros, lulistas e empresários. Os empresários desejam a volta do malandro”, na fila para obterem empréstimos generosos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e tornarem-se os novos “campeões nacionais”. Todos os que estão esperneando contra o governo sentem um certo asco do povão, desejam a volta do dinheiro fácil.




Cada um dos que assinaram a intitulada “carta pela democracia” defendia um interesse particular ou de um setor que, claro, o beneficiará. O evento de assinatura do documento foi com evidente viés político, embora, envergonhados, os signatários tentassem disfarçar.




Revelando o indisfarçável distanciamento do povo, e até um certo nojinho, mais uma vez os “ungidos” vêm com essa “decisão” de cima pra baixo. Com a arrogância de sempre, eles fazem pose, cara e voz de “condutores da Nação” e praticamente dizem em quem devemos votar.




A “carta pela liberdade” foi quase ignorada. As eleições são chamadas de “festa da democracia”. Agora começo a entender melhor porque a utilização da palavra “festa”. Pouquíssimos são os convidados.



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🔴Pode isso, Arnaldo?







Jair Bolsonaro foi ao ‘Flow Podcast’. A entrevista, que durou mais que 5 horas e, nesse momento, chega em 10 milhões de visualizações, provavelmente, foi estudada e sinalizada pela equipe de campanha como algo que poderia ser muito positivo para a imagem, porque dialoga com um público que só liga a televisão para assistir às séries em “streaming”. O tiro também poderia sair pela culatra. Não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário, o presidente conseguiu mostrar o que antes alguns canais de televisão e jornais tentavam esconder, e só a “bolha” (bolsonaristas) enxergava. Na saída, devido o assédio da molecada, tenho certeza, a “bolha” estourou. E o Lula fracassará seu golpe nessa turma que desconhece o Mensalão e o Petrolão.




Igor, entrevistador e sócio do ‘Flow’, deu uma “aula”, a qualquer jornalista, de como questionar um político — principalmente o controverso Bolsonaro. Ele foi incisivo, mas não ofensivo, Igor abordou temas polêmicos e extraiu respostas reveladoras e sinceras. O que vemos, quase sempre, são jornalistas militantes agressivos com Bolsonaro e bajuladores com Lula.




Em igual estratégia, Lula, mais uma vez em ambiente controlado, transformou um ‘podcast’ em palanque, e os entrevistadores em plateia abobada e meros bajuladores. Contudo, como este outro ‘podcast’ obteve uma audiência muito mais baixa o estrago não foi tão abrangente.




Com este ousado passo do ‘Flow’, o formato ‘podcast’ ganha maturidade e se consolida como importante meio de comunicação. Se antes se restringia a um bando de moleques chapados de álcool e maconha “jogando conversa fora” com “influencers”, agora eles se comportam como quem fala, literalmente, para milhões de pessoas. Mas a informalidade, que é a boa característica do ‘podcast’, continua.




O ‘Flow’ (Igor) não chega a ser um território hostil, tampouco se classifica como zona de conforto; preciso é encará-lo como “isentão”, ou seja, aquele que não se considera nem “de direita” nem “de esquerda”. De certa forma, e utilizando uma linguagem apropriada ao Capitão, ele estourou o cativeiro e libertou algumas almas.
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🔵 O pai, dois irmãos e um cão




O pai carregou sua ‘Variant’ com os dois filhos e o cão. Eu sempre chamei meus vira-latas de “cão”, com a finalidade de atribuir alguma nobreza aos animais. Não era esse o caso, pois se tratava de um exemplar de Pastor Belga.




O histórico passeio reuniu uma combinação explosiva: um pai pouco afeito a arriscar passeios do tipo “domingo no parque”, juntando dois irmãos prestes às vias de fato e transportando uma fera com dentes afiados.




Ao pararmos e desembarcarmos num terreno baldio e árido, a questão: o que viemos fazer ali?O que poderia ser decepção tornou-se um dia inesquecível. O desembarque do trio (os irmãos e o cachorro) foi tranquilo; entretanto, a cordialidade no futuro embarque não estava garantida. Contudo, a liberdade e a alegria de um cão correndo livremente faz qualquer um esquecer que existem boletos, buzinadas, maldade, decepções e tristeza. Um cão correndo, sem corrente, sem os limites de um portão, pareceu sorrir; eu sempre vou ter a certeza: aquele dia, o Teg sorriu.




Depois de muito tempo, meu irmão, eu e o cachorro preto voltamos, sujos pela poeira. Mas ninguém levou bronca porque a sujeira fazia parte dos planos. O cachorro, zuado, mas feliz, continuou o “serviço sujo” quando “notou” que aquilo era, enfim, permitido. A ancestral raça ofendida finalmente tinha sua vez: era consentido lamber a cara, pular em cima, brincar de avançar e sujar o banco do carro.




Esse dia inesquecível só ficou gravado porque contou com a condescendência do meu pai. Talvez ele tenha saído de casa carregando o fardo da obrigação de levar “os dois meninos” pra passear; contudo ele ficou zelando para que o momento fosse sublime. E foi.




Há muito tempo, aquele “território de brincar” não existe mais, foi construída uma casa. A princípio, sempre pensei que aquele episódio havia sido sepultado; mas a existência merece que ele exista: em lembrança, em sonho ou naquele mesmo local.




As melhores baladas, os maiores shows, as mais surpreendentes viagens, nada mais pode ser melhor que um momento desses, em família, que não pode se repetir. O pai, dois irmãos e um cão...
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