Lista de Poemas
🔵 Um furto furtivo
Não seria nada fácil levar o Vectra prateado. As luzes estavam acesas, então havia gente na casa. Provavelmente, estavam todos dormindo, pois era bem tarde, no entanto, tratava-se de uma casa de praia em Ubatuba. Esse cenário exigia uma dose extra de precaução, já que os hábitos das famílias nas férias são imprevisíveis.
Para não acordar a família, abrimos o portão e empurramos o carro sem ligá-lo. Pronto, ganhamos a rua e fomos andar na cidade. Tudo saiu conforme o planejado. A molecagem quebrou o marasmo que seria uma noite jogando cartas e nos empanturrando de refrigerante barato numa casa isolada no litoral de São Paulo.
Sim, “furtamos” o carro do pai do meu amigo, com a colaboração da turma hospedada na “choupana”. Apesar do deliberado conluio e da ação sub-reptícia, por uma infeliz coincidência, a turminha tinha descendência e dependência da vítima.
Depois dessa “associação criminosa”, subimos ruas, descemos, contornamos, aceleramos, freamos e fingimos ser os donos daquela “nave espacial”. Tudo com muito cuidado, para não transformar a molecagem numa ocorrência que envolvesse a intromissão de autoridades e necessitasse da presença do proprietário do veículo.
Depois de tudo, por maior que tenha sido o cuidado na devolução do automóvel, fomos descobertos. Alguém delatou, por puro sadismo, zueirinha e inveja. Deve ter sido difícil jogar “Rouba-monte”, bebendo ‘Dolly guaraná’, ou dormir enquanto acelerávamos o ‘Vectra’ na noite de Ubatuba.
Fomos convencidos de que o crime não compensa, ainda mais depois que ficou evidente que o motivo foi fútil, portanto, sem qualquer justificativa. Assim, terminou minha desastrosa e atrapalhada vida no submundo imundo do “crime”. Por índole, sei que causaria prejuízo a qualquer quadrilha. Mas terminar nossa incursão no ramo do furto sendo trapaceados por um bando de pirralhos, bem como levando um “puxão de orelha” foi bastante embaraçoso e humilhante.
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🔴 A jabuticaba — ditadura democrática
Para nossa atenção, há um preocupante recrudescimento do uso da palavra “democracia”. Não deveria ser assim, mas é. Sem precisar citar nomes, assisti a absurdas figuras esvaziando o real significado do termo, à medida que atrofiavam-no.
Cheios de péssimas intenções, esses estelionatários falam em “democracia”, enquanto puxam a sua carteira. Como um mágico, eles atraem as atenções para uma mão, enquanto a outra executa o truque. Atualmente, para ligar o “pisca-alerta”, e desconfiar das intenções, basta eu ouvir a palavra mágica “democracia”.
Um exemplo notório de desvirtuamento do real significado das palavras é “antifascista” e suas variantes. Duas torcidas organizadas, com as mãos tingidas de sangue, deram-se as mãos para, hipocritamente, lutarem pela pauta “do bem”; escondidas numa embalagem simpática; o Muro de Berlim disfarçava suas real vocação sob um nome singelo: Muro de Proteção Antifascista; países como Coreia do Norte e Alemanha Oriental escondem e escondiam regimes ditatoriais atrás de termos edulcorantes: República Popular Democrática da Coreia, República Democrática do Vietnã e República Democrática Alemã provam que a estratégia é antiga.
Outras concentrações de poder político e econômico estampavam o nome inócuo: Argélia, Nepal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka, Congo, Laos e Etiópia. Mesmo não exibindo no nome, países, como o Irã, vêm agindo antidemocraticamente sob o beneplácito da palavra tão democrática.
Parece a ficção de George Orwell ‘1984’, entretanto a tática de esvaziar de sentido as palavras ainda captura os corações desatentos e inocentes. Afinal, “guerra é paz”, “liberdade é escravidão” e “ignorância é força” ou, como estava escrito na entrada do campo de concentração em Auschwitz: “O trabalho liberta”.
Lenin falava em “ditadura democrática operário-camponesa”. O palavrão desafia a lógica, pois é um oxímoro em termos. A besteira que Lenin cometeu levou ao paroxismo o direito de enfiar duas palavras mutuamente excludentes na mesma frase. A China é um país ditatorial que se absteve de ostentar “Democrática” no nome, porém traz, em sua Constituição, o conceito de “ditadura democrática”.
Caramba!
Cheios de péssimas intenções, esses estelionatários falam em “democracia”, enquanto puxam a sua carteira. Como um mágico, eles atraem as atenções para uma mão, enquanto a outra executa o truque. Atualmente, para ligar o “pisca-alerta”, e desconfiar das intenções, basta eu ouvir a palavra mágica “democracia”.
Um exemplo notório de desvirtuamento do real significado das palavras é “antifascista” e suas variantes. Duas torcidas organizadas, com as mãos tingidas de sangue, deram-se as mãos para, hipocritamente, lutarem pela pauta “do bem”; escondidas numa embalagem simpática; o Muro de Berlim disfarçava suas real vocação sob um nome singelo: Muro de Proteção Antifascista; países como Coreia do Norte e Alemanha Oriental escondem e escondiam regimes ditatoriais atrás de termos edulcorantes: República Popular Democrática da Coreia, República Democrática do Vietnã e República Democrática Alemã provam que a estratégia é antiga.
Outras concentrações de poder político e econômico estampavam o nome inócuo: Argélia, Nepal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka, Congo, Laos e Etiópia. Mesmo não exibindo no nome, países, como o Irã, vêm agindo antidemocraticamente sob o beneplácito da palavra tão democrática.
Parece a ficção de George Orwell ‘1984’, entretanto a tática de esvaziar de sentido as palavras ainda captura os corações desatentos e inocentes. Afinal, “guerra é paz”, “liberdade é escravidão” e “ignorância é força” ou, como estava escrito na entrada do campo de concentração em Auschwitz: “O trabalho liberta”.
Lenin falava em “ditadura democrática operário-camponesa”. O palavrão desafia a lógica, pois é um oxímoro em termos. A besteira que Lenin cometeu levou ao paroxismo o direito de enfiar duas palavras mutuamente excludentes na mesma frase. A China é um país ditatorial que se absteve de ostentar “Democrática” no nome, porém traz, em sua Constituição, o conceito de “ditadura democrática”.
Caramba!
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🔴 A História se repete
Reichstag, o parlamento alemão que foi incendiado em 1933, supostamente, sofreu um autogolpe. O partido nazista teria provocado o incêndio e colocado a culpa nos adversários políticos. De qualquer maneira, o fato deu abertura a medidas arbitrárias. Ou seja, quem obteve “lucro” com a situação foi a aparente vítima.
A invasão do Capitólio, Estados Unidos, impressionou os mais distraídos, os influenciáveis e os torcedores anti-Trump. No entanto, depois de muitas exigências, as imagens foram exibidas, revelando uma condescendência com os invasores, parecendo muito uma visita monitorada. Resultado: tudo lembrou a estratégia que teria sido implementada no Reichstag. Acabou prejudicado o ex-presidente “nazista, fascista, homofóbico, supremacista branco” etc.
No Brasil, alguns jornalistas previram que aqui haveria a replicação da infalível tática. Não deu outra. O nosso país não deixou de confirmar o eterno vaticínio: “Brasil, o país do futuro”. Por falta de um Capitólio, destruíram o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Lembram muito a estratégia do Reichstag, sobretudo a invasão do Capitólio, com o recebimento cordial e um general ciceroneando o que seria uma turba enfurecida. Algumas imagens, que esclareceriam muito, sumiram. Tudo reforça a suspeita de que havia infiltrados instigando a destruição. Lula acabou sendo o grande beneficiário da invasão, e o “nazista, fascista, homofóbico” etc ex-presidente, o prejudicado.
Se eleger Javier Milei presidente, a Argentina deverá seguir o covarde e triste caminho. Com a derrocada do governo Alberto Fernández, o kirchnerismo só tem uma chance de voltar. Seguindo a sequência EUA e Brasil, a Argentina se torna vulnerável à previsão maldita. Logicamente, a Casa Rosada é um suposto alvo preferencial. Javier Milei já vem sendo adjetivado, pejorativamente, de “extrema-direita”. É uma questão de tempo (ou poder) para ele ser chamado de nazista, fascista, homofóbico, maluco etc.
Diz o ditado, a História se repete como farsa; nesse caso, ela já pode ter começado assim.
A invasão do Capitólio, Estados Unidos, impressionou os mais distraídos, os influenciáveis e os torcedores anti-Trump. No entanto, depois de muitas exigências, as imagens foram exibidas, revelando uma condescendência com os invasores, parecendo muito uma visita monitorada. Resultado: tudo lembrou a estratégia que teria sido implementada no Reichstag. Acabou prejudicado o ex-presidente “nazista, fascista, homofóbico, supremacista branco” etc.
No Brasil, alguns jornalistas previram que aqui haveria a replicação da infalível tática. Não deu outra. O nosso país não deixou de confirmar o eterno vaticínio: “Brasil, o país do futuro”. Por falta de um Capitólio, destruíram o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Lembram muito a estratégia do Reichstag, sobretudo a invasão do Capitólio, com o recebimento cordial e um general ciceroneando o que seria uma turba enfurecida. Algumas imagens, que esclareceriam muito, sumiram. Tudo reforça a suspeita de que havia infiltrados instigando a destruição. Lula acabou sendo o grande beneficiário da invasão, e o “nazista, fascista, homofóbico” etc ex-presidente, o prejudicado.
Se eleger Javier Milei presidente, a Argentina deverá seguir o covarde e triste caminho. Com a derrocada do governo Alberto Fernández, o kirchnerismo só tem uma chance de voltar. Seguindo a sequência EUA e Brasil, a Argentina se torna vulnerável à previsão maldita. Logicamente, a Casa Rosada é um suposto alvo preferencial. Javier Milei já vem sendo adjetivado, pejorativamente, de “extrema-direita”. É uma questão de tempo (ou poder) para ele ser chamado de nazista, fascista, homofóbico, maluco etc.
Diz o ditado, a História se repete como farsa; nesse caso, ela já pode ter começado assim.
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🔴 Bonnie
Bonnie & Clyde foram metralhados, mas eles estão sendo representados pela dupla Lula & Janja. Agora todos sabem o que os parceiros pilantras tanto fazem juntos em viagens dispendiosas. A duplinha de pilantras traz... canetas.
Eu já vi esse comportamento reprovável de perto em um casal que, achando que os bares e restaurantes eram provedores de souvenires gratuitos, furtavam taças e talheres. Tudo com uma sincronia bem ensaiada, como em uma jogada de vôlei ou linha de montagem. Lógico, um sabia que o outro não valia nada, mas a cleptomania era muito mais forte. Assim é o casal “globetrotter” que ocupa o Palácio da Alvorada. Mas canetas!
Tá bem, eu já tive a péssima mania de colecionar esferográficas franqueadas em feiras e exposições (Anhembi, Centro de Exposições Imigrantes, C. E. Center Norte etc). No entanto, mesmo legalmente, eu abandonei o colecionismo, antes que a oportunidade de obter algum item sub-repticiamente desafiasse minha índole.
Lula, o anão diplomático, ignora a viralização mundial que a imagem do furto indiano está gerando. De fato, é uma vergonha que corpo diplomático algum conseguiria explicar. Nem mesmo a velha justificativa do “amigo” cola. Mas, como se trata de uma doença, o pequeno delito será ignorado.
Como todo cara de pau, se confrontado, ele negara o que as câmeras denunciam, fazendo quem ousar inquiri-lo sentir-se constrangido. Assim, na estratégia conhecida como “Assassinato de Reputação” ele o esmagará até inviabilizá-lo. É o manjado “chame-os do que você é, acuse-os do que você faz”.
Lógico que o ataque da dupla não se compara ao Mensalão e ao Petrolão e à chácara de Atibaia e o apartamento do Guarujá. Lula, sempre disposto para prejudicar alguém, seja com uma apropriação indébita, uma taxação ou uma “contribuição compulsória” (que caracteriza um oxímoro), ressurgiu, da cadeia para a Presidência da República, feito o Jason de ‘Sexta-feira 13’ ou como um calango.
🔹 Ou se prende os comunistas pelos crimes que cometeram, ou eles, fortalecidos, irão nos prender pelos crimes que não cometemos.
(Olavo de Carvalho)
Texto com vídeo no blog:
Gazeta Explosiva
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🔵 Bar de jazz?!
Foi estranho ver aquele sujeito com características de um legítimo punk falando que segunda-feira todos estariam num bar de jazz. De cara, incrédulo, eu fiz a pergunta retórica e um tanto tola: de jazz?! Para quem sempre gostou de música, tanto faz rock ou bossa-nova. Fui.
Saí da universidade e, em vez de ir pra casa, desviei o caminho, rumo ao tal bar. Chegando lá, um sonzinho de piano não deixava dúvida de que havia encontrado o lugar combinado. Era incomum vê-los sentados ouvindo um pianista. O ambiente meia-luz, com aquele sonzinho de elevador, ou sala de espera de consultório, lembrava que aquilo era um bar, não uma recepção de casamento.
Nossa conversa estava mais alta que a música. Enquanto isso, tudo conferia um bom gosto e uma sofisticação que destoava da nossa idade, visual, comportamento e histórico. Entretanto, essa incompatibilidade, concomitantemente à estranheza que causava, era bem vinda, muito diferente dos bares e shows de rock que frequentávamos.
Aquele ritual se repetiu: sair da universidade, beber e jogar conversa fora ao som de jazz e bossa-nova. A segunda-feira diferenciava e contrapunha o fim de semana um pouco “hardcore”. Realmente, eu me apeguei àquele comportamento, àquela tradição, mesmo parecendo uma sinalização pequeno-burguesa, coisa de novo-rico.
Sapatênis e pulôver seria o figurino que ornaria completamente com aquele ambiente piano-bar, porém aquilo seria extrapolar a concessão, então continuamos com jeans, camiseta e tênis surrados. Sempre, é claro, optando pela boa e velha cerveja. O consumo dessa bebida era a opção selecionada perante os caros, e difíceis de entender, drinks.
Menos decibéis e mais notas musicais depois, já estávamos em harmonia com a melodia daquele local salubre, requintado e impoluto, que ainda instíamos em conspurcar com a nossa indumentária e presença assustadoras. Entretanto, a portabilidade etílica descontraía e tornava todos iguais e tudo acessível. Assim, Dave Brubeck, Herbie Hancock, Frank Sinatra e Tom Jobim se tornaram mais familiares.
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🔴 A turma do cachorro-quente
Jabuticaba, assim como a fruta, é como ficou conhecido tudo o que só existe aqui no Brasil. Todo o significado de ter um Lula como presidente é algo que só existe aqui. A celebração do Dia da Independência estava tão vazio que eu digo que um tiro-de-guerra ou colégio de periferia reuniram maior plateia.
Um 7 de Setembro sem povo foi o que se viu. Mas não só isso: já faz algum tempo, o nosso Exército (melancia: verde por fora, vermelho [comunista] por dentro) parece composto por um “batalhão” de generais com a mesma firmeza de caráter de um general G. Dias. Neste 7 de Setembro, os militares, envergando uma farda camuflada, entregaram pães com salsicha. Definitivamente, a grandiosa data foi reduzida a uma festinha sindical.
Lula conseguiu esvaziar a data cívica, o Exército, a Polícia Federal e o seu próprio governo. Governo que não consegue disfarçar a impopularidade. Os institutos de pesquisa lulistas, mais uma vez, viraram piada tentando hipertrofiar a adesão popular. Na matéria de turbinar os números em seu favor, Lula tem um assombroso descompromisso com a verdade, e Marcos Uchôa bem que já tentou na fracassada “live”.
A popularidade do Zé Gotinha foi o único ponto positivo do desfile. A bordo de um caminhão dos Bombeiros, o personagem demonstrou mais apreço do povo do que o presidente que, melancolicamente, saudou o nada.
Tudo, desde a campanha, que envolveu a edulcoração do eterno sindicalista, foi construído com a argamassa fraca da mentira. Ou seja, não dura, desaba. Durante a campanha, e na posse, o petista fingiu que encheria os ministérios de mulheres e privilegiaria o meio-ambiente. Sinalizando virtude e pagando o caro pedágio ideológico, obteve boa adesão, ou melhor, enganou muita gente. Entretanto, com a sanha de obter apoio político, mulheres estão sendo retiradas dos ministérios e os ecoterroristas estão frustrados. No entanto, Lula deve estar contente com o seu projeto pessoal de vingança.
Para esconder o vexame petista, restam duas alternativas: reescrever a História ou colocar a culpa em alguém.
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🔵 Museu da Língua Portuguesa
Foi impossível adivinhar o que poderia ter no ‘Museu da Língua Portuguesa’ além de palavras. Num museu, seja lá quem o artista for, eu não consigo disfarçar quando a obra for ruim. A coisa começa a denunciar picaretagem quando a, digamos, manifestação artística surge com uma máscara moderninha chamada de: ‘instalação’ ou ‘performance’. No entanto, a visita ao ‘Museu da Língua Portuguesa’ contrariou a falta de perspectiva. Sim, pode ter sido melhor com a turma da universidade.
Em princípio, como suspeitei, as palavras estavam lá. Como as professoras estavam presentes, circulando pelo museu, fiz uma cara de inteligente, como quem apreciava a ‘Capela Sistina’. Tive que manter a farsa para fingir que eu estava realmente interessado em decifrar palavras soltas. E as professoras continuavam circulando como se esperassem que os vocábulos revelassem algum sentido oculto. Mesmo com a falta de interesse, fiz o mesmo.
Diante da insistência das palavras em não dizerem nada além do que estava patente, desisti e encerrei aquela farsa. Pelo menos, não tinha ninguém realizando as chamadas ‘performances’ nem uma maldita ‘instalação’ (objeto fingindo que é arte) atrapalhando o caminho. Tive certeza, estavam todos fingindo interesse em um punhado de palavras para aparentar erudição.
Destrinchando o nosso idioma, a exposição permitiu alguma interatividade. Esquecendo que estava no centro de São Paulo e entretido com fotografias, objetos históricos, textos, áudios e uma boa apresentação teatral, me flagrei absorto com o que, preconceituosamente, eu achava que seria enfadonho.
Com o novo comportamento adquirido, não seria mais necessário sustentar o queixo com o polegar e a bochecha com o indicador, fazendo cara de conteúdo diante de uma obra qualquer. Como não encontrei nenhuma ‘instalação’ ou ‘performance’, continuei preservando o meu preconceito e alguma rabugice.
Apesar da distância geográfica, quando o prédio da Estação da Luz ardeu em chamas, eu assisti ao desastre com uma certa melancolia e proximidade afetiva. Hoje, sabendo que pega bem ter ido lá porque rende certo status, fingindo ser intelectual, eu, com garbo e elegância digo: fui ao ‘Museu da Língua Portuguesa’ antes de pegar fogo.
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🔴 Câmera escondida
Sempre ele, Flávio Dino, nosso herói com nome jurássico, além de involuntariamente engraçado, é mentiroso. Não, como mente e cai em contradição com ênfase e certeza convincente, ele pertence a uma casta diferenciada de mentirosos: os mitômanos.
Dino, o ministro da Justiça e Segurança Pública, escondeu as imagens do 8 de Janeiro até afirmar que apagou. A alegação foi tão infantil, que beirou a desculpa de que o irmãozinho quebrou, o cachorro comeu ou a mãe jogou fora na limpeza. Lamentável. Sem nenhum exagero, uma câmera de firma armazenaria e disponibilizaria com eficiência a movimentação 24 horas.
G. Dias (sombra do Lula) me fez lembrar que é necessário atualizar as atribuições de um general do Exército. Ou será que apenas o G. Dias é “melancia” (verde por fora e vermelho por dentro)?
A revelação das imagens fizeram o “bravo” general parecer tão enérgico quanto um militar trapalhão num quadro de ‘A Praça é Nossa’ (Comando Maluco). Um cursinho de segurança por correspondência, e a Marina Silva conteria os invasores. No entanto, o tal general não precisaria, pois ciceroneou a turba. Algo pior está acontecendo: há jornalistas que insistem na desinformação de que o que estamos vendo não é o que estamos vendo.
Uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) foi instalada para “resolver” o que ocorreu em 8 de janeiro de 2023. Porém, a linha de investigação foge tanto da lógica, que fica evidente que o objetivo é não descobrir nada, mas apenas confirmar uma narrativa pré-fabricada.
Superdimensionando uma discussão de aeroporto, que poderia ter sido num caixa de supermercado ou qualquer fila, Alexandre de Moraes comparou o incidente a um ataque ao STF (Supremo Tribunal Federal). As imagens, lógico, dirimiriam o óbvio exagero, no entanto, não foram reveladas.
Contrariando a tecnologia, as imagens foram substituídas por falácias que não se sustentam em pé. Os argumentos são fracos e narrativas e desenhos fazem as vezes de filmagens que, se apresentadas, derrubariam quaisquer falácias, pois se tratam de provas.
“Fatos são coisas teimosas; e quaisquer que sejam nossos desejos, nossas inclinações ou os ditames de nossa paixão, eles não podem alterar o estado do ocorrido e das evidências”.
(John adams)
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⬛️ O gato, o lobo e o cavalo — Fábula para adultos
A Janela de Overton é uma tática de engenharia social que consiste em “empurrar a história”, ou seja, deixar tudo mais tolerável. O espetáculo do ‘Cavalo Tarado’, que foi apresentado numa escola para crianças, foi apenas um lamentável capítulo da Janela de Overton. O número “artístico”, rompendo a Espiral do Silêncio, chocou a opinião pública, mas a tendência é introduzir algo mais “aceitável”, embora atualmente reprovável.
A Espiral do Silêncio, no caso, mantém a opinião pública calada, com medo de cometer alguma “falta social” que pode ser rotulada como homofobia, transfobia ou qualquer “crime da moda”.
O ‘Cavalo Tarado’ provavelmente foi recebido como um cavalinho, na pior das mentes, malvado, pela reação das crianças. Eu interpretei a reação infantil como um lobo mau ou um vilão qualquer invadindo a cena. Entretanto, o equino se empolgou e proporcionou uma atuação imprópria a plateias de todas as idades. Ah, tudo isso acompanhado de um funk pornográfico coreografado.
Em quaisquer cidades do Brasil, os pais certamente ficam tranquilos quando conseguem matricular o filho numa escola boa; geralmente, isso significa mantê-lo longe de más influências e encaminhá-lo. Porém, uma trupe, intitulada Companhia de Dança Suave se infiltra no ambiente escolar e cobra 50 mil reais para destruir infâncias no atacado.
Mas, como já disse, não é nova a tática da Janela de Overton. Se as crianças não desenvolverem uma modalidade óbvia de parafilia, no mínimo perguntarão o que significa: cio, tarado etc.
Na escola, em nenhuma idade, eu vi a apresentação de um perigoso e ameaçador ‘Cavalo Tarado’. Eu devo ter visto coisas mais inocentes como ‘Pedro e o Lobo’ e ‘O Gato de Botas’. Que bom, eu devo ter economizado um bom dinheiro em remédios e analistas.
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🔴 E o cavalo ficou doido — Cavalo de Troia
Tudo muito calmo na escola Luiz Carlos Prestes. Porém, uma apresentação da Companhia de Dança Suave perverteria aquele dia educacional, e provavelmente traumatizará a turminha que foi obrigada a assistir ao número do ‘Cavalo Tarado’. Provavelmente, a exposição ao Português errado condenará a turminha ao subemprego e o que foi presenciado, a um trauma incurável. Quem viu o que rolou no pátio da escolinha não será mais o mesmo.
Com o título “Olha os cavalo no cio”, o ator (ou atriz) precisou interpretar o equino animadão com espantosa e assombrosa verossimilhança, pois foi pago para isso. Pois bem, quando o animal foi solto e fez jus ao tema do, sei lá, quadro, o intérprete atendeu às expectativas dos menos inocentes e deixou boquiabertos quem nunca tinha visto nada mais malicioso que o ‘Bob Esponja’.
Testemunhar a performance de um cavalo ensandecido, acompanhado de três, digamos, bailarinos, uma..., impossível descrever, atuação bizarra ao som de um funk (carioca) proibidão, garante adultos traumatizados, muitos anos de análise e alguns remédios de tarja preta.
A polêmica apresentação contou com uma trilha sonora não menos constrangedora: funk carioca. Título e parte da letra::
Olha os cavalo no cio
“Vem mulher, vem galopando, que o cavalo tá chamando. Olha os cavalo voltando (...)”.
A imprensa, claro, tentou normalizar o acontecimento. O portal “G1” escreveu: “Autor de canção em apresentação com suposta conotação sexual diz que existe uma versão infantil” e “Fantasia de cavalo dança (...)”. Na primeira manchete há uma clara tentativa de edulcorar o caso: “canção”, “suposta” e “existe uma versão infantil” (tá bom); no segundo exemplo, é clara a intenção de tirar a culpa, já que fantasia não dança sozinha!
O grupo, por assim dizer, artístico, que recebeu 50 mil reais pela... obra, ganhou uma concorrência pública realizada pela Secretaria Municipal da Cultura do Rio de Janeiro.
Deixando de lado o conteúdo impróprio para qualquer idade, para pessoas sãs, o showzinho é muito ruim. Destituídos de talento, a trupe ganhou o noticiário fazendo a única coisa possível e fácil: chocar. Conseguiram.
Em tempo: prefeito do Rio, Eduardo Paes, ficou indignado e tenta recuperar os 50 mil reais. Sei...
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