Lista de Poemas
🔴 A luta dele
Sempre achei que os neonazistas estivessem escondidos atrás daquele estereótipo caricato meio antissocial, ultranacionalista e agressivo. Acho até aceitável o rótulo supremacista branco, a “Ku klux klan” nunca me deixou negar sua existência. No entanto, a História evidenciou que havia exagero quando xingavam qualquer um de fascista e nazista.
Surpreendentemente, vimos justamente a verdadeira face daqueles que, por fanatismo político, saíam acusando os adversários de nazista, fascista, genocida, pedófilo, terrorista, golpista etc. Eu sempre pensei, e creio que estava certo, que esses adjetivos terríveis eram pronunciados a esmo, como uma nova e curiosa modalidade de ofensa.
A guerra “Israel X Hamas” revelou a manifestação do antissemitismo da turma do “o amor venceu”, o “terrorismo ambiental”, as “feminazi” (feministas radicais), os “antifas”, etc. Provavelmente, disfarçando algo horrível dentro de suas personalidades, coisa que nem eles mesmos suportavam, veio à tona. No clássico estilo “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”, não aguentaram a latência e, com as manifestações contra Israel, encontraram um ambiente “favorável” para demonstrar o preconceito.
Onde estavam escondidos? Muitos perderam a vergonha e, como nos anos 30, estão “caçando” judeus. Comércios passaram a discriminar o atendimento com o aviso: “Jews not allowed” (Judeus não são permitidos); “Keep the world clean” (Mantenha o mundo limpo): uma loirinha erguia o cartaz com esse texto completado com um desenho da Estrela de Davi no lixo. Isso foi apenas um cartaz numa passeata! Assustador!
Diversas são as manifestações de antissemitismo. O mais surpreendente é que isso vem de onde menos suspeitaríamos. O sentimento não suportou ser represado por tanto tempo. Enquanto isso, convenceu, quando usado como acusação.
Deus pode ter piedade da alma das vítimas de doutrinação escolar, porém, pouco tempo já será suficiente para dar luz à vergonha de exibir ao mundo, disfarçado de qualidade, um defeito tão deplorável.
Os filmes ‘A Onda’ e ‘Ele está de volta’ já ilustravam como tudo começa e como o fantasma da intolerância está à espreita, respectivamente. Diria que o segundo filme, tendencioso, só errou o alvo.
🔹 “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”
(Winston Churchill)
Surpreendentemente, vimos justamente a verdadeira face daqueles que, por fanatismo político, saíam acusando os adversários de nazista, fascista, genocida, pedófilo, terrorista, golpista etc. Eu sempre pensei, e creio que estava certo, que esses adjetivos terríveis eram pronunciados a esmo, como uma nova e curiosa modalidade de ofensa.
A guerra “Israel X Hamas” revelou a manifestação do antissemitismo da turma do “o amor venceu”, o “terrorismo ambiental”, as “feminazi” (feministas radicais), os “antifas”, etc. Provavelmente, disfarçando algo horrível dentro de suas personalidades, coisa que nem eles mesmos suportavam, veio à tona. No clássico estilo “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”, não aguentaram a latência e, com as manifestações contra Israel, encontraram um ambiente “favorável” para demonstrar o preconceito.
Onde estavam escondidos? Muitos perderam a vergonha e, como nos anos 30, estão “caçando” judeus. Comércios passaram a discriminar o atendimento com o aviso: “Jews not allowed” (Judeus não são permitidos); “Keep the world clean” (Mantenha o mundo limpo): uma loirinha erguia o cartaz com esse texto completado com um desenho da Estrela de Davi no lixo. Isso foi apenas um cartaz numa passeata! Assustador!
Diversas são as manifestações de antissemitismo. O mais surpreendente é que isso vem de onde menos suspeitaríamos. O sentimento não suportou ser represado por tanto tempo. Enquanto isso, convenceu, quando usado como acusação.
Deus pode ter piedade da alma das vítimas de doutrinação escolar, porém, pouco tempo já será suficiente para dar luz à vergonha de exibir ao mundo, disfarçado de qualidade, um defeito tão deplorável.
Os filmes ‘A Onda’ e ‘Ele está de volta’ já ilustravam como tudo começa e como o fantasma da intolerância está à espreita, respectivamente. Diria que o segundo filme, tendencioso, só errou o alvo.
🔹 “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”
(Winston Churchill)
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🔴 Buraco afrodescendente
Anielle Franco achava tudo muito chato, menos a Terra, que, para pessoas espertas, como ela, sempre foi redonda. Quando a ministra da Igualdade Racial veio à luz, descobriram a inutilidade de seu ministério. Com essa descoberta, poderiam desconfiar que a moça era incompetente. Para isso não acontecer, Anielle tomou providências.
Anielle Franco se destacou por ser irmã de Marielle Franco; esta se destacou porque foi assassinada. É isso. Pois bem, Anielle ficou conhecida ao inventar uma pauta em São Paulo, no Estádio do Morumbi, na finalíssima da Copa do Brasil, durante o jogo do seu Flamengo. Ora, vejam só, quanta coincidência!
Para piorar a situação, a ministra ostentou o privilégio de ir ao jogo do “Mengão” num jatinho da FAB (Força Aérea Brasileira), e sua assessora expressou todo o seu racismo. A essas alturas, não seria necessário um telescópio superpotente, a sinecura poderia ser vista a olho nu.
A solução para fingir competência e que seu ministério era útil: ela caçou uma palavra que expiasse o peso da inutilidade e do politicamente incorreto. Constatando a inviabilidade de ações concretas (como a discriminação da frequência de determinado lugar), Anielle sacou o termo “buraco negro”. Sim, o termo consagrado pela Astronomia foi considerado racista, diferente de alguém que possa reagir. A anos-luz de anunciar algo prático e digno de nota, a irmã da Marielle fez alguma coisa, além de jogar uma “cortina de fumaça” na polêmica do futebol.
Mas não se iluda, a problematização da palavra tem método. Essa manobra rende e continuará rendendo muito dinheiro a ela. A quantidade de palestras empresariais garantirá a subsistência da moça, que, jogando um termo, inofensivo e que estava quieto, na prateleira das ofensas, ela finge que esta combatendo o racismo enquanto mantém minorias no bolso.
Apesar da gravidade, Anielle Franco, a “flanelinha de minoria” com lugar de fala, anda com a cabeça nas nuvens.
Uma vez picareta, sempre picareta.
Anielle Franco se destacou por ser irmã de Marielle Franco; esta se destacou porque foi assassinada. É isso. Pois bem, Anielle ficou conhecida ao inventar uma pauta em São Paulo, no Estádio do Morumbi, na finalíssima da Copa do Brasil, durante o jogo do seu Flamengo. Ora, vejam só, quanta coincidência!
Para piorar a situação, a ministra ostentou o privilégio de ir ao jogo do “Mengão” num jatinho da FAB (Força Aérea Brasileira), e sua assessora expressou todo o seu racismo. A essas alturas, não seria necessário um telescópio superpotente, a sinecura poderia ser vista a olho nu.
A solução para fingir competência e que seu ministério era útil: ela caçou uma palavra que expiasse o peso da inutilidade e do politicamente incorreto. Constatando a inviabilidade de ações concretas (como a discriminação da frequência de determinado lugar), Anielle sacou o termo “buraco negro”. Sim, o termo consagrado pela Astronomia foi considerado racista, diferente de alguém que possa reagir. A anos-luz de anunciar algo prático e digno de nota, a irmã da Marielle fez alguma coisa, além de jogar uma “cortina de fumaça” na polêmica do futebol.
Mas não se iluda, a problematização da palavra tem método. Essa manobra rende e continuará rendendo muito dinheiro a ela. A quantidade de palestras empresariais garantirá a subsistência da moça, que, jogando um termo, inofensivo e que estava quieto, na prateleira das ofensas, ela finge que esta combatendo o racismo enquanto mantém minorias no bolso.
Apesar da gravidade, Anielle Franco, a “flanelinha de minoria” com lugar de fala, anda com a cabeça nas nuvens.
Uma vez picareta, sempre picareta.
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🔵 Mineirando — Clube da Esquina
A vantagem de gostar de um compositor quase desconhecido e distante do “mainstream” é que jamais haverá o constrangimento dele expor suas falibilidades num “reality show” tipo ‘Big Brother’ ou ‘A Fazenda’. Qualquer mito não se sustenta no primeiro episódio.
Sei que nunca vou surpreender o artista que admiro passando vergonha num programa besta de auditório, participando de alguma gincana de subcelebridades ou numa propaganda de refrigerante. Pretendo estar certo de que nunca precisarei assistir a um programa enfadonho de entrevistas.
Esta é uma das vantagens de apreciar somente a obra de um artista. Quando, como neste caso, é a música, a vantagem é ainda melhor, pois a obra pode ser reproduzida. Outro benefício é sua rara aparição vir com algum ineditismo.
Woody Allen, Roman Polansky e Michael Jackson, entre outros, não resistiram a pouca ou muita exposição. Falando no Michael Jackson, sempre foi improvável encontrá-lo na rua. Numa farmácia a possibilidade aumentaria consideravelmente, mas ainda assim as chances seriam remotas.
No entanto, como talento e fama podem ser inversamente proporcionais, minha incomum estética musical gerou um episódio positivo. Gostando de canções que falam de “Chuva na Montanha”, “vento solar e estrelas do mar”, “Trem Azul” e “Paisagem na Janela” e com harmonias, digamos, complicadas, me livrei de ouvi-las entre “as 10 ” ou “A preferida do ouvinte”.
A visita aos pais, o filho chorando porque queria um chocolate, essas simples sucessões de acontecimentos ocasionaram um encontro que não ocorreria com algum astro inalcançável. Portanto, um acontecimento prosaico, que pode ser chamado de coincidência ou sincronicidade, fez eu conhecer o artista.
Foi assim que conheci Lô Borges do Clube da Esquina, num espaço geográfico que nunca foi clube, mas, literalmente, uma esquina. Numa rotina, em vez do assessor encontrei o músico no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Teresa em Belo Horizonte.
Música encrustada nas montanhas: tem que ser garimpada.
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🔴 Querida, cheguei!
Certamente, Flávio Dino já é um dos piores ministros da Justiça que a Humanidade teve que suportar. Por negligência, imperícia, imprudência ou desonestidade, ele inverteu o que se considera justo. Ou seja, ele persegue e pune os inimigos políticos e alivia para os “parças”.
No entanto, é seu lado “pastelão” que me traz alegria. Eu vejo sua figura triste e ameaçadora como uma usina de momentos, assim como ele, engraçados. Talvez isso seja a minha porção Homer Simpson ou a 5ª série C, que sempre vêm à tona. Contudo, por mais que se esforce para ser iníquo, para mim ele sempre será inócuo. Mais, como se não bastasse ser do PCdoB, o maranhense faz questão de anunciar que é comunista. Ora, somente no Brasil alguém confessa ser um comunista sem ser preso ou capturado como um exemplar raro.
O ministro, fantasiado de guerrilheiro, é, no máximo, um Che Guevara “plus size”; pulando (literalmente) carnaval, o político parece na iminência de destruir o caminhão de trio elétrico; e quando ele sentou, virou a cadeira e sumiu. Sem ferimentos, tudo isso é sensacional. Ainda mais para ele que, se esforçando para parecer sarcástico e cruel, se sai como um vilão atrapalhado de filme B.
É estranho reparar nessas facetas de humor involuntário do comunista de chanchada, diante do País em chamas: a anomia e a revolução do lumpemproletariado. Porém, a inversão de valores atingiu o paroxismo, de modo que a reação natural que seria a indignação, se tornou o escárnio. É isso, o espanto, diante de absolutamente tudo, é o alimento para essa turma, sobretudo para o ministro “devorador de liberdades”. Sendo assim, eu faço o que mais sei: expô-los ao ridículo.
Sim, sei que posso estar (e certamente estou) me distraindo com um adversário mais fraco, de guarda baixa e engraçado. No entanto, o ridículo supera o ameaçador, de modo que o “pastelão” chamará mais a atenção que a formalidade, portanto, a risada suplantará a raiva.
“O humor é a saída de emergência para o desespero”
(Emílio Surita)
No entanto, é seu lado “pastelão” que me traz alegria. Eu vejo sua figura triste e ameaçadora como uma usina de momentos, assim como ele, engraçados. Talvez isso seja a minha porção Homer Simpson ou a 5ª série C, que sempre vêm à tona. Contudo, por mais que se esforce para ser iníquo, para mim ele sempre será inócuo. Mais, como se não bastasse ser do PCdoB, o maranhense faz questão de anunciar que é comunista. Ora, somente no Brasil alguém confessa ser um comunista sem ser preso ou capturado como um exemplar raro.
O ministro, fantasiado de guerrilheiro, é, no máximo, um Che Guevara “plus size”; pulando (literalmente) carnaval, o político parece na iminência de destruir o caminhão de trio elétrico; e quando ele sentou, virou a cadeira e sumiu. Sem ferimentos, tudo isso é sensacional. Ainda mais para ele que, se esforçando para parecer sarcástico e cruel, se sai como um vilão atrapalhado de filme B.
É estranho reparar nessas facetas de humor involuntário do comunista de chanchada, diante do País em chamas: a anomia e a revolução do lumpemproletariado. Porém, a inversão de valores atingiu o paroxismo, de modo que a reação natural que seria a indignação, se tornou o escárnio. É isso, o espanto, diante de absolutamente tudo, é o alimento para essa turma, sobretudo para o ministro “devorador de liberdades”. Sendo assim, eu faço o que mais sei: expô-los ao ridículo.
Sim, sei que posso estar (e certamente estou) me distraindo com um adversário mais fraco, de guarda baixa e engraçado. No entanto, o ridículo supera o ameaçador, de modo que o “pastelão” chamará mais a atenção que a formalidade, portanto, a risada suplantará a raiva.
“O humor é a saída de emergência para o desespero”
(Emílio Surita)
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🔴 Vicky Vanilla, o satanista da família brasileira
Vicky Vanilla se apresenta como Mestre Luciferiano e oferece os serviços de amarração amorosa, pacto de riqueza e tarot on-line. Como podemos ver, até o Coisa-ruim promove o amor entre as pessoas. Porém, não se engane, isso cheira a falcatrua.
Pois bem, nas eleições presidenciais de 2022, o satanista Vicky prestou seus serviços espirituais ao Lula. De maneira inexplicável, o petista venceu. Agora, acredito que livre da possessão demoníaca, portanto, sem influência do Mal, o menino se arrependeu.
O eterno satanista camarada voltou. O tal satanista surgiu, ano passado, para ilustrar nosso inclusivo panorama eleitoral. Contudo, esse personagem reapareceu, parece que, para desmoralizar o Capiroto. Todo o misticismo que envolvia a imagem do Cramulhão se desfez quando surgiu o cara que nos ameaçava com os poderes ocultos.
O ocultista com nome artístico e aspecto de dançarino de grupo de forró, que só deve impressionar com uma pirotecnia de Festa Junina, constatou que fez ressurgir uma energia maligna incontrolável. Vicky Vanilla se arrependeu. Convencido de que invocou forças terríveis e, ao dar uma forcinha para a vitória do sindicalista, provocou um Mal à Humanidade jamais visto. A brincadeira foi longe demais, mas agora é tarde, a conta chegou!
Quando chega a temporada eleitoral, como todo político, Lula, se pudesse, seria católico, muçulmano e judeu; cultuaria Jesus, Alá e Javé; visitaria igrejas, mesquitas e sinagogas; leria a Bíblia, o Alcorão e a Torá. Entretanto, para garantir a influência da mandinga, ele recorreu ao Tinhoso. Ou seja, “quando lhe convém, até o Diabo cita as Escrituras”.
O presidente invocou a Legião do Mal. Para dificultar a identificação, a Legião, espalhada no Executivo, Legislativo, Judiciário, ministérios, sindicatos etc, repete as palavras “democracia” e “paz”. Mas não se engane, praticam a maldade, dizendo que o amor venceu. Ele fez o pacto, você entrega a alma.
Pois bem, nas eleições presidenciais de 2022, o satanista Vicky prestou seus serviços espirituais ao Lula. De maneira inexplicável, o petista venceu. Agora, acredito que livre da possessão demoníaca, portanto, sem influência do Mal, o menino se arrependeu.
O eterno satanista camarada voltou. O tal satanista surgiu, ano passado, para ilustrar nosso inclusivo panorama eleitoral. Contudo, esse personagem reapareceu, parece que, para desmoralizar o Capiroto. Todo o misticismo que envolvia a imagem do Cramulhão se desfez quando surgiu o cara que nos ameaçava com os poderes ocultos.
O ocultista com nome artístico e aspecto de dançarino de grupo de forró, que só deve impressionar com uma pirotecnia de Festa Junina, constatou que fez ressurgir uma energia maligna incontrolável. Vicky Vanilla se arrependeu. Convencido de que invocou forças terríveis e, ao dar uma forcinha para a vitória do sindicalista, provocou um Mal à Humanidade jamais visto. A brincadeira foi longe demais, mas agora é tarde, a conta chegou!
Quando chega a temporada eleitoral, como todo político, Lula, se pudesse, seria católico, muçulmano e judeu; cultuaria Jesus, Alá e Javé; visitaria igrejas, mesquitas e sinagogas; leria a Bíblia, o Alcorão e a Torá. Entretanto, para garantir a influência da mandinga, ele recorreu ao Tinhoso. Ou seja, “quando lhe convém, até o Diabo cita as Escrituras”.
O presidente invocou a Legião do Mal. Para dificultar a identificação, a Legião, espalhada no Executivo, Legislativo, Judiciário, ministérios, sindicatos etc, repete as palavras “democracia” e “paz”. Mas não se engane, praticam a maldade, dizendo que o amor venceu. Ele fez o pacto, você entrega a alma.
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🔴 Autor moral
A senadora Eliziane Gama apresentou o relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro. O calhamaço foi considerado uma piada, porque a suposta investigação foi tão falha que, em “home office”, eu faria melhor. No entanto, a constatação do “golpe de estado moral” abre uma brecha judicial, um precedente, uma jurisprudência, para eu reivindicar litígios já esquecidos.
Em 1978, a Argentina precisava ganhar a Copa disputada em casa. A ditadura “torceu, torceu, torceu” e a anfitriã levantou o troféu. A seleção brasileira assistiu a torcida do ditador argentino e se contentou em ser o campeão moral.
A seleção brasileira de futebol de 1982 sempre foi a campeã moral da Copa do Mundo. Jogando o que se chamava de futebol arte, para muitos, essa foi a última Copa do “País do Futebol”. Tempos remotos, quando testemunhei lágrimas futebolísticas sem achar aquilo tolo,
Nessa jurisprudência boba, aquele Corinthians de 2013 deveria ser considerado o vencedor do jogo contra o Boca Juniors. Vencedor moral ele sempre foi, já que o juiz operou (roubou) deliberadamente e escancaradamente, o clube brasileiro. Considerar “vencedor moral” sempre foi um jeito de esfriar a cabeça e deixar a injustiça para trás.
***
Só tratando com galhofa a seriedade com que a senadora anunciou o término do ridículo relatório. Só ela não enxergou o circo que foi aquela Comissão. Imaginando-se um Ulisses Guimarães, fez sua cena democrática.
Na cara de pau, a maranhense foi escolhida para blindar tudo o que fosse do governo, escondendo o que era flagrante, que a tropa governista montou uma armadilha, que os “patriotas” caíram.
Eliziane Gama parecia brincar de relatora. Forjando seriedade ao compor perguntas estúpidas. A moça, interpretando um detetive de hospício, construía piadas involuntárias, achando que havia colocado o inquirido em contradição.
Com o absurdo resultado, os parlamentares, incrédulos, prepararam um relatório paralelo, porém, verossímil.
É óbvio que o relatório (governista) foi redigido para ser propositalmente fantasioso; não dando em nada, ele torna inócua a CPMI que nem queriam que existisse.
Em 1978, a Argentina precisava ganhar a Copa disputada em casa. A ditadura “torceu, torceu, torceu” e a anfitriã levantou o troféu. A seleção brasileira assistiu a torcida do ditador argentino e se contentou em ser o campeão moral.
A seleção brasileira de futebol de 1982 sempre foi a campeã moral da Copa do Mundo. Jogando o que se chamava de futebol arte, para muitos, essa foi a última Copa do “País do Futebol”. Tempos remotos, quando testemunhei lágrimas futebolísticas sem achar aquilo tolo,
Nessa jurisprudência boba, aquele Corinthians de 2013 deveria ser considerado o vencedor do jogo contra o Boca Juniors. Vencedor moral ele sempre foi, já que o juiz operou (roubou) deliberadamente e escancaradamente, o clube brasileiro. Considerar “vencedor moral” sempre foi um jeito de esfriar a cabeça e deixar a injustiça para trás.
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Só tratando com galhofa a seriedade com que a senadora anunciou o término do ridículo relatório. Só ela não enxergou o circo que foi aquela Comissão. Imaginando-se um Ulisses Guimarães, fez sua cena democrática.
Na cara de pau, a maranhense foi escolhida para blindar tudo o que fosse do governo, escondendo o que era flagrante, que a tropa governista montou uma armadilha, que os “patriotas” caíram.
Eliziane Gama parecia brincar de relatora. Forjando seriedade ao compor perguntas estúpidas. A moça, interpretando um detetive de hospício, construía piadas involuntárias, achando que havia colocado o inquirido em contradição.
Com o absurdo resultado, os parlamentares, incrédulos, prepararam um relatório paralelo, porém, verossímil.
É óbvio que o relatório (governista) foi redigido para ser propositalmente fantasioso; não dando em nada, ele torna inócua a CPMI que nem queriam que existisse.
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🔴 Caixa de Pandora
Caçando um viés de confirmação para chamar de seu, a, à época, jornalista da Folha de São Paulo, Giovana Madalosso, achou algo que elucidaria tudo. Superestimando sua perspicácia, a moça se apressou em qualificar um achado como nazista: um telhado com a palavra alemã “Heil”. Como a descoberta foi em Santa Catarina, a jornalista usou seu privilegiado aprendizado. Associou o estado conservador ao presidente Jair Bolsonaro e... ZAS! Com a cegueira ideológica, a jornalista achou que bastava escrever os horrores que testemunhou. Na sua cabeça, esta era a “bala de prata”. Enfim, o resquício nazista, num estado com uma enorme colônia alemã e apoiador do ex-presidente genocida!
A matéria trazia o título: “Fui surpreendida por uma possível saudação nazista”. Porém, o que parecia um reflexo da Segunda Guerra Mundial foi recebido com uma espantosa incredulidade. A palavra “Heil” foi interpretada como a saudação nazista “Heil, Hitler”, porém o termo alemão significa a singela saudação “Olá”. No entanto, para particularizar mais a informação, a palavra escrita no teto da casa era o sobrenome de uma família. Além de publicar o “achado” jornalístico, Giovana caiu no ridículo da “teoria da conspiração” persecutória.
***
Com a explosão da guerra de Israel e a organização terrorista Hamas, o real antissemitismo surgiu. Justamente, vários daqueles sujeitos que ganhavam a vida acusando os outros de nazistas e fascistas são os que revelaram sua face antissemita. Estes, xingavam assim até crianças que entenderam o significado da ofensa como se fossem chamados de bobo, feio ou cara-de-melão. Não se sabe se por desconhecimento histórico, por inépcia ou a velha estratégia do “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”.
Choveram exaltações a Adolf Hitler, declarações neo-nazistas e gritos de guerra sugerindo o extermínio do povo judeu. Lembrando um cenário dos anos 30, moradias e comércios foram marcados com a Estrela de Davi. No passado, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães captou o “zeitgeist” (espírito do tempo) e colocou em prática tudo o que sabemos. Parece que as ideias nazistas, latentes, sejam maiores do que parecia.
O tempo (78 anos), filmes, documentários e livros não foram suficientes para sepultar o que há de pior no ser humano. Pior, veio acompanhado da hipocrisia.
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🔴 Quem lacra não lucra
As propagandas apenas precisam vender. Porém, o medo do cancelamento e de ser associado a alguém que propague algo identificado como “discurso de ódio”, bem como a “obrigação” de seguir algumas agendas, criou algumas amarras que limitaram a criatividade.
Duas dessas amarras são as agendas 2030 e ESG. A Agenda 2030 lembra uma propaganda do PT, ou seja, promete coisas fofinhas impossíveis de cumprir. Entretanto, é o terrorismo ambiental que é o principal. A data para “salvar a Humanidade” é 2030.
ESG —“Environmenmtal, social e governance” (meio ambiente, social e governança). Além do sequestro imediato por uma ideologia oportunista, obedecendo os mandamentos ESG, a empresa tem seus movimentos restritos a determinada cartilha. Nas mãos da diretoria ou da turminha do marketing, seguir os mandamentos do ESG pode ser bonitinho, mas termina sendo catastrófico.
‘Bud Light’ cerveja. Mais fraca que a bebida, só a propaganda. Alguém teve a infeliz ideia de colocar um travesti tomando a bebida que é muito consumida pelo sujeito com o perfil “caminhoneiro”. A ideia da inclusão é válida, mas o “mercado” não entende isso, portanto, é cruel. Resultado: as vendas despencaram e o produto é ignorado pelo consumidor.
Alguém no ‘Bradesco’, tentando decifrar a mente dos jovens, querendo parecer “engajado” nas questões ambientais ou simplesmente “pagar de moderno”, contratou algumas influenciadoras para ensinar a Humanidade como viver. Cheias de razão e de si, elas recomendaram que as pessoas comessem menos carne. Conclusão: para um banco que fomenta o setor agropecuário, isso foi “um tiro no pé”.
O automóvel ‘Polo’, da Volkswagen, “derrapou”, achando que tinha que sinalizar para o politicamente correto, colocou um casal do mesmo sexo como consumidor do carro. Tudo bem, mas é claro que o dono do carro ficaria estigmatizado. A turminha, despejada no mercado de trabalho, disseminando os malefícios da doutrinação escolar, não contente em destruir o lançamento de um veículo, atuou na imprensa militante, chamando o fracasso de: “ataque homofóbico”. Foi uma solução semântica, embora ilusória, para um programa real, já que o mercado não é politicamente correto.
Recentemente, o “youtuber” Felipe Neto passou a recomendar o chocolate ‘Bis’. Porém, antagonizando tudo e todos, ele não suportou a quantidade enorme de inimigos que se voltaram contra ele. Pior, a marca de chocolates sofreu um boicote pesado. Pior ainda, a marca concorrente ganhou um inesperado e gratuito impulsionamento. Como “convite” para a empresa se afastar da influência do influenciador, foram divulgados dois “posts” que o “youtuber” avisava dos malefícios causados pelo consumo de chocolate industrializado. Conclusão: por preguiça de não pesquisar o garoto-propaganda, doutrinação escolar ou “lacração” o departamento de marketing errou feio, então, o que seria apenas uma campanha de incremento das vendas, precisará de uma estratégia de reposicionamento da marca.
Alguns produtos já erraram tentando ditar regra. “Lacrar” é como ficou conhecido esse método, e esse verbo e os desastrosos resultados inspiraram a frase: “Quem lacra não lucra”. Com o tempo e os erros ficou claro que, por exemplo, uma lanchonete tem a obrigação de fritar hambúrgueres, não de promover a engenharia social.
Ato deliberado da diretoria das empresas ou ingerência de um departamento de marketing militante? A direção da empresa, mais madura, procura atrelar sua marca a números pujantes; frutos da doutrinação escolar, esses “zumbis” invadem o mercado de trabalho e, com campanhas desastrosas, levam à bancarrota empresas. Em ambos os casos, a marca é induzida ao erro.
Para uma empresa, qualquer sinalização de virtude é apenas uma estratégia para obter maiores lucros e ainda parecer bacaninha, moderninha, limpinha, legalzinha...
Duas dessas amarras são as agendas 2030 e ESG. A Agenda 2030 lembra uma propaganda do PT, ou seja, promete coisas fofinhas impossíveis de cumprir. Entretanto, é o terrorismo ambiental que é o principal. A data para “salvar a Humanidade” é 2030.
ESG —“Environmenmtal, social e governance” (meio ambiente, social e governança). Além do sequestro imediato por uma ideologia oportunista, obedecendo os mandamentos ESG, a empresa tem seus movimentos restritos a determinada cartilha. Nas mãos da diretoria ou da turminha do marketing, seguir os mandamentos do ESG pode ser bonitinho, mas termina sendo catastrófico.
‘Bud Light’ cerveja. Mais fraca que a bebida, só a propaganda. Alguém teve a infeliz ideia de colocar um travesti tomando a bebida que é muito consumida pelo sujeito com o perfil “caminhoneiro”. A ideia da inclusão é válida, mas o “mercado” não entende isso, portanto, é cruel. Resultado: as vendas despencaram e o produto é ignorado pelo consumidor.
Alguém no ‘Bradesco’, tentando decifrar a mente dos jovens, querendo parecer “engajado” nas questões ambientais ou simplesmente “pagar de moderno”, contratou algumas influenciadoras para ensinar a Humanidade como viver. Cheias de razão e de si, elas recomendaram que as pessoas comessem menos carne. Conclusão: para um banco que fomenta o setor agropecuário, isso foi “um tiro no pé”.
O automóvel ‘Polo’, da Volkswagen, “derrapou”, achando que tinha que sinalizar para o politicamente correto, colocou um casal do mesmo sexo como consumidor do carro. Tudo bem, mas é claro que o dono do carro ficaria estigmatizado. A turminha, despejada no mercado de trabalho, disseminando os malefícios da doutrinação escolar, não contente em destruir o lançamento de um veículo, atuou na imprensa militante, chamando o fracasso de: “ataque homofóbico”. Foi uma solução semântica, embora ilusória, para um programa real, já que o mercado não é politicamente correto.
Recentemente, o “youtuber” Felipe Neto passou a recomendar o chocolate ‘Bis’. Porém, antagonizando tudo e todos, ele não suportou a quantidade enorme de inimigos que se voltaram contra ele. Pior, a marca de chocolates sofreu um boicote pesado. Pior ainda, a marca concorrente ganhou um inesperado e gratuito impulsionamento. Como “convite” para a empresa se afastar da influência do influenciador, foram divulgados dois “posts” que o “youtuber” avisava dos malefícios causados pelo consumo de chocolate industrializado. Conclusão: por preguiça de não pesquisar o garoto-propaganda, doutrinação escolar ou “lacração” o departamento de marketing errou feio, então, o que seria apenas uma campanha de incremento das vendas, precisará de uma estratégia de reposicionamento da marca.
Alguns produtos já erraram tentando ditar regra. “Lacrar” é como ficou conhecido esse método, e esse verbo e os desastrosos resultados inspiraram a frase: “Quem lacra não lucra”. Com o tempo e os erros ficou claro que, por exemplo, uma lanchonete tem a obrigação de fritar hambúrgueres, não de promover a engenharia social.
Ato deliberado da diretoria das empresas ou ingerência de um departamento de marketing militante? A direção da empresa, mais madura, procura atrelar sua marca a números pujantes; frutos da doutrinação escolar, esses “zumbis” invadem o mercado de trabalho e, com campanhas desastrosas, levam à bancarrota empresas. Em ambos os casos, a marca é induzida ao erro.
Para uma empresa, qualquer sinalização de virtude é apenas uma estratégia para obter maiores lucros e ainda parecer bacaninha, moderninha, limpinha, legalzinha...
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🔴 Para inglês ver
Acabou a farsa. Entretanto, durou o suficiente para a turma do PT (Partido dos Trabalhadores) “vender” a ideia de que era honesto e faria um bom governo. Embutida nessa conversa, a Marina Silva entrou como um símbolo do meio ambiente. Pelo menos, para a elite europeia.
O protecionismo e, concomitantemente, o freio ao Brasil, foram disfarçados como “pauta ambiental”. Por possuir a maior parte da Floresta Amazônica, o Brasil se tornou um escravo voluntário desse neocolonialismo. Sempre, um presidente subserviente às agendas ambientalistas da ONU (Organização das Nações Unidas) será apoiado efusivamente pelas autoridades interessadas. Obedecendo a esses interesses, ONGs (Organizações Não-Governamentais) governamentais e “ambientalistas” estrangeiros tomam conta de cada metro do solo amazônico. Pregando a perene falácia do “opressor e o oprimido”, criaram o mercado ecoterrorista. Nesse panorama, fabricaram o mito Marina Silva.
A ministra do Meio Ambiente apresenta um aspecto esquálido, como uma árvore seca; um fiapo de fala, como alguém prestes a entrar no soro; e um aparente cansaço, típico de quem trava uma luta humanitária e inglória. Isso é tudo que as autoridades europeias precisam para impor seus interesses. Falando em nome de uma entidade abstrata, denominada como “os povos da floresta”, o Brasil vem sendo controlado dos salões europeus e da ONU.
A nossa heroína, a ministra, deu azar. Contrariando todo o simbolismo envolvendo Marina, a floresta está em chamas. Como efeito colateral, Manaus está como Cubatão nos anos 80: difícil de respirar. Os exagerados e recordistas números de queimadas e desmatamento seriam o quadro perfeito para figurinhas entrarem em cena.
Diante desse cenário, Greta Thunberg, Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo poderiam desempoeirar o falso alarmismo ambiental. No entanto, é óbvio que a pauta ambientalista é falsamente alardeada porque está na moda (portanto, pega bem) e virou um meio de vida. Claramente, a dupla de atores obedece uma pauta política contra tudo o que é de “direita”; a menina Greta, apesar de abraçar a causa ambiental para agir politicamente, sempre foi controlada para atender a interesses obscuros. Como já não é mais criança, quem peitará um republicano capitalista como Donald Trump e vociferará para os adultos: “How dare you?”. (Como vocês ousam?).
O grande perigo da ausência do divino é algo como o ambientalismo assumir o “status” de religião. Isso aumenta a probabilidade de seguir um falso guru.
O protecionismo e, concomitantemente, o freio ao Brasil, foram disfarçados como “pauta ambiental”. Por possuir a maior parte da Floresta Amazônica, o Brasil se tornou um escravo voluntário desse neocolonialismo. Sempre, um presidente subserviente às agendas ambientalistas da ONU (Organização das Nações Unidas) será apoiado efusivamente pelas autoridades interessadas. Obedecendo a esses interesses, ONGs (Organizações Não-Governamentais) governamentais e “ambientalistas” estrangeiros tomam conta de cada metro do solo amazônico. Pregando a perene falácia do “opressor e o oprimido”, criaram o mercado ecoterrorista. Nesse panorama, fabricaram o mito Marina Silva.
A ministra do Meio Ambiente apresenta um aspecto esquálido, como uma árvore seca; um fiapo de fala, como alguém prestes a entrar no soro; e um aparente cansaço, típico de quem trava uma luta humanitária e inglória. Isso é tudo que as autoridades europeias precisam para impor seus interesses. Falando em nome de uma entidade abstrata, denominada como “os povos da floresta”, o Brasil vem sendo controlado dos salões europeus e da ONU.
A nossa heroína, a ministra, deu azar. Contrariando todo o simbolismo envolvendo Marina, a floresta está em chamas. Como efeito colateral, Manaus está como Cubatão nos anos 80: difícil de respirar. Os exagerados e recordistas números de queimadas e desmatamento seriam o quadro perfeito para figurinhas entrarem em cena.
Diante desse cenário, Greta Thunberg, Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo poderiam desempoeirar o falso alarmismo ambiental. No entanto, é óbvio que a pauta ambientalista é falsamente alardeada porque está na moda (portanto, pega bem) e virou um meio de vida. Claramente, a dupla de atores obedece uma pauta política contra tudo o que é de “direita”; a menina Greta, apesar de abraçar a causa ambiental para agir politicamente, sempre foi controlada para atender a interesses obscuros. Como já não é mais criança, quem peitará um republicano capitalista como Donald Trump e vociferará para os adultos: “How dare you?”. (Como vocês ousam?).
O grande perigo da ausência do divino é algo como o ambientalismo assumir o “status” de religião. Isso aumenta a probabilidade de seguir um falso guru.
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🔵 Sempre rir
Existia um programa, pretensiosamente classificado como, de humor chamado ‘Zorra Total’. A vinheta que anunciava o início do programinha soava como um macabro sepultamento do sábado à noite. Mesmo não fornecendo minha audiência ao humorístico, a vinheta significaria que minha noite de sábado se resumiria a um motoboy entregando uma pizza de frango com catupiry e quatro queijos e uma ‘Coca’ dois litros.
Já resignado com o desperdício da noite de sábado, animadamente, eu corro para o banheiro enquanto as pipocas estouram. A musiquinha do ‘Supercine’ é a senha para correr para a frente da televisão. Pronto. Equipado com uma tigela com pipocas, eu tento descobrir quem é o assassino no filme. Tudo isso é muito triste. Definitivamente, eu preferiria passar o final de semana jogando Tranca com a minha avó.
***
Não tive saída, ‘fazendo sala’ para uma amiga, esperando alguns amigos chegarem, assisti ao ‘Zorra Total’, acompanhando a família da garota. A reação coletiva parecia uma convulsão, um ataque epilético e uma possessão demoníaca. Todos eles talvez realmente achassem aquilo engraçado, fato que me fez sentir em companhia dos ‘Simpsons’.
Contudo, não foi difícil gargalhar com a situação. Talvez eu tenha sido o que mais riu. Repito: não gargalhei das odiosas esquetes, mas do cenário inusitado. Embora, eu realmente desconfio se aquela família também considerava aquilo a morte do humor e uma subcultura imbecilizante, portanto, ria para não me deixar sem graça. Assim, eu me diverti com as reações absolutamente hilárias.
Aquela família deveria liberar doses acachapantes de algum neurotransmissor ultrapotente desconhecido. Diluído nessa plateia, eu me entreguei a bordões e personagens forçadamente estereotipados.
***
Mais estranho foi uma família que acompanhava as histórias dos comerciais. Como, obviamente, as historietas eram demasiadamente repetidas, foram decoradas. Então, os acontecimentos eram previstos com entusiasmo: “Olha lá, olha lá”. Eu apenas obedecia e prestava atenção. Tratava-se de uma experiência interessante: eu estava enxergando com outro olhar o que antes eram enfadonhos filmetes com o único objetivo de vender. Antes, esses intervalos significavam o momento de conferir outros canais, beber água ou ir ao banheiro. Como herança da plateia das propagandas, eu passei a prestar atenção a anúncios de sabão em pó, mistura para bolo ou pasta de dente.
‘Casos de Família’, ‘Teste de Fidelidade’ e as pegadinhas do João Kleber parecem programas escancaradamente combinados, porém eu adoraria assistir no meio de uma turma simploriamente empolgada com aquilo.
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