Lista de Poemas
TOMANDO UM CAFÉ À PORTA DE UM BOTEQUIM
An ram!
Bom, desculpem-me. Deixa eu falar sério um pouco.
É verdade que os ventos, as chuvas e as tempestades são velhos companheiros meus. Digamos que me alivia um pouco quando, com o verbo em contos ou em poesias, coloco as culpas e os pesos no mundo.
Mas não é que eu seja totalmente insensível aos revezes da vida. Por outra, costumo mirar os maiores egos e os mais sonerbos anjos. Aos humildes, eu poupo, e desafio um só de meus poemas lhes serem afiadamente destinado.
Mas quando um trovão sobrevoa o ar que respiro, realmente tenho de mostrar umas coisas. Por exemplo, ,como sempre digo, em países desenvolvidos jogam Playstation, vão a parques de diversão, comem e bebem de tudo, e regozijam que são bons. Ah, claro, e dentro de nosso próprio país ocorre o mesmo com alguns irmãos.
Mas, enquanto isso, e sempre digo que enquanto isso muitos morrem de frio, e muitos templos padecem de fome biológica e cultural.
Então, são sons desconexos. "Sou bom", "Estou morrendo de fome". Tudo nas mesmas células do corpo humano.
Então vos pergunto: "Onde é mesmo que está a porra do câncer?"
👁️ 147
DEPOIS DE UM TEMPO
Depois de um tempo,
já se esquece a cor do céu,
exceto pela negritude nas nuvens,
a prenunciarem novas
tempestades;
depois de um tempo,
desmoronam-se os muros e barreiras,
porque já não existe o que
proteger em seus
interiores;
depois de um tempo,
arrefecem-se os sonhos incautos
e as indeléveis vontades dos voos,
porque as carnes se falesiaram
e as asas se quedaram
cansadas;
depois de um tempo,
deixam-se os imperativos
e se apela aos andares divinos,
em repetitivos suplicações
por alívios, redenções
e vidas eternas;
um pouco mais de tempo depois,
após jazida a abnormidade senciente,
já nenhum, nem algum,
nem nada;
a não ser o inexorável retorno
ao apagamento.
já se esquece a cor do céu,
exceto pela negritude nas nuvens,
a prenunciarem novas
tempestades;
depois de um tempo,
desmoronam-se os muros e barreiras,
porque já não existe o que
proteger em seus
interiores;
depois de um tempo,
arrefecem-se os sonhos incautos
e as indeléveis vontades dos voos,
porque as carnes se falesiaram
e as asas se quedaram
cansadas;
depois de um tempo,
deixam-se os imperativos
e se apela aos andares divinos,
em repetitivos suplicações
por alívios, redenções
e vidas eternas;
um pouco mais de tempo depois,
após jazida a abnormidade senciente,
já nenhum, nem algum,
nem nada;
a não ser o inexorável retorno
ao apagamento.
👁️ 123
HORA DE RISCO
... não és apenas um lembrança,
eu ainda te escrevo como se estivesses
ao meu lado no caminho, no mar
e na cama,
e eu não posso
apagar nada com palavras e versos
vazios, e talvez não possas
como tu tentaste fazer,
falhando,
durante muito tempo;
Mas eu cansei
de ser chamado de cão vadio
e de ver coisas tolas e indescentes
de alguém que dizia tentar se livrar
de mim por dor do amor
a mim;
e então decidi,
eu que nunca fiz da forma que fizeste,
vou tentar me livrar disso
tudo
percorrendo
o mesmo caminho
que te levou a tantos êxtases,
a tantos orgasmos
e a tantos abismos!
eu ainda te escrevo como se estivesses
ao meu lado no caminho, no mar
e na cama,
e eu não posso
apagar nada com palavras e versos
vazios, e talvez não possas
como tu tentaste fazer,
falhando,
durante muito tempo;
Mas eu cansei
de ser chamado de cão vadio
e de ver coisas tolas e indescentes
de alguém que dizia tentar se livrar
de mim por dor do amor
a mim;
e então decidi,
eu que nunca fiz da forma que fizeste,
vou tentar me livrar disso
tudo
percorrendo
o mesmo caminho
que te levou a tantos êxtases,
a tantos orgasmos
e a tantos abismos!
👁️ 160
SERÁS MINHA E EU TEU TOTALMENTE POR UMA TARDE!
... não ficarão vestígios,
prometo,
serás a segunda
flor de minha vida em uma cama
e eu já te olhava com estes cabelos cacheados,
jeito de menina, toda linda,
toda cheia de desejos
escondidos,
e eu decidi
que, se permitisses, eu iria tea mar
improvisadamente abrançando-te, fitando-te
os olhos, beijanto-se a boca, chupando-te
e flamejantemente te possuindo,
e então
beberei de teu suor, de cada gota
que sair de teus poros, de teus orgasmos
e de toda a tua chama de jovem
insaciável,
e, ao saciar-te
e saciar-me a toda sede em nossas nuas
fontes, sendo pelo momento eu todo teu
e tu toda minha,
eu apagarei,
para te proteger, o entardecer
ao qual te amarei de modo que nem
os mais astutos anjos possam
farejar!
prometo,
serás a segunda
flor de minha vida em uma cama
e eu já te olhava com estes cabelos cacheados,
jeito de menina, toda linda,
toda cheia de desejos
escondidos,
e eu decidi
que, se permitisses, eu iria tea mar
improvisadamente abrançando-te, fitando-te
os olhos, beijanto-se a boca, chupando-te
e flamejantemente te possuindo,
e então
beberei de teu suor, de cada gota
que sair de teus poros, de teus orgasmos
e de toda a tua chama de jovem
insaciável,
e, ao saciar-te
e saciar-me a toda sede em nossas nuas
fontes, sendo pelo momento eu todo teu
e tu toda minha,
eu apagarei,
para te proteger, o entardecer
ao qual te amarei de modo que nem
os mais astutos anjos possam
farejar!
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DÓIS-TE COM O LADO MAIS AMENO DA COISA
Crê-me, querida,
mais que a grande dor,
carrego um peso
que não cabe
a ti;
qualquer um
pode vencer a dor
de uma traição,
desde que não a tenha
cometido;
e qualquer um
pode dominar o sofrimento
desde que dele não
tenha sido
causa.
mais que a grande dor,
carrego um peso
que não cabe
a ti;
qualquer um
pode vencer a dor
de uma traição,
desde que não a tenha
cometido;
e qualquer um
pode dominar o sofrimento
desde que dele não
tenha sido
causa.
👁️ 110
O MENINO-CÃO
... era uma vez em Bom Despacho, as ruas não eram calçadas, e os passeios não eram todos cimentados, o esgoto corria livre pelas calçadas, com seus marimbondos pretos pousados. Fedia. Fedia muito, mas mesmo assim, de pés ao chão, jogávamos bola no meio da rua e, por vezes, as pegávamos no meio das bostas das beiradas. Nada digno sequer de uma classe média de 5.000 anos passados.
Era, pois, preciso criar cabanas e esconderijos nos vagos matos, por onde pudéssemos virar heróis com uma tampa de óleo de 18 litros, um pedaço de pau feito espada e um bodoque com uma sacola de mamonas a serem atiradas.
Não tinha esse negócio de TV, Playstation, nada. O que havia eram crianças, com a mente empenhada nas brincadeiras alvissaradas. Troca-trocas que nem se penetravam, queimadas, passar-anel, pique-em-lata, rouba-bandeiras, paredão, e um escabal de brincadeiras. Do paredão, as meninas eram poupadas, porque eu caprichava na força e na mirada.
Vez em quando se via um e outro reclamar de dor de barriga e cagar cobras pelo cu nos terreiros desmurados. Mas a gente entendia, que as lombrigas em nossos estômagos se fartavam.
Às vezes, escapulíamos escondidos e invadíamos o campo da praça de esportes. Claro é que não gostavam e colocaram um monstro para nos vigiar. Cascudos, esfregões e pontapés rodaram-nos.
Nas escolas, éramos motivo de piada, com nossa piolhada, quichutes desgastados e uniformes rasgados e a agulha costurados.
Eu não comi uma menina nessa época. Só dava para os boizinhos a desgraçada. Mas me lembro de como eu a pegava sozinho com minha mãozinha atolada em meu pau já acordado.
A passarinhos a gente por prazer matava. Sobretudo pardais, mas também canários, sabiás, bem-te-vis, pássaros-pretos, tesoureiros, beija-flores e o que demais surgisse nas matagais caçadas.
As professoras? Eram uma piada! Na quinta-série deviam ter se tornado nossas alunas da vida na dura estrada. Era tão engraçado o que elas tentavam ensinar que mais atenção em seus peitos e bundas prestávamos.
Bem, eu me tornei um mestrezinho da cambada, ardiloso, maquinador, traiçoeiro, um anjo disfarçado que escondia nos bolsos pedras e contos de fadas, para usar conforme a situação adequada. Sobreviver e com a mente sempre alerta era a jogada.
Um dia, uma mulher me levou para casa dela. E não sei por quê, sentiu por mim algo que eu só sabia em sonho. Sentou-se. Abriu as pernas. E socou o dedo na xana do lado da calcinha. De olho em mim, gemeu e, depois, me deu um pouco de café com leite e bolacha. Só depois fui saber que aquele belo anjo havia era gozado na minha cara.
Mas não deixei por menos, depois disso ela esteve em minhas punhetas de vezes uma porrada.
Um livro inteiro poderia ser escrito, mas estou deveras da vida cansado.
E assim, já em pequeno, em cão me tornava. E hoje sou o que chamam de cão niilista ou cão do diabo, mas garanto que sei tudo sobre o que está dentro e fora das margens.
Luto contra os anjos, porque sempre são os que mais extrapolam tais margens e luto pelos humildes que, mesmo em pequenas alegrias ou vitórias, pelos soberbos do mundo são massacrados!
👁️ 218
ELE AINDA ME ODEIA OU JA SE CONFORMOU COM O ERRO COMETIDO?
..."não aguento mais,
quero fugir, quero te matar em mim,
sou casada e meu marido disse que posso
ficar com qualquer pessoa,
menos com você,
porque te amo
tanto que chovo constantemente,
sinto-me mal e alado as pessoas amadas
próximas a mim.
Só Deus. Eu estou enlouquecento,
Eu tenho que te matar em mim,
mesmo que eu transe com cada homem
deste planeta!"
Choro quando
me lembro destas palavras, teu próprio marido
te desejando lixos erm verz de um louco,
mas verdadeiro amor;
de qualquer modo
eu sempre disse que o amor era algo
extremamente raro e que a maioria
do que dizer ser amor não passa
de ilusõces e de piadas.
E tu tentaste fugir
por dez longos anos de nosso inverno,
andando por mares, céus e picas para esquecer
nosso grandes amor como teu marido
lhe pedira;
não obstante,
nos útimos dias de tua vida,
eu chorava mesmo antes de ler aquele email
com apenas uma palavra
cujo significado
sabemos,mas que neste poema será
segredo:
Thor Menkent.
E então do choro
fez-se uma dor tão grande e um pranto
tão angustiante e profundo que té hoje,
está alagada toda a minha
planície,
onde restaram
apenas destroços, vazios
e nadas!
👁️ 199
HÁ HORAS EM QUE APENAS PODEMOS DIZER: NADA
... quando acontece,
como tem acontecido há tempo demasiado
neste deserto comigo,
de perdemos
alguém tão amada e querida
e ficarmos com o coração em destroços
e vazios,
não adianta,
não adianta nada e nenhuma va tentative:
as coisas se tornam tão sem
sentido
e tão friamente
sem sentimentos e alicerces
que é como aprumar
pipas sem linhas!
👁️ 138
QUANDO EU MORRER
... quando eu morrer
não quero alarde, não quero cortejo,
não quero cochichos ou ecos de pessoas
que dizem ter ido ali para dar
forças à família de um
defundo;
na verdade,
eu digo que vão beber e foder logo
após o ednterro e que, para contuarem
com suas atuações miseráveis,
não esperarão nem o sol
da manhã do dia
seguinte;
quando eu morrer
não quero ninguém no meu enterro,
somente o coveiro desconhecido, urubu
longínquo se preciso que faça o serviço
sem nenhuma fulgacidade
de sentimentos e palavras,
porque, na verdade,
eu digo que os mesmo que irão a meu enterro,
cocixarão entre si como eu fui
ou como eu deixei de ser:
pobre coitado,
era malandro,
um puteiro,
morreu de cirrose provavelmente,
o câncer que o matou foi u castigo de Deus,
agora a família e os amigos dele vão ter
paz sem ele.
Bastardos hipócritas,
não os quero em meu enterro,
não quero que assustem Deus, com quem
eu gostaria de me encontrar,
com o que miseravelmente
dizem de outro semelhantíssimo miserável
como vocês!
não quero alarde, não quero cortejo,
não quero cochichos ou ecos de pessoas
que dizem ter ido ali para dar
forças à família de um
defundo;
na verdade,
eu digo que vão beber e foder logo
após o ednterro e que, para contuarem
com suas atuações miseráveis,
não esperarão nem o sol
da manhã do dia
seguinte;
quando eu morrer
não quero ninguém no meu enterro,
somente o coveiro desconhecido, urubu
longínquo se preciso que faça o serviço
sem nenhuma fulgacidade
de sentimentos e palavras,
porque, na verdade,
eu digo que os mesmo que irão a meu enterro,
cocixarão entre si como eu fui
ou como eu deixei de ser:
pobre coitado,
era malandro,
um puteiro,
morreu de cirrose provavelmente,
o câncer que o matou foi u castigo de Deus,
agora a família e os amigos dele vão ter
paz sem ele.
Bastardos hipócritas,
não os quero em meu enterro,
não quero que assustem Deus, com quem
eu gostaria de me encontrar,
com o que miseravelmente
dizem de outro semelhantíssimo miserável
como vocês!
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TORNEI-ME O QUE PREVIRA: UM ESTÚPIDO ADULTO SAPIENS!
... em criança
diziam que eu era um menino
esperto e de coração
bom
e que eu sabia
comandar os ventos, os mares
e as estrelas com minha imaginações
vastas;
bom,
menino eu fui, mas nunca vi o mar
sequer uma vex, nunca dominei
nenhum vento,por mais
brando que seja
e nunca colhi
nenhuma estrels em qualquer fundamento,
mas, como sempre é grande o erro
dos sapiens que nos veem,
eu me tornei
um grnde mestre emcolecionr
sobras, vazios e abismos!
diziam que eu era um menino
esperto e de coração
bom
e que eu sabia
comandar os ventos, os mares
e as estrelas com minha imaginações
vastas;
bom,
menino eu fui, mas nunca vi o mar
sequer uma vex, nunca dominei
nenhum vento,por mais
brando que seja
e nunca colhi
nenhuma estrels em qualquer fundamento,
mas, como sempre é grande o erro
dos sapiens que nos veem,
eu me tornei
um grnde mestre emcolecionr
sobras, vazios e abismos!
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Comentários (7)
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ToPostComment
fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*