Lista de Poemas
NÓS E NOSSA VAIDADE
Aos olhos dos céus
que vedes, podeis brilhar como ousardes
sonhares e vos imaginardes;
aos olhos ede vossos deuses
feritos entre imagens e mitos podereis
vos amardes, ogvs desejarfdes e vos servirdes
conforme vos agradeis;
porém
aos olhos da terra que um dia
irá de vos comer, tereis de manter
um silêncio frio, insensível
e eterno!
que vedes, podeis brilhar como ousardes
sonhares e vos imaginardes;
aos olhos ede vossos deuses
feritos entre imagens e mitos podereis
vos amardes, ogvs desejarfdes e vos servirdes
conforme vos agradeis;
porém
aos olhos da terra que um dia
irá de vos comer, tereis de manter
um silêncio frio, insensível
e eterno!
209
ATÉ O MAIOR DOS AMORES E A MAIOR DAS DORES SÃO VAIDADE
Até na dor
mentimos para nos amparar,
de alguma forma,
a nós mesmos;
por exemplo,
se digo que me dói (dela)
a saudade e a solidão que ela
deixou,
não estaria eu
a cometer a mais soberba das vaidades
por amá-la ainda desse modo,
sem que ela,
por passagem de morte e por não
ter mais escolha, exercer
o mesmo direito?
mentimos para nos amparar,
de alguma forma,
a nós mesmos;
por exemplo,
se digo que me dói (dela)
a saudade e a solidão que ela
deixou,
não estaria eu
a cometer a mais soberba das vaidades
por amá-la ainda desse modo,
sem que ela,
por passagem de morte e por não
ter mais escolha, exercer
o mesmo direito?
112
O DESPERTAR DAS CRISÁLIDES
Ventos assoviam mansamente
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
224
VAGANDO SEM DESTINO
Nem mais
tantos céus azuis,
nem mais tantas asas
___ inválidas;
nem mais
tantos anjos sensuais,
nem mais tantas demônias
___ menstruais;
nem mais
tantas e pazes regozijadas,
nem mais tantas guerras aos covardes
___ silêncios escondidas;
nem mais tantas danças ilusionadas,
nem mais tantas inércias solidificadas;
nem mais
tantas luzes fausteadas,
nem mais tantas sombras
___ escudeadas;
sem mais
pensar muito neste mundo
___ fechado,
vou-me só
pelo deserto, a silêncios e poesias.
___ e mais nada!
tantos céus azuis,
nem mais tantas asas
___ inválidas;
nem mais
tantos anjos sensuais,
nem mais tantas demônias
___ menstruais;
nem mais
tantas e pazes regozijadas,
nem mais tantas guerras aos covardes
___ silêncios escondidas;
nem mais tantas danças ilusionadas,
nem mais tantas inércias solidificadas;
nem mais
tantas luzes fausteadas,
nem mais tantas sombras
___ escudeadas;
sem mais
pensar muito neste mundo
___ fechado,
vou-me só
pelo deserto, a silêncios e poesias.
___ e mais nada!
129
SIM, O CÉU DOS VIVOS É QUE SEMPRE CHOVE!
Defuntos não fedem
como dizem, o que chera mal
em um cemitério
ou em um velório,
ou em um campo de guerra
ou de extermínio
é o que fazem,
dizem e cochicham, entre si,
os vivos
em confidências,
tramoias e segredos que arrepiariam
até os cabelos do diabo!
como dizem, o que chera mal
em um cemitério
ou em um velório,
ou em um campo de guerra
ou de extermínio
é o que fazem,
dizem e cochicham, entre si,
os vivos
em confidências,
tramoias e segredos que arrepiariam
até os cabelos do diabo!
129
MORREREI, MAS NÃO MATARÃO MINHA SOMBRA!
Anjos,
anjinhos
sapiens anjinhos como eu,
paralisaram
meus sonhos mais sublimes,
detonaram minhas esperanças
mais firmes,
beberam
de meu suor, de meu sangue
e de meu sêmem derramado em estranhos êxtases
nos gloriosos campos e nos brancos
leitos da terra;
e tais como eu
foram-se morrendo entre erros,
tropeços e autovenenos injetados com imagens
de toda orden, como eu!
anjinhos
sapiens anjinhos como eu,
paralisaram
meus sonhos mais sublimes,
detonaram minhas esperanças
mais firmes,
beberam
de meu suor, de meu sangue
e de meu sêmem derramado em estranhos êxtases
nos gloriosos campos e nos brancos
leitos da terra;
e tais como eu
foram-se morrendo entre erros,
tropeços e autovenenos injetados com imagens
de toda orden, como eu!
178
DESESPERANÇA
É dia, enquanto a vida escorrega
pelo tempo e as estações passam
deixando as marcas amargas
da tortura,
em mim.
Sim, é dia ainda,
no entanto em mim, faz-se
noite eterna..
Na floresta,
em meio ao temporal,
as árvores estão silenciosas
e estáticas.
As buscas na densa mata
estão se findando, e o voo trnou-se solitário
e desprovido de emoção.
Apenas caminho,
esvaziado com a alma já completamente
em um inesgotável oceano de sombras
nasufragada,
sem cm o que
mais sonhar, sem a que msais desejar,
sem em mais nada crer,
enquanto meu coração
está gélido e árido e meu corpo cansado se fadiga
nos extsasisantes mas vazios sexos
de corpos outros,
pelo tempo e as estações passam
deixando as marcas amargas
da tortura,
em mim.
Sim, é dia ainda,
no entanto em mim, faz-se
noite eterna..
Na floresta,
em meio ao temporal,
as árvores estão silenciosas
e estáticas.
As buscas na densa mata
estão se findando, e o voo trnou-se solitário
e desprovido de emoção.
Apenas caminho,
esvaziado com a alma já completamente
em um inesgotável oceano de sombras
nasufragada,
sem cm o que
mais sonhar, sem a que msais desejar,
sem em mais nada crer,
enquanto meu coração
está gélido e árido e meu corpo cansado se fadiga
nos extsasisantes mas vazios sexos
de corpos outros,
147
TUA LUZ ME CONSOME
De tudo e de todos, ouvia apenas sussurros soçobrados,
incapazes de despertar-me do sono em que estava.
E como as folhas envelhecidas, levadas pelo vento,
de tão fracos e ensurdados, iam-se
desapercebidos.
Nem percebi quando ouvi aquela voz suave e negra
que foi se instalando em meu ser e penetrando minha alma.
Por que permiti que ela me tocasse tão forte
cortando minhas noites em sonhos
desnudos?
Estou a navegar em mar bravio, entre a densa névoa
que me protege da indesejada luz ao horizonte,
sem saber até quando conseguirei resistir ao forte
desejo que me queima e me consome
em delírios.
Procuro saída, desprovido das forças de outrora.
Tento esconder-me a alma da bela incensada
que deixa, nas noites silenciosas, sua essência inebriante,
e, nos sonhos meus, compartilha-me
seu amor.
Tornei-me refém de meu pensamento fugidio
que teima em voar imaginando um encontro ardente
em um vôo impossível. E as cores, que antes
não havia,
Agora cintilam fortes, em contornos negros.
Nem percebi quando comecei pintar em melodias,
no frio de papel, meus sonhos desvairados e perdidos
que o mancham de tal forma que a pintura
está condenada!
incapazes de despertar-me do sono em que estava.
E como as folhas envelhecidas, levadas pelo vento,
de tão fracos e ensurdados, iam-se
desapercebidos.
Nem percebi quando ouvi aquela voz suave e negra
que foi se instalando em meu ser e penetrando minha alma.
Por que permiti que ela me tocasse tão forte
cortando minhas noites em sonhos
desnudos?
Estou a navegar em mar bravio, entre a densa névoa
que me protege da indesejada luz ao horizonte,
sem saber até quando conseguirei resistir ao forte
desejo que me queima e me consome
em delírios.
Procuro saída, desprovido das forças de outrora.
Tento esconder-me a alma da bela incensada
que deixa, nas noites silenciosas, sua essência inebriante,
e, nos sonhos meus, compartilha-me
seu amor.
Tornei-me refém de meu pensamento fugidio
que teima em voar imaginando um encontro ardente
em um vôo impossível. E as cores, que antes
não havia,
Agora cintilam fortes, em contornos negros.
Nem percebi quando comecei pintar em melodias,
no frio de papel, meus sonhos desvairados e perdidos
que o mancham de tal forma que a pintura
está condenada!
187
POR QUÊ?
Por que
será que, depois que ela
se foi para a morte
e que tu
não apareces para pegar
em minha mão
ao fim
desta travessia sombria
e pesada,
eu me perco
em qualquer canto, em qualquer jardim
ou em qualquer leito?
será que, depois que ela
se foi para a morte
e que tu
não apareces para pegar
em minha mão
ao fim
desta travessia sombria
e pesada,
eu me perco
em qualquer canto, em qualquer jardim
ou em qualquer leito?
124
PERDÃO, ANA!
às vezes eu a achava
ruim, traidora, diabólica.
Geralmente
eu via nela o desejo dos putos
e das vadias mascarado com brancas
asas.
Eu sempre sentia
dela um extremo mal cheiro,
quando escondidamente lhe olhava
nua diante de um fiel
espelho.
Hoje, pouco mais
de um ano após sua morte, eu lamento
muito e sofro muito por não ter percebido
a tempo
que ela
era somente mais uma como tu,
como eu e como todos nós condenados
a sermos jogados
neste mundo
de coisas, de modo fatsalmente
abnômalo!
ruim, traidora, diabólica.
Geralmente
eu via nela o desejo dos putos
e das vadias mascarado com brancas
asas.
Eu sempre sentia
dela um extremo mal cheiro,
quando escondidamente lhe olhava
nua diante de um fiel
espelho.
Hoje, pouco mais
de um ano após sua morte, eu lamento
muito e sofro muito por não ter percebido
a tempo
que ela
era somente mais uma como tu,
como eu e como todos nós condenados
a sermos jogados
neste mundo
de coisas, de modo fatsalmente
abnômalo!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*