Lista de Poemas
O DESPERTAR DAS CRISÁLIDES
Ventos assoviam mansamente
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
vestígios das cenas,
entrelaçando coisas e destinos
em labirintos confluentes
de cios caudais.
O sereno frio molha
o silêncio da noite,
enquanto beijos verborrágicos
envilecem o alvorecer.
Flores se vestem de sutis cores,
embalando primaveris encantos,
enquanto folhas secas caem
no compasso dos sonhos.
Pássaros voam mistérios
em dorsos esplêndidos,
enquanto vermes se omitem
em cernes esquálidos.
Lendas vivas (ou mortas?)
regozijam feitos nobres,
enquanto nunes incautos
imergem-se em devaneios.
Gêneses císmicas surgem
nos giros do tempo,
enquanto o momento
morre em meus versos.
O silêncio me abraça
em cinzas. O frio exangue percorre
meus veios. E adormeço
em ebúrneo vácuo!
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O AMOR, SENTIDO DE FORMA ISOLADA, É UMA IDEIA IDIOTA
Sim, eu admiro muito
as pessoas que ainda acreditam
no amor entre os homens,
sem que, com o ego
e a vaidade um homem não queira
comer o cu do outro,
e nos que acreditam
no amor puro entre um homem
e uma mulher,
sem que com o ego,
a vaidade e o incontido desejos
um não queira foder e foder
com o outro!
as pessoas que ainda acreditam
no amor entre os homens,
sem que, com o ego
e a vaidade um homem não queira
comer o cu do outro,
e nos que acreditam
no amor puro entre um homem
e uma mulher,
sem que com o ego,
a vaidade e o incontido desejos
um não queira foder e foder
com o outro!
👁️ 133
VIMOS O DIA MAIS CLARO E A NOITE MAIS ESCURA
Vem cá,
quantas vezes disseste
ne amar?
Quantas vezes
levaste-me para a cama
para extaticsamente, ao som de alguma
valsa, transarmos?
Quantas vezes
ne prometeste a lua, as estrelas
e a eternidade?
E quantas vezes
com teu verbo laivo e com tua mente
em loucas chamas de ira,
mataste-me sem
piedade?
👁️ 113
ANTES MIGALHAS DO QUE NADA
... querer amar-te
inteira foi um erro, pois isso me
implicou querer ser melhor e vencer
o resto do mundo;
aprendi que
é melhor um pouco de vida, de desejo
e de sonho do que uma morte
certa,
assim como
é melhor um gole de água
em teus lábios qwe padecer solitariamente
em alguim deserto de miragens
secas!
inteira foi um erro, pois isso me
implicou querer ser melhor e vencer
o resto do mundo;
aprendi que
é melhor um pouco de vida, de desejo
e de sonho do que uma morte
certa,
assim como
é melhor um gole de água
em teus lábios qwe padecer solitariamente
em alguim deserto de miragens
secas!
👁️ 154
PODERIA
Poderia dizer dos segredos escondidos num canto escuro ou sob um lençol qualquer, dos mundos que se escondem em tantas máscaras, durante grandes espetáculos, e antever o severo castigo à pretensão de um porvir onde se possam reter delicados feixes de luz, antes que, novamente, seja feito o contato vulnerável com os mesmos caminhos que deságuam em nada.
Poderia dizer dos sonhos que em mim quebrei alimentando presas férteis, do meu triste canto, violado, que protesta em sinfonias mudas, das lembranças que escorrem transbordando a grande ponte, das lágrimas de cristais invisíveis que, após preencherem brancas nuvens, e caírem como ácido pelas minhas desertas estradas, envenenaram a sede insaciável dos que me habitam.
Poderia omitir minhas jornadas por veredas estranhas e incompreensíveis, e sob a escolta de tantas orações proferidas, fingir não ver a porta errada. Num esforço indigente tirar-me o rosto, arrebentar todas as correntes, e deixar ecoar em mim, aos raios de um falso e magnífico alvorecer, somente as doces palavras que tocariam meu corpo e emudeceriam minha dor.
Poderia tudo, belo ator que sou, em efemeridades de sonhos sem aprimoramento.
Mas queria mesmo é poder transpor mais do que o pensamento e a alma, numa devastadora revolução de águas límpidas e desconhecidas a me romper, em noite fria, emudecendo meus fantasmas e, de mim, a voz do cão que ladra.
Poderia dizer dos sonhos que em mim quebrei alimentando presas férteis, do meu triste canto, violado, que protesta em sinfonias mudas, das lembranças que escorrem transbordando a grande ponte, das lágrimas de cristais invisíveis que, após preencherem brancas nuvens, e caírem como ácido pelas minhas desertas estradas, envenenaram a sede insaciável dos que me habitam.
Poderia omitir minhas jornadas por veredas estranhas e incompreensíveis, e sob a escolta de tantas orações proferidas, fingir não ver a porta errada. Num esforço indigente tirar-me o rosto, arrebentar todas as correntes, e deixar ecoar em mim, aos raios de um falso e magnífico alvorecer, somente as doces palavras que tocariam meu corpo e emudeceriam minha dor.
Poderia tudo, belo ator que sou, em efemeridades de sonhos sem aprimoramento.
Mas queria mesmo é poder transpor mais do que o pensamento e a alma, numa devastadora revolução de águas límpidas e desconhecidas a me romper, em noite fria, emudecendo meus fantasmas e, de mim, a voz do cão que ladra.
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À ALVORADA, O DIA SERPENTEIA VAZIOS
Hoje sonhei-me mistério
no caminho de flores
a bordarem, entre espinhos,
enlaces com estilhaços de luz.
Na imensidão dos mares
a abarcarem, entre ondas,
náufragos com cacos de esperanças.
No pendular dos ventos
a embalarem, entre calidezes,
vicejares de instantes.
No carpintar das nuvens
a adornarem, entre céus,
pássaros flutuantes.
E, como via poesia
até na verborragia dos homens,
desconfiei-me de mim
e acordei a refletir, entre chuvas,
precipícios e vazios.
no caminho de flores
a bordarem, entre espinhos,
enlaces com estilhaços de luz.
Na imensidão dos mares
a abarcarem, entre ondas,
náufragos com cacos de esperanças.
No pendular dos ventos
a embalarem, entre calidezes,
vicejares de instantes.
No carpintar das nuvens
a adornarem, entre céus,
pássaros flutuantes.
E, como via poesia
até na verborragia dos homens,
desconfiei-me de mim
e acordei a refletir, entre chuvas,
precipícios e vazios.
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AMARGAS ILUSÕES
Não chorem pelo que não somos na terra desconhecida, Nem pelo que almejamos ser em alma posta na carne, em egos translúcidos que se deleitam com imagens magníficas, contidas nas seduções e nos delírios do grande cenário abismal.
Foi assim me perdi ao ousar caminhar sem pisar o chão ressequido, pavimentado com espinhos invisíveis, caídos de frágeis sonhos suspensos no ar, incapazes de alimentar seres estranhos com espíritos mumificados que nele habitam, Sob a falsa luz que esconde infalivelmente a noite interior, a consumir canibalisticamente das próprias entranhas, quando se movem durante o dia, entre os aromas das flores e os suaves toques do vento, sem que se percebam que as flores são gélidas e que o vento é traiçoeiro.
Não me lembro quando percebi que o mundo se esconde atrás dos rostos de tantos protagonistas, Atuando incessantemente na imensidade à qual se centram e fazendo-me quedar diante da vulnerabilidade do olhar, posto nos corpos nus e nas mentes contrastantes das multidões que se desvencilham dos espinhos mortificados pela planície, em busca do ponto de equilíbrio inexistente no mar de sentimentos invasores.
Ânsias e vômitos desvendados, máscaras e faces expostas sem que se possam distinguir entre uma e outra, deuses criados para salvação do que já predestinadamente está salvo, e demônios criados para a condenação do que já predestinadamente está condenado.
Não sei onde me encontro com o andar suspenso, talvez entre a loucura e a razão. Se tento fugir de retalhos de tempos e vidas irrecuperáveis ou se fico em dor e lamento. Se tento me soerguer para a queda certa, ou se me abandono prostrado à angústia. Se busco a liberdade nascituramente condenada, ou se me deixo escravo da tragédia.
Sei apenas que ousei romper num momento perdido, incapaz e sem sentidos, extremos de meu ser contido, nos mesmos caminhos irreconhecíveis agora atacados por minha loucura assentada, onde também sou prisioneiro nos limites em que se encontra o olhar de minha face.
Foi assim me perdi ao ousar caminhar sem pisar o chão ressequido, pavimentado com espinhos invisíveis, caídos de frágeis sonhos suspensos no ar, incapazes de alimentar seres estranhos com espíritos mumificados que nele habitam, Sob a falsa luz que esconde infalivelmente a noite interior, a consumir canibalisticamente das próprias entranhas, quando se movem durante o dia, entre os aromas das flores e os suaves toques do vento, sem que se percebam que as flores são gélidas e que o vento é traiçoeiro.
Não me lembro quando percebi que o mundo se esconde atrás dos rostos de tantos protagonistas, Atuando incessantemente na imensidade à qual se centram e fazendo-me quedar diante da vulnerabilidade do olhar, posto nos corpos nus e nas mentes contrastantes das multidões que se desvencilham dos espinhos mortificados pela planície, em busca do ponto de equilíbrio inexistente no mar de sentimentos invasores.
Ânsias e vômitos desvendados, máscaras e faces expostas sem que se possam distinguir entre uma e outra, deuses criados para salvação do que já predestinadamente está salvo, e demônios criados para a condenação do que já predestinadamente está condenado.
Não sei onde me encontro com o andar suspenso, talvez entre a loucura e a razão. Se tento fugir de retalhos de tempos e vidas irrecuperáveis ou se fico em dor e lamento. Se tento me soerguer para a queda certa, ou se me abandono prostrado à angústia. Se busco a liberdade nascituramente condenada, ou se me deixo escravo da tragédia.
Sei apenas que ousei romper num momento perdido, incapaz e sem sentidos, extremos de meu ser contido, nos mesmos caminhos irreconhecíveis agora atacados por minha loucura assentada, onde também sou prisioneiro nos limites em que se encontra o olhar de minha face.
👁️ 158
FOI PIOR DO QUE FATAL
Nunca consegui
me tornar imune ao veneno
dela;
muito pelo
contrário, ela sabia que
não me mataria com ele,
como sabia
que, com ele, era como se aos poucos
me empurrasse a um abismo
cada vez mais fundo
e cheio
de vazios e de sombras
frias!
me tornar imune ao veneno
dela;
muito pelo
contrário, ela sabia que
não me mataria com ele,
como sabia
que, com ele, era como se aos poucos
me empurrasse a um abismo
cada vez mais fundo
e cheio
de vazios e de sombras
frias!
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CEGOS VIVOS
De luzes cobrem o mudo,
usando imagens, pensamentos, emoções
e volatíssimas palavras;
de minha passagem
notam apenas um vulto canino
e uma sombra que sempre assusta
seus desejos, suas senciências e suas frágeis
metafísicas;
todos, porém,
como se vivessem em um paraíso,
totalmente alheios de que, em abnormal
essência, são exatamente
iguais a mim!
usando imagens, pensamentos, emoções
e volatíssimas palavras;
de minha passagem
notam apenas um vulto canino
e uma sombra que sempre assusta
seus desejos, suas senciências e suas frágeis
metafísicas;
todos, porém,
como se vivessem em um paraíso,
totalmente alheios de que, em abnormal
essência, são exatamente
iguais a mim!
👁️ 193
O CONVITE
Um anjo
me chamou ontem,
e ele estava mais anjo do que habitualmente
anjo jé é:
e eu fiuei ali
entre adminirar aquele pezinho
com o dedo machucado, entre imaginar
com ela experiências ainda não
vivenciadas
e entre convidâ-la
para um canto para lhe dar uns beijos,
uns abraços, uns amassos e, se possível,
escondidamente a um canto,
uma boa trepada!
me chamou ontem,
e ele estava mais anjo do que habitualmente
anjo jé é:
e eu fiuei ali
entre adminirar aquele pezinho
com o dedo machucado, entre imaginar
com ela experiências ainda não
vivenciadas
e entre convidâ-la
para um canto para lhe dar uns beijos,
uns abraços, uns amassos e, se possível,
escondidamente a um canto,
uma boa trepada!
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Comentários (7)
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ToPostComment
fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*