Escritas

PERDÃO, ANA!

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
às vezes eu a achava
ruim, traidora, diabólica.

Geralmente
eu via nela o desejo dos putos
e das vadias mascarado com brancas
asas.

Eu sempre sentia
dela um extremo mal cheiro,
quando escondidamente lhe olhava
nua diante de um fiel
espelho.

Hoje, pouco mais
de um ano após sua morte, eu lamento
muito e sofro muito por não ter percebido
a tempo

que ela
era somente mais uma como tu,
como eu e como todos nós condenados
a sermos jogados

neste mundo
de coisas, de modo fatsalmente
abnômalo!


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