Lista de Poemas
PENUMBRAS
Quando o sol banhar teu corpo moreno, fazendo-te sentires nas entranhas o calor que faz fervilhar teu sangue em paixões humanas, saibas que em mim o caos ainda estará latejando.
Quando um arco-íris riscar o céu azul, e tu falares inocentemente do lindo dia, pintado em sublimes cores horizonte irreais, saibas que em mim as sombras ainda prevalecerão.
Quando a primavera te chegar em esplendor, e teu coração vibrar com intensidade, em anseios pela energia da vida que brota, saibas que em mim o frio ainda é constante.
Quando o forte vento se acalmar em ti, tornando-se não mais que uma mansa brisa, a tocar suavemente rostos angelicais, saibas que em mim, a tempestade ainda vigora.
Quando encontrares flores sobre sua mesa, e conforto em palavras suaves e amenas, em baixo tom, sussurrando ao teu ouvido, saibas que de mim só emanam perjuros impiedosos.
Quando te embebedares de mentes sãs, que te despertam o desejo incontido, pela conquista do irreal que em ti transcende, saibas que toco corações apenas para devorar corpos.
A isso saibas de mim, porque de ti sei tudo: Por detrás teus discursos com a cabeça soerguida, e do olhar posto na visão entorpecida não te mostram tua fragilidade, análoga à escuridão minha em que adentraste, e escondida em alvas vestes.
E da incapacidade de sofreres dores por te veres a ti própria, jamais foste forte o suficiente para sequer passares do portão que levava a trevas maiores, as quais pudessem demonstrar, sem medos, todas chagas do reino adulterado.
Não aprendeste, meretriz de sonhos perdidos em quimeras tolas, que se toda escuridão iluminada com insustentáveis luzes Torna-se mais negra após suas passagens vilipendiadoras, também toda luz conhecedora de sombras torna-se mais tênue, até que se apague no impiedoso e intrínseco inverno do porvir.
O tempo é o mestre e carrasco dos insolentes regurgitadores e adulteradores de verdades, que afaga a face de manhã, e castiga severamente ao anoitecer. Nele a vida se esvai como prenúncio de um apagamento insolúvel, onde tudo se converge em algo qualquer que não se pode definir.
E de tua pálida luz, inverídica como meus fantasmas, postei-me insolente extirpando-a de minha morada antes que a adentrasses.
Levanta! Lamenta! Chora pelo que te foi subtraído de tua visão! Que teus sôfregos relampejos, moldados para tua própria queda, ainda despercebida, se apaguem com meus escarros pérfidos!
Quando um arco-íris riscar o céu azul, e tu falares inocentemente do lindo dia, pintado em sublimes cores horizonte irreais, saibas que em mim as sombras ainda prevalecerão.
Quando a primavera te chegar em esplendor, e teu coração vibrar com intensidade, em anseios pela energia da vida que brota, saibas que em mim o frio ainda é constante.
Quando o forte vento se acalmar em ti, tornando-se não mais que uma mansa brisa, a tocar suavemente rostos angelicais, saibas que em mim, a tempestade ainda vigora.
Quando encontrares flores sobre sua mesa, e conforto em palavras suaves e amenas, em baixo tom, sussurrando ao teu ouvido, saibas que de mim só emanam perjuros impiedosos.
Quando te embebedares de mentes sãs, que te despertam o desejo incontido, pela conquista do irreal que em ti transcende, saibas que toco corações apenas para devorar corpos.
A isso saibas de mim, porque de ti sei tudo: Por detrás teus discursos com a cabeça soerguida, e do olhar posto na visão entorpecida não te mostram tua fragilidade, análoga à escuridão minha em que adentraste, e escondida em alvas vestes.
E da incapacidade de sofreres dores por te veres a ti própria, jamais foste forte o suficiente para sequer passares do portão que levava a trevas maiores, as quais pudessem demonstrar, sem medos, todas chagas do reino adulterado.
Não aprendeste, meretriz de sonhos perdidos em quimeras tolas, que se toda escuridão iluminada com insustentáveis luzes Torna-se mais negra após suas passagens vilipendiadoras, também toda luz conhecedora de sombras torna-se mais tênue, até que se apague no impiedoso e intrínseco inverno do porvir.
O tempo é o mestre e carrasco dos insolentes regurgitadores e adulteradores de verdades, que afaga a face de manhã, e castiga severamente ao anoitecer. Nele a vida se esvai como prenúncio de um apagamento insolúvel, onde tudo se converge em algo qualquer que não se pode definir.
E de tua pálida luz, inverídica como meus fantasmas, postei-me insolente extirpando-a de minha morada antes que a adentrasses.
Levanta! Lamenta! Chora pelo que te foi subtraído de tua visão! Que teus sôfregos relampejos, moldados para tua própria queda, ainda despercebida, se apaguem com meus escarros pérfidos!
142
EU NOS DECLARO: INDUBITÁVELMENTE SOMOS RATOS SURTGDOS DE UMA RETAL ABERRAÇÃO CÓSMICA!
... vejo vermes,
vejo ratos, vejo cães,
vejo baratas
desdignificados,
vestidos de branco nas igrejas
como se fossem ministros de Nosso
Senhor,
autoconsiderados
privilengiadíssimos filhoos de Deus;
sim, todos os dias
eu vejo os ratos quando saem
e quando voltam para suas cassas,
após desenorarem, mentirem, quebrarem
juramentos e tratos
para ensnarem
a seus filhos como a serem cada
vez mais, sob o escudo do que chazmam
de amor e fé,
como a serem,
ao crescerem, também igualmente
eficazes e sujos ratos, de anjos
disfarçados!
117
GUARDA UM PEDACINHO DE MIM CONTIGO!
Cheguei muito tarde a este porto,
estou atrasado para nossa viagem
E hoje é teu aniversário, eu sei;
E o que é pior
é que eu estou por demseado
cansado dos sonhos, das lindas e das idas
e vindas de uma vida que parece cheia e colorida,
mas que tem-se mostrado,
depois de cada ato,
escura, vazia e abstrata.
Eeu queria te dizer
"feliz aaniversário, meu amor,
e depois nos servirf um vinho ao somo
de Dream baby dream
de Bruce;
e eu realmente
queria estar aí agoa contigo
e te presentear com a lua, com as estrelas,
com meu amor e com um pouco
de meu calor;
mas eu tenho que
te dizer que de meus olhos já nem
mais correm lágrimas e que minhas asas
já se tornaram totalmente
inválidas
e que, meu Deus,
eu sinto que realmente estou atrasado
para ti e já a caminho de minha última, fria,
eombria e eterna casa!
estou atrasado para nossa viagem
E hoje é teu aniversário, eu sei;
E o que é pior
é que eu estou por demseado
cansado dos sonhos, das lindas e das idas
e vindas de uma vida que parece cheia e colorida,
mas que tem-se mostrado,
depois de cada ato,
escura, vazia e abstrata.
Eeu queria te dizer
"feliz aaniversário, meu amor,
e depois nos servirf um vinho ao somo
de Dream baby dream
de Bruce;
e eu realmente
queria estar aí agoa contigo
e te presentear com a lua, com as estrelas,
com meu amor e com um pouco
de meu calor;
mas eu tenho que
te dizer que de meus olhos já nem
mais correm lágrimas e que minhas asas
já se tornaram totalmente
inválidas
e que, meu Deus,
eu sinto que realmente estou atrasado
para ti e já a caminho de minha última, fria,
eombria e eterna casa!
153
INATINGÍVEL INCONDICIONALIDADE
... não és só tu que talvez
me queiras assim:
também quero teu amor
incondicional,
também quero teu carinho
pueril,
também quero teu corpo
extático,
também quero tua compreensão
quando dela preciso,
também quero, à nuvem,
a paz de que
tanto necessitamos
e ponto.
me queiras assim:
também quero teu amor
incondicional,
também quero teu carinho
pueril,
também quero teu corpo
extático,
também quero tua compreensão
quando dela preciso,
também quero, à nuvem,
a paz de que
tanto necessitamos
e ponto.
165
AMANTES PERDIDOS
Depois de tanto
tempo entre sóis, chuvas
e devaneios,
quando é que
vamos nos servir do sonho
inconspurco
e do eterno
e incondicional amor que
andamos tanto a
nos prometer
afinal?
tempo entre sóis, chuvas
e devaneios,
quando é que
vamos nos servir do sonho
inconspurco
e do eterno
e incondicional amor que
andamos tanto a
nos prometer
afinal?
174
O CHÃO DAS PALAVRAS
... pássaros
a voarem fragrâncias verbais
já seduzira até uma negra
demônia,
a nuvem
que dizia me amar,
correu como uma pulga
durante a maior tempestade
de minha vida,
embarco
contigo nesta última viagem,
sabendo que, de novo,
posso perder-te
numa noite
linda, onde passam belos barcos
com fósforos acesos
em seus mares
de palha!
a voarem fragrâncias verbais
já seduzira até uma negra
demônia,
a nuvem
que dizia me amar,
correu como uma pulga
durante a maior tempestade
de minha vida,
embarco
contigo nesta última viagem,
sabendo que, de novo,
posso perder-te
numa noite
linda, onde passam belos barcos
com fósforos acesos
em seus mares
de palha!
193
NA HORA, NO LUGAR E COM A COMPANHIA ERRADA
... fizemos
do chão esplente infinito
para nos amar,
sem percebermos
que havia outros infinitos
se desenhando
e nos desejando
por outros lugares,
nesta
insana morfologia dos movimentos
e dos sentimentos,
perdemos,
de nossa própria história,
o sublime centro!
do chão esplente infinito
para nos amar,
sem percebermos
que havia outros infinitos
se desenhando
e nos desejando
por outros lugares,
nesta
insana morfologia dos movimentos
e dos sentimentos,
perdemos,
de nossa própria história,
o sublime centro!
103
NADA É ABSOLUTO
... nada,
absolutamente nada
é absoluto,
tuas palavras
e tudo que disseste outrora
por mim sentir,
minhas palavras
e tudo que eu disse a ti
outrora sentir,
as dádivas,
as promessas,
os atos concretos;
parecia
tudo exato e certo,
mas eu sempre dizia para
nos cuidarmos
que nada,
absolutamente nada
é absoluto:
mesmo assim,
insanamente insistimos,
escapando-nos escondidos
por escarpas de luz,
e nos findamos
sozinhos, em algum canto
ou aconchego onde cães vadios
e anjos se misturam!
absolutamente nada
é absoluto,
tuas palavras
e tudo que disseste outrora
por mim sentir,
minhas palavras
e tudo que eu disse a ti
outrora sentir,
as dádivas,
as promessas,
os atos concretos;
parecia
tudo exato e certo,
mas eu sempre dizia para
nos cuidarmos
que nada,
absolutamente nada
é absoluto:
mesmo assim,
insanamente insistimos,
escapando-nos escondidos
por escarpas de luz,
e nos findamos
sozinhos, em algum canto
ou aconchego onde cães vadios
e anjos se misturam!
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SURPRESAS SOMBRIAS
"... com a mente
não se brinca, amor,
se eu ligar posso fazer
coisas ruins";
e eu, que
sempre soube o poder da mente,
topei a parada;
mas ela
parece não ter percebido
que eu também
a tinha;
resultado:
os dois vão pagar no inferno,
morrendo de cânceres reciprocamente
presenteados!
não se brinca, amor,
se eu ligar posso fazer
coisas ruins";
e eu, que
sempre soube o poder da mente,
topei a parada;
mas ela
parece não ter percebido
que eu também
a tinha;
resultado:
os dois vão pagar no inferno,
morrendo de cânceres reciprocamente
presenteados!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*