Escritas

Lista de Poemas

ALDRAVIA PSR 01

rio
deitado
num
braço
de
mar
👁️ 273

ALDRAVIA PSR 05

fake
lamenta
cada
news
que
inventa
👁️ 263

ALDRAVIA PSR 04

enfrento
ventos
incertos
abarco
teu
cais
👁️ 259

ALDRAVIA PSR 03

desvendando
sonhos
impossíveis
descobrimos
desertas
ilhas
👁️ 250

SINCRONICIDADE

Todo dia há outro fato, um inusitado feito
Capaz de prender atenções, despertar de novo
Poderes inerentes de transformação do presente
Suplantando coincidências, reanimando a gente
Encorajando os humildes, empoderando pessoas
Dando energia aos fracos, enriquecendo a mente
Daquele que busca o próprio e adequado espaço
Na força do abraço, na retidão dos princípios
Catalogando as loucuras vivenciadas por uns
E invejadas por todos que se passam por sóbrios
Sabedores tão tolos e insensatos dementes

Entre experiências vividas e novas conquistas
Partimos obstinados reanimando inerentes
A sincronicidade que fortalece alma e espírito
Ainda que subestimemos termos vivenciado
Inexatas repetições destas fábulas antes
A máxima da vida é seguir sempre avante
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ÓBVIO

Tem certas coisas no mundo que é bem melhor não saber
Fatos que o tempo diz explicar, mas que prefere esconder
Camufla no já moído peito da gente e se descobre faz doer
Dói tanto que às vezes mata segredos do bem viver

Ninguém procura verdades pelo tosco prazer de sofrer
Assemelha-se à saudade, vem com o inconsequente querer
Desce e se apossa da mente, invade o corpo, confunde o dever
De se evitar que se morra matando o seu próprio ser

Se um dia for necessário seu cais impedi-lo ver
O sol das respostas claras da clarividência desprender
Jamais constranja o destino, deixe o impreciso acontecer

Pois tudo se acha, se encontra ou também pode se perder
No exato propósito do óbvio repentinamente surpreender
O intenso paradoxo da vida que se renova ao nascer
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SUSTO

Injusta é essa vertigem pela pressa
Intenso não é fazer tudo tão rápido
Nem desperceber a verdadeira imagem
Do que possa sempre parecer propenso
 
Há cadência em toda ação velada
Antes de tornar-se simplesmente
No que se crê o que se pensa

Frágil e singelo é o nascer consequente
Do ultimo suspiro ao romper do elo
Entre os sentidos e a carne
Aquilo que dizemos morte

Existimos no cerne do universo
E somente desintegramos
Da vida num istmo de susto

De igual maneira viemos
A qualquer preço e a todo custo

Para que lamento então
Se estar no mundo num repente
É tão bonito e justo?
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CELESTE

Quando chegou o inesperado anjo
Encontrou ali no quarto ao pé da cama sobre a cômoda de minha mãe
Pequeninas imagens com propriedades cristalográficas celestinas.
Eram terços, orações, formulas de pureza e felicidade
Medalhinhas de nossas senhoras e senhores
E retratos de papel de um composto aveludado multicor
Impressos e detalhadamente envelhecidos num celeste altar
Que desde menina colecionara em sua inabalável e devotosa fé.
Assim que se foi, pediu que um barqueiro buscasse suas divinas reliquias
Que moram juntas hoje abrigadas em sua própria catedral.
Por isso éramos e andamos seguros por essa mão miraculosamente estendida
Que nos amparara e efetivamente protege de todos os abruptos males
E agruras, ainda que o propenso brilho de uma estrela nos separe.
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RESPINGOS

Certas histórias precisam ser contadas
Outras simplesmente vividas.
Trazemos um pouco da necessidade
De imitar algumas performances
E um percentual incrível de inventarmos
Os nossos próprios compêndios.
Há quem se acomode sob fantasias
Há quem daqui a pouco esquecerá
De incomodar-se com os esquecimentos.
Dirijo meus dias espaçosamente
Inspirado no protagonismo
Das coisas mais suaves, leves e simples
Afugentando furtivas contendas
Deificando as vultosas texturas
Que abrangem os desejos abundantes
Por onde somente a reflexão perpetua.
Aprendi assim a viver nos respingos
Dos fatos das novelas do cotidiano
Capítulo a capítulo, focado nas finalidades
No entanto longe, bem longe do fim.
Sou eu a maior propriedade destas escritas
O deserdado protagonista sem foco e fora da luz
Porem consciente de que tudo se torna necessário
Desde que de alguma maneira necessite.
Estendo democraticamente a mão
Para que tu me conduzas por estes labirintos
Sem calvário mas com o prazer da jornada
De juntos sermos robustos detentores
Das incontestes superações.
Tens as chamas da perseverança
Trago as garras da esperança.
Somos puros e valorosos irmãos.
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CONFESSO

Meu belo lugar disciplinado
Passeia por dentro de mim
Acolchoando os sentimentos
Depois preventivamente faz companhia
À minha sombra fria e flana
Com ela inocente por toda luz
Impedindo que eu minta, roube
Xingue, mate, arrebente
Faça caretas, cuspa longe
Admoeste, desabe e amoleça 

São estes pecados professos
Intimamente travessos
Que desconheço, não reconheço
Mas são confessos de penitência

Rogai, pois, por mim o perdão dos mundos
E não precise abalroar nenhuma intenção
Exceto a de não querer ser bom enquanto reto
E pródigo com aquilo que não me seja válido
Por ter valido ser correto
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Comentários (2)

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ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2026-01-02

Meus sinceros parabéns sr. Poeta Sergio Rosseto... teus textos são de tanto amor conquistado e perdidos ... que nos faz imaginar um universo sendo criado a todo dia em que o sol aparece no colo de uma nova mulher. Felis ano vovo.

Rodrigo Marques
Rodrigo Marques
2017-11-27

quantas verdades com perfeição!