Às minhas inumeráveis quedas
Canto hoje a minha vida de quedas
Com o zelo de um coleccionador de moedas
A minha primeira queda
Foi tiro e queda.
A minha segunda queda
Foi brutal e cega
A minha terceira queda
Foi um simples desarreda
A minha quarta queda
Foi como deslizar num escorrega
Ai, a minha quinta queda
Não a troco por qualquer moeda
A minha sexta queda
foi triste mas também leda
Minhas inúmeras quedas
Por veredas
Barrancos e alamedas
Às vezes são cinzas
Outras labaredas.
Nem nos Vedas
Há tão infindas.
Niso 4.6. 2014
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