Lista de Poemas

Ao sol da primavera


O sol ilumina

Tudo aquece

Tudo engrandece

E a mim me anima.

 

O sol fascina,

A terra floresce

E o mundo esquece

A dura sina

 

Horas fagueiras

Que correm felizes

E inspiram poetas.

 

Horas primeiras

 Forças motrizes

Das almas despertas

 



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Porque não?

Mas porque não a alegria?

A esperança desponta

A felicidade assoma

O sol nasce em cada dia.

 

Mas porque não a alegria?

O mundo se descobre

A natureza renasce

Razões para a euforia

 

Mas porque não a alegria?

O inverno é passageiro

A primavera jubilosa

O verão traz acalmia

 

Mas porque não a alegria?

Na força da juventude

Na segurança da maturidade

Nem a velhice o impedia.

 

Mas porque não a alegria?

Na terra com serenidade

Nos céus com confiança

Pugnando pela harmonia.

 

 

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Sexo

  1. Sexo
    complexo
    amplexo
    Mero reflexo
    Desconexo
    E que pode deixar perplexo
    Quem lhe procura o nexo.
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Marginal

Marginal
nas margens
do livro
da vida.
Marginal
esgotado
antes 
do fim 
da corrida.
Marginal
sempre 
a descer
na tentativa
da subida.
Marginal
para todo
o sempre
no beco 
sem saída.
Marginal
não tem
regresso.
Só tem
ida.
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Manhã insular

  1. A manhã espreita
    por entre brumas
    e neblinas baças.
    O céu mal se ajeita
    às núvens de chumbo
    que nada ultrapassa.
    A noite que acabou
    deixou-nos como herança
    um dia opaco
    espesso...
    denso
    sombrio
    compacto
    e para viver
    a contrapasso.

    Niso 4.7.2014
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humana condição

  1. A estrela por cima
    por baixo a porcaria
    Condição que se afirma
    Como uma filosofia

    A estrela por cima
    Bem pode iluminar a vida
    Mas por baixo a porcaria
    Dá-lhe o peso e a medida
    ...

    Por baixo a porcaria
    É a regra do WC
    Por cima a estrela
    - a luz que só entrevi.


    Niso 3.7.2014
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Manhã

. A manhã chegou

 Dourada de sol e esperança

A noite passou

Em sono lento.

O dia não será diferente

Mas resta a confiança

Sempre presente

Em firme aliança

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Às minhas inumeráveis quedas


 

Canto hoje a minha vida de quedas

Com o zelo de um coleccionador de moedas

 

A minha primeira queda

Foi tiro e queda.

 

A minha segunda queda

Foi brutal e cega

 

A minha terceira queda

Foi um simples desarreda

 

A minha quarta queda

Foi como deslizar num escorrega

 

Ai, a minha quinta queda

Não a troco por qualquer moeda

 

A minha sexta queda

foi triste mas também leda

 

Minhas inúmeras quedas

Por veredas

Barrancos e alamedas

 

Às vezes são cinzas

Outras labaredas.

Nem nos Vedas

Há tão infindas.

 

Niso 4.6. 2014

 

 

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Petição

 Sonetilho


 

Na vida em que vicejo

Tenho estranhos momentos.

Em cada hora revejo

Flutuantes pensamentos.

 

Dia que começa e acaba

Apontando ao futuro.

Dia de longa meada

Que se tece com apuro.

 

Vida que por mim passas

Meus sonhos não desfaças

Que me deixas inseguro

 

Não tenho mais pedidos

Nem desejos escondidos

Nem desígnio obscuro.


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Domingo

É um Domingo às avessas.

Escondes, não confessas.

Primeiro dia da semana?

Resposta não me peças.

É um domingo às avessas.

Eu findo, tu começas

É um domingo às avessas

Pelas ruas, pelas travessas

É um domingo às avessas

Se caminhas, tropeças

Se páras não recomeças.

É um domingo às avessas

Com vagar , sem pressas

Com mortos e com essas

Com caixões sobre tripeças

É um domingo às avessas

Mas da vida não te despeças.

Porque assim cessas

Com os domingos às avessas.

Niso 18.5.2014

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Comentários (1)

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2014-08-23

Amigo Niso, Não sei o que é isso de ser poeta, e menos ainda ter como profissão ser poeta. Mas sei o que é ver as coisas com poesia, e pela maneira como escreve o amigo também.