Lista de Poemas
BEM-TE-VI
Quanto canta,
Bem-te-vi.
Se me viu
Também te vi.
Bem-te-vi
Bateu asas.
Sem elas
Fiquei aqui.
Bem-te-vi.
Se me viu
Também te vi.
Bem-te-vi
Bateu asas.
Sem elas
Fiquei aqui.
👁️ 350
Amor e só
Simplesmente ame.
Sem justificar.
Amar é que vai te iluminar.
Que sentir pode ir além?
Amar faz luz brilhar,
E sino badalar.
Traz graça no que se faz,
E a certeza de alegrar mais.
Faz musicar os ruídos,
Revelar desejos escondidos.
Faz do quietinho cantor,
E do analfabeto escritor.
Faz sensível o durão,
E dá um basta pra solidão.
Faz rosas mais coloridas,
E dá outro sabor pra vida.
Ame sem saber por que.
Um amor sem entender
Nunca vai desaparecer.
Sem justificar.
Amar é que vai te iluminar.
Que sentir pode ir além?
Amar faz luz brilhar,
E sino badalar.
Traz graça no que se faz,
E a certeza de alegrar mais.
Faz musicar os ruídos,
Revelar desejos escondidos.
Faz do quietinho cantor,
E do analfabeto escritor.
Faz sensível o durão,
E dá um basta pra solidão.
Faz rosas mais coloridas,
E dá outro sabor pra vida.
Ame sem saber por que.
Um amor sem entender
Nunca vai desaparecer.
👁️ 324
Olhos machucados
Vi que olhos arregalados me fitavam.
Deles demandava uma frieza nunca vista.
Fixei meu olhar por um instante,
Vi que estavam distantes.
Olhavam-me ao léu.
Olhar triste de partida.
Portas opacas do inferno.
Em nada lembravam o céu.
Olhos malvados.
Machucados.
Desesperados.
Olhos apaixonados?
Olhos d’água.
Com olhar de águia.
Olhos com água.
Com olhar de mágoa.
Um olhar de tantos olhos,
De histórias não contadas.
Tristes olhos sem brilho
Na despedida brotaram em lágrimas.
Deles demandava uma frieza nunca vista.
Fixei meu olhar por um instante,
Vi que estavam distantes.
Olhavam-me ao léu.
Olhar triste de partida.
Portas opacas do inferno.
Em nada lembravam o céu.
Olhos malvados.
Machucados.
Desesperados.
Olhos apaixonados?
Olhos d’água.
Com olhar de águia.
Olhos com água.
Com olhar de mágoa.
Um olhar de tantos olhos,
De histórias não contadas.
Tristes olhos sem brilho
Na despedida brotaram em lágrimas.
👁️ 288
Vai
Vai.
Esconde-se em mim agora.
Só assim, me salvará em outra hora.
Eu te preciso e você sabe.
Nunca nos enganamos,
Sempre, assim nos aceitamos.
Vai.
Invade também minha alma.
Contamina-me o espírito.
Domina minha mente.
Deixa meu cérebro dormente.
Vai.
Desce pelo meu corpo.
Instiga meus desejos de sedutor.
Faça amor sem nenhum pudor,
Suspira embaixo do cobertor.
Vai.
Faça com que eu tenha medo,
Prometa revelar nosso segredo,
Me deixa chupando o dedo
Parta de manhã bem cedo.
Vai.
Não gosto de despedida.
Quero ainda te ver despida.
Ao sair só abane
Com a mão erguida.
Vai.
Aumente esta ferida,
Finja que é pra toda vida,
Mantenha esta postura atrevida,
Se a saudade bater, me acorda ou me liga.
Esconde-se em mim agora.
Só assim, me salvará em outra hora.
Eu te preciso e você sabe.
Nunca nos enganamos,
Sempre, assim nos aceitamos.
Vai.
Invade também minha alma.
Contamina-me o espírito.
Domina minha mente.
Deixa meu cérebro dormente.
Vai.
Desce pelo meu corpo.
Instiga meus desejos de sedutor.
Faça amor sem nenhum pudor,
Suspira embaixo do cobertor.
Vai.
Faça com que eu tenha medo,
Prometa revelar nosso segredo,
Me deixa chupando o dedo
Parta de manhã bem cedo.
Vai.
Não gosto de despedida.
Quero ainda te ver despida.
Ao sair só abane
Com a mão erguida.
Vai.
Aumente esta ferida,
Finja que é pra toda vida,
Mantenha esta postura atrevida,
Se a saudade bater, me acorda ou me liga.
👁️ 295
Bolsas nos olhos
Meus olhos tentam guiar meus pensamentos.
Quando não querem me mostrar
Desviam o olhar num rápido movimento.
Porém se não vejo posso imaginar.
As bolsas que trago neles
As causas não são do tempo.
São depósitos daqueles
Que de amor alimento.
As pálpebras fecham com rapidez
Para evitar o pó da estrada
Tentam esconder de vez
Os tropeços da caminhada.
Quando estão fechados
Não sei por onde seguir.
Vou para o lado errado
Precisando me redimir.
Portanto, olhos meus,
Estejam sempre alerta.
Se rondarem os teus,
Façam a escolha certa.
Quando não querem me mostrar
Desviam o olhar num rápido movimento.
Porém se não vejo posso imaginar.
As bolsas que trago neles
As causas não são do tempo.
São depósitos daqueles
Que de amor alimento.
As pálpebras fecham com rapidez
Para evitar o pó da estrada
Tentam esconder de vez
Os tropeços da caminhada.
Quando estão fechados
Não sei por onde seguir.
Vou para o lado errado
Precisando me redimir.
Portanto, olhos meus,
Estejam sempre alerta.
Se rondarem os teus,
Façam a escolha certa.
👁️ 295
Barganha
Eu sempre desejei que os abraços fossem apertados.
Que os sorrisos fossem sinceros.
Que as despedidas fossem exterminadas.
Que o tempo não fosse contado.
Que a corrida não fosse só para a vitória.
Que não se fizesse só pela história.
Que coisas ruins saíssem da memória.
Que todos merecessem a glória.
Tudo o que eu mais quis.
Que toda pessoa pudesse ser feliz.
Que só existissem balas de anis.
Que a fé não precisasse remover montanhas.
Que as medalhas não fossem apenas para quem ganha.
Que todos, na vida tivessem o poder de barganha.
Que os sorrisos fossem sinceros.
Que as despedidas fossem exterminadas.
Que o tempo não fosse contado.
Que a corrida não fosse só para a vitória.
Que não se fizesse só pela história.
Que coisas ruins saíssem da memória.
Que todos merecessem a glória.
Tudo o que eu mais quis.
Que toda pessoa pudesse ser feliz.
Que só existissem balas de anis.
Que a fé não precisasse remover montanhas.
Que as medalhas não fossem apenas para quem ganha.
Que todos, na vida tivessem o poder de barganha.
👁️ 354
Atrás da orelha
Feito aranha vou nesta teia.
Tonto quase a sucumbir.
Pena que a solidão pega na veia.
Não adianta a pulga atrás da orelha
Sinto e pronto. Não vou mentir.
Remédio nem procuro
Seria perda de tempo,
As coisas que não tem cura
Melhor aceitá-las em silêncio.
Tonto quase a sucumbir.
Pena que a solidão pega na veia.
Não adianta a pulga atrás da orelha
Sinto e pronto. Não vou mentir.
Remédio nem procuro
Seria perda de tempo,
As coisas que não tem cura
Melhor aceitá-las em silêncio.
👁️ 329
O SEQUESTRO
Após o sequestro fui roubado.
Levaram-me a vontade de escrever.
As rimas.
Os versos.
O poema da poesia.
Dureza foi ver a inspiração
Sendo carregada sem dó.
Eu que a preservava tanto.
Mas eles, pra meu espanto.
Consumiram-lhe em uma vez só.
Meu último poema
Foi arrastado ainda inconcluso.
Puxaram-no pela perna.
Ainda estava tão frágil,
Tinha versos pela metade.
Sem título definitivo.
Não entendo tal maldade.
Um bebê em gestação.
Rodando pela cidade.
Que ato de crueldade!
Não existia motivo.
A maior atrocidade.
Nunca saberei a razão.
Despi-me de vaidades
Pra fazer o pedido de prisão.
Por favor, prendam estes bandidos.
Eles foram muito ousados.
Levaram um poema inacabado.
E mantiveram o poeta silenciado.
Pensando por outro lado,
Talvez nem sejam tão culpados.
Eu tenho sido descuidado,
Ando muito distraído
Melhor perdoar estes indivíduos.
Levaram-me a vontade de escrever.
As rimas.
Os versos.
O poema da poesia.
Dureza foi ver a inspiração
Sendo carregada sem dó.
Eu que a preservava tanto.
Mas eles, pra meu espanto.
Consumiram-lhe em uma vez só.
Meu último poema
Foi arrastado ainda inconcluso.
Puxaram-no pela perna.
Ainda estava tão frágil,
Tinha versos pela metade.
Sem título definitivo.
Não entendo tal maldade.
Um bebê em gestação.
Rodando pela cidade.
Que ato de crueldade!
Não existia motivo.
A maior atrocidade.
Nunca saberei a razão.
Despi-me de vaidades
Pra fazer o pedido de prisão.
Por favor, prendam estes bandidos.
Eles foram muito ousados.
Levaram um poema inacabado.
E mantiveram o poeta silenciado.
Pensando por outro lado,
Talvez nem sejam tão culpados.
Eu tenho sido descuidado,
Ando muito distraído
Melhor perdoar estes indivíduos.
👁️ 272
Sombras
As nossas andam separadas.
Em outros tempos eram vistas de mãos dadas.
Eram enormes ao final do dia,
Agora já não são mais nada.
A companhia boa é aquela que não se precisa.
Tu eras a sombra que a mim encantava.
A minha hoje, anda sem camisa.
A tua era a proteção onde eu me sentava.
Talvez sejam vistas
De outras acompanhadas.
Não uma,
Mas duas imagens sombreadas.
Em outros tempos eram vistas de mãos dadas.
Eram enormes ao final do dia,
Agora já não são mais nada.
A companhia boa é aquela que não se precisa.
Tu eras a sombra que a mim encantava.
A minha hoje, anda sem camisa.
A tua era a proteção onde eu me sentava.
Talvez sejam vistas
De outras acompanhadas.
Não uma,
Mas duas imagens sombreadas.
👁️ 305
Eu sei, mas não gostaria
Sei que quando nos afastarmos
Voltarei ao ostracismo malfadado.
A ele serei relegado.
Não tem como ser presente
Se o alimento é só do passado.
Eu sei que etapas terminam.
Que gelo derrete-se em água,
Que as flores efêmeras duram só um dia.
Que amores mal acabados viram agonias.
Eu sei que se for falso não brilha.
Que azurita nem sempre trará alegria.
Que nenhum ser humano é uma ilha.
Que o sonho é irmão da fantasia.
Ao começar eu não queria
Que fosse finito um dia.
Contudo prevalece o que é real
E não o que eu gostaria.
Voltarei ao ostracismo malfadado.
A ele serei relegado.
Não tem como ser presente
Se o alimento é só do passado.
Eu sei que etapas terminam.
Que gelo derrete-se em água,
Que as flores efêmeras duram só um dia.
Que amores mal acabados viram agonias.
Eu sei que se for falso não brilha.
Que azurita nem sempre trará alegria.
Que nenhum ser humano é uma ilha.
Que o sonho é irmão da fantasia.
Ao começar eu não queria
Que fosse finito um dia.
Contudo prevalece o que é real
E não o que eu gostaria.
👁️ 309
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Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)
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