Escritas

Tinta

Moacir Luís Araldi
No íntimo as cores desbotando.
O olhar ofuscado no labirinto.
Tinta do teto no chão pingando.
Pigmentando um pensamento limpo.

Sem brilho viver não é sorrir.
Se não esta no olhar onde estará?
Umedecida a dor começa a cair.
Peito destituído ao corpo voltará?

Liberdade sem amor é prisão.
É provar um veneno letal.
É parada fora da estação.
Alma esculpida na lápide em metal.

Desamor é placa de contramão.
Entrada na via infernal.
Rua sem retorno ou conversão.
Ruela escura do bosque lateral.

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