Escritas

Lista de Poemas

A uma querida mulher de letras e tons

Avassalado por eu, o mim,
Que nunca,
Nunca terei por espelho,
Esse teu travestido teu.

Pois não sou eu, nem o outro,
Que ombreira e mora
Naquele intermédio, pressurizado,
Peito de pretenso tédio… 

Nem ponte, nem adaptação. 

Sim, uma frontal emoção,
Dimensão do que te escapa
E te atrapa na pequenez
desse
teu vão esforço,
Que recocheteia na forma
Do meu indomitável dorso.

O Homem das costas largas.


Nem  trabalhadora nas Letras,
Uma alienada pra Tim Pim,
Cuja plagimagética morra,
Como falecem,
Frágeis, os ramos dos salgueiros,
Com morrem para mim,
Cada día os ramos dele pra Tim,
O mim ensimesmado, enterrado.

Foda-se, Calcanhoto,
Hoje és,
Mero,
O meu moto. 

E meu respeito
Ombreia
Com o Infindo,
Inquebrantável,
Inegável despeito,

Do meu
Repetido, sentido Pai,
Em teu proveito
Ou da arte, que te espreito, 

E de tudo, afinal, feito.

Tu que vens da Ira do Sudeste, 

Agradeço a melodia que me deste.

Na redundância de uma vida 
DO primeiro Sá Carneiro,
da
Minha consciência
Juntos, ambos, na rábida sucumbència,

Pois eu não sou o um nem o outro,

Eu sou a miriade de grotesque, ressaltam meus recortes
Em Orfeus, nunca meus, e surrealismos em seus recortes,
Dadaismo e hermeneutica, Simbiótica da decadente carótida.









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Ombreira

Vou calar no dizer,
Esclarecer o apagar
Tanta pena da vossa pequenez
Que impõe serem gente travestida,
Numa outra tez,

Hilário que vossas dominâncias, a claudicar,
Prescindam de vós mesmos em prol
De um rol de lavagem cujas, 

Sabujas internâncias 

Exteriorariorizadas rectitudes,
Aparentes virtudes a louvar
Sobre a oculta vileza, sujaismunda,
Palpite informado, meras manigâcias. 

O Resultado antes do palpite,
O palpite antes dos dados,
O caminho dos danados.

Posto a vileza
Minha,...

SER uma janela aberta
Para os retorcidos, incapazes se cruzar
Clara e desperta,
Certeza escancarada,

Numa liquidez na linha de alienar,
Numa ponta escarpada para te pendurar. 
A tanslúcida, inequivoca,
Porta...
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Oitava da quinta de dôr

Riso reverberado,
Fúria irrestrita,
Violência desmedida
Que me
Atraiçoa,
Me muda e recontroi.

O que me escasseia

É que resta,
Não apropriado,
Outrado,

Levado
Humilhado.
E eu, afastado

Numa coisa informe que dói,
Uma melodia que se reconstroi.
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Simil

Cobarde Eu.
Preguiçoso
Preconceituoso,
Um grande bife de gente
Gostoso.

E se você fosse quem o mar cantasse
Um dia ou mais, que envergonhasse,
Teria engorgitado as bênticas profundezas
E refurgitado um bife de micro algas.
Porque é sustentável e estamos mortos 

Pois é ridiculAMente vivo, 

Como mortos que caminham
Num caminho mais longo que não
Advinham
E
Apenas,
Sombria, mente,
Reconstroem em recorrente
Similitude aparente. 

Cinzento advento
E tântalo a mais no vento.
Ultrapassado este fracassado
Rebelde sem causa,
Sem projecto e sem teto,
Desterrado
Desafeto abjecto. 


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Querida Adriana,

Avassalado por eu, o mim,
Que nunca,
Nunca terei por espelho,
Esse teu travestido teu. 

Pois não sou eu, nem o outro,
Que ombreira e mora
Naquele intermedio,  pressurizado,
peito de pretenso  tédio… 

Nem ponte, intermedio,nem adaptação. 

Sim, uma frontal emoção,
Dimensão do que te escapa
E te atrapa na pequenez
desse
teu vão esforço,
Que recocheteia na forma
Do meu indomitável dorso. 

O Homem das costas largas.

Nem  trabalhadora nas Letras,
Uma alienada pra Tim Prim,
Cuja plagimagética morra,
Como falecem,
Frágeis, os ramos dos salgueiros,
Com morrem para mim,
Cada día os ramos dele pra Tim,
O mim.

Foda-se, Calcanhoto,
Hoje és, mero, o meu moto. 

E meu respeito
Ombreia
Com o Infindo,
Inquebrantável,
Inegável despeito, 

Do meu
Pai
Em teu proveito
Ou da arte, que espreito,
E de tudo, afinal, feito.

Tu que vens da Ira do Sudeste,
Agradeço a melodia que me deste.
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to my dear friend (publish and edit later)

Your stood by me more times than I can imagine.

You gave me the urge to live only not to disappoint 

you

My friend stood as my blank point,

No blank slate could erase you from me.


I envy you by your bold choices of life, 

And lament not to have given you the truth

As happy I see you came into being what one deserves.


Maybe I could have loved you,

Getting into you, 

O master manipulator,

Apart the fact of wanting the best, 

Damn you,

Your flowers rotten in a place of nowhere.

A spot where, there, nobody is, 

Only my admiration for your skills. 


I have received many notifications.

Seldom any kind of saudation,

As in the yearly "State of the Nation"

and yet it's your brightly,

Gentle presence ~fucking head~ 

A monster over this bed,

A good soul buried under,

All remains simply asunder.
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convince by degree?

This force compelling me to write,
Even in the most nubilous mood,
I left scattered, unchecked characters,
Things said no one eventually bears. 

Do what?
Go and get a PH. D. to convince by degree?
My friend or foe already knows that's not me.
Indeed. 

My life is asunder unified by fantasy,
With the belief that no one will miss me. 
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To dear Martin and Ludwig, about your beautiful words.

Sorry to enter your beautiful, coherent words.
Das Wort ist das Lebens des Seins.
Well, Martin, only in part, the being lives on images,
Feelings not translated to language, that’s music,
Or whatever gets a knot in your stomach,
Expressed in painting and furious behavior, tenderness,
Revealed in the deepest feelings of inner distress.

To you Ludwig, “the limits of my language are the limits of my world”
Sorry to say what others have appointed systematically.
I like you, and that is the Leitmotiv of my critic.
Don't have necessity to be philosophically cryptic,
You have dreamt, you have wished visions unrevealed, especially,
You were human, and in so being, knew that dream rules over reality,
Art over Life, so we are unlimited by language, even in latu sensu.

We have all the Theater,  surrealism, we have ourselves to prove.
Garcia Marquez, Isabel Allende, José Saramago, Roberto Bolano,
Those characteristics that we have in common with cats, dogs, pigs,
That empathy with plants and revered Trees, bees and black blue eyed twigs,
Cause we are the root and the leaf of all that lives.
And we return to that res extensa, departing from formal language,

Because we are the beginning and the edge of all we may pledge.
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Inquisitiva

Uma casa térrea pergunta pelo dono.

Onde pára o meu querido?

Onde terá ele ido, partido?
Cogita a casa isolada, dos habitantes, divorciada,
Sem alarme, sem a sua sirene accionada,
A alta música há tanto calada,

Onde o meu reformador,
Onde o meu perdido Doutor,
Onde esse homem, plano de Dor,
Música, alegria, onde essa revolta,
Ó permanente buliço, não há volta?

Cadê aquele que me trouxe à vida,
Cadé o que fora das horas,
Sem outras demoras,
Me chamava e denominava,
Eis minha linda casa, minha guarida?

A piscina, lisa e parada, o beija sem flor,
Paira uma onda de dor na minha casa querida.
Faz com que o Peito de Moça pareça mais descabida.

Na casa cercada de viçoso e selvagem jardim
Existe uma tristeza sem fim, as baratas voadoras
A par com as lagartixas, estão à espera de mim.
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Descentrada

Vai fazer dez anos daqui a dois dias.
Uma década descentrada, irregular,
Dez anos que me tentei matar,
Com resultado regular, década de vegetar.
Outono avançado sem colorido,
Gárgula petrificada num jardim de cabelos,
Outros fitos, não sei como tê-los.
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Comentários (1)

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nilza_azzi
2019-08-17

Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.